Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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“Home is Where the ♥ is”
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gratidão
sábado, 30 de janeiro de 2016 || 7:22 da tarde

Boas notícias. Desafios que me deixam igualmente aterrorizada e entusiasmada. Cursos online no coursera porque além de serem grátis e me darem certificados de faculdades Ivy League são uma ferramenta poderosa para me impedir de pensar nos problemas. As moedas que o meu avô me dá. Os kinder buenos quase diários em época de frequências. Ter tempo livre e nem saber o que fazer com ele. Ler cinco livros no primeiro mês do ano. Casacos giros em saldos. Comprar um sexto par de botas porque...bom, não há razão para tal loucura. Ser elogiada pelos meus colegas. Os dias em que o meu cabelo colabora comigo. A generosidade da mãe de uma das minhas amigas. Convites inesperados para jantar. Encontrar dinheiro que não me lembrava que tinha guardado. Ter um grupo de amigos que decidiu fazer um desafio literário em conjunto. Vir ao blogger e ler os vossos posts. Camisas com padrões. A minha cama quentinha. Os animais de estimação das minhas amigas. Ter tempo para jogar sims. Amigos que me fazem tartes.

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dos timings
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016 || 7:19 da tarde

Passei uma semana inteira à espera de um telefonema importante. Ao ponto de saltar sempre que o telemóvel vibrava e de ter um mini ataque-cardíaco quando não reconhecia o número que me ligava. Claro que ontem recebi a tal chamada e estava tão distraída que nem sequer ouvi o telemóvel tocar e acabei por a perder. Um clássico na minha vida, portanto. 

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Janeiro de 2016
terça-feira, 26 de janeiro de 2016 || 10:00 da tarde

Até há uns tempos atrás, costumava deitar fora a agenda mal o ano terminasse. Tinha servido o seu propósito e tornava-se inútil e dispensável mal deixasse de conter espaço para os dias do novo ano. De há dois anos para cá, tenho guardado as minhas agendas. A de 2014 porque foi o ano em que reergui das cinzas (risos) e voltei a ter energia para anotar compromissos, exames e extras. 2013 foi tão exaustivo que eu mal tinha forças para me arrastar pelo caminho casa-faculdade quanto mais para fazer coisas giras. Então, quando cheguei ao fim de 2014 e vi aquelas páginas relativamente preenchidas, decidi guardar a agenda como prova de que as coisas melhoram sempre e de que há sempre coisas boas a recordar, até nas alturas mais complicadas ou tristes das nossas vidas. 2015, percebo-o agora, foi um ano enorme. Enorme no sentido literal e figurativo. Bom, talvez não no sentido literal, porque 12 meses são sempre 12 meses, mas psicologicamente era capaz de vos jurar que durou quase o dobro. Olho para Janeiro de 2015 e quase já não reconheço aquela Ana e aqueles compromissos. Bom, reconheço-me, claro, mas desde então já aconteceu tanta coisa, a minha vida já serpenteou tanto e as páginas que representam os meus dias já se preencheram de tal maneira que sei que sou hoje uma pessoa diferente daquela que estreou a sua agenda de 2015. Foi um ano longo mas com muitos momentos importantes, com muitos compromissos, com muitas coisas a acontecer. Foi um ano bom! Hoje tentei deitar fora a minha agenda de 2015 e não consegui. Vi nela as pessoas que me fizeram felizes, os desafios que superei, as semanas atarefadas e o caminho longo e cansativo que fiz nos últimos meses para chegar um bocadinho mais perto da pessoa que quero ser. Por isso acabei por desistir e guarda-la na gaveta. Não vou guardar todas as minhas agendas, mas por enquanto permito-me guardar estas duas para, nos dias difíceis, me lembrar de tudo o que fiz e do quanto já caminhei. 

