Write loud and clear about what hurts

About
Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




Template by Elle @ satellit-e.bs.com
Banners: reviviscent
Others: (1 | 2)


“Home is Where the ♥ is”
Dezembro 2009 Janeiro 2010 Fevereiro 2010 Março 2010 Abril 2010 Maio 2010 Junho 2010 Julho 2010 Setembro 2010 Outubro 2010 Novembro 2010 Dezembro 2010 Janeiro 2011 Fevereiro 2011 Março 2011 Abril 2011 Maio 2011 Junho 2011 Julho 2011 Agosto 2011 Setembro 2011 Outubro 2011 Novembro 2011 Dezembro 2011 Janeiro 2012 Fevereiro 2012 Março 2012 Abril 2012 Maio 2012 Junho 2012 Julho 2012 Agosto 2012 Setembro 2012 Outubro 2012 Novembro 2012 Dezembro 2012 Janeiro 2013 Fevereiro 2013 Março 2013 Abril 2013 Maio 2013 Junho 2013 Julho 2013 Agosto 2013 Setembro 2013 Outubro 2013 Novembro 2013 Dezembro 2013 Janeiro 2014 Fevereiro 2014 Março 2014 Abril 2014 Maio 2014 Junho 2014 Julho 2014 Agosto 2014 Setembro 2014 Outubro 2014 Novembro 2014 Dezembro 2014 Janeiro 2015 Fevereiro 2015 Março 2015 Abril 2015 Maio 2015 Junho 2015 Julho 2015 Agosto 2015 Setembro 2015 Outubro 2015 Novembro 2015 Dezembro 2015 Janeiro 2016 Fevereiro 2016 Março 2016 Abril 2016 Maio 2016 Junho 2016 Julho 2016 Agosto 2016 Setembro 2016 Outubro 2016 Novembro 2016 Dezembro 2016 Janeiro 2017 Fevereiro 2017 Março 2017 Abril 2017 Maio 2017 Junho 2017 Julho 2017

Gratidão
domingo, 30 de abril de 2017 || 3:23 da tarde

Crepes em noites de semana em que tenho insónias com a minha tia, a minha pessoa favorita do mundo. A minha capacidade de desligar as emoções e não sofrer com as pequenas maledicências do quotidiano. Um beijinho e um sorriso de alguém que eu admiro muito. Os abraços dos meus amigos, sempre nos timings certos. Marcar almoços e jantares com as minhas pessoas. Despachar trabalhos e tarefas sem parar. Dormir sestas de 4 horas porque eu mereço. Ler um livro que apesar de interminável se está a revelar melhor do que eu antevia. Reuniões de trabalho com risadas pelo meio. Música hispânica. Ted Talks para me mostrar que há pessoas incríveis no mundo. Chá quentinho. Uma forma de voluntariado para a qual tenho tempo e que me ajuda a treinar skills que considero essenciais. Uma gala a dançar com pessoas de quem gosto até às 4h da manhã e uma noite cheia de elogios. Noites que começam com um café e só acabam as 6h da manhã, muitos amigos e estranhos depois.



Etiquetas:


Comentários.

Solteira nível mil
sábado, 29 de abril de 2017 || 7:04 da tarde

Há uns tempos partilhei uma tosta mista com um casal num bar. Podem rir, eu também achei hilariante.

Etiquetas:


Comentários.

das pessoas
sexta-feira, 28 de abril de 2017 || 2:56 da tarde

Fui sair com colegas da faculdade e, no dia seguinte, tive que lhes explicar que não estava bêbeda, estava só feliz e a ser uma pessoa normal fora da faculdade. Isto acontece sempre, porque infelizmente as pessoas que me rodeiam ainda não compreendem que adaptamos a nossa postura ao local onde estamos e que eu vou ser naturalmente mais animada quando saio para passear do que quando estou numa aula ou numa pausa para café. E é por isto que eu não saio com pessoas da faculdade, à excepção do meu grupo de ouro. 

Etiquetas:


Comentários.

Os 5 livros que mudaram a minha vida
quinta-feira, 27 de abril de 2017 || 5:04 da tarde

É impossível começar esta lista por qualquer outra obra. Esta saga foi, inquestionavelmente, aquela que mais me marcou enquanto pessoa e leitora. Moldou a minha forma de ver o mundo e deu-me o melhor reforço possível sobre a importância da amizade e a magia dos heróis que conhecemos no nosso quotidiano. Não existe limite de idade para ler Harry Potter!

