Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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Abril
sábado, 30 de abril de 2016 || 4:39 da tarde

Uma das minhas pessoas foi internada e eu voltei a ser presença assídua nos corredores de hospital. Encontrei pessoas que tinham estado internadas há um ano e cumprimentei-as com um abraço como se fossemos amigos íntimos. E não faria sentido ter sido de outra forma. Trabalhei tanto como em Março e saltei igual número de refeições. Andei mesmo cansada, mas já estou tão habituada ao ritmo alucinante dos últimos meses que nem paro para pensar nisso. Fizeram-me a melhor e mais aterrorizadora proposta da minha vida. E pela primeira vez, eu precisei de pensar a sério sobre se tinha capacidade para fazer algo que quero mesmo muito. Deixei demasiadas coisas para a última hora e isso é algo que não quero que aconteça em Maio. Levei amigos aos meus sítios favoritos de Lisboa. Fiz coisas novas. Pensei "Não tenho nada para vestir!" quase todos os dias. Ia caindo nas escadas de uma biblioteca e, em conjunto com dois amigos, tive um dos ataques de riso mais fortes dos últimos anos. Finalmente tirei uma foto formal para o Linkedin. Algumas das pessoas que eu mais admiro disseram-me que confiavam em mim e nas minhas capacidades e olharam não só para o que eu sou hoje, mas também para o potencial daquilo que posso ser amanhã naquela que foi uma das conversas mais marcantes que tive na minha vida. Passei boa parte do mês à beira do pânico e a sentir-me pequenina. Li três livros e fiquei metade do mês parada num quarto, que não há forma de ler sem adormecer ao fim de quinze minutos. Foi um mês bom, com muitas noites em que caí na cama estafada e com demasiadas coisas por fazer, mas com algumas surpresas muito boas que me fizeram não ser capaz de sorrir durante dias. Mais importante que isso, foi um mês em que fui tendo tempo para ver uma boa parte das minhas pessoas favoritas e isso não tem preço. 

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dos detalhes
quarta-feira, 27 de abril de 2016 || 6:15 da tarde

A felicidade só faz sentido quando é partilhada. Quando recebo uma boa notícia, a melhor parte é, sem dúvida, contá-la às pessoas que me querem bem e senti-las celebrar comigo. Já a infelicidade ou a incerteza são emoções que só sei viver a sós. Não me faz sentido partilhar os meus momentos mais vulneráveis com os outros. Pelo menos não enquanto ainda os estou a viver. 

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das pessoas
segunda-feira, 25 de abril de 2016 || 8:10 da tarde

Uma das razões pelas quais adoro pessoas é o facto de poder ouvir duas versões practicamente antagónicas da mesma história e saber que nenhuma delas é mentira. Ou seja, ao interpretarmos os acontecimentos com base naquilo que sentimos e nos nossos pressupostos e crenças, acabamos por viver as mesmas situações de forma radicalmente diferente. Muito recentemente, houve um desentendimento num dos meus grupos de amigos e  sendo eu bastante próxima de todos os envolvidos, acabei por ir acompanhando os desenvolvimentos de perto. Ouvi as várias pessoas contar-me a mesma história e o output foi completamente diferente, mas o que mais me fascinou foi o facto de, no final, eu não poder dizer que alguma das versões era falsa ou continha mentiras. Contaram-me coisas muito diferentes, mas os factos basilares estavam lá, a variação foi (quase) integralmente provocada pela forma como as pessoas interpretaram a realidade, a sentiram ou lhe responderam. E isso é absolutamente fascinante e faz da minha vida uma novela com personagens interessantíssimos e enredos de fazer inveja ao melhor argumentista. 


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dos detalhes
domingo, 24 de abril de 2016 || 6:50 da tarde

Por vezes, as decisões mais difíceis de tomar são aquelas para as quais o nosso coração já tem a resposta desde o início.  

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dos detalhes
sábado, 23 de abril de 2016 || 8:37 da manhã

Estão a ver aquela estratégia para anunciar coisas boas que passa por, primeiro, inventar algo muito mau para depois o bom ter ainda mais impacto? Hoje iam-me matando de susto com essa brincadeira. 


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As (minhas) 3 regras de ouro
quarta-feira, 20 de abril de 2016 || 9:27 da tarde

Tenho muito poucas regras auto-impostas. Porque, por um lado acredito que já temos demasiadas obrigações e compromissos que nos desgastam e, por outro lado, sei por experiência que não vale a pena fazer planos cheios de detalhes, já que a vida tem imensos imprevistos bons e maus que nunca vão estar contemplados em directrizes milimetricamente traçadas. Ainda assim, tenho três regras principais que tento ao máximo seguir, por achar que me poupam mais dores de cabeça do que aquelas que criam. 