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016 || 9:54 da tarde

Às vezes acho que a minha vida é extremamente banal e aborrecida, mas depois acontece sempre alguma coisa inesperada para me animar o dia. Hoje saíram as notas da cadeira mais temida do semestre. Eu, que tenho um longo historial de viver num universo diferente do da maioria das pessoas, não só achava a cadeira bastante acessível como a adorava ao ponto de esta ser a minha favorita. Em contrapartida, tremia de medo com a cadeira que todos os meus colegas achavam mais fácil e interessante. O costume, portanto. Dizia eu que saíram os resultados e só houve três notas minimamente decentes. Uma pauta cheia de 5s e 7s e imensas descidas vertiginosos. O professor atrasou-se na publicação da nota, tiveram que alterar a data do exame de recurso e o aluno que falou com a coordenadora de curso e fez queixa do professor desceu de um 17 para um 9...não sei se por coincidência ou não. Quando os resultados saíram, eu estava um café a lanchar com uma amiga e como fiquei satisfeita com a minha nota, nem me lembrei de ver o resto da pauta ou de dar um salto ao grupo de facebook e ler as opiniões dos meus colegas. Mais eis que chego a casa e está toda a gente em polvorosa porque não concordam com os resultados do teste. Uma colega minha, no auge da revolta, escreveu um mail cheio de erros e extremamente inapropriado endereçado à coordenadora de curso a dizer que exigia ver a prova e a acusar o professor de ter sido vingativo e ter dado más notas a toda a gente por ter sido pressionado a corrigir os testes o mais depressa possível depois de ter excedido os prazos. A certa altura, usa como argumento o facto de as Anas terem tido melhor nota que as Susanas e as Patrícias. Nesta altura já estava a rir à gargalhada porque deixem-me que vos diga que, durante o meu percurso escolar, já me acusaram de ter boas notas por muitos factores dúbios - por ser gira, por ser feia, por me sentar na primeira fila, por só estudar e não sair, por a minha mãe levar subornos, por oferecer favores sexuais, etc - mas é a primeira vez que oiço dizer que tenho boas notas porque o meu nome começa por "A". Quando pensava que já tinha lido tudo e me preparava para desligar o pc, eis que essa mesma colega volta a publicar na conversa de grupo e diz, muito aflita, que tinha enviado o mail em que dizia mal do professor e o acusava de falsificar os resultados do exame...ao próprio professor. Estou aqui que não aguento de tanto rir. O professor é exigente e atrasa-se sempre a publicar os resultados, mas foi extremamente atencioso durante o semestre e geralmente até é bastante justo. 

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detalhes
domingo, 24 de janeiro de 2016 || 11:48 da manhã

Não aguento compassos de espera. Prefiro mil vezes más notícias ao vazio da espera e da incerteza.

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amizades
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016 || 7:38 da tarde

Normalmente desconfio de pessoas que não têm amigos antigos. Não sendo regra absoluta e tendo em conta que cada história de vida é diferente e pode conter mil situações inesperadas que culminem na falta de amizades duradouras, regra geral não invisto muito em relações com pessoas com esta característica. Porque infelizmente o tempo não chega para investir em relações intimas com toda a gente que achamos interessante, porque gosto de saber que as pessoas em quem invisto também investem na amizade e porque a certeza que todos os meus amigos têm outros grupos de amigos e ocupações retira-me imensa pressão de cima e permite que tenhamos todos oportunidade de viver experiências separados e desenvolver áreas da nossa personalidade que não desenvolveríamos se estivéssemos sempre juntos ou com o mesmo grupo de pessoas. Repito que há muitas excepções , mas a verdade é que todas as pessoas que conheci que se encaixam neste perfil acabaram por ser muito passageiras na minha vida. Ora porque deixavam de manter contacto assim que acabava a convivência diária obrigatória, ora porque tinham uma necessidade de contacto demasiado constante e eu fugia ao sentir-me sufocada ou ofendia-as ao não ter disponibilidade permanente. 


