Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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Já que estamos numa de falar de coisas atraentes...
quarta-feira, 29 de abril de 2015 || 9:29 da tarde

Hoje dei por mim a achar um homem muito mais atraente do que aquilo que achava até aqui e a simpatizar estupidamente com ele porque me contaram que, há uns tempos, teve uma atitude incrivelmente bondosa, sensível e compreensíva numa situação em que a maioria das pessoas agiria com indiferença e frieza. O que é que se passa comigo? Desde quando é que eu acho bondade atraente? Querem ver que me estou a tornar adulta e a valorizar qualidades de jeito em vez das habituais parvoíces e características aleatórias? Daqui a pouco dizem-me que já sou crescida o suficiente para atravessar a rua sozinha, querem ver...



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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
terça-feira, 28 de abril de 2015 || 6:26 da tarde

Conhecer um rapaz inglês assustadoramente culto e interessante. Ter uma mini-crush nele não por causa do sotaque britânico delicioso que tem, mas por causa do sotaque e da fluência com que fala espanhol. Nunca imaginei que um dia fosse conhecer um inglês e sentir-me atraída pelo seu sotaque espanhol.  

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falando de temas mais felizes...
domingo, 26 de abril de 2015 || 9:24 da tarde

O Letters to Juliet vai ser sempre dos meus filmes favoritos. Já sei que é um romance pirosão como os outros e que está cheio de elementos lamechas e previsíveis, mas tem todos os clichés que eu aprecio: Itália e italianos, romances com finais felizes, dois protagonistas lindos de morrer e encantadores, uma história de amor entre dois desconhecidos, velhinhos amorosos, maus timmings, referências literárias, casamentos em vinhas de família italianas, relações que começam em ódio, dias e noites de Verão em que o tempo é nosso e degustação de vinhos. Estou a brincar, a degustação de vinhos é-me totalmente indiferente.

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do assunto televisivo do momento
sábado, 25 de abril de 2015 || 11:49 da tarde

(se ainda não viram o último episódio de Anatomia de Grey não leiam este post!)



Em onze temporadas de Anatomia de Grey, acho que nunca houve um episódio que me custasse tanto a ver como o desta semana. Já tinham morrido ou ido embora personagens de quem eu gostava muito. A morte da Lexie foi injusta porque a personagem tinha mundos de potencial, a morte do Mark foi cruel e a saída da Christina foi uma perda enorme para a série, mas digo-vos com toda a honestidade que o episódio de ontem arrumou comigo. Adoro a Meredith - eu sei, mais ninguém gosta dela - e o Derek é uma das minhas personagens favoritas desde o início. Sou pelos casais felizes e pela estabilidade, o que é que querem? Foram os 45 minutos de série mais penosos a que assisti nos últimos anos e olhem que dada a quantidade de séries que eu vejo, isso quer dizer qualquer coisa. Já sabia desde o último episódio o que é que ia acontecer e já conheço o modus operandi da Shonda Rimes, mas juro-vos que não estava à espera de uma morte tão cruel e tão sacana. Claro que não acreditei naquelas duas ou três cenas de calmaria que a Shonda gosta de nos atirar antes de puxar o tapete de debaixo dos pés dos espectadores e  de nos fazer mergulhar na catástrofe, mas aquelas últimas cenas de consciência filmadas da perspectiva dele foram absolutamente arrasadoras. Sou daquelas pessoas insensíveis que nunca verte uma lágrima com filmes e raramente chora com séries e desta vez senti as lágrimas escorrer pelas bochechas durante uns bons quinze minutos. E depois do desespero e da frustração do Derek e de passar vinte minutos a ver uma catástrofe perfeitamente evitável a acontecer por incompetência alheia, vem a Meredith e lida com tudo com aquela frieza que a caracteriza. Revejo-me muito nesta aparente calma da Meredith e, mais do que isso, já vi tanta negligência e tantos Dereks a perderem-se por pormenores técnicos mal executados, por falta de treino, por má gestão logística ou por pura crueldade e falta de sensibilidade ao sofrimento alheio. Em conclusão: como diria a Fanny, este episódio bateu-me forte cá dentro. 

