Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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“Home is Where the ♥ is”
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sobre o último post
segunda-feira, 31 de agosto de 2015 || 3:09 da tarde

Eu sei o que é que vocês estão a pensar sobre o último post: porque raio estava eu escondida dentro de um armário de arrumações no momento em que o rapaz entrou para ir contar a história à minha mãe?! Por uma vez na minha vida, a explicação é muito simples: escondi-me lá dentro entre vassouras e grades de cerveja para evitar uma pessoa com quem não queria falar, ora. Como podem ver, sair dos teens fez de mim uma verdadeira adulta. 

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como arranjar maneira de passar 10 anos em psicoterapia em meia duzia de minutos
domingo, 30 de agosto de 2015 || 5:26 da tarde

A minha mãe tem uma cliente que adoptou um sobrinho neto quando a progenitora deste o abandonou. O miúdo tem uma irmã mais velha, que ficou ao cuidado do tio-avó, irmão da senhora que ficou com o rapaz. Imaginem a família mais disfuncional que conseguirem, com gravidezes na adolescência, negligência infantil, pobreza e problemas com álcool e drogas. A cliente da minha mãe é uma pessoa decente e criou o rapaz como deve ser, mas a irmã do miúdo não teve tanta sorte e foi parar a uma casa quase tão disfuncional como aquela de onde saiu. Há umas semanas, o miúdo apareceu cá no café muito cabisbaixo. Note-se que estamos a falar de um rapaz de 10 anos, extremamente infantil e inocente. Depois de lhe perguntar várias vezes o que se passava, o rapaz lá contou à minha mãe o que o estava a preocupar. 

Aparentemente, o miúdo descobriu que o tio-avô que está a criar a irmã teve uma relação homossexual com outro homem. Caiu no erro de contar à irmã de 13 anos que o homem tinha sido apanhado com as calças para baixo a ser penetrado por um vizinho. A irmã, que nunca soube o que era crescer num lar estável, convenceu o rapaz que ou ele fazia o que ela queria, ou ela ia contar que ele lhe tinha dito que o tio-avô gostava de ser sodomizado. O rapaz, apesar de ver na tia-avó uma mãe e de sempre ter sido tratado como filho por ela, acreditou que se ela soubesse o ia expulsar de casa e concordou em fazer o que a irmã quisesse. E o que é que a irmã queria tanto ao ponto de inventar mentiras para chantagear o rapaz, perguntam vocês. Pois queria nada mais nada menos do que fazer sexo com o irmão de 10 anos. O miúdo, aterrorizado, lá se envolveu com a irmã, sem saber muito bem o que estava a fazer e agora está traumatizado não só porque sente que fez algo errado como porque continua com medo que a irmã vá contar tudo a toda a gente. Agora imaginem a minha mãe com uma cara chocada a ouvir isto e eu - que por acaso estava dentro de um armário de arrumações e por lá fiquei a ouvir a história - a tentar conter o riso que me deu por causa dos nervos e por imaginar a cara horrorizada da minha mãe. Como vêem, até incesto infantil existe na minha vida. Bom, não exactamente na minha vida, mas vocês percebem. 

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Sabes que tens as amigas certas quando
sexta-feira, 28 de agosto de 2015 || 4:20 da tarde

Há grupos de amigos que se juntam para participar em corridas ou em aulas de crossfit. O meu reúne-se numa das melhores pastelarias de Lisboa para pedir todos os tipos de croissants do menu de forma a que todos possamos provar um bocadinho de cada. Também já nos reunimos para jogar paintball, temos bailarinas, ex-tenistas e praticantes de karaté e capoeira no grupo,  mas não se deixem enganar, a nossa praia são mesmo as jantaradas, os lanches e os piqueniques. 



