Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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Fevereiro #2
domingo, 28 de fevereiro de 2016 || 11:43 da manhã

Conheci uma quantidade obscena de pessoas novas. Cerca de quarenta, para ser mais precisa. E senti empatia com quase todas. Passei um fim de semana em Évora com parte dessas pessoas e foi das experiências mais positivas e enriquecedoras dos últimos tempos. No fim do mês jantei com parte desse grupo e ri o tempo todo. Há que amar noites de semana que são quase tão agradáveis como noites de fim de semana. Provei sushi pela primeira vez e quase vomitei ao fim de duas peças. Acho que podemos todos antecipar que a minha primeira vez no sushi foi, também, a minha última. Eu tentei, ok?! Mas os sabores não me atraem nada e além de não sentir aquela textura saborosa e confortável que associo a comida boa, ainda me senti vagamente enjoada durante toda a experiência. 

Aprendi muito em Fevereiro e quase nada desse muito foi nas aulas. Consegui manter a tendência de Janeiro e estar algumas vezes com as minhas pessoas de sempre. Temos todos horários loucos e nem sempre é fácil encontrarmo-nos com a regularidade que todos desejamos, mas em Fevereiro não me posso queixar: entre os jantares com as minhas miúdas, os telefonemas, os almoços e os lanches vivi momentos muito positivos junto das pessoas que mais me aquecem o coração. Rematei o mês em grande, indo a um espectáculo de stand-up. Tentei fazer uma operação #Óscares2016 mas falhei redondamente e ainda só vi três dos nomeados. No meio da confusão e dos dias a sair de casa cedo e a chegar tarde, também só li um livro. Mas, em compensação, tenho dois outros a meio, um deles com 1000 páginas. Março vai ser um excelente mês no que toca a livros concluídos, portanto. Apanhei um canal que passa How I Met Your Mother e o meu mês foi composto por uma maratona desta série e de Modern Family porque, admitamos, todos precisamos de comédias na nossa vida. 


Fevereiro é o mês mais pequeno do ano, mas o meu valeu por dois, o que explica a minha necessidade de usar dois posts para fazer o recap mensal. 

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Fevereiro #1
sábado, 27 de fevereiro de 2016 || 11:19 da tarde

Fevereiro foi um mês de notícias muito boas. Consegui algo que ambicionava há algum tempo mas que não pensei vir a alcançar já. Propus-me a fazer coisas muito fora da minha zona de conforto que, para vos ser honesta, me aterrorizam um bocado. E os meus planos aterradores foram ganhando forma e estão um passo mais perto de virem a acontecer. A cada nova linha que traço, tenho um bocadinho menos de medo, convenço-me mais de que vai ser giro e vai valer a pena, obrigo-me a ser uma versão melhor e mais corajosa de mim própria. Conhecem aquela premissa do "é mais provável que te arrependas daquilo que não fizeste do que daquilo que fizeste"? Desde o fim de 2015 tem sido o mote da minha vida e em Fevereiro, ainda mais do que em Janeiro, esforcei-me por não recusar experiências que um dia pudesse recriminar a mim própria não ter aceitado. 

Foi, também, um mês de recomeços. Passar horas intermináveis "presa" em bibliotecas e salas de estudo foi excelente para eu abrandar um bocado o ritmo e passar algum tempo comigo mesma, isolada do mundo e em silêncio. Precisava disso e fez-me bem, restaurou-me alguma paz. Mas com Fevereiro, voltou a rotina caótica e a agitação. A par com Novembro e Dezembro, Fevereiro foi dos meses mais preenchidos da minha vida. Aulas, compromissos sociais mil, e muitas horas preenchidas no âmbito de uma das boas notícias que recebi no início do mês. Este semestre é muito trabalhos, tenho pequenas avaliações todas as semanas e dezenas de documentos novos para ler todas as semanas. A isto se juntaram outros compromissos regulares e eu dei por mim a ter que começar a ser produtiva logo de manhã, a chegar a casa às 19h e a ter uma pequena pilha de coisas para pôr em ordem antes de me deitar. 



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das perguntas
|| 1:10 da tarde

Há dias em que me fazem cada pergunta que mais parece que me estão a pedir para mentir. 

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detalhes
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016 || 10:22 da manhã

Há dias em que tudo corre mal e é muito difícil ter um sorriso para os outros. É precisamente nesses dias que é mais importante sorrir e ser simpático. Ninguém perde o rumo num dia bom, é nos dias maus que temos tendência a esquecer-nos daquilo que realmente importa.

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016 || 8:28 da tarde

Sabes que tens uma ética duvidosa quando dás por ti a consolar uma amiga que se sente mal por ter dito uma mentira, dizendo: "Não penses nisso como uma mentira, mas sim como um acto de engenharia social..."