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sei que tenho os amigos certos quando:
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016 || 4:07 da tarde

Eu: E depois nas entrevistas de emprego fazem perguntas estranhas. Que utensílio de cozinha és? Que animal és? Eu sei lá se sou um cão ou um pica-gelo. Um utensílio é um utensílio, cansa-me ter que inventar respostas inteligentes para perguntas um bocado parvas. 

Ela: olha, diz que és uma esfregona porque passas a vida a limpar a porcaria que os outros fazem. 

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eu mereço?
terça-feira, 19 de janeiro de 2016 || 2:15 da tarde

Eu estou preparada para tudo nesta vida menos para entrar numa sala para uma avaliação que requer boas capacidades de comunicação e uma dose enorme de improviso e um dos meus avaliadores ser um sósia do Pedro Granger. Detalhe importante: acho imeeeeensa piada ao Pedro Granger e isso é motivo de gozo recorrente dentro do meu grupo de amigos. Juro que demorei uns segundos a recompor-me do choque.


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será que ser adulto é isto?
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016 || 6:35 da tarde

Hoje dei por mim a confidenciar a uma amiga: "Sabes, ele era mesmo giro e muito interessante. Quem me dera conhece-lo, apetecia-me mesmo passar duas horas a discutir economia e outros assuntos sérios com ele!". E foi nesse instante que eu percebi que esta época de frequências está a fazer estragos em mim e a transformar-me numa pessoa estranha. 



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pessoas
|| 3:13 da tarde

Adicionei dois colegas betos no facebook. Já recebi quatro convites para aderir a páginas da JSD e afins. Os estereótipos desta vida nunca desiludem.

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dos detalhes
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016 || 10:34 da tarde

A melhor forma de guardar um segredo é trata-lo com o menor secretismo possível. Não há nada que aguce tanto a curiosidade alheia como o cheiro de informação privada. 

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Modern Times
terça-feira, 12 de janeiro de 2016 || 1:44 da tarde

Há uns dias, escrevi aqui que a minha única resolução para este ano é viver mais. E isso inclui fazer mais coisas novas, conhecer sítios e pessoas novas e fazer e aceitar mais convites. Hoje, esta é uma resolução bastante fácil de cumprir. Considero-me uma pessoa relativamente extrovertida e não tenho dificuldades em falar com estranhos ou em movimentar-me em ambientes sociais muito diferentes entre si, mas nem sempre fui assim. Entre os meus 11 e 13 anos, por exemplo, era frequente esconder-me na casa de banho ou em sítios isolados sempre que me sentia desconfortável ou desintegrada. Frequentemente, portanto. Eventualmente percebi que não tinha problema nenhum de socialização e que era tão interessante como qualquer outra pessoa, mas na altura preferia estar sozinha a ter que suportar horas intermináveis de convívio com pessoas com as quais não me sentia à vontade e que tinha a certeza que não simpatizavam comigo. Hoje sei que até me foi mais vantajoso passar tempo nas casas de banho, nos sótãos, nas praias e bosques desertos, nas cavalariças, nos edifícios abandonados ou nas salas vazias do que com pessoas que eram parvas, mas o ponto chave que quero transmitir neste texto é que eventualmente percebi que o problema não era meu, afastei-me de pessoas que não se esforçavam por me fazer sentir minimamente integrada e confortável e parei de me esconder. E a minha vida melhorou substancialmente depois de eu ter feito isto. 