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postcards from Croatia
quinta-feira, 27 de agosto de 2015 || 11:25 da manhã

Vou sempre recordar as noites a bordo do ferry que faz a travessia entre a Itália e a Croácia como as melhores da minha vida. A pele pegajosa da humidade quente que corre no ar, a brisa marítima, aquele cheio a mar, o nascer e pôr do sol a bordo, os golfinhos que nadam ao lado do barco, os estrangeiros e as mil línguas diferentes, as roupas frescas e as sessões de fotos com o mar como plano de fundo, o balançar do barco que me embala enquanto adormeço na minha camarata e os desconhecidos que, na hora do desembarque, já são conhecidos com os quais partilhei conversas e risos vão fazer sempre parte das memórias mais vivas que guardo da adolescência e dos early 20s.

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para futura referência
quarta-feira, 26 de agosto de 2015 || 1:03 da tarde

Nem tudo na nossa vida tem que ser coerente. Somos seres humanos, somos complexos, frequentemente contraditórios e não há nada de errado com isso. Estamos autorizados a ter hábitos estranhos, a gostar de coisas que não têm nada a ver com o resto das nossas preferências ou a dizer que não só porque algo não nos agrada. Escrevo isto mais para auto-referência futura do que para vos convencer do que estou a dizer, confesso. Mas é tão importante que nos lembremos disto. Que nos lembramos que não devemos explicações a ninguém e que, na nossa vida, estamos mais do que autorizados a mudar de direcção de forma brusca e a não desenhar a nossa vida apenas dentro de figuras geométricas perfeitas e ângulos de 90º. Não ser coerente em todos os nossos gostos e desgostos não só é perfeitamente legítimo como deveria ser expectável. Ninguém devia procurar-nos telhados de vidro ou apontar-nos incoerências. Mais do que isso, nós não devíamos deixar que o fizessem.  Em circunstância alguma devemos abrir mão do nosso direito à incoerência, do nosso direito a não ser robots pré-programados. Já obedecemos a tantas leis, tantas convenções sociais e morais necessárias e tantas regras que impomos a nós próprios que não precisamos de mais amarras ou de fantasmas que nos acorrentam a coisas que dissemos, pensamos ou planeamos há dez anos atrás. 

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das séries
terça-feira, 25 de agosto de 2015 || 9:58 da tarde

Como mergulhar na vida de personagens ficcionais é a minha forma favorita de não pensar na minha própria vida, decidi rever How I Met Your Mother de enfiada. Já sei que o mundo se divide entre as pessoas que adoram e as pessoas que odeiam a série, raramente há meios termos. Eu pertenço ao primeiro grupo e ao contrário de boa parte dos fãs, adorei o final. Desde que comecei a rever a série, acho-a ainda mais épica e rio ainda mais com as piadas parvas. A cada episódio que revejo aumenta a sensação de que estou perante uma série de culto, daquelas que acaba por ser citada décadas depois de ter terminado. 

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anaa sendo adulta. ou não.
segunda-feira, 24 de agosto de 2015 || 8:29 da tarde

Deixar o carro ir abaixo três vezes à entrada de uma rotunda e depois barafustar muito e fingir que tinha acabado de aparecer uma avaria qualquer, só para os outros condutores não pensarem que era só azelhice. Quem nunca?!

http://s-t-a-y-i-n-g.tumblr.com/

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dos detalhes
sábado, 22 de agosto de 2015 || 2:39 da tarde

Sempre que leio um livro da Elizabeth Gilbert fico com a sensação de que somos gémeas separadas à nascença. Ler as obras dela é quase como ler os livros que sei que escreveria se tivesse talento e determinação suficientes para escrever livros a sério. Não vos vou aconselhar a ler o Eat Pray Love pela décima vez, mas fica a dica.



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postcards from Croatia
quinta-feira, 20 de agosto de 2015 || 7:52 da tarde

Já o disse o ano passado e este ano volto a repetir: a comida croata e herzegovina dá 10 a 0 à comida italiana. A sério. E olhem que eu sou amante incondicional de massas, pizzas e molho de tomate!



