Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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Junho e Julho
domingo, 31 de julho de 2016 || 12:12 da tarde

Junho foi o mês mais trabalhoso que já tive desde que me lembro. À época de frequências juntaram-se outras tarefas e a verdade é que durante um mês andei com os minutos contados a fazer malabarismo com todas as coisas que tinha para fazer em pouco tempo e a tentar não deixar cair nenhuma ao chão. Felizmente consegui fazer tudo e organizar-me da melhor forma, mas vou precisar de um Verão inteiro para pôr as horas de sono e as refeições em falta em dia. Junho foi um mês em que aconteceram várias coisas muito importantes e impactantes. Tive muitos momentos muito bons, que me marcaram por diversas razões: a tarde de 9 de Junho, a noite e a manhã de 10 de Junho, o fim de semana de 17 e 18, o dia 25 e o dia 26, particularmente. Também foi um mês de despedidas e isso é sempre complicado. Conheci recentemente muitas pessoas fantásticas de quem não esperava vir a gostar tanto e em Junho tive que me despedir de algumas delas. As piores despedidas são sempre aquelas que não são motivadas pela distância geográfica e em Junho, todas as minhas despedidas foram desse tipo. 


Foi também o mês em que embarquei numa aventura totalmente nova e dei por mim a fazer uma Summer School em Praga. Durante a minha estadia lá fui retratando alguns pormenores da experiência e acho que vos conseguir passar a ideia de que tive três semanas excelentes em que não só aprendi imenso a nível pessoal e profissional, como conheci pessoas maravilhosas e fiz coisas que nunca teria tido a oportunidade de fazer em Lisboa. O resto de Julho? Foi passado a descansar e a pôr os sonos, as leituras e as saídas com os meus amigos em dia, porque depois de Junho e de três semanas a um ritmo alucinante em Praga, não há nada que eu precise mais do que desligar do mundo e refugiar-me no meu happy place. 

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Anaa 101
quarta-feira, 27 de julho de 2016 || 12:20 da tarde

Nem sempre faço porcaria, mas quando acontece, escolho a ocasião mais pública possível porque parece que faço questão que todos saibam que me enganei a fazer algo. A minha vida dava uma comédia de má qualidade. 

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dos detalhes
terça-feira, 26 de julho de 2016 || 9:19 da tarde

No mês passado tive que me despedir de tantas pessoas por quem morro de amores que não sei como é que o meu coração se vai habituar à ausência de quem deu cor aos meus dias nos últimos meses. Nunca me tinha acontecido criar uma ligação tão profunda em tão pouco tempo como aconteceu nos últimos meses. 

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Dos detalhes
domingo, 24 de julho de 2016 || 8:09 da tarde

A vida é tão melhor e mais bonita no Verão! A pele fica mais escura, o cabelo fica mais claro e os problemas ficam mais leves. 


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ponto da situação
quarta-feira, 20 de julho de 2016 || 12:18 da tarde

Voltei. Ao contrário dos meus colegas, não tive saudades de Portugal enquanto estive fora. Tenho montanhas de coisas para fazer. A primeira é pôr o sono em dia. Estou em processo de rever todos os meus amigos e abrir a temporada de Verão com eles. Vou entrar em tour de limonadas à beira mar/rio e ninguém me pode parar. Desde que cheguei já me actualizei em mil assuntos e confirma-se, a vida em férias é muito melhor do que a vida real. Esqueci-me de fazer o balanço de Junho e só agora é que me apercebi. Desde que cheguei já li dois livros e nem me tinha apercebido da falta que isso me fez nos últimos meses. 


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Postcards from Czech Republic
terça-feira, 19 de julho de 2016 || 9:01 da tarde

Viver num dormitório e poder sentir o espírito académico internacional foi fantástico. Durante estas três semanas vivi quase todos os clichés que se espera da vida numa residência e de uma experiência académica internacional e adorei cada segundo. Esta experiência foi maravilhosa e não a trocava por nada: permitiu-me crescer, viver momentos muito positivos, conhecer pessoas que vou levar no coração e desenvolver-me a nível pessoal. Mas teve a duração certa para mim e para aquilo que eu procuro neste momento. É uma excelente opção para aqueles que, como eu, optaram por não fazer Erasmus. 



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Postcards from Czech Republic
|| 8:56 da tarde

Sei que foram três semanas intensas quando, nos últimos dias, já era o meu grupo que ensinava aos nossos guias checos onde eram as melhores discotecas e bares de Praga.


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Postcards from Vienna
segunda-feira, 18 de julho de 2016 || 10:34 da manhã

Fui a Viena e Bratislava com dois casais e juro-vos que nunca me senti tão feliz por ser solteira como nesses quatro dias. Sei que tive azar e que a amostra não representava aquilo que uma relação saudável deve ser, mas a verdade é que saí de lá sem vontade nenhuma de me comprometer nos próximos tempos. 




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Postcards from Vienna
domingo, 17 de julho de 2016 || 3:07 da tarde

Fui a um parque de diversões muito famoso em Viena. Os meus companheiros de viagem juntaram-se e optaram por uma volta romântica na roda gigante. Eu, a única solteira do grupo e declaradamente alérgica a fazer de vela, dei-lhes a minha mala e fui andar na montanha russa com quatro loopings. Há dois tipos de pessoa no mundo...