1. Nunca deixar nada para a última hora.
Sei que há quem trabalhe melhor com pressão e respeito totalmente isso. Mas eu não sou uma dessas pessoas e sei que não quero nem preciso do stress adicional que ver o tempo a escoar e as tarefas a amontoar cria. Evito ao máximo fazer o que quer que seja em cima da hora e isso incluir estudar e fazer trabalhos, mas também incluir ir informar-me sobre assunto x ou pensar no que quero fazer naquela saída especial. Sempre que tenho que trabalhar em grupo e apanho alguém que seja do team mando-tudo-à-1h-da-manhã-do-dia-anterior quase dou em maluca de tanta frustração. Gosto de me preparar, de ter tempo e margem de manobra e de saber que se acontecer algum imprevisto no dia anterior - e acontece sempre(!) - vou poder respirar fundo e saber que tenho tudo orientado. Isto permite-me ter sempre tempo para tudo e isso é impagável. 

2. Não me comparar com os outros. 
Esta é muito difícil e ainda estou a trabalhar nela. É extremamente fácil vermos toda a gente à nossa volta a conseguir coisas incríveis e sentirmos que não somos tão bons. Tenho a sorte de ter pessoas absolutamente geniais à minha volta e se me comparasse constantemente com elas não só era infinitamente mais infeliz e stressada, como provavelmente perdia a espontaneidade e uma série de traços e decisões que me caracterizam por estar demasiado ocupada a tentar "apanha-los". Ou, pelo contrário, se me focasse nas pessoas que estão mais longe que eu daquilo que eu considero ideal, poderia ter tendência a desleixar-me. Tento comparar-me só comigo e pensar no meu desempenho em todos os campos da vida numa perspectiva de progresso e comparação comigo mesma há seis meses ou um ano atrás e nunca por contraste com os outros. 

3. As relações Humanas só fazem sentido se nos fizerem mais bem que mal
Para mim, as relações humanas têm como propósito tornar a nossa vida melhor. Se nos estão a causar stress ou se não são saudáveis não valem a pena. Vejo o tempo que os meus amigos e família me dedicam como um privilégio e nunca como um direito adquirido e não cobro absolutamente nada. Tento ser o mais agradável possível e não sobrecarregar as minhas pessoas com exigências ou stress adicional. Do mesmo modo, não admito que me cobrem nada e não aceito que me controlem ou que me pressionem. Não passo tempo com alguém por obrigação e não aceito nem faço cenas de ciúmes. 

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dos famosos
terça-feira, 19 de abril de 2016 || 10:54 da manhã

No espaço de uma semana, vi dois humoristas portugueses muito famosos. Um deles riu-se de mim por eu estar num bar lotado e ter que esperar que uma mesa ficasse livre e o outro riu-se de mim porque percebeu que os comandos do meu carro não estavam a funcionar e a porta não destrancava para eu poder entrar. Nenhum deles foi o Rui Unas, o que é a parte mais irónica desta história, tendo em conta que houve uma altura da minha vida em que me parecia que via o Rui Unas todas as semanas e que ainda hoje os meus amigos me gozam por causa disso. 

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das pessoas
segunda-feira, 18 de abril de 2016 || 10:00 da tarde

Um dos meus familiares voltou a ser internado. Há cerca de um ano esteve internado exactamente no mesmo serviço e eu falei sobre isso aqui e aqui. Hoje, enquanto percorria os corredores da enfermaria à procura de caras conhecidas, dei de caras com o preso que foi protagonista de vários posts no ano passado. Fiquei tão entusiasmada que até o cumprimentei com um abraço. Tenho tantas perguntas para ele. Como é que vai a vida na prisão, quanto tempo falta para sair, quando é que vou poder dar dois beijinhos à esposa dele e, principalmente, se ainda planeia vir cá para fora roubar para os netos. 

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detalhes
sábado, 16 de abril de 2016 || 3:32 da tarde

Nem sempre é possível saber exactamente o que queremos, por vezes saber o que não queremos já é muito bom. Não sou uma pessoa particularmente indecisa, mas há muitas ocasiões em que é quase impossível saber exactamente o que quero. Porque a vida é imprevisível, porque não conheço todas as opções ou porque nunca passei por nada remotamente semelhante e, opor isso, não tenho termo de comparação. Nessa alturas só consigo sobreviver com a sanidade mental intacta se souber bem o que não quero e me afastar daquilo que sei que nunca funcionaria para mim.

