Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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das pessoas
terça-feira, 30 de maio de 2017 || 2:41 da tarde

Hoje fui a uma Tomada de Posse - a minha vida tem muito disto, sim - e no final do discurso do Presidente eleito, o auditório inteiro levantou-se para aplaudir de pé. Estamos a falar das pessoas que trabalharam com ele durante um ano inteiro e que terminaram o ano com tanto carinho e respeito que não hesitaram em saltar da cadeira e aplaudir. Isto, para mim, é a definição de sucesso na sua forma mais evidente. 

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das pessoas
segunda-feira, 29 de maio de 2017 || 10:49 da tarde

No próximo ano, se tudo correr conforme planeado, três dos meus amigos mais próximos vão mudar-se para países europeus diferentes. E eu estou aqui dividida entre a alegria de os ver conquistar sonhos atrás de sonhos e a tristeza de saber que a minha vida em Lisboa vai perder uma parte considerável da sua piada. 


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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
sexta-feira, 26 de maio de 2017 || 11:48 da manhã

Não sei como é que passaram a vossa noite de sexta-feira, mas eu acabei sentada num muro à meia noite, muito cansada e a querer ir para casa dormir, a ouvir um segurança que estava no turno da noite na vigilância do edifício a contar-me que adorava sunsets e que quando ia com os primos para Pampilhosa da Serra "estragamo-nos todos!". Palavras dele, não minhas. Provavelmente estão a perguntar-se se eu conhecia o senhor e a resposta é que nunca tinha trocado com ele palavras mais longas do que "bom dia" ou "boa tarde" até ele se ter sentado ao meu lado naquele muro e desabafado. Primeiro sobre as bebedeiras, depois sobre a vontade de mudar de carreira e depois sobre a vida, no geral. Não perguntem, eu acho que a minha postura naturalmente simpática incita estranhos a falarem-me das suas vidas. Aquilo chegou a um ponto em que eu já tinha boleia à minha espera mas a conversa estava demasiado profunda para eu interromper e avisar aquele estranho de que me ia embora. 

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palavras que podiam ser minhas
quinta-feira, 25 de maio de 2017 || 2:58 da tarde

a questão, pensei eu para com os meus botões, é que eu nunca fui iniciante de porra nenhuma a não ser de estatística, mas aí era danoso porque eu era má mesmo (...)




Não confundir humildade com falta de auto-conhecimento e falta de auto-conhecimento com humildade.

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equilibrio
quarta-feira, 24 de maio de 2017 || 12:09 da manhã

Por comparação, os dez dias imediatamente antes do meu aniversário costumam ser uma período muito fértil no que toca a atingir milestones importantes. Geralmente, quando estou mais insegura e sinto que não conquistei o suficiente no ano que passou, atinjo um marco qualquer nos dez dias antes de fazer anos e, de repente, começo a sentir-me muito mais tranquila. Foi neste período mágico de dez dias que dei o meu primeiro beijo, que tirei a carta, que me licenciei e que fiz a minha primeira viagem (quase) sozinha e que visitei pelo menos três países diferentes.




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big days in a nutshell
terça-feira, 23 de maio de 2017 || 7:39 da tarde

Desde os meus dezoito anos que todos os dias importantes e de grande simbolismo para mim correm mal. Não me refiro aos feriados nacionais ou às épocas festivas globais, mas aos dias que são indiferentes para quase toda a gente mas enormes para mim: o dia em que entro nos 20, o dia em que me licencio, o dia em que começo um novo desafio ou vejo uma conquista reconhecida. Não me interpretem mal, sou muito feliz nos intervalos destes dias importantes, mas em ocasiões especiais em que eu devia estar radiante, acontece sempre algo ou alguém que substitui a alegria por tristeza ou preocupação. Nunca falha e, talvez por isso, tendo a evitar ao máximo celebrar estes marcos, porque sei que sou muito feliz feliz nos dias pequeninos do que nos grandes.