Este livro não só fala de uma viagem incrível por três países interessantes,  como tem uma componente autobiográfica muito forte. A autora passou mesmo por grande parte das experiências que descreve e é muito genuína a reconta-las. A melhor parte deste livro é a forma como ele está decomposto em mini-histórias que o impedem de ficar aborrecido e, sem dúvida, as pessoas incríveis - e reais! - que ela conhece pelo caminho. Também tem uma história de amor muito bonita, mas esse detalhe é apenas um bónus. 

Malcolm Gladwell é o meu autor de não ficção favorito! Este foi o primeiro livro dele que li e fiquei imediatamente fascinada. O tema principal é o sucesso e a forma como este se constrói. Apoiado numa série de estudos científicos, o autor desconstrói uma série de mitos sobre as pessoas bem sucedidas e prova aquilo que eu já sei há muito tempo - o sucesso é a mistura de uma quantidade ridícula de trabalho e muita sorte nos timings da vida. 


Este é, da minha lista, o livro mais difícil e técnico, mas nem por isso vale menos a pena. Normalmente é vendido como um livro técnico de economia e gestão, mas é totalmente mentira. Este livro critica o bullshit que o sistema de ensino nos obriga a engolir diariamente, a forma como complicamos coisas tão simples e a falta de ferramentas para lidar com inesperado nos nossos sistemas económicos. A sociedade tende a ruir com doses muito pequenas de caos sem que exista a menor necessidade de permitir que isso aconteça. Nunca teria pegado neste livro se um dos meus buddies em Praga não mo tivesse oferecido e dito que tinha mudado a sua vida. E também mudou a minha. 

Eis um facto engraçado sobre mim: não toco em arte cujo tema seja guerra. Muito menos o grande cliché que é a 2ª Guerra Mundial. Por isso podem acreditar quando vos digo que este livro é incrível. É também duríssimo: sobre morte, sofrimento, perda e abandono do início ao fim. Mas muito mais do que isso, este livro é sobre amor incondicional e isso derreteu-me o coração. Do ponto de vista técnico, a escrita é muito original. Este autor tem dois pontos fortíssimos como nunca vi em nenhum outro: a forma como ele brinca com as palavras e torna a prosa tão poética e a profundidade das suas personagens. Este livro é incrível, prometo. 

Etiquetas:


Comentários.

#gocorporate
quarta-feira, 26 de abril de 2017 || 11:59 da manhã

Uma vez tive uma reunião tão longa e dolorosa, com tanta coisa que nunca deveria acontecer numa reunião (gritos, faltas de respeito, temas da índole pessoal) que, a certa altura me levantei e disse calmamente: "Não estamos a discutir trabalho, estamos a discutir inseguranças e eu vou remover-me desta sala durante 10 minutos para que todos possamos respirar e parar com isto". Spoiler: não resultou e não só não pude "remover-me da sala" como metade das pessoas à mesa continuaram a gritar e a discutir inseguranças. Passaram quatro meses e a minha equipa ainda goza comigo sempre que se lembram desse momento, mas a verdade é que esse dia foi importante para mim. Marcou o momento em que eu decidi que a minha paciência tinha acabado e que não ia perdoar mais faltas de respeito ou atitudes pouco profissionais. O momento em que eu informei que ia remover-me da sala traçou a linha entre a bondade dirigida aos outros e o respeito e amor-próprio que sei que sempre devo a mim mesma. 

Etiquetas:


Comentários.

#gocorporate
terça-feira, 25 de abril de 2017 || 1:07 da tarde

Quando precisas de explicar a pessoas maiores de idade que não podem sistematicamente entrar sala a dentro e interromper reuniões da gestão de topo e não consegues porque sentes demasiada vergonha alheia.

Etiquetas:


Comentários.

#gocorporate
segunda-feira, 24 de abril de 2017 || 8:04 da tarde

Quando é preciso explicar a pessoas maiores de idade que não podem pôr nas redes sociais fotos e vídeos deles próprios a fazer coisas escandalosas e impróprias enquanto usam a camisola oficial da empresa. 


*e por coisas escandalosas quero dizer dançar em cima de um balcão nnm bar e roçar-se sexualmente em pelo menos 3 pessoas que estão a dançar nas redondezas. 

Etiquetas:


Comentários.

