Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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“Home is Where the ♥ is”
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#2016
sábado, 31 de dezembro de 2016 || 6:18 da tarde

A melhor parte? Sem dúvida as centenas de pessoas que pude conhecer. Algumas mudaram-me em meses e muitas horas de convivência e outras moldaram-me em conversas de poucos minutos. 




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#2016
|| 4:58 da tarde

O ano em que combinei comigo mesma que arriscaria a sério do primeiro ao último minuto. Ainda não rolou o último minuto, mas fecho 2016 com a certeza de que cumpri o que tinha combinado comigo própria e arrisquei. Foi um ano composto de saltos para o vazio, de experiências novas e de não pensar duas vezes antes de aceitar fazer coisas que antes me faziam tremer. Mais do que aceitar convites ousados, foi ano em que ganhei coragem e me lancei para a frente sem precisar que me incentivassem a faze-lo. Fui mais livre em 2016 do que em qualquer outro ano da minha vida. 

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#2016 em leituras
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016 || 6:12 da tarde

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Top5
1. Antifragile
2. I'll Give you the Sun
3. I am the Messenger
4. Salt
5. Just One Year

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#2016 best of
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016 || 8:08 da tarde

O livro do Nassim Taleb. Começar o ano na praia para cumprir tradições. O telefonema da minha melhor amiga no dia 26 de dezembro. Descobrir que afinal até gosto de cerveja. Ver filmes da Disney enrolada no sofá. O pôr do sol nos bares do rio Vlatava. Jogar às cartas no pub. Descobrir que afinal não sou péssima a matemáticas. Ter lido o I'll Give You the Sun e encontrado tanto conforto. O Mannequin Challenge com as minhas pessoas favoritas. O jantar de celebração depois de uma semana complicada de visitas à enfermaria de Santa Marta. O dia em que me despedi (temporariamente) de uma amiga que ia de Erasmus com um filme e uma visita flash às lojas. O meu vestido preto e branco. Beber limonadas com a minha tia nas noites mais quentes do verão. Contar as novidades à minha melhor amiga no dia 19 de Julho. o abraço das minhas pessoas favoritas da viagem no último dia de Praga. Passear à beira mar em Julho. Sexta-feiras à noite a ouvir a minha playlist de acústicos do spotify. O ar de espanto da cara do Petr quando falámos do Taleb e de literatura num bar checo cujo nome nunca virei a saber. Jogar Kim Kardashian nas pausas do estudo e da vida no geral. Comer crepes com a minha às 2h da manhã. Dizer, pela primeira vez em voz alta que ainda não resolvi comigo mesma o que aconteceu em 2013-2014 mas que estou no caminho certo. Comer bolas de berlim com creme na praia, a única ocasião em que consigo gostar delas. Aquelas 2 semanas que passei fechada em casa sem pôr um pé na rua no Natal e a meio do verão que funcionaram como um verdadeiro retirno e tempo de repouso. As calças One Size Fits All da Tiffosi. Os jantares com o meu grupo no costume no sítio do costume. 

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#2016
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016 || 6:04 da tarde

"Success doesn’t look the same from the close-up and from the distance." 

- Julien Smith

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#2016 best of
terça-feira, 27 de dezembro de 2016 || 11:47 da tarde