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dos planos
domingo, 21 de fevereiro de 2016 || 1:06 da tarde

Sei que em grande parte das entrevistas de emprego ou de admissão a programas académicos uma das perguntas mais frequentes é "Onde se vê daqui a cinco anos?" porque há imensas teorias que defendem que se não soubermos para onde queremos ir, então aceitaremos acabar em qualquer sítio. Há cinco anos atrás, se me tivessem feito esta pergunta, eu teria sido capaz de esboçar um plano bastante preciso. Sabia onde queria ir, os passos que queria dar para lá chegar e o que pretendia em cada ponto do caminho. Hoje, se me perguntarem quanto do meu plano (e era um plano realista!) aconteceu, eu digo-vos que não aconteceu absolutamente nada daquilo que eu tinha idealizado. E isso não quer dizer que hoje não esteja exactamente onde quero neste momento, quer apenas dizer que a vida é imprevisível, que todos os dias se abrem e fecham portas e que, muitas vezes, se estivermos demasiado centrados num objectivo tão específico como "Em 2016 quero trabalhar em empresa x", "Em 2021 quero estar grávida do meu primeiro filho" ou "Em 2018 quero percorrer o México de mota" acabamos por nos condicionar e por ignorar hipóteses e planos que entretanto vão surgindo. Há cinco anos fizeram-me esta pergunta e eu sabia exactamente que resposta dar. Este ano, há menos de um mês, voltaram a fazer-me a mesma pergunta e, ao contrário da Ana de dezasseis anos, não soube dar uma resposta específica. Eu sei, de forma abstracta onde quero chegar. Mas depois dos últimos anos e da forma como as coisas evoluíram aprendi que não vale a pena planear as coisas com pormenor. Não sei em que empresa vou/quero estar a trabalhar. Nem sequer tenho 100% de certeza de que vá estar a trabalhar exactamente na área que imagino. Não faço ideia se vou estar numa relação séria. Espero não estar grávida (risos) mas acontecem azares e nem isso posso prometer. Quando me pressionaram para dar uma resposta mais precisa, inventei-a. E não me arrependo nada. Percebo porque é que fazem esta pergunta e compreendo que faça sentido para muita gente, mas neste momento da minha vida, não me faz sentido. Se neste momento estivesse exactamente onde disse querer estar há cinco anos atrás, daqui a cinco anos provavelmente estaria radicalmente longe do sítio onde quereria estar. A vida não me levou exactamente ao sítio que a Ana de dezasseis anos queria para a Ana de vinte e um, mas tendo em conta as circunstâncias actuas, acho que me levou a um sítio bem melhor e mais adequado e isso ensinou-me a não fazer planos demasiado precisos porque pode acontecer um universo de coisas num ano, quanto mais em cinco! 



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gratidão
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016 || 10:56 da tarde

As boas notícias de que vos falei há duas semanas. As pessoas fantásticas que conheci nos últimos dez dias. O fim de semana em Évora, que foi um dos melhores da minha vida. As formações dadas por pessoas que sabem mesmo do que estão a falar. O beto mais giro e inteligente com quem já me cruzei nesta vida. Projectos e desafios que me deixam igualmente aterrorizada e entusiasmada. Pessoas que me obrigam a sair da minha zona de conforto. O ritmo acelerado que tenho vivido nos últimos dias. Jantares de colegas. Reuniões que não são aborrecidas. Cadernos organizados. O universo colaborar comigo. 2016 estar a ser um ano fantástico. Jantares nos restaurantes italianos. Noites mágicas que só acabam às 5h da manhã. Selfies que ficam giras. O meu projecto 365, que me leva a tirar fotos com pessoas diferentes em momentos diferentes. Kinders para o lanche. Ter uma auto-estima forte o suficiente para não me deixar afectar por qualquer comentário menos positivo. Cafés da máquina com os meus colegas. A minha capacidade de absorção de conhecimento, mesmo quando estou cansada. A determinação e foco treinados desde muito nova que não me falham nas alturas mais complicadas. Camas quentinhas. Amigas com os sofás mais confortáveis e a comida mais deliciosa. O chá gelado do Lucca. Ainda não ter ido contra nenhum poste enquanto conduzo. Colegas com um raciocinio rápido que me obrigam a pensar depressa para os acompanhar. O melhor grupo de trabalhos de grupo que tive em anos. Sextas-feiras livres. E-books que andam sempre no meu telemóvel para me entreter. Música que me faz dançar internamente nos transportes. Amigas que voltam de viagem e me dizem que a primeira coisa que fizeram foi pôr a leitura do meu blog em dia. Canetas de cor. As camisas da minha mãe.



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das teorias
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016 || 11:19 da tarde

Não acredito naquela teoria de que tudo acontece por uma razão. Nem sempre tudo acaba bem, nem sempre os fins são consequências dos meios, nem sempre o esforço é devidamente recompensado e por vezes há cadeias de coincidências que nunca julgamos ser possíveis mas que não passam disso mesmo, coincidências. Dito isto, acredito que podemos tentar transformar até as experiências mais negativas em algo positivo quando escolhemos aprender com elas, retirar ensinamentos que nos tornem pessoas melhores e mais sábias. 