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postcards from italy
quarta-feira, 19 de agosto de 2015 || 7:51 da tarde

O que eu não vos contei no post anterior foi que um dos bombeiros era, possivelmente, o homem mais bonito que já vi ao vivo. Não digo isto de ânimo leve, classificar a atractividade dos homens com quem já me cruzei nos últimos vinte e um anos é uma tarefa que encaro com toda a seriedade! (vocês não acreditem em tudo o que eu digo, pelo amor de Deus) Se o achei absolutamente deslumbrante enfiado dentro de uma farda de bombeiro - e olhem que eu, ao contrário de algumas mulheres, não acho fardas nada atraentes - não imagino o quão giro ele será com roupa casual ou, valha-nos Deus, de fato. Logo a seguir a ter-nos salvo de ficar presos num subúrbio rural (em conjunto com os colegas, claro), tirou os Ray-Ban da cabeça, colocou-os nos olhos num gesto à filme e disse enquanto olhava directamente para mim: "está resolvido". Piscou-me o olho, deu meia volta e foi embora para a carrinha sem dizer mais nada. Assim mesmo à protagonista de um romance meloso italiano. Pela primeira vez (e última) nesta viagem, fiquei feliz por ser a única pessoa na casa dos vintes do grupo. Respondi-lhe um "Grazie, ciao" da forma mais casual possível, dei meia volta e também fui embora sem dizer mais uma palavra. Foi um momento tão surreal e cinematográfico que se mo tivessem descrito, não teria acreditado que aconteceu mesmo. Felizmente metade das pessoas não repararam na cena e a outra metade teve o bom senso de se rir discretamente. 

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Postcards from italy
|| 11:59 da manhã

Fui salva por uma corporação de bombeiros italianos. Só por escrever esta primeira frase já estou com vontade de rir. O nosso transporte avariou algures entre duas pequenas cidades italianas, num subúrbio rural onde só existiam campos de girassóis até perder de vista e meia dúzia de casinhas. Quis o destino que o problema fosse grave e não se conseguisse resolver nem quando quatro das pessoas que estavam comigo vestiram fatos de macaco e se deitaram no chão a olhar para o motor com um ar muito entendido. Era preciso soldar uma peça e injectar oxigénio não sei onde (os meus conhecimentos de mecânica, como podem ver, são extremamente extensos e cheios de especificidades). Quis também a minha sorte macaca que connosco fosse uma fanática religiosa. Daquelas com voz esganiçada, terço sempre na mão e ímpeto de evangelização. Ora, a criatura tinha passado os dias anteriores a dizer-me que queria que Deus guiasse a sua vida e que confiava Nele para fazer dela o que Ele quisesse. Ouvi a conversa do "faça-se em mim a Sua vontade" pelo menos oito vezes por dia, sem exagero. Ao almoço, ao jantar, durante as viagens entre cidades, enquanto tirava fotos, etc. Naquele ponto estávamos já todos perigosamente perto de ter um enfarte ocular de tanto revirar os olhos à mulher, como podem imaginar. Curiosamente, quando o motor começou aos solavancos, e ainda antes de termos que parar, ela começou a gritar e a pedir a Deus que fizesse um milagre e lhe permitisse chegar ao barco a tempo. Não sei se estão a perceber o quão hilariante é ouvir berros de pânico numa situação em que está toda a gente calada e relativamente tranquila. Aquela mistura entre o "faça-se em mim a Sua vontade" e os berros de pânico por o carro estar a avariar iam-me levando à loucura de tanto rir. Claro que fui a primeira pessoa a sair para a rua e a encostar-me ao muro de uma casa, ali entre o "deixa-me cá fingir que não estou a rir da cara dela" e o "ai, porra, que há italianos a vir à janela e vão todos pensar que sou parva por me estar a rir de uma situação trágica". Devo acrescentar que tinha comigo uma pessoa fluente em italiano e que caso contrário ainda estaria a caminhar a pé até à cidade mais próxima. Quando a maluca já ia no terceiro mistério do terço e já me tinha dito três vezes que o santo padroeiro daquela região tinha sido santificado por ter voado não sei quantos quilómetros para ir à Missa, vemos um camião de bombeiros aproximar-se. Primeiro pensei que estava a ver mal, mas rapidamente me deu mais vontade de rir porque, apesar das exclamações de júbilo da senhora, eles tinham sido chamados porque havia uma infestação de vespas na casa ao lado da qual estávamos parados. Tivemos que correr todos para dentro do carro para não sermos picados pelas vespas furiosas que se soltaram do ninho enquanto os bombeiros o retiravam da parede e, não vos vou mentir, nesta altura a minha vida parecia muito uma comédia de mau gosto. Uma maluca ao meu lado, duas pessoas de macacão imundo, vespas furiosas pelo ar, chaves de fendas espalhadas pelo chão porque não tivemos tempo de as recolher antes de os bombeiros começarem a batucar o ninho de vespas, e falta de rede para ligar para a assistência em viagem. No final, lá explicaram aos bombeiros, em italiano - porque os italianos têm a particularidade de não falar mais língua nenhuma que não a sua! - o problema e, miraculosamente, eles tinham equipamento de soldar e botijas gigantes de oxigénio. O problema ficou resolvido em menos de dez minutos. Não precisei de dormir num campo de girassóis, cheguei a tempo ao ferry, vivi mais uma história mirabolante e fui convidada para rezar um terço de acção de graças por tudo ter acabado bem. (Não tão educadamente) recusei. 