No dia 1 de Janeiro abri um texto do Modern Love do jornal americano NY Times - isto vai fazer sentido, prometo! - e pus-me a ler a história de uma advogada de 37 anos que conheceu o marido num encontro para solteiros organizado por uma agência. Modern Love, para quem não conhece, é uma coluna onde são publicados textos de várias pessoas "comuns" sobre as suas experiências pessoais no amor e na amizade. Há uns anos lia todas as crónicas, hoje em dia é raro, mas por alguma razão abri o link daquela e pus-me a lê-la sem qualquer interesse especial. A autora contava como se sentia desconfortável em eventos sociais com pessoas que não conhecia bem e como se recriminava por se ter colocado numa situação tão vulnerável. A meio do encontro, depois de dois homens terem sido rudes consigo, decidiu que não aguentava mais e correu a esconder-se na casa de banho durante o resto do encontro. O problema é que calculou mal o tempo e quando voltou, segura de que já teriam todos ido embora, deparou-se com uma festa ainda mais animada do que quando saíra. Foi nos últimos 15 minutos do evento que trocou algumas palavras com aquele que viria a ser o amor da sua vida e por quem seria convidada para um encontro a sério. Li o texto todo de forma desinteressada e sem pensar em nada em particular até ter chegado à última frase: "But most crucial,  I think, is that I stopped hidding in the bathroom before it was too late". E foi nesse momento que eu fiz a ligação entre a crónica que estava a ler e a minha própria experiência. Arrepiei-me e abri um sorriso do tamanho do mundo porque é mesmo verdade, por mais fácil que seja escondermo-nos, é quando não estamos escondidos que acontecem coisas boas inesperadas. E faz-me bem lembrar-me disso, principalmente no dia que abre o ano em que fiz a resolução de viver mais. 

A coluna é muito gira e pode ser consultada aqui

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detalhes
domingo, 10 de janeiro de 2016 || 8:58 da tarde

Sou aquela pessoa que pode ter um trabalho ou um texto todo correcto a nível de conteúdo, rever tudo mil vezes e, ainda assim, deixar passar um erro no título. 

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das teorias
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016 || 11:49 da manhã

Há uns meses, a minha mãe estava a ouvir um programa de rádio brasileiro e o locutor falou de um texto de Einstein bem menos conhecido que a maioria das suas teorias. Nesse texto, o teórico defendia que numa turma de 20 crianças na escola primária, apenas três vão ser bem sucedidas. Nalguns casos o número pode subir até 5 (colégios privados onde já só entra a elite económica e cultural de determinada cidade, por exemplo), mas na grande maioria dos casos, apenas um, dois ou três alunos dessa turma vão sair-se bem profissionalmente. Não sei de que texto faz parte esta passagem, mas sei que há uns tempos li um livro que relatava dados de diversos estudos em que identificavam uma série de crianças com um QI elevado o suficiente para serem considerados génios e iam fazendo seguimento ao longo das suas vidas. Mesmo com a amostra composta apenas por génios, apenas uma percentagem baixa dessa crianças se transformou em adultos de sucesso. E isso é aterrorizador. 

Pensei muito neste assunto durante 2015. Esforço-me por ser boa naquilo que faço todos os mais. Mais que isso, esforço-me por ser a melhor versão possível de mim própria. Há dias em que falho e em que mesmo assim as coisas me correm mal, claro. Posto isto, é violento confrontar-me com estudos atrás de estudos que provam que a grande maioria das pessoas, por um motivo ou por outro, se perde pelo caminho. Pus-me a pensar na minha turma da primária e a verdade é que a teoria de Einstein se confirma. Dos cerca de vinte alunos - eu incluída - que  a formaram, apenas 3 chegaram à faculdade. Pelo menos dez consomem drogas regularmente. Pelo menos seis não chegaram a concluir a escolaridade obrigatória.


A vossa experiência confirma ou desmente esta teoria?

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016 || 1:03 da manhã

Ainda hoje os meus amigos se riem e contam constantemente a história da noite em que eu, a meio do jantar, caí de gatas no chão com um jarro cheio de água na mão, parti uma cadeira e bati com o ombro da mesa e consegui não entornar uma única gota de água no processo. 