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dos livros
sexta-feira, 15 de abril de 2016 || 12:16 da tarde

Sou muito selectiva no que toca a livros de fantasia, o que faz com que raramente os leia. A maioria das sagas parece-me pouco original, com pouco conteúdo e muito potencial mal desenvolvido. Por isso, quando encontro um livro deste género de que realmente gosto, quase faço uma festa. E foi exactamente isso que aconteceu quando peguei no The Red Queen, escrito por Victoria Avyard. O livro mistura alguns elementos que aprecio muito: uma corte e famílias nobres poderosas e com relações conflituosas entre si, um protagonista masculino a quem me apetece piscar o olho e um universo cheio de pormenores e curiosidades que me fazem querer ler o livro todo de seguida. Não me identifico absolutamente nada com a protagonista, no entanto há várias personagens profundas e interessantes e, tendo em conta que há sempre algo a acontecer, esse detalhe acaba por ser irrelevante. A premissa base do livro é "Anyone can betray anyone" e verifica-se tão bem ao longo da obra que, a certa altura, o leitor sente mesmo que não pode confiar em ninguém. E eu adorei que nenhuma personagem fosse totalmente preta ou branca e que a autora tenha retratado tão bem os cinzentos desta vida.


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dos livros
quinta-feira, 14 de abril de 2016 || 8:46 da tarde

Este ano estou a tentar escrever sobre um livro que tenha lido e gostado todos os meses. Houve uma altura em que falava muito de livros, depois deixei de abordar o tema e agora estou a tentar encontrar um meio termo para vos ir falando dos meus favoritos. No primeiro mês falei-vos de um young adult, no segundo de um contemporâneo com um enredo original, no terceiro de um não-ficção sobre as memórias e conselhos de um empresário famoso com um estilo de gestão revolucionário e, este mês, planeio falar-vos de um livro de fantasia.



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dos dias
terça-feira, 12 de abril de 2016 || 10:16 da manhã

Na semana passada fui sair sair com uma amiga que não é de Lisboa. Estava determinada a mostrar-lhe que a minha cidade é gira e a proporcionar-lhe uma boa tarde. Comecei logo mal, distraí-me na conversa com ela e acabámos na saída de metro errada. Uns minutos depois, quase me perdi a caminho do destino. Levei-a a um rooftop bar com uma vista fantástica.  Já lá tinha ido várias vezes - algumas delas em pleno Verão - e encontrei sempre mesa. No dia em que estou a tentar impressionar alguém, claro que o universo não colabora e quase tive que entrar nos Hunger Games para conseguir arranjar um lugar. Para tornar a situação ainda mais triste, quando finalmente arranjámos um lugar, só havia uma cadeira, de modo que eu tive que ficar sentada em cima da mesa (que, felizmente, era uma daquelas mesas de exterior feitas de madeira e muito baixinhas)

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dos detalhes
segunda-feira, 11 de abril de 2016 || 8:40 da tarde

Por muito que tente, não consigo não me importar com aquilo que os outros possam pensar de mim. Sei que é o primeiro passo para ter ainda mais paz interior, mas também sei que estou a anos luz de conseguir tal feito. 

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dos dias
sexta-feira, 8 de abril de 2016 || 9:48 da tarde

Houve um período durante o secundário em que quase todos os meses me parecia que via o Rui Unas na rua. Fazia toda a gente alvoraçar-se e, no final, nunca era mesmo ele. Claro que sou gozada há anos por causa disso, principalmente porque já todas as minhas amigas viram o Rui Unas menos eu. Hoje fui a um rooftop bar muito na moda aqui em Lisboa e, ao meu lado, estava sentado o César Mourão. Ri-me e contei a história do Rui Unas à amiga que estava comigo. Quando cheguei a casa, liguei às minhas amigas do secundário e disse "Adivinhem quem é que eu vi hoje!". Não recebi uma única resposta que não fosse "O Rui Unas?!" e uma série de gritos e gargalhadas. Estes detalhes são a melhor parte de ter amizades muito antigas.