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da vida
sexta-feira, 24 de abril de 2015 || 12:56 da tarde

Quase toda a gente grita veementemente que é contra cunhas até chegar a altura em que arranja uma. Aí o caso é sempre especial e urgente e os princípios morais inflexíveis que tanto pregaram aos outros tornam-se subitamente muito maleáveis.



Vejam que o que o que me faz confusão nem é que as pessoas aproveitem as cunhas - neste país é o salve-se quem puder - mas sim que sejam muito moralistas e depois não hesitem em fazer aquilo que condenam publicamente. Ora, que raio de lógica é esta?

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dos livros
quarta-feira, 22 de abril de 2015 || 8:08 da tarde

Isto de andar a ler o D. Quixote tem muito que se lhe diga. Por um lado, começo a sentir que as peripécias da minha vida são como as quixotadas: hilariantes para quem vê e muito dolorosas para quem passa por elas. Pior ainda, cheguei à conclusão que sou o Sancho Pança, o que como devem imaginar é tudo menos um auto-elogio. Tal como o Sancho, costumo ser a desgraçada que se farta de avisar e prever que a situação vai correr mal, mas a quem ninguém nunca dá ouvidos. Invariavelmente acabamos por ser sugados para o vórtice das confusões e levar pancada à custa da impetuosidade dos outros. No caso dele é pancada literal, no meu é só andar para trás e para a frente e resolver as coisas em dez passos em vez de em dois ou três. Por outro lado, como ando a ler uma versão digital, aproveito para ler nos transportes. O problema é que há certos capítulos que são tão hilariantes que eu não consigo não rir. Depois claro que tenho que parar de ler, endireitar-me e ir o resto da viagem a respirar fundo para controlar os ataques de riso, enquanto as pessoas que estão sentadas ao meu lado olham para mim como se eu tivesse problemas mentais. 

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eles andam aí
terça-feira, 21 de abril de 2015 || 9:48 da tarde

Hoje acordei às 4:30h da manhã. A chorar copiosamente, com uma dor aguda no olho direito, como se tivesse levado uma punhalada e com o lábio aberto e a sangrar imenso. Demorei mais de uma hora a voltar a adormecer porque ora tinha dores no olho, ora chorava tanto que tinha que abrir os olhos para limpar as lágrimas - que o olho não parava de produzir porque estava sensível. O sangue do lábio também teimava em não parar. Quando estava quase a adormecer, deu-me um ataque de espirros. Eu, que raramente espirro mais que uma vez e que não tenho alergias. Lá adormeci às seis da manhã e quando acordei às nove já não me doía nem o olho nem o lábio. Quem me ouvisse falar pensava que eu tinha sonhado com a cena, mas não, garanto-vos que o sobressalto de dor que me acordou foi nem real. 

Dormi sozinha e não tenho animais em casa. Que bruxaria é esta?!

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
segunda-feira, 20 de abril de 2015 || 10:51 da manhã

A minha vida atingiu níveis de comicidade inimagináveis quando, esta semana, dei por mim a assistir a uma conversa tão alta entre dois surdos que tiveram que os mandar falar mais baixo. Não estou a brincar, isto aconteceu mesmo.

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domingo, 19 de abril de 2015 || 2:09 da tarde

As minhas amigas lembram-se de coisas que eu lhes disse há seis ou sete anos atrás. E nem sequer são as coisas sérias e inspiradoras, são mesmos os comentários parvos do género "tu és como uma cortina esvoaçante", "tu és tipo um cão" ou "tens uns joelhos grandes!". Às vezes parecem-me comentários tão disparatados que lhes pergunto quem é que disse tal coisa. Não sei se é mais assustador eu não me lembrar de coisas que eu própria disse ou se elas ainda guardarem na memória parvoíces que eu disse há quase uma década atrás. Lembrem-me de nunca  confessar um crime ao pé dos meus amigos...teria que passar a vida a olhar por cima do ombro. 