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from the perfect start to the finish line
quinta-feira, 18 de maio de 2017 || 1:05 da tarde

Estou a chegar ao fim de uma das melhores e mais incríveis experiências da minha vida e não sinto nada. Talvez porque sei que não existem finais absolutos, levamos connosco as pessoas e as memórias e moldamo-nos a elas. Queria olhar à volta da mesa e enternecer-me com os oito lugares preenchidos, sorrir em espelho com os últimos sorrisos e chorar com as palavras de gratidão tão típicas dos finais. Queria ter as emoções à flor da pele e as lágrimas nos olhos, abraçar toda a gente com um sentimento de dever cumprido e com uma saudade de tudo aquilo que fomos e que, inevitavelmente deixaremos de ser.  Mas não sinto absolutamente nada, só a sequência de passos que tenho que cumprir mecanicamente até ao fim e é nestes momentos que percebo que 2013 produziu em mim uma mudança permanente pela qual ainda não sei se estou grata ou desgostosa. 


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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
terça-feira, 16 de maio de 2017 || 9:47 da tarde

Este ficará conhecido como o dia em que um professor tentou tratar-me mal durante uma apresentação à turma e eu tive que o chamar à atenção sobre os modos com que se dirigia ao meu grupo e explicar-lhe que nem todos os autores usam a mesma terminologia que ele e que o meu grupo tinha escolhido citar autores mais conhecidos internacionalmente, dentro dos quais algumas referências para o tema que eram também portuguesas ao invés do livro escrito por ele. Olhem, eu não sei se me choca mais a lata que eu tenho ou a falta de maneiras que os adultos que conheci desde que entrei para o ensino superior. Já me imaginei passar por muitas situações, mas ter que chamar a atenção a um docente sobre a sua falta de educação em frente a uma turma inteira pareceu-me sempre tão surreal que não fazia parte sequer o meu imaginário. Mais um dia na minha vida. 

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[private post]
segunda-feira, 15 de maio de 2017 || 10:42 da tarde

Sou a pessoa que diz às suas amigas para não terem medo de se colocar em primeiro lugar e fugir de situações que lhes são tóxicas. E não dou nenhum conselho que não aplique na minha própria vida. Mas ontem fui indelicada para alguém que me estava a atacar psicologicamente sem se aperceber. Tentei desviar o rumo da conversa pelo menos duas vezes e, a certa altura, sem conseguir identificar o momento exacto em que se deu o clique, zanguei-me a sério e disse-lhe num tom pouco simpático que há tópicos particulares que ninguém é obrigado a revelar a estranhos, virei as costas e fui embora sem olhar para trás ou dar satisfações. Fui francamente rude, mas aprendi desde cedo a não pedir desculpa por ter o meu próprio bem estar como prioridade. Defendo cada conselho que transmito às minhas amigas, mas nas noites como esta em que me deito em ferida por saber que às vezes proteger o nosso bem estar significa dar um empurrão e magoar alguém que não teve a intenção de nos fazer mal só queria poder ligar-lhes e contar o que se passou, ouvir do outro lado que não devemos nunca sentir-nos mal por conhecer a linha entre o que é suportável e insuportável para nós e sair quando esta é cruzada. Mas não posso ligar às minhas maiores amigas nestas noites porque elas precisam que eu seja a pessoa certa e firme na sua teoria. Por isso apago só a luz e oiço playlists infinitas para acalmar o coração. E amanhã acordo tão certa como sempre de que dizer que não é um direito e não um privilégio. 

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amizade, a definição
domingo, 14 de maio de 2017 || 11:30 da manhã

eu estar a ter um dia péssimo, encontrar um amigo e, sem precisar de dizer nada ele dar-me o abraço mais sentido da história da nossa amizade e, de repente, tudo ficar melhor.

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Os 5 livros que mais gostei de ler nos últimos tempos
sábado, 13 de maio de 2017 || 12:07 da tarde