Rooftop bar in Phuket

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ouvi dizer
quarta-feira, 6 de abril de 2016 || 10:54 da tarde

Dizem-me constantemente que esta é a melhor altura da minha vida. Começaram a dizer-me isso quando entrei para o secundário e ainda não pararam. Professores, pais de amigos, clientes e até estranhos repetem-me com uma certeza inabalável que estes são os melhores anos que vou viver e que devo aproveitar antes que a minha vida se torne um inferno. E dizem-me isto de forma categórica, como quem repete uma certeza imutável e não aberta a discussão. O final da adolescência e os early 20s têm todo o potencial para ser fantásticos concordo que o melhor que podemos fazer é aproveita-los e focarmo-nos no nosso crescimento e em viver o máximo de experiências positivas que conseguirmos. Mas não gosto da certeza com que me dizem que estes são os melhores anos da minha vida, como se eu tivesse a obrigação de ser muito feliz agora porque depois vai tudo piorar. Podem não ser os melhores anos da minha vida. Não sei o futuro e não vivo à espera que o dia de amanhã chegue para ser feliz ou para acordar e aproveitar o mundo à minha volta, mas acho demasiado limitativo dizerem-me que nunca vou ser tão feliz como agora. Conheço pelo menos dez pessoas nos mid-20s que me dizem que são muito mais felizes desde que começaram a trabalhar. Outras tantas que me dizem que os 40s lhes trouxeram a paz e a auto-confiança que tanto procuraram nos 20s. Também conheço um punhado de pessoas que, de facto, confirmam que a adolescência e inicio da vida adulta foi um período radioso, comparativamente aos anos seguintes. Não sei o que é que vai acontecer nos próximos anos ou décadas, mas sei que viver o presente tendo como ponto de partida a premissa que a partir daqui vai ser sempre a piorar não funciona para mim.

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dos dias
terça-feira, 5 de abril de 2016 || 10:32 da tarde

Há dias em que não conseguir fazer um dos items da lista  interminável de tarefas é uma derrota, há outros em que sair da cama e chegar ao fim do dia inteira já é uma vitória. O segredo é conviver com ambos os tipos de dia de forma igualmente pacífica. 



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[private post]
domingo, 3 de abril de 2016 || 3:23 da tarde

2013 e 2014 foram, já o mencionei diversas vezes, anos de mudança interior profunda. Inicialmente isso não transparecia e nem os meus amigos conseguiam perceber a extensão das mudanças que se operavam dentro de mim. Nos primeiros tempos cheguei a sentir-me estranha em determinados contextos sociais porque, apesar de estar tudo exactamente como sempre tinha sido, eu sentia-me tão diferente que já nada tinha o mesmo significado, as peças já não encaixavam da mesma forma dentro de mim. E, nessas alturas,tive que respirar fundo e relembrar-me que o turbilhão que ia dentro de mim não era visível aos outros. Custou-me um pouco moderar a quantidade de mudança que mostrava às minhas pessoas porque dentro de mim estava um furacão a destruir fundações e a moldar uma Anaa nova, no entanto, por fora, estava tudo igual e não era razoável pedir aos meus amigos que lidassem com uma pessoa tão diferente daquela que eu tinha sido até então. Os efeitos desta mudança abrupta não se fizeram notar logo, mas eventualmente tive que tomar decisões importantes e essas foram surpreendentes até para aqueles que me conheciam melhor. Comecei a tomar decisões pouco óbvias e que nunca tomaria antes da transformação que o ano terrível de 2013 (e 2014) produziu em mim. Mas só sábado me dei conta da verdadeira extensão deste processo. Eu mudei tanto, que já não são só as grandes decisões que são surpreendentes. Mudei ao ponto de até os detalhes inconscientes, insignificantes demais para serem pensados e, portanto, algo automáticos, serem incongruentes com a pessoa que eu fui até aos dezanove anos. Os reflexos, as acções não pensadas, as primeiras impressões, os primeiros pensamentos perante determinada situação e os impulsos dificilmente se controlam e hoje já tenho distância emocional suficiente para entender que até estas respostas involuntárias ao meio estão diferentes. Sou demasiado tendenciosa para ser levada a sério neste assunto, mas eu diria que mudaram para melhor. 

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das pessoas
sábado, 2 de abril de 2016 || 3:03 da tarde

A maior vantagem de ter um café é ter acesso a uma rede muito ampla de pessoas com a qual de outra forma nunca teria contacto. É verdade que passo muitas horas a esforçar-me por não revirar os olhos a conversas ordinárias, machistas, aborrecidas ou totalmente desinformadas, mas é igualmente verdade que já conheci pessoas extremamente interessantes que escolheram partilhar as suas histórias comigo enquanto eu estava atrás do balcão. Quando preciso de alguma informação ou de ajuda com alguma coisa, há sempre alguém que trabalha nessa área ou tem conhecimento sobre o tópico. T


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Sei que tenho as amigas certas quando
sexta-feira, 1 de abril de 2016 || 4:00 da tarde

Pergunto a uma delas se tem um daqueles jogos de bingo caseiros que me possa emprestar e a primeira coisa que ela me pergunta é com quem é que eu estou a planear jogar dirty bingo. 

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