Ter começado o ano com alguns dos meus melhores amigos e alguns desconhecidos, a combinação perfeita para um ano de aventuras fantásticas. Um telefonema e uma declaração de amor a uma amiga minha enquanto regressavamos a casa de regresso. Ter sido selecionada para fazer parte de um projeto incrível e, uns meses depois, convidada a ser uma das pessoas a coordena-lo. Ter conhecido mais de 100 pessoas novas e aprendido tanta coisa com cada uma delas. Um dia dos namorados solteira e diferente em Évora, naquele que foi o melhor fim-de-semana do meu ano. Ter fechado janeiro a sentir que afinal conseguia fazer mais e melhor do que pensava. Ter começado o ano com um dos melhores livros da minha vida. A noite de 9 de junho, por motivos que nunca poderei dizer a ninguém. Ter saído de casa para um café e ter regressado a meio da noite por mais que uma vez, tonta de felicidade e de aventuras espontaneas. Todos os almoços e jantares nos 100 montaditos às quartas feiras, com promoções que são a desculpa perfeita para quebrar a rotina. Conduzir com as janelas abertas e a música aos berros e saborear a liberdade de finalmente conseguir percorrer grandes distâncias e fugir um bocadinho do mundo. A primeira viagem da minha vida totalmente sozinha e uma escala totalmente sozinha em Munique onde entrei numa espécie de sala de relaxamento coletiva e bebi café de graça com 3 semanas de liberdade pela frente. O James Deen, a discoteca Checa onde passei as minhas melhores noites em Praga. As 30 pessoas que tornaram a minha viagem à República Checa inesquecível. Passear pelas ruas de Viena e apaixonar-me pela cidade, pela grandiosidade. As centenas de fotos que colecionei este ano. Celebrar a vitória de Portugal no Euro com portugueses, checos e ingleses.  Dia 11 de junho, um beijo surpresa e a minha cabeça a rodopiar num abraço envolvido por música altíssima e o mundo a desaparecer à minha volta por breves minutos. Os olhos fechados e a paz que boiar no mar me trouxe. As dez ou quinze tardes que passei ao sol. O reencontro com o grupo de Praga, alguns meses depois e uma noite tão memorável em Lisboa como foram todos os dias em Praga. Ter juntado dois amigos a sério à minha lista que não só são incríveis, como são incrivelmente diferentes de mim e me fazem ver o mundo de novas perspetivas todos os dias. As tardes de trabalho que quase conseguiram ser agradáveis por ter as pessoas certas ao meu lado. O 365 project que fiz em conjunto com alguns amigos. Andar de gaivota no Vltava. O Antifragile e a noite em que um quase desconhecido me disse que tinha que ler esse livro. Conhecer Coimbra. Ter tido a oportunidade de trabalhar muito de perto com 8 pessoas com perfis totalmente diferentes que tornam o meu trabalho muito mais agradável e completo. O meu quarto em Praga e os serões passados a conversar com as minhas roommates. Ir ao bar do meu ex-melhor amigo e ficar genuinamente por o ver a orientar a sua vida. Ter reencontrado o preso no hispital e tê-lo cumprimentado como se de um amigo se tratasse. Ter sido salva pelo chefe de oftálmologia de uma série de hospitais quando achava que ia enlouquecer com uma úlcera na córnea. Acabar num bar secreto a comer torradas com amigos de amigos que nunca tinha conhecido antes. Beber chá gelado no meu bar favorito de Lisboa inteira com as melhores amigas que podia pedir. Ver uma das minhas melhores amigas fazer a sua primeira publicação académica. Descobrir o melhor restaurante de comida italiana de Lisboa inteira. Ter deixado os meus amigos a andar numa roda gigante romântica e ter embarcado sozinha numa montanha russa com 3 loopings - melhores 30 segundos do meu ano! Jantar fora todos os dias durante três semanas em Praga. Ver as minhas amigas que vivem no estrangeiro e poder matar saudades. Uma festa de aniversário em pleno Jardim da Estrela que foi incrível antes e depois da festa propriamente dita. Ter descoberto o sítio perfeito ao pé da praia onde há sempre estacionamente independentemente da hora e dia da semana. 

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eight is the magic number
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016 || 7:35 da tarde

Oito anos de Home is Where the Heart is. 1248 posts, 1828 comentários, 76500 visualizações. Oito anos na blogosfera a seguir as vossas vidas e a aprender com as vossas experiências. Oito anos a contar e recontar as minhas histórias e a redescobrir-me nas minhas próprias palavras. Oito anos de uma riqueza enorme que a blogosfera me trouxe. Obrigada por estarem desse lado, quer me leiam há oito dias ou há oito anos. 

