Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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Março
quinta-feira, 31 de março de 2016 || 11:33 da manhã

Li três livros e estou a meio de outros dois. Quase todos os dias foram preenchidos desde manhã cedo até noite tardia. Não vi um único filme e não senti falta. Quase não vi séries e isso sim, fez-me falta. Fartei-me de estudar e de cumprir responsabilidades. Ajudei a organizar um evento e, durante quatro dias, trabalhei nisso de manhã à noite e pude esquecer-me um bocadinho da realidade - que terapia! Fui a um jantar de gala e tive a sorte de ter encontrado o vestido perfeito a um preço perfeito. Fui sair à noite com um grupo de pessoas que raramente tem disponibilidade para se reunir e tive uma das melhores noites dos últimos tempos numa discoteca de que nem sequer gosto. Criei snapchat. 



Uma das minhas pessoas favoritas no mundo inteiro fez anos e eu senti-me orgulhosa ao perceber que este já é o sétimo aniversário que passo ao lado dela. Comecei a jogar Two Dots e não me viciei. Comecei a planear uma eventual viagem. Abri oficialmente a época das limonadas e dos refrescos e lanchei com quase todas as minhas pessoas. Misturei casacos muito quentes e casacos muito frios. Voltei a cair no erro de pôr base na cara e lembrei-me porque é que me recuso a usar tal produto. Um dos meus grupos de amigos abriu um bar! Pela primeira vez senti saudades de ter dias muito preenchidos e dei por mim a quase desejar que as férias passassem depressa. Quase. Bebi demasiado café e saltei demasiados almoços e lanches. Março foi um mês bom. Quero que Abril seja igual.

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das noites
quarta-feira, 30 de março de 2016 || 3:07 da tarde

O meu grupo de amigos da primária e do ensino básico - sim, eu sou esse tipo de pessoa - tem um estilo de vida tão agressivo que, no Inverno, eu tenho que escolher entre não os ver durante três ou quatro meses ou ficar doente sempre que me encontro com eles. Nunca vi ninguém com tanta capacidade de resistência ao frio e com tanto ódio por espaços fechados. Na semana em que a Primavera começou, encontrei-me com eles duas vezes. Eles ficaram na rua a noite inteira, ao passo que eu fui embora antes das 2h da manhã. No dia seguinte eles estavam todos na maior e eu tinha apanhado uma constipação. Uns três dias depois, pensando inocentemente que como estava constipada já não tinha nada a perder, fui encontrar-me com eles novamente. Ainda estou afónica e a recuperar. 

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dos detalhes
terça-feira, 29 de março de 2016 || 8:23 da tarde

Depois de passar uma vida inteira a ser amante incondicional de férias e dias sem compromissos, em 2016 acordo e percebo que me tornei workaholic. 

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pessoas
segunda-feira, 28 de março de 2016 || 4:14 da tarde

Quando finalmente começava a recuperar do choque de ter descoberto que um dos meus grupos de amigos comprou um bar, descubro que um dos amigos dos meus amigos fabrica cerveja caseira e se tornou numa espécie de micro-produtor local. Soube disto quando ele me informou que ia alugar o bar dos nossos amigos para fazer uma festa só com a sua própria cerveja e sidra, uma vez que já tinha mais de 50 litros armazenados. Oiçam, eu tenho um doutoramento em pessoas pouco convencionais e histórias mirabolantes. 

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pessoas
sábado, 26 de março de 2016 || 11:54 da manhã

Há uns tempos conheci um rapaz da minha idade que só tem dois lemas de vida: "Parar não é opção" e "E tudo pode acontecer". E se eu vos contasse aquilo que ele já conseguiu alcançar e concretizar em pouco mais de vinte anos, não tenho dúvidas que ficariam tão boquiabertos como eu. Sou a maior céptica no que toca àquela ideia de que basta querer muito algo para o conseguir ou que a sorte não é um factor importante no sucesso, mas conviver de perto com alguém que conseguiu coisas impressionantes apenas devido ao trabalho árduo e talento puro torna os meus dias mais cor-de-rosa.