Já vos falei dos livros que mudaram a minha vida, mas senti que me faltava partilhar convosco um outro tipo de livros: aqueles que não me mudaram como pessoa mas que me foram extremamente agradáveis de ler e com cujas personagens e enredos me identifiquei imenso. Prometo que vou parar com as listas de livros por uns tempos, mas estes foram os livros que mais gostei de ler e que mais aconselho a quase toda a gente, porque a verdade é que são muito transversais.
Este livro é absolutamente incrível. Fala sobre dois gémeos com problemas e formas de reagir à vida muito diferentes. Foi, de todos os livros que li, um dos que melhor retratou a tristeza de viver uma perda e todo o processo de recuperação. Sem romantizar a dor, a depressão e o tempo que demoramos a curar-nos. Também aborda a arte de uma forma muito realista e, mais do que isso, fala sobre vários processos de produzir arte e do seu papel no nosso crescimento e amadurecimento. Ambos os protagonistas são absolutamente adoráveis e as histórias de amor neste livro são das mais originais e bem construídas que já li.
Tive a sorte de ter a relação mais telepática e fantástica com a minha melhor amiga. Ao ponto de quase lermos os pensamentos uma da outra, de sermos companheiras para todas as ocasiões e de comunicarmos por olhares. Por isso percebo muito bem a ligação de amizade fortíssima que é o centro deste livro. Quando a sua melhor amiga muda de cidade sem qualquer aviso e lhe deixa uma lista de experiências fora da sua zona de conforto, a protagonista deste livro tem o Verão mais inacreditável de sempre. As personagens são adoráveis, a relação romântica principal também e o crescimento a que assistimos durante três meses é igualmente cativante. Gosto de livros sobre amizade, sobre sair da zona de conforto e sobre Verões intermináveis e este livro tem todos estes pontos.
  • Where She Went
Esta é, na verdade, o segundo livro de uma duologia que começa com um livro chamado If I Stay. Fala-nos do reencontro entre dois jovens que foram namorados cinco anos antes e que cresceram em direções muito diferentes. É muito interessante reencontrar personagens que conhecemos enquanto adolescentes no primeiro livro e ler o seu crescimento e o quanto a vida e os nossos objetivos mudam em cinco anos.
Já falei deste livro algumas vezes. É sobre uma história de amor incrível entre dois estranhos que se conhecem num comboio. É o cliché mais antigo do mundo mas a autora dá-lhe um toque muito original e torna este livro muito mais do que um romance. Acompanhamos a vida da protagonista durante um ano após esse encontro inesperado e vemos como ela cresce e muda. Há um segundo volume em que acompanhamos esse ano da perspetiva do protagonista - de quem nunca mais ouvimos falar durante o primeiro livro - e tenho a dizer-vos que é de cortar a respiração porque isto não é um romance, é um livro de aventuras e de crescimento pessoal. 
Markus Zusak é autor de um dos meus livros favoritos de todos os tempos e este livro não lhe fica muito atrás. Não sei falar sobre este livro sem vos estragar completamente a experiência, por isso só posso dizer que este autor tem uma forma muito original de escrever e que brinca com a experiência de leitura de uma forma que eu nunca vi noutro autor. As personagens dele são muito profundas e os sentimentos são retratados de forma muito crua. Não vão encontrar aqui os típicos heróis e personagens cliché, tudo neste livro é diferente e feito de forma a dar-nos uma nova perspetiva de temas quotidianos. O protagonista é um rapaz nos early 20s que conduz um taxi e tem um grupo de amigos perfeitamente normal e, ao longo do livro, vai conhecendo uma série de pessoas muito diferentes de si com quem tem algo a aprender e completando vários desafios.

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
sexta-feira, 12 de maio de 2017 || 8:12 da manhã

Há uns dias fui a uma formação dada por uma pessoa muito nova (diria aproximadamente 24/25) que  é responsável por gerir duas marcas enormes que todos vocês conhecem, numa das empresas mais conceituadas do mundo. O exercício central consistia em tentar fazer o que ele faz no seu quotidiano, com recurso a uma série de dados confidenciais sobre as marcas e o mercado que ele nos deu na hora. A meio tivemos que fazer uma apresentação e eu escrevi na minha folha, a letras garrafais o nome dele, pronta para transcrever o feedback que ele desse à nossa apresentação, de modo a corrigir quaisquer detalhes, mas a verdade é que ele disse apenas que tinha gostado muito e deu-nos os parabéns. Eu sendo eu mesmo transcrevi esse feedback como "Somos incríveis", logo a seguir ao nome dele. Acontece que vinte minutos depois ele veio à nossa mesa e olhou para o que estávamos a desenvolver. Eu era a pessoa que tinha tudo apontado, portanto foi pela minha folha que ele se guiou. Cinco centimetros acima das nossas ideias estava o nome dele com a frase "Somos incríveis". 


O triste é que me vejo tantas vezes nestas situações que já não consigo sequer conjurar vergonha suficiente para me sentir constrangida. Só achei mesmo muita graça quando reparei no que tinha acontecido. 