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postcards from Bosnia
sábado, 15 de agosto de 2015 || 8:03 da tarde

Por todas as razões do post anterior (e um bocadinho por influência da pê) decidi começar um 365 project. Não fazia sentido tomar esta decisão em qualquer outro sítio que não este. Alguém conhece uma app boa para me ajudar a organizar as fotos?


*Para quem nunca ouviu falar, o 365 project consiste em tirar uma foto a algum pormenor do nosso dia durante um ano inteiro. Uma foto por dia para ilustrar os melhores ou mais significativos momentos do nosso ano. 

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postcards from Bosnia
|| 8:01 da manhã

A Bósnia tornou-se o sítio onde venho reflectir sobre a minha vida ano após ano. Nunca fiz de propósito, mas já vim cá tantas vezes que não consigo deixar de avaliar o que mudou e o que continua na mesma. As coisas por aqui nunca se alteram muito, por isso é mais fácil perceber o que é que o vendaval que se levantou dentro de mim de há uns anos para cá mudou em mim. Tenho-me medindo, conhecido e descoberto mais aqui do que em qualquer sítio do mundo. É enquanto ando por estas ruas e digo olá às pessoas da vila que me vão reconhecendo que penso em tudo o que fiz ou deixei por fazer no ano que passou. Peso os fracassos e os sucessos e permito-me fazer planos futuros com mais liberdade do que em Portugal, porque a Bósnia (para mim) vai ser sempre uma espécie de Nárnia, onde acontecem coisas que não poderiam acontecer noutro lugar do mundo. Aliás, o sítio específico onde venho funciona como unicórnio para o resto dos bósnios e croatas, também eles vêm cá sonhar mais alto do que o costume.

 

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postcards from Croatia
sexta-feira, 14 de agosto de 2015 || 8:36 da tarde

Vocês chamem-me louca, mas este ano dei por mim com vontade de ouvir falar croata. Esse fenómeno é frequente na minha vida com italiano, mas com Servo-Croata é a primeira vez. Não falo a língua e percebo muito pouco, mas assim que chego à Croácia ou à Bósnia e me vejo rodeada de pessoas a falar croata, sinto-me em casa. Os sons que à primeira vista me pareciam ásperos são, agora, reconfortantes. De vez em quando percebo fragmentos ou palavras perdidas no meio de uma conversa e sorrio sozinha. Quando tenho tempo livre sento-me e escrevo, embalada pela prosódia do croata e por tantas palavras que não compreendo mas que me dizem tanto. 