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dos livros
sexta-feira, 25 de março de 2016 || 10:20 da manhã

Apesar de 90% dos livros que leio pertencerem aos diferentes sub-géneros da ficção, um dos tipos obras que mais gosto de ler são livros com teor auto-biográfico escritos por pessoas de sucesso. O sucesso, a determinação e a capacidade de vencer na vida apesar dos mil obstáculos são temas que me fascinam, por isso tenho sempre imensa curiosidade em conhecer as vidas e a motivação daqueles que se destacaram em alguma área. 

O último livro deste género em que peguei foi escrito por Ricardo Semler, o CEO da Semco, uma empresa que cá em Portugal quase ninguém conhece, mas que no Brasil se destaca por ser extremamente inovadora. Com um modelo de gestão irreverente, Ricardo Semler conseguiu transformar uma empresa produtora de centrifugadoras numa firma de gestão de capital de risco e ajuda à implementação de negócios de terceiros no Brasil. Apesar de serem uma empresa enorme, os colaboradores têm total autonomia, gerem as suas próprias horas, é-lhes dado poder de decisão e total acesso à informação financeira e estão até autorizados a participar nas decisões que geralmente só são tomadas pela gestão de topo. Sempre achei que tratar as pessoas com respeito e dignidade e faze-las sentir que não são só mais um peão numa linha de montagem era meio caminho andando para o sucesso, mas nunca tinha lido sobre um caso prático em que tivesse sido usada essa abordagem a uma escala de grande dimensão. Sendo Portugal um país muito tradicional e conservador no que toca a negócios, é refrescante ler sobre um caso em o mega sucesso de uma empresa é feito do poder de decisão e confiança que foi dada aos colaboradores não só de topo, mas também de base. Para quem gosta de histórias felizes e de ideias originais, Virando sua Própria Mesa ou, na versão em inglês, The Marvrik, de Ricardo Semler. Prometo-vos que vão rir muito com a forma como ele conta as coisas. 

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dos detalhes
quarta-feira, 23 de março de 2016 || 7:00 da tarde

Muito raramente me interesso por alguém, mas quando acontece, parece que faço questão de escolher as piores circunstâncias e o pior timing possível. Não falha. 



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das novidades
terça-feira, 22 de março de 2016 || 9:17 da tarde

Um dos meus grupos de amigos acabou de comprar um bar. Não sei como é que isto aconteceu na minha vida, mas tornei-me o tipo de pessoa que é amiga íntima dos donos de um bar. Estou a arranjar-me para ir à inauguração e ainda estou em choque. 

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detalhes
segunda-feira, 21 de março de 2016 || 8:09 da tarde

Sei que me tornei uma pessoa muito diferente daquela que era há dois ou três anos quando tenho umas mini-férias e sinto falta da correria dos dias caóticos. 

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dos últimos dias
domingo, 20 de março de 2016 || 5:33 da tarde

Quando alguém me entusiasma ao ponto de eu perceber que passei o dia inteiro sem comer só porque estava a gostar da sua companhia e me recusei a abdicar de tempo em conjunto para ir almoçar, sei que tenho que respirar fundo, acalmar-me e colocar as prioridades em ordem. Nunca comi e dormi tão pouco como nos últimos quatro dias, mas também poucas vezes me pude gabar de ter tido dias tão fantásticos. 




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gratidão
terça-feira, 15 de março de 2016 || 10:40 da tarde

Gostar de mim (quase) todos os dias. Telefonemas das minhas melhores amigas depois de um dia cansativo. Sorrisos e olás nos corredores. Um jantar de anos aí a chegar. Um jantar no Sábado com as minhas miúdas favoritas no mundo inteiro. Calças pretas. O vestido perfeito. O blazer branco perfeito. Frango assado. Cadernos com letra bonita. Duas das minhas melhores amigas terem criado snapchat. Uma outra ter criado um blog. Cappuccinos de máquina que são espantosamente bons. Amigos e colegas que se riem de mim e não me deixam levar-me demasiado a sério. O sósia do Pedro Granger. A perspectiva de um fim de semana muito bom. Duas semanas para respirar fundo, a começar sexta-feira. Sumo natural de polpa de maracujá. Ler no autocarro. Rádio para começar bem as manhãs.