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em lista
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016 || 3:28 da tarde

Spotlight
Joy
The Danish Girl
The Big Short 
Carol

São alguns dos meus planos para os próximos dias e os nomes principais da (minha) operação Oscars 2016.

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016 || 8:48 da tarde

Há quatro anos, na altura do Carnaval, um amigo meu foi assaltado e acabei a noite na esquadra. Há três anos atrás fui perseguida por um gangue de adolescente delinquentes e usei uma criança de cinco anos como escudo contra os balões de água que eles tentaram mandar-me. Há dois anos atrás não pude ir para casa antes das 23h porque tinha dois carteiristas com navalhas plantados ao lado do meu prédio. Há um ano atrás não me atrevi a sair de casa, dadas as experiências negativas anteriores. Este ano tive dois compromissos, por isso não pude repetir a estratégia. Fui para uma zona mais respeitável da cidade e um senhor de setenta anos pregou-me uma partida. Não estão a perceber, eu parei para ajudar um idoso que me pediu ajuda, vi a situação descontrolar-se progressivamente e, às tantas, já achava que o homem me ia desfalecer nos braços. Quando percebi que o septuagenário desconhecido não só tinha engendrado um esquema para assustar estranhos como me tinha conseguido enganar, só me apeteceu bater-lhe. Apanhei um susto a sério porque quando um idoso nos pede ajuda desesperado no meio da rua, nós não equacionamos que seja alguém parvo a fazer uma brincadeira de Carnaval. Não me considero uma pessoa sem sentido de humor, mas confesso que não achei piada nenhuma à brincadeira, até porque me assustei a sério e já tinha o número do INEM marcado para chamar uma ambulância, tal não foi o stress e a aparente seriedade da situação. Só me aparecem malucos e situações surreais. 

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dos livros
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016 || 1:47 da tarde

Depois de The Book Thief de Markus Zusak ter sido o meu livro favorito de 2015 (provavelmente da década!) achei que qualquer outro livro do autor que eu decidisse ler seria uma decepção. Não tinha expectativas nenhumas quando peguei no I am the Messenger e não podia ter sido uma surpresa mais positiva. O The Book Thief continua a ser a obra prima do autor, mas neste livro podemos encontrar um tema mais leve, personagens igualmente bem construídas e profundas, a valorização das pequenas coisas que fazem de cada um de nós pessoas especiais, um estilo de escrita original e fluído e reviravoltas na história que dificilmente poderíamos prever. Este livro fala sobre um rapaz de dezanove anos com uma vida banal e até bastante mal sucedida. Conduz um taxi, tem uma relação pouco próxima com a família, vive numa cidade desinteressante, está apaixonado pela melhor amiga e passa as noites a jogar às cartas com ela e dois dos seus melhores amigos. Até que é escolhido para entregar uma série de mensagens e fazer uma série de boas acções para tornar a vida de algumas pessoas daquela cidade um pouco melhores. Dito desta forma, tenho noção que parece um livro pouco interessante, mas esse é precisamente um dos pontos fortes do autor: as personagens são sempre muito ricas e profundas e uma história incrível compõe-se de momentos aparentemente normais que se metamorfoseiam em momentos incríveis. 



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dos detalhes
sábado, 6 de fevereiro de 2016 || 12:03 da tarde

Melhor do que receber boas notícias: saber que tenho pessoas na minha vida com quem as posso partilhar sem invejas ou maus ambientes. O meu coração explode de alegria quando recebo uma boa notícia, mas é nos minutos seguintes, ao telefone com as pessoas que dão cor à minha vida, que ele transborda de amor e de gratidão. 

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dos dias
|| 12:18 da manhã

Duas notícias muito boas no mesmo dia. Há que adorar dias assim.





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Resumo da minha vida inteira numa situação representativa
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016 || 9:21 da tarde

A primeira vez que a polícia de trânsito me mandou parar, enquanto condutora, eu quase atropelei o polícia. A verdade é que a culpa foi dele por só dar a ordem quando eu já estava demasiado próxima e por se ter colocado no meio da estrada, mas até hoje ainda não recuperei do susto. Não ajuda o facto de a minha mãe ainda se rir à gargalhada sempre que se lembra do polícia a saltar para o lado no último minuto, com o maior olhar de pânico. 



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janeiro 2016
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016 || 11:08 da manhã

A época de frequências mais intensa de sempre. Duas semanas de descanso e de desorientação porque já nem me lembrava o que era ter tempo livre. A minha estreia em cursos do coursera; um curso online terminado e outro encaminhado para ser concluído na primeira semana de Fevereiro. Saídas atrás de saídas com as minhas pessoas favoritas com quem não tinha tido tanto tempo para estar no mês e meio anterior. E, principalmente, uma determinação inabalável de cumprir a minha única resolução de ano novo e um esforço enorme por ser corajosa e por viver mais experiências, mesmo aquelas que me aterrorizam ligeiramente e me fazem questionar se sou aventureira o suficiente. Cinco livros. Dois filmes. 



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