#gocorporate
domingo, 23 de abril de 2017 || 6:07 da tarde

Quando me vejo numa posição em que é preciso explicar a pessoas maiores de idade que não podem entrar em coma alcoólico em festas da empresa sinto que é hora de desistir da vida e dormir durante um mês para recuperar.

Etiquetas:


Comentários.

das pessoas
sábado, 22 de abril de 2017 || 7:56 da tarde

Pelo menos duas das pessoas mais brilhantes que já tive o privilégio de conhecer gostam de mim, identificam-se comigo e acham-me, também, inteligente. E isto é a maior prenda que o universo me poderia enviar porque, sejamos honestos, eu coleciono pessoas incríveis e memórias atípicas. 

Etiquetas:


Comentários.

curto, médio e longo prazo
sexta-feira, 21 de abril de 2017 || 9:41 da tarde

Antes, costumava ter a minha vida planeada ao detalhe. Quando tudo correu mal e eu tive que saltar do plano A para o plano Z obriguei-me a mim mesma a acreditar que não o voltaria a fazer e que seria livre e iria para o mundo flexível e sem expectativas. E é isso que digo a toda a gente, que não sei o que quero fazer daqui a seis meses, um ano, cinco anos e que me vou deixar levar pelas oportunidades. Mas, por muito que eu me recuse a admitir aos outros e a mim mesma, a verdade é que eu sei exactamente quem sou, quem quero ser e todas as paragens que gostava de fazer para lá chegar. Não tenho emenda, mas aprendi a esconder os meus sonhos dos outros e a dar margem a mim própria para surfar os planos B, sempre que necessário



Etiquetas:


Comentários.

coisas que aposto que nunca vos aconteceram
quinta-feira, 20 de abril de 2017 || 7:29 da tarde

Fui a uma reunião na qual queria muito causar boa impressão. Claro que tropecei na rampa de entrada e ia morrendo e logo no início da reunião detetei um erro no sub-título do documento principal. Eu realmente sou um cliché. 



Etiquetas:


Comentários.

cá de casa
quarta-feira, 19 de abril de 2017 || 11:53 da tarde

Uma das minhas recordações familiares favoritas é a noite em que fui à Vila Natal de Óbidos com a minha mãe e a minha tia e, quando dei por mim, estava a assistir a uma cena monumental de pancadaria entre elas e uma senhora que nos tentou passar à frente na fila para comprar doces. Lembro-me de olhar para o marido e filho da outra senhora e de encolher os ombros como se ver a minha mãe a bater nas esposas alheias fosse muito normal para mim. Também me lembro que um duende do Pai Natal nos tentou expulsar por não estarmos a contribuir para o bom ambiente natalício. Nunca vou arranjar uma história mais surreal e engraçada que esta para contar naquelas conversas quebra-gelo. 

Etiquetas:


Comentários.

problemas de primeiro mundo
domingo, 16 de abril de 2017 || 7:51 da tarde

Este semestre tenho uma cadeira na qual sinto que não dei matéria alguma por muitas aulas a que vá. Tenho teste daqui a uns dias e quando me sentei para tentar perceber afinal o que é que tínhamos dado - fui às aulas todas e juro que ainda não percebi - senti que estava a cair pelo buraco para o País das Maravilhas. Eu vi coisas com menos nexo que gatos malhados ou coelhos com relógios.

Etiquetas:


Comentários.

cá de casa
|| 3:01 da tarde

A minha mãe tem o dom muito característico de conseguir enganar-se sempre a comprar o que eu lhe peço. Eu percebo que ela não saiba do que eu gosto ou que se esqueça do sabor que eu pedi quando tem sete ou oito opções à frente, mas já acho um bocadinho preocupante que ela continue a enganar-se a comprar coisas tão simples como Ketchup - trouxe-me um sabor picante que eu nem sabia que existia - ou bananas. Não importa que lhe explique o que quero uma vez ou cem, com a minha mãe já sei que mesmo com as melhores intenções é melhor não ter expectativas altas. 

Etiquetas:


Comentários.

das pessoas
sábado, 15 de abril de 2017 || 7:52 da tarde

Celebro este ano dez anos de amizade com uma rapariga que só vi pessoalmente uma vez. Conhecemo-nos quando tínhamos doze anos num forum sobre uma banda muito popular na altura e, um ano depois, estivemos juntas no concerto dessa mesma banda. Dos doze aos quinze anos falámos diariamente, várias horas por dia e conhecíamos tanto da vida uma da outra do que qualquer amigo com quem convivêssemos fisicamente. Acompanhamos todas as fases importantes uma da outra, desde o primeiro namorado, à entrada no secundário, os testes difíceis, as saídas à noite, os dramas familiares o desenvolvimento dos nossos grupos de amigos. 