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das coisas que eu tenho que ouvir
sexta-feira, 17 de abril de 2015 || 11:54 da manhã

- Eu só tenho dezanove anos, mas sou independente. Não dependo dos meus pais para nada, aliás, até evito falar muito com eles. Pago as minhas próprias coisas, viagens e tudo.
- Uau, impressionante. Como é que arranjas tempo para estudar e trabalhar?

- Eu não trabalho, não tenho tempo para isso. 
- Então estás envolvida em algum negócio ilegal ou na prostituição?
- Claro que não, eu sou uma pessoa séria!
- Então como é que tens dinheiro para te sustentares e ser independente? Ensina-me o teu segredo.

- Os meus pais dão-me uma mesada de 400 euros...




Não vos passa pela cabeça o esforço que eu tive que fazer para não lhe encher a cara de gafanhotos, tal foi a gargalhada que eu tive que sufocar. E sim, eu tive a lata de perguntar à rapariga se ela andava na prostituição dez minutos depois de a conhecer. Desconfio sempre de miúdas de 20 anos que me dizem que são independentes dos pais mas que não trabalham. 

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manias
quarta-feira, 15 de abril de 2015 || 11:54 da tarde

Sempre tive colegas que passavam os dias inteiros na escola. Demoravam-se na biblioteca, conversavam no pátio depois das aulas terem terminado, bebiam cafés nas esplanadas em frente à escola, iam mais cedo e saíam mais tarde para dizerem olá às caras conhecidas. Ainda hoje tenho várias amigas que passam dias inteiros na faculdade, mesmo que só tenham uma ou duas aulas. Não tenho nada contra este tipo de opção, mas eu tenho a atitude contrária. Sou daquelas pessoas que estuda em qualquer lado menos na biblioteca da sua faculdade, vou a todos os cafés e bares de Lisboa menos àqueles que estão na zona da faculdade, saio com amigas e colegas mas faço questão de ir para sítios não académicos sempre que tenho oportunidade. Bom, de vez em quando o tempo é mais limitado e, nessas alturas, fico pela zona da faculdade, mas regra geral opto sempre por sair dali. Preciso que aquele tempo entre o fim das aulas de um dia e o inicio das aulas do dia seguinte seja neutro e sirva para estar noutros sítios, conviver com outras pessoas e fazer coisas diferentes. Claro que nem sempre é possível, que muitas vezes vou lanchar com colegas ou tenho que perder tardes a estudar ou a fazer trabalhos, mas se for assim, prefiro fazê-lo em sítios neutros de Lisboa. Sinto que já passo tanto tempo nos mesmos sítios e com as mesmas pessoas que, assim que tenho a oportunidade de fazer o que quiser com o meu tempo, preciso de fugir dali para fora e pensar noutras coisas. Entendo que a maioria das pessoas não tenha esta necessidade, mas para mim, este tempo desligada do mundo é essencial à sobrevivência. Se passo muitos dias sempre no mesmo espaço, com as mesmas pessoas, a pensar nos mesmos temas começo a sentir-me sufocada. Quando estou mais stressada, por exemplo, opto por ler e ver séries de enfiada, precisamente porque assim evito pensar obsessivamente nos meus problemas. A minha melhor forma de relaxar vai ser sempre isolar-me do mundo e das responsabilidades e fugir para dentro de mim ou para junto do meu núcleo de pessoas, aquelas 3 ou 4 com quem não tenho filtros e posso falar de tudo. 

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#runforyourlife
segunda-feira, 13 de abril de 2015 || 6:50 da tarde

Ainda não me conformei com o facto de, tecnicamente, já ser considerada adulta. Devia haver ali um patamar intermédio entre a adolescência e a idade adulta. É que não posso dizer que me sinta adolescente, até porque sempre tive juízo e fui relativamente madura para a minha idade, mas olho para as pessoas realmente adultas e para tudo o que ser adulto comporta e só me apetece dar meia volta e emigrar para a Terra do Nunca.