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amizade, a definição
quinta-feira, 11 de maio de 2017 || 10:27 da manhã

Trocar um olhar com um amigo que está sentado do outro lado da sala e sentir milhões de confidências e dois anos de memórias conjuntas numa fração de segundo. 


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problemas de primeiro mundo
quarta-feira, 10 de maio de 2017 || 8:06 da manhã

Sou uma pessoa relativamente minimalista porque me auto-eduquei desde muito cedo a resistir ao consumismo. Gasto uma quantidade significativa do meu dinheiro em comida e em experiências - viagens, saídas, etc - mas tendo a não acumular demasiados objetos, até porque não tenho espaço para os guardar. Precisamente por causa disto, detesto festas temáticas e ocasiões afins em seja necessário produzir uma máscara ou uma indumentária fora do vulgar. Dizem-me que basta usar qualquer coisa simples que tenha no meu armário, mas eu sou uma pessoa básica que não tem peças de roupa fora do vulgar e que usa q.b quase todas as suas peças. 

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dos livros
terça-feira, 9 de maio de 2017 || 8:23 da manhã

Apercebi-me esta semana que mais de 85% dos livros de não ficção que leio são sobre business ou psicologia, porque hábitos antigos são difíceis de largar e porque o meu fascínio vai ser sempre perceber como é que as pessoas funcionam e como é que podemos condiciona-las. 



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amizade, a definição
segunda-feira, 8 de maio de 2017 || 10:57 da tarde

A minha parte favorita de ter coisas boas a acontecer na minha vida é ver o brilho de felicidade nos olhos das minhas pessoas. Nada supera esses momentos. E hoje foram duas vezes.

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2017 em aprendizagens
domingo, 7 de maio de 2017 || 6:33 da tarde

A minha mais recente teoria de que ter amigos no trabalho é um erro confirma-se quase diariamente. Com imensa pena minha. 

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As 5 séries da minha vida
|| 2:15 da tarde

Não são necessariamente as melhores séries ou aquelas que têm argumentos mais complexos, mas são as séries que, por vários motivos, são importantes para mim
Esta lista não está por ordem, mas se tivesse que escolher uma única série para figurar no meu top, provavelmente seria esta. Eu sou doida por amizades fortes e por histórias épicas que começam em noites normais com um grupo de amigos. E pelas personagens muito características e bem desenvolvidas ao longo de quase uma década, pelas centenas de noites incríveis que este 5 viveram e pela quantidade de frases e teorias memoráveis, HIMYM vai ser sempre uma série de culto para mim. Os meus melhores amigos vêm, eu vejo e mesmo após tanto tempo continuamos a discutir o final. 
Tudo no mundo dos negócios me fascina. Gosto da frieza por trás do sucesso, das noites de solidão e de trabalho árduo, das espirais de luxúria e corrupção, da roupa clássica e das pequenas histórias por trás de cada contrato. Gosto muito de gestão e negócios no geral porque sou fascinada pelo comportamento humano. E Suits é a série perfeita para apreciar esse panorama de luxo e de negócios milionários. Pode ser ligeiramente repetitivo e exagerar os traços de algumas personagens, mas é como levar um shot de atitude. Foi uma série importante numa altura em que eu tive que tomar decisões complicadas e precisava de me distrair para não pensar nas consequências. 
  • This is Us
Incluir esta série nesta lista é um risco grande, visto que ainda só tem uma temporada. Mas a perspetiva sob a qual esta série é produzida é incrível e a forma como pega nos pequenos momentos quotidianos e retrata as teias da vida é surreal. Eu gosto de séries sobre pessoas normais e vidas normais, mas esta consegue a proeza de transformar o comum em extraordinário e está tão bem pensada e tão bem conseguida que tem sido um fenómeno mundial. Agora é rezar para que não a estraguem nas próximas temporadas. 
  • Anatomia de Grey 
Eu sei que esta série não é sobre medicina e que há pelo menos dez temporadas se transformou numa autentica novela. Mas foi a primeira série que eu vi a sério, há cerca de dez anos atrás. E as personagens são confortáveis, o enredo é confortável, os cenários são confortáveis. Ainda não vi a última temporada, mas só por ser uma presença relativamente constante na minha vida ao longo da última década já merece lugar nesta lista. 
  • O Sexo e a Cidade
Vou ser honesta, não acho esta série muito boa. Mas incluo-a nesta lista porque há muitos anos atrás, quando ainda era claramente demasiado nova para compreender, passei muitas noites ao telefone com a minha melhor amiga, a ver esta série às 2h da manhã e a pensar em assuntos importantes da vida. Mas mais importante, esta série representou pela primeira vez mulheres bem sucedidas profissionalmente e sexualmente ousadas, que não deixavam que os padrões conservadores lhes dissessem como guiar a sua vida íntima. Agora acho muitas das cenas sexistas, mas é impossível subestimar o papel que o Sexo e a Cidade representou numa altura em que o paradigma social finalmente começou a mudar. 