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gratidão
domingo, 25 de dezembro de 2016 || 4:22 da tarde

Hoje, mais do que nunca e com maior seriedade do que o costume. A minha tia, que enche os meus dias de alegria e me faz esquecer que existe um mundo lá fora nos dias mais triste. O meu grupo de melhores amigos que entende as ausências, marca presença e nunca me cobra nada. A resiliência que descobri em mim em 2013. As novas oportunidades e a coragem para me reinventar que nunca julguei possuir. Os 30 livros que li em 2016 e que me ensinaram tanta coisa. Todas as pessoas que conheci este ano e que contribuiram para me moldar numa forma mais parecida com aquela que quero para mim, em conversas de 2 minutos ou abraços de 12 meses, não importa. A capacidade de ver o mundo pelos olhos e perspetiva dos mais variados tipos de pessoa que a vida e as experiências multiclasse e multicultura que vivi me permitiram adquirir e que é, na minha opinão, a melhor arma que tenho na vida. O conforto que consigo encontrar nos momentos de calma e silêncio que escolhi passar só comigo. Não tenho palavras suficientes que expressem o quoão sortuda foi em 2016 e o quão termino o ano de coração cheio por saber que este foi um ano de crescimento pessoal e profissional incríveis.  

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das épocas festivas
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016 || 10:53 da manhã

Este ano fiz um remake de mim própria e fui a jantares de Natal, participei num amigo secreto e fiz o download de um template de Natal para o meu telemóvel. Se 2016 não foi ano de fazer coisas fora da minha zona de conforto e de expandir os meus horizontes não sei o que terá sido!

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das noites
domingo, 18 de dezembro de 2016 || 5:21 da tarde

Ontem não só organizei um jantar de gala como, no final, gritei "Pulseiras VIP para o MAIN comigo" para 60 pessoas. Nesse momento, não só percebi que me tornei uma pessoa tão diferente do que alguma vez imaginei como sorri por dentro ao pensar no quão orgulhosa a Anaa do ensino básico estaria se pudesse ver a pessoa em quem me (nos) tornei.



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dos livros
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016 || 1:50 da tarde

Há qualquer coisa nos livros de Morgan Matson que chega diretamente ao meu coração. Ela está, sem sombra de dúvidas, no meu top 3 de autores de young adult porque deixem-me que vos diga que é muito difícil escrever de forma tão fluída e genuina e captar a essencia de um adolescente/jovem adultos sem adoptar um tom condescendente ou recorrer a clihcés. 

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3 anos em 11 histórias inesquecíveis
domingo, 11 de dezembro de 2016 || 10:55 da tarde

Às vezes paro para pensar e lembro-me que tive a melhor experiência de secundário que poderia pedir porque:

1. No 10º ano, quatro dos meus colegas embebedaram-se e brindaram-nos com tudo o que os filmes prometem. Um deles chorava com medo da mãe, outro fingiu que ia saltar da varanda e suicidar-se e protagonizou uma cena de muitos gritos e emoção num reencontro com a mãe que faria inveja ao sentimentalismo do Ponto de Encontro, a terceira vomitou quase em cima de mim em plena aula e a mãe da quarta, quando confrontada com a situação através de um telefonema da escola, disse que não queria ir buscar a filha e que ela sabia voltar para casa de autocarro sozinha. 

2. Nesse mesmo dia, fiquei encarregue de ajudar a cuidar da minha colega que tinha vomitado. Por esta altura da história todos os adultos tinham deixado três miúdas de 15 anos a cuidar de uma adolescente desmaiada e a entrar em coma alcóolico, o INEM - que ficava literalmente na mesma rua que a minha escola - tinha-se recusado a vir e os melhores cuidados médicos que conseguimos arranjar foi ir buscar um pano encharcado e dar com ele na cara da rapariga. Espantosamente, sobreviveu!

3. Dois dos meus colegas tinham relações em TODO o lado. Era discretamente nas aulas de história, era nas casas de banho, era por tudo o que era sítio. E depois ela contava-me a mim e ele a uma das minhas melhores amigas. Se eu tivesse escrito um livro sobre as coisas que eles faziam com as mãos na última fila da nossa aula de história, aposto que teria conseguido fazer o Henry Miller corar!

4. Vivi a clássica paixão professor-aluna, mas ao contrário do que é suposto. O meu professor é que tinha uma fixação por mim e eu era a adulta da relação que fugia dele e que se preocupava com o que os outros poderiam pensar se ouvissem as coisas que ele me dizia. Vou-vos ser honesta: já vivi muitas situações embaraçosas na minha vida, mas nenhuma me fez transpirar tanto como aquele dia em que ele decidiu dançar tango argentino comigo e eu senti músculos dele que nenhuma miúda de 17 anos devia sentir quando dança com um homem de 35 em público! 