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post de gaja
domingo, 12 de abril de 2015 || 4:32 da tarde

Eu bem tento, mas não sou capaz de aguentar a típica noite de miúdas a falar de roupa, maquilhagem e rapazes durante horas. Não me interpretem mal, eu adoro falar sobre essas coisas, mas com peso conta e medida. Ontem, depois de três horas de conversas apenas sobre sombras e desmaquilhantes e de risinhos infinitos cada vez que se mencionava o nome de mais um rapaz qualquer de quem eu nunca tinha ouvido falar, tive que inventar uma desculpa e ir para casa mais cedo. Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré. 


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sábado, 11 de abril de 2015 || 1:37 da tarde

Imaginem um grupo de 10 ou 12 pessoas composto por portugueses, ingleses e espanhóis. A conversa decorre em Espanhol. Fala-se de todos os assuntos possíveis e imaginários, por vezes com duas ou três conversas paralelas à mistura. A certa altura desliguei da conversa principal e comecei a conversar com uma amiga que estava sentada ao meu lado, em português. Assim que voltei a focar a atenção na conversa de grupo, oiço uma rapariga dizer que se uma mulher for para o trabalho de mini-saia, não se pode queixar se sofrer assédio sexual. Quem me conhece sabe que sou muito sensível a comentários machistas, mas que evito discutir o tema com pessoas retrógradas. Sabem também que em situações de conflicto verbal, ao invés de elevar a voz, tenho tendência a falar com voz baixa e grave e a medir bem o que digo. Mas naquele momento, não sei se foi por ter sido apanhada desprevenida, se foi por estar a falar em espanhol, fiz algo que quase nunca faço: agi de forma impulsiva. Quando dei por mim tinha-me levantado e estava a gritar, em espanhol claro está, algo do género "A CULPA DESTAS SITUAÇÕES NUNCA É DA VÍTIMA". Foi tão inesperado que toda a gente se calou e olhou para mim com os olhos muito arregalados. Claro que depois voltei a sentar-me e falei de forma calma e baixa enquanto explicava que não sou louca, mas que culpar a vítima pelas acções do agressor é profundamente errado.  



Nunca me senti tão espanhola como naquele momento em que estava de pé, a gritar e gesticular em espanhol, como se fosse a atitude mais natural a ter. Depois até me senti envergonhada, mas no momento fiquei tão fula que, por uma vez na vida, me comportei como uma verdadeira latina.

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#2015
quinta-feira, 9 de abril de 2015 || 10:49 da manhã

O ano em que dou por mim a fazer uma série de coisas que sempre achei aterradoras e terríveis. E não só sobrevivo, como até corre tudo melhor do que eu esperava. Já nem penso "socorro, não consigo fazer isto" a cada 10 segundos...agora é só a cada 3 minutos.

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gratidão
segunda-feira, 6 de abril de 2015 || 11:36 da tarde

Hoje foi um daqueles dias em que o universo colaborou comigo*. Normalmente sinto exactamente o contrário, há sempre um probleminha ou um mau timing, por isso quando as coisas se conjugam a meu favor fico extra-grata. Estive calma o dia inteiro, sempre que precisei de andar na rua a chuva parava, quando tive pressa os carros saíam da minha frente, só me cruzei com gente simpática, arranjei uma boleia sem precisar de pedir, combinei um encontro e descombinei-o umas horas depois porque me lembrei que já tinha um compromisso. Antes de abrir a boca, a pessoa com quem tinha combinado disse-me que não podia nesse dia e que preferir encontrar-se comigo na data x, que curiosamente era também a data que eu ia sugerir. Passei o dia a fazer coisas e a ir a sítios, mas para variar não senti que estivesse a correr. Chegou-me às mãos um teste de uma cadeira à qual vou ter frequência esta semana e percebi que já sei a matéria toda. Comi bolo de anos. Ofereceram-me umas pantufas numa semana em que eu estava a ponderar, precisamente, ir comprar um par novo. Deram-me dinheiro. Estive com duas das minhas melhores amigas. A serenidade e energia que estes dias trazem não tem preço. 