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das ocasiões
segunda-feira, 14 de março de 2016 || 6:40 da tarde

No próximo fim de semana tenho que ir a um jantar de gala e posso dizer-vos que já tive mais trabalho a tentar encontrar a roupa ideal do que naquele mês em que trabalhei uma média de dez horas diárias no café. É impressionante a quantidade de stress que encontrar a roupa formal perfeita em tempo recorde pode induzir em alguém. Geralmente consigo arranjar uma desculpa e esquivar-me a este tipo de eventos com códigos de vestuário muito restritos e formais, mas desta vez tenho mesmo que ir e, apesar de saber que me vou divertir imenso, juro-vos que nada paga a experiência infernal que é encontrar um vestido adequado à ocasião, ao meu gosto e à minha carteira. 

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das manhãs
sexta-feira, 11 de março de 2016 || 12:20 da tarde

As últimas três semanas foram caóticas. Daquelas em que saio de casa de manhã e só volto a entrar à hora do jantar. Com muitos testes, projectos, trabalhos, reuniões, imprevistos e correrias nesse tempo. Com muitos almoços saltados, lanches inexistentes e jantares tarde e a más horas. Hoje tinha o dia livre o suficiente para poder dormir até à hora que me apetecesse, tomar o pequeno almoço com calma e estudar sem grandes pressões. Acordei antes das 9h da manhã porque os meus vizinhos acharam que era perfeitamente aceitável esburacar paredes às 8:30h. Quando finalmente acabou o barulho e eu me virei para o lado e pensei que ia finalmente poder dormir mais um bocadinho, bateram-me à porta para me falarem da palavra de Deus e me evangelizarem. Olha, obrigada universo. 

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#365
quinta-feira, 10 de março de 2016 || 9:12 da tarde

Isto de estar a fazer um projecto 365 é a desculpa perfeita para tirar fotografias com toda a gente, mesmo com pessoas a quem, à partida, não teria coragem de pedir uma foto em condições normais. Ainda hoje dei por mim a tirar uma selfie de grupo com pessoas que conheci há duas semanas, porque toda a gente adora a ideia e não resiste à oportunidade de ser considerar o pormenor bonito do meu dia. 

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das datas
terça-feira, 8 de março de 2016 || 10:59 da manhã

Hoje não quero flores. Quero respeito. Quero igualdade. Quero andar na rua sem receber comentários ou olhares inapropriados diariamente. Quero poder regressar a casa de transportes quando saio à noite e não precisar de ligar a um taxista de confiança para não correr riscos. Quero que não me digam que o meu valor de prende com a maternidade ou que determinado comportamento não é digno numa mulher. Quero poder ligar a televisão e ver as mulheres serem comentadas mais pelos seus feitos do que pelo seu regime alimentar ou o vestido que usaram. Quero sair da faculdade e ingressar no mercado de trabalho sem a sensação amarga que me provoca saber que embora seja tão competente e instruída que os meus colegas do sexo masculino vou receber menos que eles. Quero deixar de ler notícias de mulheres que foram mortas ou atacadas por terem a ousadia de dizer não e parar de ler comentários que culpam a roupa da vítima pela atrocidade do agressor. Quero que não me chamem puta se tiver uma vida sexual activa enquanto dão palmadas nas costas de um homem com um comportamento sexual semelhante. Quero que me abram a porta porque sou uma pessoa e não porque sou uma mulher, como eu faço aos outros. Quero que um pouco por todo o mundo deixem de transaccionar meninas e mulheres como se de mercadoria se tratassem. Quero que deixem de esperar que as mulheres adoptem automaticamente o nome dos maridos quando casam. Que o façam se isso lhes fizer sentido, mas que reflictam e que não seja chocante acontecer o contrário. Quero que a taxa de abortos ilegais de meninas não seja tão chocantemente superior à dos meninos, porque isso pressupõe que um pouco por todo o mundo ainda se considera uma vida feminina inferior a uma vida masculina. Quero não ver tantos comportamentos sexistas por parte de crianças pequenas, porque isso significa que os preconceitos reinam nas suas casas. Quero que as empresas de cosméticos, roupa, fitness e tantas outras deixem de se alimentar de auto-estimas fragilizadas e que acabe a ideia de que uma mulher tem que perder horas em frente ao espelho para estar bonita.