Na altura, poder chegar a casa e conversa com a Iara sobre tudo o que me ia na cabeça era uma espécie de paraíso da terra. Eu tive a oportunidade de te sempre alguém imparcial e racional com quem desabafar e sempre que queria desligar a cabeça dos meus problemas e da minha vida, bastava ouvir as últimas novidades que ela tinha para me contar e fazer uma pausa do mundo lá fora. Mais do que isso, a Iara tornou-se uma amiga a sério que não se esgotava num ecrã de computador para me entreter nas horas vagas, ela era verdadeiramente uma pessoa importante na minha vida. Entretanto ela desligou um bocadinho da internet e nós deixámos de falar mais por motivos logísticos do que por outra razão qualquer - ainda não existiam smartphones! E o mais engraçado foi que, embora ambas tivessemos bastante pena, nenhuma de nós dramatizou ou cobrou nada à outra porque essa era a melhor característica da nossa relação de amizade: éramos ambas extremamente descontraídas no que tocava às nossas relações humanas. Para nós não existiam pressões, formalismos, ciúmes ou cobranças. Até hoje ainda não encontrei alguém que vivesse a amizade de uma forma tão semelhante à minha.


Há cerca de um ano voltámos a "encontrar-nos" e percebemos que apesar de já não falarmos há alguns anos a nossa amizade continua tão fácil como sempre. Voltámos a falar ocasionalmente e eu não podia estar mais entusiasmada com as novidades que ela me conta das suas pessoas de sempre. Ela agora vive na China, onde está a fazer um mestrado e eu também mudei radicalmente de vida desde a altura em que falávamos diariamente mas juro-vos que é exactamente como se ainda tivéssemos 15 anos e estivéssemos ambas nos nossos quartos a comunicar via msn. 

Etiquetas:


Comentários.

Olhem, eu também não sei
quinta-feira, 13 de abril de 2017 || 2:19 da tarde

Tentei explicar a um grupo de amigos que deixei de falar sobre os meus objetivos, ambições futuras e medos porque aprendi que há pessoas que nos desejam mal e que a probabilidade de os sonhos não se cumprirem aumenta de forma proporcional ao número de pessoas que sabem da nossa vida. Mas em algum ponto do caminho falhei redondamente. Devia ter sido honesta e explicado que me aterroriza sentir-me vulnerável. E isso implica não partilhar as minhas emoções mais íntimas sem saber com alguma segurança que o próximo objetivo está garantido ou que o já sei lidar emocionalmente com o que quer que me incomode. Mas explicar-lhes que qualquer tipo de vulnerabilidade - incluindo querer algo e não o conseguir - me aterroriza desde que aconteceu, adivinhem, exactamente isso implica partilhar algo que me é muito muito íntimo. Então não sei bem o que fiz, mas acho que eles saíram de ao pé de mim a achar que eu acredito em feitiçaria. 




Etiquetas:


Comentários.

Felipe Neto | A minha vida não faz sentido
quarta-feira, 12 de abril de 2017 || 9:33 da tarde

O Felipe Neto é o youtuber brasileiro mais bem sucedido. Começou em 2010, com uma rubrica chamada "Não faz sentido" em que criticava alguns hábitos do povo brasileiro ou filmes/livros virais e ganhou uma popularidade assombrosa. Hoje em dia tem 10 milhões de seguidores e um canal onde publica os seus vídeos diariamente. Já teve uma mega empresa de produção de conteúdos digitais, já trabalhou na globo e já teve uma empresa de design gráfico. O Felipe já esteve mal na vida, mas desde o Não faz Sentido que é uma pessoa de grande sucesso. 

E porque é que vos estou a falar dele? Porque ele fez uma peça de teatro sobre a sua vida e, durante um ano, viajou por todo o Brasil para a apresentar nas cidades principais. Essa peça está disponível no Netflix e agora no youtube, pelo que vos aconselho muuuuuuuito a aproveitar. 