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da vida
sábado, 6 de maio de 2017 || 3:56 da tarde

Alguns amigos dizem que eu me preocupo demasiado com o que as pessoas dizem. Não é bem verdade, eu não me importo que falem de mim ou até que inventem mentiras. O que me custa mesmo é que me vejam de forma errada, que leiam nas minhas ações valores e intenções que em nada têm a ver comigo, que convivam comigo e falhem completamente na análise que fazem de mim. Conviver com alguém e não ser clara na mensagem que passo preocupa-me, que alguém que não me conhece tenha a ideia errada passa-me ao lado.  

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Os meus 5 clássicos favoritos (+1)
quinta-feira, 4 de maio de 2017 || 4:47 da tarde

Há muitas pessoas que não gostam de Jane Austen. Pessoalmente, aprecio muito a ironia e a forma como ela lida com as regras machistas da época de forma inteligente e progressiva. Não sou fã de romances cliché e tendo a preferir livros que não girem meramente à volta de relações amorosas, mas este livro é excepção e, na minha opinião, um dos melhores da sua época. 
O que eu mais gosto neste livro é que não só retrata duas realidades muito diferentes, como é totalmente diferente do estilo habitual de Charles Dickens. Tem um dos inícios mais conhecidos e icónicos da literatura mundial e consegue captar muito bem o tumulto e o antes e depois da Revolução Francesa. Eu não sou muito fã de ficção histórica mas gostei muito desta. 
Acho que já percebemos todos que eu gosto muito do século XIX inglês. Apesar de ser do mesmo período e de o contexto social e cultural ser muito semelhante ao das duas obras que mencionei anteriormente, esta é muito mais dramática e dark do que as anteriores e retrata muito bem a ideia de que a maioria das pessoas não é bondosa e que se não olharmos por nós, toda a gente vai tentar tramar-nos. É uma sátira aos valores da época e às relações superficiais tão frequentemente retratadas na literatura e eu adoro essa abordagem mais mordaz. 
Continua a ser a minha peça favorita de Shakespeare e aquela que mais me fez rir e entrar dentro da história. Por ser tão icónica e todos já conhecermos a história tão bem, foi muito fácil e divertida de ler e apesar de ser um clássico, foi uma leitura muito leve e relativamente acessível a toda a gente. Qualquer um dos livros de que vos falei é uma excelente porta de entrada para o universo dos clássicos. 
  • O Mistério da Estrada de Sintra
Sinto que, por mais brilhantes que sejam, falta a muitos clássicos um toque de humor. E é precisamente pela forma hilariante como decorre toda a ação que eu adoro este livro de Eça de Queirós. Apesar de perceber que o génio dele está nas descrições sociais que faz em obras como os Maias, a Ilustre Casa de Ramires ou a Cidade e as Serras - obras muito mais aclamadas - tenho vos que ser honesta e confessar que este foi o livro dele que mais gozo me deu ler.

  • A Insustentável Leveza do Ser
Apesar de ainda não ser exatamente considerado um clássico, este livro tem tudo e é absolutamente brilhante. A história é construída à volta de três personagens - duas delas um casal - e acompanha vários anos das suas vidas mas não de uma forma demasiado detalhada ou cheia de descrições. Ao longo de toda a ação este livro fala sobre amor e aborda a dicotomia peso/leveza e o tópico da compaixão de uma forma brilhante. Não existem muitos livros Checos, Polacos o Eslovenos que sejam tão conhecidos, por isso esta obra é também uma excelente forma de aprendermos um pouco mais sobre estes países e de os vermos muito bem representados na literatura. 