5. Tive um colega que descobriu que era gay a meio do secundário, meteu-se na má vida, arranjou um chulo que lhe pagava em roupa de marca, apaixonou-se pelo chulo, tatuou o nome dele numa nádega e colocou no fotografia no facebook. De nada.

6. Durante três anos, eu e o meu grupo de amigas escolhemos sempre um dia da semana para nos desligarmos do mundo e irmos almoçar juntas ao shopping. Também me aconteceu colapsar no chão, em pleno Salanha, de tão exausta que estava e tive sempre amigas para me apanharem e se rirem de mim nas semanas seguintes. 

7. Um dos meus colegas homofóbidos acabou a fazer sexo oral ao meu colega gay, pouco tempo depois de este se ter separado do chulo. O mesmo colega tinha organizado uma festa para estudantes alemães que tinham ido visitar a nossa escola e também fez sexo oral nessa festa e toda a gente soube. Estou a detectar aqui um padrão. Uns meses depois fez sexo com uma miúda em cima da máquina de lavar da avó de um colega nosso. 

8. Um dos meus colegas transformou-se em ativista político a meio do secundário e, numa das manifestações a que foi, acabou por ir parar à prisão por ter mandado um cocktail explosivo para cima de um agente da polícia. Foi chamado a tribunal e pediu ao nosso professor de história para testemunhar a favor dele. O nosso professor foi e deu um testemunho santo, a seguir ao qual o meu colega agradece passando 10 minutos a dizer mal dele e das aulas dele em pleno tribunal. 

9. Tanto ia a jantares de turma que acabavam no bairro alto, como a leituras de poesia com pianistas a acompanhar. E não vivia sem nenhum dos dois extremos. 

10. Tive um professor de Filosofia que se atirou para cima de mim a meio de um teste para esconder o cigarro que estava a fumar do diretor da escola que estava, por mero acaso, a passar à porta da nossa sala.  Esse mesmo professor deixava, freequentemente, ranho escorrer-lhe pelo nariz abaixo e contava-nos as suas experiências com exames retais e clubes de sado-masoquismo na Foz do Arelho. As minhas histórias favoritas incluiam o clássico em que ele chamou Rambo dos Urinois a um inimigo e o dia em que ele levou porrada à frente dos filhos por ter sido mal educado para um carro que parou demasiado em cima dele na passadeira. 

11. Na primeira semana de aulas, o meu colega que tatuou o nome do chulo no rabo veio ter comigo e com umas amigas e confessou-nos que estava cheio de comichão porque...tinha rapado o escroto. Eu tinha 15 anos e fiquei traumatizada o suficiente para ainda hoje soltar um riso nervosinho quando me lembro da cena.

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dos dias complicados
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016 || 11:58 da tarde

Há dias em que não consigo fazer mais. E crescer, para mim, também tem passado por conseguir compreender que não te mal darmos o nosso melhor, aceitarmos que não conseguimos fazer mais no monento não ficarmos zangados connosco próprios. Toda a gente tem um limite, algures. E os últimos dois anos têm-me ensinado que não tem mal aceitar os meus limites e não sentir ansiedade de os ultrapassar.

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Da TV
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016 || 11:31 da tarde

Ver o Lago dos Tubarões português deprime-me um bocadinho. Não por os negócios não terem a dimensão gigantesca dos que vemos na versão ameriana, mas pela espantosa falta de amabilidade e profissionalismo por parte de muitos dos investidores. E aí, sim, acho que Portugal perde 20 a 0 com a televisão de outros países. 