O Felipe é uma pessoa brilhante. Nos últimos sete anos evoliu como pesssoa com uma humildade que é muito rara em alguém. Passou de homofóbico a ativista dos direitos dos homossexuais e tem feito um trabalho absolutamente brilhante no campo do feminismo. Tem uma visão muito sistémica e crua do sistema politico e educacional, é uma pessoa muito culta mas a par de todas as novidades e gíria populares e é dono de um pensamento crítico que eu invejo muito. E, para além disso, é mesmo muito engraçado!

Mais vídeos aqui e aqui 

Etiquetas:


Comentários.

Aveiro
terça-feira, 11 de abril de 2017 || 11:57 da tarde

Há uns meses fui a Aveiro naquela que foi uma viagem extremamente aborrecida e desconfortável para mim. Fui em "trabalho" na pior altura possível, tudo me irritava e só queria revirar os olhos e fugir de todos os momentos do programa. Mas descobri que as pessoas de Aveiro são das mais simpáticas que já tive a oportunidade de conhecer e o desconforto foi atenuado num passeio pelos canais, nas descrições carinhosas que um ex-estudante da UA fez dos locais onde foi feliz e por um pôr-do-sol incrível no regresso a casa. No fim-de-semana passado reencontrei algumas das pessoas que conheci e confirmei que as pessoas de Aveiro são incríveis. 

 

Etiquetas:


Comentários.

"Impossible is nothing"
segunda-feira, 10 de abril de 2017 || 10:00 da tarde

Quando, no meu sábado em Coimbra olhei para o programa e percebi que o meu dia ia começar com uma palestra motivacional quis meter-me no carro e ir imediatamente embora. Não me interpretem mal, eu sou viciada em histórias de pessoas de sucesso, um dos livros que mudou a minha vida aborda unicamente essa temática e, se me perguntarem sobre algum empresário de sucesso da atualidade há uma boa probabilidade de eu não só conhecer a sua história como de ser muito fã. Histórias de pessoas que conquistaram sonhos e riscaram objetivos ambiciosos da lista arrepiam-me por dentro e por fora. 

Mas tenho um problema muito grande com palestras motivacionais: desvalorizam o papel da sorte e isso dá-me a volta ao estômago. 95% das pessoas que ganham a vida a dar este tipo de palestras vende que está onde está unicamente devido a trabalho. E isso, deixem-me dizer-vos, é a maior treta que eu já ouvi. Acho mesmo que pelo menos 80% do sucesso se faz de trabalho árduo e muitos sacrifícios, mas não admito que me tentem enganar e levar a crer o fator sorte não tem um papel preponderante ou que os timings são irrelevantes. O palestrante que ouvi era incrível: aos 21 organizou uma conferência internacional que esgotou em poucos dias, aos 23 deu a volta ao mundo sozinho, à procura de empreendedores. E a palestra foi boa, ele foi carismático do início ao fim. Mas perdeu-me no minuto 4, assim que disse que o sucesso dele não tinha absolutamente nada a ver com sorte. Na história dele, identifiquei pelo menos cinco momentos diferentes em que, se não tivesse sido por um golpe de sorte imenso, ele não tinha conseguido nada. Não estou a dizer que ele teria tido menos sucesso, estou mesmo a afirmar que ele não tinha conseguido organizar nem a conferência nem sobreviver à viagem que fez. E ter tido sorte não tem nada de mal nem retira mérito ao trabalho incrível dele.



Dizerem-me que a sorte não impacta o sucesso é tão descabido como dizerem que o trabalho não importa e a vida se faz de sortes e acasos. Na minha história, tenho consciência de que consegui algumas coisas mais por sorte e por estar no local certo à hora certa do que qualquer outro motivo. Da mesma forma sei que pelo menos num momento foi a melhor e tive o melhor desempenho possível e não consegui atingir um objetivo que me era muito querido por uma questão de timing e por mil fatores que me eram totalmente externos. E ter que ouvir alguém dizer que o nosso futuro está unicamente nas nossas mãos demonstra-me maturidade e falta de conhecimento da vida, faz-me não querer perder nem mais um minuto do meu tempo. Nunca ouvi nenhuma pessoa bem sucedida de forma consistente e real - isto é, por um longo período de tempo e em condições e contextos em mutação constante - a dizer algo semelhante e é fundamentalmente por isso que me recuso a ler livros de auto-ajuda, a assistir a palestras motivacionais ou a falar com pessoas que se baseiam unicamente na sua experiência para dizer aos demais que não existem impossíveis. 

Etiquetas:


Comentários.