Quero olhar para todos os progressos que já fizemos e sorrir, porque temos conquistado muito nos últimos anos. Mas não quero flores. Quero respeito, igualdade e segurança. Hoje e todos os dias. Em Portugal e no resto do mundo. Não deixem que se reduza este dia a dois beijos e uma flor.

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da inspiração
segunda-feira, 7 de março de 2016 || 9:15 da tarde

A minha maior fonte de inspiração sempre foi rodear-me de pessoas que personificam aquilo que quero alcançar a médio e longo prazo. Compreendo que esta estratégia não resulte para toda a gente. Por vezes, fazer dos outros espelho e constatar que ainda temos um caminho longo a percorrer até alcançarmos o que desejamos é um processo violento. E custa perceber que há pessoas à nossa volta que já chegaram lá enquanto nós ainda estamos a percorrer o caminho. Mas, no meu caso pessoal, é precisamente a violência do processo que desencadeia a motivação de que necessito para pôr os pés ao caminho e limar as arestas com as quais não estou contente em mim. É fácil rodear-me de pessoas que estão em patamares semelhantes ao meu (a nível pessoal, a nível académico, a nível profissional, a nível emocional, a nível espiritual, etc) e achar que já está bom, que não é preciso esforçar-me tanto todos os dias para ser a melhor versão de mim própria em todas as vertentes. Por isso, rodear-me de pessoas que espelham quem eu quero ser funciona como lembrete e dá-me força nos dias em que não me apetece estudar, ou ter paciência, ou ser tolerante, ou ser sociável, ou procurar paz emocional e espiritual ou fazer outra coisa qualquer importante que facilmente se perde na correria dos dias. 


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nota mental: ser como ela
sexta-feira, 4 de março de 2016 || 10:36 da manhã



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quinta-feira, 3 de março de 2016 || 7:47 da tarde

Não faço por mal, mas quantos mais posts vejo sobre corridas, ginásios e dietas compostas apenas por comidas saudáveis, mais vontade tenho de comer donuts americanos antes de ir para a cama.

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das leituras
quarta-feira, 2 de março de 2016 || 4:33 da tarde

Há certas práticas e rotinas que são tão normais para mim, que me esqueço que podem não o ser para os outros. Dou-vos um exemplo: leio mais do que a média, mas estou tão habituada a que os meus amigos e alguns dos bloggers/youtubers que sigo tenham hábitos semelhantes,que me esqueço que ler cerca de 40 livros por ano é algo estranho para a maioria das pessoas. Esta semana, num jantar com pessoas que me conhecem mal, caí no erro de mencionar casualmente que no ano passado tinha lido 42 livros. Primeiro ficaram os sete a olhar para mim com os olhos muito arregalados e sem dizer uma palavra. Quando se recompuseram do choque, começaram a disparar uma série de perguntas sobre aspectos nos quais nunca antes tinha pensado. "Quantos livros lês por semana?", "Quantas palavras lês por minuto?", "Em que alturas do dia é que lês?", "Como é que arranjas motivação para acabar os livros?", "Quantos livros lês ao mesmo tempo?", "Quantas páginas lês por hora?", "O que é que a tua mãe acha disso?", "Em que formato lês?", "Porque é que não compras um Kindle?", "Quando tinha 12 anos li o livro x, também já leste?","Qual é o teu rácio de livros que gostas vs livros que não gostas?". Deviam ter assistido à cena, as perguntas eram tão claramente quantitativas e científicas que me deram vontade de rir. Nunca me tinha visto numa situação em que tantas pessoas mostrassem tanto interesse em relação a algo que para mim é extremamente banal. E foi assim que, nunca fria quarta-feira de Fevereiro, mais sete pessoas voltaram para casa convencidas de que eu era estranha. Só faltou chamarem o Daniel de Oliveira para me perguntar o que diziam os meus olhos. 

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