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a minha vida resumida num mantra:
quarta-feira, 3 de maio de 2017 || 11:39 da manhã

disciplina é importante, mas amor é mais.

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noites que aposto que nunca vos aconteceram
segunda-feira, 1 de maio de 2017 || 12:28 da tarde

Combinei ir a uma festa com uma amiga, mas quando já estavamos a caminho descobrimos que esta tinha sido cancelada. Mudámos os nossos planos para ir a um bar calmo na Avenida de Roma beber um cocktail virgem. Recebemos um convite para ir ter com amigas dela ao Intendente e continuámos a noite  com cervejas e Somersby ao invés de limonadas. Uma das amigas dela recebe uma SMS de outra pessoa e convida-nos para uma festa no prédio em frente ao bar onde estávamos. E aqui começa a parte interessante, mas para o resto da história fazer sentido têm que saber dois detalhes: o primeiro é que a minha amiga é uma pessoa muito versátil e por isso conhece meio mundo e move-se em todo o tipo de círculos sociais. E o segundo é que eu adoro inesperado, desconhecido e sair da minha zona de conforto. 

Dei por mim na sede de um clube de futebol de vigésima divisão que tinha sido alugado a um grupo para a tal festa. Entrei e senti-me noutro universo: pessoas de todas as idades, pelo menos 8 nacionalidades diferentes, estilos totalmente antagónicos, classes sociais que fora dali nunca se cruzariam desde botões de punho de ouro a chinelo no pé; já fui a muitos sítios mas nunca encontrei um grupo de pessoas com menos conexão entre si. As salas a abarrotar, era proibido abrir janelas por causa das licenças de som e toda a gente quase colada. Em palco estava uma banda mas só conversavam entre si, porque a música saía das colunas de um DJ que estava a curtir à grande com uma miúda enquanto punha música. Quase pornográfico, na verdade. Eu não sei o que é que se apoderou de mim naquela festa, mas eu tenho tendência a viver os momentos da minha vida quando me vejo nestes micro-universos em que a realidade entra em pausa. Dei por mim a dançar um set de músicas composto apenas por música brasileira de favela. A canção mais standard que passou naquela noite foi o Baile de Favela - se não conhecem, não pesquisem no google sob a pena de ficarem traumatizados - por isso agora pensem no que se passou ali. Sei que algures no meio dos sambas e kuduros tive que explicar a dois desconhecidos que não estudávamos arquitetura paisagística e criei um ritual com outro que consistia em responder à pergunta: "Você é carioca?" com um berro. Quero ressalvar que estava totalmente sóbria enquanto esta festa surreal se desenrolava à minha volta - mas era claramente a única.

A festa acabou por volta das 2h30 e eu pensei que ia para casa, até porque uma das amigas da minha amiga tinha conhecido um americano no Tinder e despediu-se de nós porque tinha um encontro marcado. Mas eis que o namorado da minha amiga - com quem me dou bem - lhe ligou e lhe perguntou se ela não queria passar pela festa de aniversário onde ele estava. E foi assim que decidimos ir a pé para um bar-discoteca no Cais do Sodré, onde dei por mim numa festa que só tinha o namorado da minha amiga e 5 rapazes que eu não conhecia de lado nenhum e que eram amigos desde a infância. A questão é, eu fui parar à festa de anos de um humorista que faz parte de um grupo muito conhecido. Pior, eu tinha visto um sketch dele e rido durante meia hora com três amigos uns dias antes, por isso podem imaginar o meu estado de choque quando o vejo à minha frente, totalmente bêbedo e a dançar o esquema com os melhores amigos da vida dele. A certa altura chega a nossa amiga do Tinder, que sem saber do nosso paradeiro acabou no mesmo bar que nós por pura coincidência. Então, dei por mim às 3h30 da manhã entre a rapariga e o americano que estavam já a combinar se iam para casa dele ou dela, a minha amiga e o namorado que não se viam há uns dias e cinco homens que nunca tinha visto, estavam bebedos e eram amigos de infância.

Saímos do bar às 4h da manhã, hora de fecho e ainda fiquei uns 30 minutos à espera do humorista, que entretanto tinha conhecido uma rapariga. E eu diverti-me muito mas vivi a noite mais surreal da minha vida. 

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