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os meus amigos têm histórias mais estranhas que os vossos
|| 11:27 da manhã

Tenho um amigo com muito bom coração que ajuda constantemente os outros, é escuteiro e participa em várias iniciativas voluntárias e empreendedoras para tornar o mundo um local melhor. É uma pessoa extremamente altruísta, mas sem nunca perder o sentido de humor que me faz gostar tanto dele. Há umas semanas, ele esqueceu-se da carteira em casa e recusou-se a deixar-me pagar-lhe o lanche. Uns dias depois não tinha moedas trocadas e recusou igualmente uma amiga nossa lhe emprestasse dinheiro para colocar na máquina. Estávamos ambas a gozar com ele, quando ele nos disse que não aceita que ninguém lhe pague nada porque tem um trauma. Já perdidas de riso perguntamos que trauma era esse e ele contou-nos que dois anos antes tinha ido a um café ligado a uma paróquia perto de sua casa e tinha aberto cinco contas diferentes, usando sempre um apelido diferente. Sempre que chegava à quantia máxima, dava um apelido novo e era aberta nova conta. Entretanto, por distração, esquecia-se sempre de ir saldando as dívidas das contas que abria. Quando já tinha mais de 20€ acumulados em sumos e tostas mistas, a responsável finalmente percebeu o que se passava e chamou-o a resolver a situação. Nunca mais vou conseguir não rir ao imagina-lo a dever mais de 20€ em tostas!




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coisas que já aconteceram a muita gente mas que eu continuo a achar surreais
sábado, 3 de dezembro de 2016 || 6:05 da tarde

Há umas semanas tive o meu primeiro almoço de "negócios" no restaurante de um Hotel 5*. Foi uma sensação demasiado surreal, até para  mim. Senti-me tanto a brincar aos adultos!

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das pessoas
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016 || 8:08 da manhã

Há uns tempos dei dicas a uma amiga sobre como ser bem sucedida numa entrevista de trabalho e esta semana, mais de dois meses depois, ela telefonou-me a contar como tinha corrido e como usado todos os truques que partilhei com ela. Os meus amigos deixam-me tão orgulhosa. 

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sazonal
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016 || 7:41 da tarde

Sou claramente uma pessoa de verões, mas há duas vantagens inegáveis associadas ao inverno: todas as melgas e mosquitos morrem e nada bate o conforto de uma camisola quente e confortável, uma manta nas pernas e um chá quente na mão. 


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[private post]
|| 11:37 da manhã

Ainda dentro do tópico da educação: lembro-me que há uns tempos a faculdade organizou uma gala para todos os alunos com média superior a x. Convidaram o reitor e o CEO de uma empresa e enviaram convites a toda a gente. Todos os meus colegas que se qualificavam quiseram ir e convidaram os pais, entusiasmadíssimos. No dia da sessão formal, ficaram espantados quando eu disse que não me tinha inscrito e que não iria. E eu não tive coragem de lhes explicar que não tinha poderado ir porque quando se é bom aluno de forma consistente ao longo da vida inteira perde-se quase tanto quanto o que se ganha. Perde-se horas de lazer a fazer coisas inúteis e decorar detalhes irrelevantes, perde-se a liberdade de comentar que alguma avaliação nos correu mal, perde-se a paciência para a barreira que alguns professores contribuem para intensificar, perde-se a simpatia de quem se esforça e não consegue obter bons resultados, perde-se anos de vida a ter cuidado para que não pensem que nos sentimos acima de alguém e, honestamente, perde-se o direito a ter problemas ou a ficar contente por o trabalho ter compensado porque onde é que já se viu alguém ter boas notas ou um bom emprego e ainda achar que tem direito a ter emoções humanas?! Também se ganha muita coisa, é verdade, mas à luz de tudo o que se perde, sempre evitei os momentos de aplausos e palmadas nas costas. Nunca percebi esta ideia de que o mérito se reconhece com palavras e com aplausos... não me faz sentido premiar o mérito académico com algo que não seja oportunidades profissionais ou mais respeito pelos alunos e pelo seu direito ao tempo livre no semestre seguinte. Uma gala não apaga a falta de respeito escandalosa que tenho vindo a sentir por parte dos professores e de alguns colegas ano após ano e um discurso com emoção inflacionada já não me chegava na altura e não chega agora. Fiquei muito feliz pela felicidade das minhas colegas, mas a mim nunca me vão apanhar num momento que premia o mérito com palavras ocas e que reforça o fosso que tantas vezes tive que provar a colegas e amigos que não existia entre nós! 



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