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postcards from croatia
|| 7:24 da manhã

Divido-me entre o entusiasmo de visitar lugares novos e perder-me por ruas desconhecias e o reconforto de voltar a lugares onde já fui muito feliz. A zona das Balcãs já me é tão querida e conhecida que me sinto quase a regressar a casa. Quão irónico que tenha encontrado tanto amor e tanta simpatia num lugar que, há poucos anos, foi completamente arrasado pela guerra.

 
A foto, tal como as outras, não é minha.

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postcards from Italy
quinta-feira, 13 de agosto de 2015 || 12:02 da tarde

Não me escapa a ironia de adorar ouvir Taylor Swift e ser louca por Itália, quando sou a típica pessoa que não se apaixona, que não se apega a ninguém, que modera rigidamente as suas afeições. Uma só escreve músicas de amor e o outro é o país das paixões, da intensidade amorosa e do fervor latino. Ainda assim, há poucos sítios onde me sinta tão em casa como aqui e poucos artistas que consiga ouvir durante horas como acontece com a Taylor. 


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postcards from italy
segunda-feira, 10 de agosto de 2015 || 9:53 da tarde

Há um ano atrás, também estava a percorrer as ruas de uma qualquer cidade italiana, tal como faço hoje. Há um ano atrás também era incapaz de parar de ouvir Red, da Taylor Swift em loop. Há um ano atrás as minhas dúvidas e shortcomings eram muito semelhantes. Há um ano atrás senti exactamente a mesma coisa que sinto hoje ao percorrer as ruas de uma cidade italiana diferente ao som da mesma música. Taylor Swift combina com Itália de uma forma que eu nunca esperei. Quase da mesma forma que a música clássica combina com Itália e se mistura naturalmente com os mármores reluzentes e os bairros velhos e cheios de vida. Há um ano atrás desejei com todas as minhas forças voltar a Itália, voltar a perder-me pelas ruas com fones nos ouvidos e o mundo a quilómetros de distância e hoje, um ano depois, estou aqui, de fones nos ouvidos e muito longe do mundo. 

(a foto, como em todos os outros posts, não é minha)

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aviso à navegação
domingo, 9 de agosto de 2015 || 4:14 da tarde

Nos próximos dias vou estar fora do país, portanto não sei se consigo actualizar o blog. Não quero deixar posts agendados e não sei se, no meio da azáfama da viagem e dos mil sítios que quero visitar, vou ter vontade ou possibilidade de vos escrever. Tanto posso manter-me silenciosa durante 9/10 dias e voltar com muitos posts de viagem como posso inundar o Home is Where the Heart is com microposts à medida que for vendo e vivendo. Não partilho o meu instagram publicamente aqui no blog porque uso a minha conta pessoal, mas os leitores/bloggers que o conhecem podem esperar uma torrente de fotos dos sítios giros por onde vou andar. 

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[private post]
quinta-feira, 6 de agosto de 2015 || 8:55 da tarde