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Postcards from Vienna
sexta-feira, 15 de julho de 2016 || 10:45 da tarde

Demorei quatro dias a decidir que gostava muito de Praga. Demorei dez minutos e meia viagem de metro para me apaixonar por Viena. 




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Postcards from Vienna
|| 11:31 da manhã

Viena é a cidade mais imperial que já visitei e acho que isso foi parte da razão pela qual me apaixonei tão depressa. À excepção de Roma - a minha cidade favorita desde sempre e para sempre - nunca tinha visto uma outra cidade com tanta grandeza e dignidade. Foi essa imponência que me conquistou em Roma e voltou a conquistar em Viena. Não sendo cidades minimamente semelhantes, Viena e Roma partilham a dignidade e a grandiosidade que só uma capital de Império consegue construir. 

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Postcards from Czech Republic
|| 11:31 da manhã

Fiz tanta coisa nova neste país e conheci tantas pessoas que me marcaram que tenho a certeza de que volto para Portugal uma pessoa muito mais rica. Ter escolhido viver esta aventura sozinha (isto é, vir para cá sem conhecer ninguém) foi a melhor decisão que poderia ter tomado; permitiu-me conviver mais a fundo com as pessoas que conheci lá e ter um tipo de liberdade que nunca teria se estivesse dependente de terceiros. A prova de que esta experiência valeu a pena é o facto de ter regressado a Portugal com a certeza de que era uma pessoa mais rica. Essa sensação não se compra nem se força, tem que se conquistar. 

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Postcards from Czech Republic
|| 11:29 da manhã

Já percebi porque é que o Barney Stinson era viciado em Laser Tag. Joguei com o meu grupo e com os buddies aqui em Praga e foi das noites mais giras que tive nos últimos tempo. 

Fonte

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Postcards from Bratislava
quinta-feira, 14 de julho de 2016 || 12:08 da tarde

Foi a segunda vez que passei por Bratislava e é oficial: não consigo gostar nem da cidade nem do país. A verdade é que a cidade não é assim tão má, mas eu tive o azar de ter tido uma experiência extremamente desagradável de ambas as vezes que lá estive, o que condicionou completamente a forma como eu vivi Bratislava. A primeira vez que visitei a Eslováquia foi há quatro anos atrás, quando ia a caminho da Croácia. Lembro-me que foi a pior noite da viagem inteira. Desta vez fui tão mal acompanhada e tive que caminhar tanto debaixo de um sol escaldante que julguei que ia desfalecer. Para culminar, o hostel onde fiquei parecia o centro do mercado de tráfico de órgãos. Detesto riscar países da lista, mas a Eslováquia e eu não nos entendemos mesmo. 

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Postcards from Czech Republic
|| 12:07 da tarde

No fim de semana passado fiz uma pausa na minha estadia na República Checa para ir conhecer Bratislava e Viena. Finalmente pude aproveitar uma das maiores vantagens desta região: há mil e um locais lindos à distância de meia dúzia de horas num comboio/autocarro. 

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Postcards from Czech Republic
terça-feira, 12 de julho de 2016 || 10:14 da tarde


Fui assediada por um homem de 80 anos num elevador, à meia-noite. Era ele a convidar-me para ir celebrar a vitória de Portugal com uma cerveja no quarto dele e eu a trepar pelas paredes e a dizer-lhe que não podia porque tinha um exame no dia seguinte de manhã. Às tantas perguntou-me sobre o que era o exame e quando ouviu a minha resposta ainda se ofereceu para me ensinar a matéria. A minha vida é um filme.

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Postcards from Czech Republic
|| 6:27 da manhã

A única coisa que importa verdadeiramente são as pessoas que conhecemos pelo caminho. Sempre, em qualquer circunstância, sem excepções. Às vezes são outras pessoas, outras vezes são facetas de nós próprios que desconhecíamos, mas no final do dia o que importa não são os locais, são as pessoas. Sempre, em qualquer circunstância, sem excepção. 

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Postcards from Czech Republic
segunda-feira, 11 de julho de 2016 || 10:36 da tarde

Então, Anaa, estás a fazer/desfazer as malas? Não, estou a fazer uma dance party no meu dormitório. Obviamente. 

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Postcards from Czech Republic
|| 1:30 da tarde

Já conheci mais parques naturais e trilhos neste país do que em qualquer outro. E também já percebi que apesar de ser alérgica a fitness e afins, aguento melhor as caminhadas de 15km por terrenos montanhosos do que os meus colegas que passam a vida a fazer desporto e a correr. Afinal as horas infinitas que passo no sofá até me têm feito bem. 