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six degrees of separation
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016 || 6:03 da tarde

Ainda antes da meia noite, uma amiga nossa também passou lá por casa com o namorado, para nos darem um beijo e desejarem bom ano. O hilariante da situação é que, antes de se conhecerem e apaixonarem, o namorado dela envolveu-se com uma outra rapariga  do nosso grupo. A questão é que a minha amiga não tem quaisquer problemas com a situação e dá-se bastante bem com a nossa amiga que se envolveu com ele antes. No entanto, tanto ele como essa nossa amiga ficam tão desconfortáveis com a situação que não são capazes de estar na mesma sala. No espaço de segundos tive que controlar as gargalhadas quando vi a minha amiga a correr para o canto mais escondido da divisão assim que ouviu a voz dele e a cara de terror dele quando eu o avisei que era melhor preparar-se psicologicamente porque essa nossa amiga estava na divisão onde ele estava prestes a entrar. A minha amiga que namora com ele achou quase tanta piada como eu, obviamente. 


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six degrees of separation
domingo, 3 de janeiro de 2016 || 8:32 da tarde

Este ano combinei passar a noite de 31 de Dezembro em casa de uma amiga, com um grupo de amigos. Quando cheguei lá, reparei que estavam dois rapazes que eu nunca tinha visto.  Perguntei à minha amiga quem eram e ela contou-me a história mais espantosa. Tinha conhecido um dos rapazes há três anos, durante umas férias que fez com a mãe algures aqui em Portugal. Ele tinha ido para aquele sítio para se suicidar, porque estava extremamente deprimido por sentir que ninguém ia aceitar que ele fosse homossexual. Por sorte encontrou a minha amiga e a mãe, desabafou com elas e como elas foram as primeiras pessoas a aceitar sem problemas a sua orientação sexual, acabou por decidir viver. Este foi o primeiro ano desde então que não passou a trabalhar trabalhar e aproveitou para o passar com elas e para lhes apresentar o namorado, tal foi a amizade que se criou. Paralelamente, um outro casal de amigos chegou e a festa tornou-se ainda maior quando percebemos que faziam nessa noite seis anos de namoro. Conheci este amigo no ano em que o namoro começou e foi um privilégio enorme ter estado com ele e com o namorado na noite em que completaram seis anos. É tão bom repassar na memória os últimos seis anos de saídas e perceber que o namorado dele também já é considerado parte do grupo. 



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ponto da situação
sábado, 2 de janeiro de 2016 || 1:12 da tarde

No dia 1 de Janeiro de 2016 vi aquele que sei que será um dos meus filmes favoritos do ano e li um livro que certamente também fará parte do meu top 3 do ano. O filme é o Ocho Apellidos Vascos e quase me fez chorar de tanto rir - aconselho a toda a gente que de comédias e tenha algum interesse pela cultura espanhola. O livro é o I'll Give You the Sun e, apesar de ser um young adult, não me parece o tipo de obra de que toda a gente gosta. O mais engraçado foi que enquanto o lia e me arrepiava por me identificar com tanta coisa, percebi que se o tivesse lido antes de 2013 teria detestado e achado que nada na história fazia sentido. Foi tão bom e tão intenso que ainda estou sem folgo. Este ano não podia ter feito escolhas mais acertadas, desde o primeiro livro e filmes do ano à companhia que me acompanhou nas doze badaladas. 



(pê, um mail sobre este livro e outras coisas em breve!)

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#2015
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016 || 12:42 da tarde

No final do ano, nunca faço grandes resoluções para os meses seguintes. Não gosto de estabelecer uma série de objectivos rígidos e exigentes e nunca planeio mudar radicalmente a minha vida. Gosto de ter margem de manobra, de ir aprendendo com o tempo e com os meus erros e de deixar que a absorção das situações que vou vivendo me molde durante os anos. Não consigo fazer isso se estiver preocupada em riscar doze ou treze pontos de uma lista. Tenho um grande objectivo para 2016: viver mais. Isto é, aceitar mais convites, fazer mais coisas espontâneas, fazer mais planos, sair mais, conhecer mais pessoas, fazer mais coisas pela primeira vez, viver mais experiências que em 2015, sentir mais, arriscar mais. Mas sem stresses, sem pressões, sem obrigatoriedades.

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