Coimbra
domingo, 9 de abril de 2017 || 12:10 da tarde

Este fim-de-semana voltei a Coimbra para aproveitar aquilo que ficou por viver na minha última visita. Vim num contexto muito semelhante mas a minha experiência foi completamente diferente e, honestamente, muito melhor. Coimbra foi um dos sítios onde começou uma fase importante da minha vida e na altura não consegui viver a cidade nem todas as coisas boas que tal fase tinha para me oferecer. Hoje, oito meses após a minha primeira visita, Coimbra foi o local perfeito para refletir e para sentir ondas de orgulho e gratidão pelo quanto cresci e pelas experiências incríveis que tive desde a última vez que aqui estive. Mais do que isso, desta vez vi Coimbra pelos olhos de nativos e percebi porque é que esta cidade deixa uma marca tão grande em tantas pessoas. Vou olhar sempre para Coimbra com algum carinho, não porque me tenha apaixonado irreversivelmente pela cidade, mas porque vivi momentos bonitos e especiais aqui e, principalmente, porque Coimbra vai ter sempre um peso simbólico por ser um local de quase inícios e quase despedidas. E, pelo menos pela minha experiência, Coimbra teve mais encanto na hora da despedida.



Recusei duas saídas à noite e não me arrependi. Conversei com nativos sobre os segredos de Coimbra. Ouvi uma tuna. Fui a um jantar de gala e senti-me fabulosa e muito agradecida a esta cidade. Comi demasiadas vezes na cantina. Regressei a alguns dos meus pontos favoritos de Coimbra e conheci uns tantos outros. Fiquei hospedada no melhor hostel da cidade e tomei dois pequenos almoços absolutamente incríveis. Passeei com pessoas que adoro. Pensei sobre mim e sobre a evolução pessoal e profissional do último ano. Conversei com pessoas de quem nunca pensei gostar. Fui feliz e não pensei muito do resto do mundo e isso, meus caros, é sempre a maior prenda que uma cidade me pode dar. 

Etiquetas:


Comentários.

coisas que aposto que nunca vos aconteceram
quinta-feira, 6 de abril de 2017 || 7:16 da tarde

Fui jantar com a minha família e, sendo eu a única pessoa com menos de 50 anos naquela saída, curiosamente fui a única que não voltou para casa alegre. Às vezes a minha vida é uma comédia de mau gosto. 

Etiquetas:


Comentários.

Gratidão
quarta-feira, 5 de abril de 2017 || 7:36 da tarde

Piqueniques com as minhas pessoas favoritas. Ir jantar a um dos meus restaurantes italianos habituais e comer o meu prato favorito. This is Us. Os três livros que continuo a ler lentamente. Os aniversários de duas das minhas melhores amigas. Abraços em dias difíceis. Fechar os estores e passar a tarde no escuro e no silêncio. Dias de sol e tardes no Arco do Cego. Descobrir um restaurante vegetariano incrível. Ir aos 100 Montaditos. Uma das minhas amigas mais recentes ter passado a tratar-me com tanto carinho como trata as suas amigas mais antigas, o que é uma verdadeira honra. Fazer um alisamento e ter o cabelo macio e lindo. Ter tempo para recuperar as horas de sono em falta nas últimas semanas. Ser badass o suficiente para olhar de frente para quem tenta tratar-me mal e sorrir com a certeza inabalável que é impossível vergar-me. Por-do-sol nas docas. Batatas fritas camponesas. Jogar Cards Against Humanity.


Etiquetas:


Comentários.

this is us
terça-feira, 4 de abril de 2017 || 11:32 da tarde

This is Us conta a história de três pessoas que nasceram no mesmo dia. E, dito assim, parece que estou a falar da série mais insossa, mas a verdade é que toda a gente que conheço está completamente apaixonada por esta série e eu percebi porquê assim que vi o primeiro episódio. A realização é incrível, as personagens são credíveis e fáceis de gostar, o jogo de analepses e prolepses é extremamente bem conseguido e o enredo é tão simples bem jogado que eu chego a esquecer-me que estou a ver uma série. Recomendo mesmo mesmo mesmo, mas preparem-se para ficar com os sentimentos arrasados! 

Etiquetas:


Comentários.

Vivido e comprovado
domingo, 2 de abril de 2017 || 10:47 da tarde

O tempo não cura nada, tu curas-te a ti própria ao longo do tempo; o tempo não faz as coisas ficarem mais fáceis, tu é que ficas melhor nisso.

Etiquetas:


Comentários.