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Postcards from Czech Republic
|| 9:44 da manhã

Ver a selecção jogar e ganhar em Praga foi uma sensação completamente diferente, mas não deixou de ser muito bom. Ontem à noite, os portugueses que moram aqui invadiram as ruas e fizemos a festa todos juntos, com abraços e gritos de vitória ocasionais sempre que encontrávamos mais um grupo. Fomos felicitados por pessoas de quase todas as nacionalidades, que mal percebiam que éramos portugueses vinham ter connosco e faziam questão de nos abraçar e de expressar um carinho que eu, honestamente, não esperava. Voltei para casa com o nascer do sol como pano de fundo, com a certeza que vivi uma experiência fantástica e que esta aventura em Praga está a valer muito a pena. 



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Postcards from Czech Republic
quinta-feira, 7 de julho de 2016 || 1:39 da tarde

Estar longe de casa ajuda-me sempre a encontrar o caminho certo. É mais fácil focar-me no essencial e pôr as ideias em ordem. 

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Postcards from Czech Republic
|| 1:39 da tarde

O crepúsculo é a minha parte favorita do dia e neste país tenho vivido alguns dos melhores fins de tarde e inícios de noite da minha vida.

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Postcards from Czech Republic
quarta-feira, 6 de julho de 2016 || 8:53 da tarde

Uma das melhores parte da minha estadia aqui tem sido chegar ao fim do dia e ir para o pub da faculdade conviver com os meus colegas e jogar às cartas. Vou guardar no coração muitos momentos que já vivi aqui, mas tenho quase a certeza que estas noites vão ser o que mais me vai deixar saudades. 

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Postcards from Czech Republic
terça-feira, 5 de julho de 2016 || 7:23 da tarde

Isto de viver num dormitório no campus tem muitas vantagens. Estava num churrasco com cerveja grátis que se descontrolou ligeiramente. Vim ao quarto durante meia hora, comi uma série de porcarias, li uma páginas de um livro e fiz tempo para voltar. Claro que quando regressei a gritaria já tinha parado e a maioria das pessoas que tinham abusado da cerveja grátis já estavam mais calmas, a passar mal num canto da festa. 





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Postcards from Czech Republic
|| 2:06 da tarde

Já vi mais despedidas de solteiro e discotecas com um toque picante numa semana em Praga do que na minha vida inteira em Lisboa. A vida nocturna nesta cidade é muito intensa. E muito mais barata do que em Portugal.


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Postcards from Czech Republic
segunda-feira, 4 de julho de 2016 || 1:43 da tarde

Há uma certa magia em viver momentos inesquecíveis com pessoas que sabemos que não vamos voltar a ver. 

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Postcards from Czech Republic
sábado, 2 de julho de 2016 || 5:11 da tarde

É impossível estar em Praga e não pensar constantemente em passagens d' A Insustentável Leveza do Ser. Sempre achei o livro incrível, mas agora que tive a oportunidade de estar aqui e de sentir a vibe da cidade admiro ainda mais o autor por ter conseguido captar tão bem a essência dos Checos. 


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Postcards from Czech Republic
|| 9:23 da manhã

No nosso primeiro dia aqui na universidade, fomos recebidos pelos alunos checos que seriam nossos buddies, pelo chefe do Gabinete Internacional e por um dos nossos professores num jantar semi-formal. Tínhamos chegado todos de viagem e eu não comia desde as 10h da manhã. A mando do professor de 75 anos, abrimos o jantar com um shot de uma bebida qualquer fortíssima. Quando já tínhamos todos recuperado e aceitado a tradição de beber um shot em conjunto no início da refeição, o diretor do Gabinete Internacional manda vir cervejas de meio litro para todos e explica-nos que vamos cantar uma canção tradicional e jogar um jogo muito giro que consistia em levantarmo-nos quando chamassem o nosso mês de aniversário e beber meio litro de cerveja de penalti com toda a gente a olhar para nós e a cantar em coro algo como "All those who were born on x month, bottoms up, bottoms up, bottoms up". Escusado será dizer que a única coisa mais engraçada que a minha cara de choque foi ver um terço das pessoas cuspir-se toda em frente ao grupo inteiro. Foi absolutamente surreal. 


Nesse dia eu fingi que nunca fazia anos, obviamente. 

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Postcards from Czech Republic
sexta-feira, 1 de julho de 2016 || 1:17 da tarde

Viver num dormitório universitário durante uma experiência internacional é tudo aquilo que eu esperei. Ainda só passei cá meia dúzia de dias, mas já me deparei com um quarto com meio metro de pó acumulado no chão, festas todos os dias até tarde em pelo menos um dos pisos da residência, pessoas a gritar e a rir aleatoriamente às quatro da manhã, dezenas de línguas diferentes, garrafas de álcool e preservativos no corredor que dá acesso ao elevador, um rapaz completamente desmaiado à minha porta às 6 da manhã, um casal a curtir num elevador, às 23h, como se eu não estivesse lá - a mão dele perdeu-se dentro das calças dela e quando chegámos ao meu piso ainda não tinha encontrado o caminho de volta - e pessoas com ar ressacado a qualquer hora do dia, encontrar colegas e ir aleatoriamente conversar para o campus e a impossbilidade de dormir mais de 6h por noite. Sinto-me num filme americano e estou a adorar cada minuto da experiência - em parte porque sei que daqui a três semanas volto para o meu quarto e posso recuperar as horas de sono em atraso. 

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