Pensei que nunca mais fosse esquecer um único detalhe teu. Fechei os olhos mil vezes e mil e uma vezes revivi com uma exactidão dolorosa todos os momentos de todos os anos que passei junto a ti. Pensei que os pormenores mais pequenos, como o brilho dos teus olhos semicerrados pelo riso ou o cheiro da tua casa de infância fossem perseguir-me para sempre. Juro-te que me convenci disso, juro que depois de dias de memórias nefastas e noites de pesadelos aterrorizantes não julguei que, algum dia, fosse conseguir apagar os contornos do teu rosto da minha memória. Mas enganei-me. Hoje voltei a ouvir a tua voz e surpreendi-me com os picos de emoção tão típicos da tua prosódia. Encontrei no teu discurso um tom grave que há muito não aparece nas minhas memórias e soube-o teu ao fim de dez milissegundos. Reconheci cada pausa discursiva como se da minha história favorita se tratasse. Fechei os olhos com a certeza que não devia ter aberto um video do qual és protagonista. Reconheci-te no teu timbre e estremeci ao encontrar pedaços de mim na melodia da tua voz grave e calorosa. A familiaridade do momento agarrou-me pelos tornozelos e deitou-me ao chão. Durante uns segundos deixei-me ficar, a sensação de paralisia a estender-se pelo meu corpo. Perdi-me na tua voz e descobri que apesar de a reproduzir neutra e sem tom nos meus pensamentos, não me tinha esquecido dela e ainda era capaz de conhecer cada frequência. Já ouvi todas as frequências da tua voz num passado que agora me parece ter acontecido há uma eternidade. Foram precisos cinco segundos para acordar, cinco segundos para reviver tudo outra vez ao som da banda sonora da tua voz, cinco segundos para me lembrar porque é que te odeio, cinco segundos para me lembrar que sou mais forte por te ter sobrevivido melhor e reconstuida.

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram (versão tenho amigos hardcore)
quarta-feira, 5 de agosto de 2015 || 9:05 da tarde

Uma das minhas melhores amigas namorou com um rapaz durante o último ano de secundário. Depois desentenderam-se e estiveram um ano separados. Quando fizeram as pazes e voltaram a namorar, descobriram que durante o ano de pausa, ela tinha dormido com uma rapariga e ele tinha-se envolvido com a irmã gémea dessa mesma rapariga. Depois riram-se por terem gostos semelhantes e tornaram-se num dos casais mais estáveis com que tenho contacto. Se isto não é hardcore, não sei.

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dos detalhes
terça-feira, 4 de agosto de 2015 || 11:33 da tarde

Sinto-me tão gente grande quando conduzo. Ainda não me habituei totalmente à ideia de ser eu atrás do volante. 



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dos detalhes
segunda-feira, 3 de agosto de 2015 || 7:26 da tarde

As piores histórias de amor são aquelas que quase foram mas nunca chegaram a ser. Potencial não cria memórias. 

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Julho
sábado, 1 de agosto de 2015 || 2:16 da tarde

Julho costuma ser o meu mês favorito. No entanto, este ano a vida trocou-me as voltas e o meu Julho foi passado entre dias longos a trabalhar no café, a família inteira doente, feridas na córnea, uma conjuntivite que me deixou quase de cama durante três semanas, corridas para o dentista de urgência com a minha mãe e muitos aborrecimentos. A minha mãe fez uma cirurgia dentária, a minha córnea teimosa e a conjuntivite do demónio fizeram com que eu passasse demasiadas horas do meu mês enfiada dentro de hospitais. Conheci mais três oftalmologistas, uma loucura. Este Julho não vivi tanto como nos Julhos anteriores e isso dá-me imensa pena. Ainda assim, dou demasiado valor ao bom tempo e à sensação de alívio por saber que não tenho responsabilidades académicas. E Julho trouxe-me isso, portanto não posso deixar de ter pena que este mês que me é tão querido termine. Também me trouxe a carta de condução e a satisfação de fazer  um check num dos quatro grandes objectivos que estipulei para 2015. Trouxe-me a sensação fantástica de conduzir um carro sozinha e as saudades da minha instrutora que me preparou tão bem para não atropelar ninguém nem raspar com as jantes nos passeios. Graças ao tempo de espera nos consultórios e às semanas fechada em casa, em Julho li cinco livros, todos eles muito bons. E sei que, por muitos percalços que tenha enfrentado no mês passado, vou começar Agosto gira e fresca com a quantidade obscena de roupa que comprei nos saldos, portanto Julho valeu bem a pena.

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