*[Suse, Ika, vê-se mesmo que sou de humanidades, a física diz-nos claramente que o universo não colabora com ninguém, rege-se por leis e fórmulas matemáticas muito exactas e previsíveis! Não resisti]

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Eu já
domingo, 5 de abril de 2015 || 4:55 da tarde

Hoje não venho cá falar-vos das minhas histórias mirabolantes nem das pessoas com quem convivo diariamente. Quero, sim, falar-vos de uma ideia gira que alguns bloggers já conhecem. Como diz o título, estou a referir-me a uma lista de "Eu já". Basicamente, consiste em escrever uma série de coisas que já fizemos e das quais nos orgulhamos ou que queremos recordar. É uma ideia super simples e pode parecer disparatada, mas é uma excelente forma de recordar certos momentos especiais que tendemos a esquecer ao fim de uns anos e de colocar os nossos feitos em perspectiva e perceber que afinal já fizemos mais coisas do que aquelas que pensávamos ter feito ou, pelo contrário, que precisamos de arriscar mais e viver novas experiências. Fiquei a conhecer o conceito há já alguns anos, através de um blog, e desde então tenho vindo a actualizar a minha lista, que já conta com centenas de entradas. A vantagem destas listas é que são algo só nosso e podemos colocar lá tudo o que achemos relevante. Dese coisas mais sérias como "Eu já acabei o secundário com média x" ou "Eu já arranjei o meu primeiro emprego" a coisas menos pesadas como "Eu já fui a Itália", "Eu já me apaixonei por um vizinho " ou "Eu já aprendi a cozinhar". Não partilho a minha lista aqui no blog porque além de ser muito extensa, tem algumas experiências mais pessoais de histórias que nem os meus amigos conhecem, mas aconselho toda a gente a fazer a sua própria lista. Ajuda a ver as coisas em perspectiva e, pelo menos no meu caso, proporciona-me umas boas gargalhadas sempre que a releio, tais foram as coisas estapafúrdias que eu já fiz e registei. 


Lembrei-me de falar sobre isto porque estou a pintar a sala de estar de amarelo (S., tenho-me lembrado taaaaaanto de ti) e fui lá acrescentar que já tinha pintado paredes, precisamente porque foi a primeira vez que fiz tal coisa. 

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#traumatizadaparaavida
sexta-feira, 3 de abril de 2015 || 2:59 da tarde

Sábado, aí por volta das 23h, deu-me uma vontade enorme de me levantar e ir à cozinha petiscar coisas boas que tenho cá em casa. Ainda dei umas voltas na cama e tentei ver uma série, mas meia hora depois decidi que não fiz mal a ninguém e que não mereço sofrer desejos de açúcar depois de um dia tão cansativo. Levantei-me, ainda a tentar convencer-me que não ia fazer mal comer uma fatia de bolo de bolacha e que as calorias não iam contar (risos). Cheguei à cozinha e senti um cheiro a gás fortíssimo, nem consegui entrar sem primeiro abrir a porta da rua e deixar um bocado de ar correr. O maior bico do fogão estava aberto e no máximo. O resto da minha família já estava a dormir, de modo que se não me tivesse dado desejos de bolo, o fogão tinha ficado ligado até de manhã. Temos o esquentador (automático) na cozinha, portanto a probabilidade de alguém lavar a cara com água quente ou tomar banho, accionar a chama do esquentador na cozinha e rebentar com o prédio inteiro teria sido bastante alta. Nem vos conto o susto que apanhei. Outra vez. 


Eu bem brinco com a situação, mas a verdade é que morar com os meus avós é mais perigoso do que praticar certos desportos radicais. Com os sustos que apanho nesta casa acho que fico careca antes dos 25. 

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