Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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Fevereiro
sábado, 28 de fevereiro de 2015 || 5:26 da tarde

Em Fevereiro recomeçaram todas as séries de que eu gosto e eu voltei a encontrar conforto e descanso naqueles episódios semanais que me tiram a cabeça da rotina. Comecei o segundo semestre, depois de umas mini-férias bem calmas que serviram para repor energias. Felizmente foi um recomeço mais tranquilo do que aquilo que eu esperava. Vi oito filmes e li cinco livros. Foi um mês de organização e planificação mais do que de acção, mas não faz mal porque eu adoro estas semanas mais calmas e a segurança de saber que tenho os meus planos e compromissos futuros bem organizados. Foi um mês em que recebi imensos elogios sem nenhuma razão especial para isso. Não sei o que é que se passou, mas é algo que não me importo nada que continue em Março. Foi o mês em que comecei a aprender umas coisas básicas em italiano, num site chamado duolingo, sem compromisso e apenas por diversão. É uma língua que eu adoro e que acho lindíssima, mas é bastante mais difícil do que aquilo que eu esperava. Preciso de mais meses como Fevereiro, calmos e sem grandes sobressaltos. 

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orange is the new black
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015 || 10:13 da manhã

Comecei a ler o livro que deu origem à série com expectativas altas e, ainda assim, saí positivamente surpreendida. Gosto bastante da série e ainda mais de obras em que os autores pegam no determinado momento chave das suas vidas e o retratam com simplicidade e sinceridade - já o Eat Pray Love é um dos meus livros favoritos. Em Orange is the New Black a autora retrata os trezes meses que passou numa prisão feminina (e os seis anos de terror que os antecederam, pois teve que esperar pelo julgamento de um outro réu do mesmo caso judicial para poder cumprir a sua pena) com uma crueza e transparência geniais. O livro resultou muito bem por três razões principais: 

a) A sinceridade. A autora critica o que está bem, elogia o que está mal, confirma uma série de preconceitos e destrói outros tantos sem hesitar. É um relato muito real e objectivo do que aconteceu em que os sentimentos entram o têm o seu papel, mas não lhe toldam o raciocínio ao ponto de a impedir de ver as coisas como elas são. 
b) a autora teve uma atitude muito corajosa e positiva. Claro que há relatos de momentos de tristeza, medo e desespero, como seria de esperar. Porém, no geral, Piper Kerman não se vitimiza. Fala da sua experiência como uma aprendizagem e mistura momentos mais pesados e sérios com humor e boa disposição. 
c) O livro não é apenas sobre a protagonista, mas sim sobre todas as outras reclusas que fizeram parte da sua estadia na prisão. Algumas delas têm histórias absolutamente hilariantes e dão imensa cor ao relato. 


Leio bastantes livros que considero bons, mas não falo sobre a maioria aqui no blog. Decidi escrever sobre este não só porque me surpreendeu pela positiva quando as expectativas já eram altas, mas porque acredito que algumas leitoras possam ter curiosidade sobre ele. E claro, porque esta obra me falou ao coração da primeira à última página.

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram (versão os meus amigos são harcore)
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015 || 10:16 da manhã

Uma das minhas amigas foi a um concerto de uma banda nova iorquina da qual gosta bastante. Não sei como é que a coisa se deu, mas o vocalista reparou nela e no grupo de amigos com quem ela tinha ido. Saíram todos para ir petiscar e ela e o vocalista passaram a noite a flirtar. Seguem-se no instagram e tudo. Uma fofura e uma sorte enorme. 

Mas preparem-se para a parte badass. Um ano antes, um rapaz que fazia parte desse grupo de amigos demonstrou interesse nela. Fizeram tudo com juízo e calma e, ao fim de uns meses, quando ela finalmente se permitiu acreditar que estava numa relação com futuro, ele quis acabar. Ela aceitou e não o aborreceu, apesar de ter ficado triste, como seria de esperar. A pior parte é que continuava a ter que o ver ocasionalmente, já que tinham imensos amigos em comum. Nessa noite ele estava com ela no concerto. Já tinham passado uns bons meses desde o fim da relação. Ela passou a noite a flirtar com o tal vocalista por puro interesse nele e na banda dele e não para magoar o ex-namorado. Não imaginem já uma série de beijos endoscópicos e lambidelas na cara em público, foi um flirt discreto e perfeitamente normal - até porque estavam com amigos e o resto da banda. Ainda assim acho absolutamente genial que ela não só tenha conseguido captar a atenção do vocalista de uma banda com uma rede considerável de fãs como de flirtar com ele com o ex-namorado ao lado e não o fazer só para se vingar. Não sei se eu teria tido tanta classe. 


Agora a parte fofa: actualmente eles estão juntos e são um dos casais mais estáveis e adoráveis que conheço. Sei que pela forma como contei a história pode parecer que ele é um cabrão insensível. Não é bem assim,  o rapaz é uma pessoa fantástica e eu gosto imenso de o ver com minha amiga. Teve uma atitude mázinha num período complicado, mas estava no seu direito de não querer continuar numa relação, ainda que não tenha lidado com as emoções de forma correcta. Depois disso passou por um período ainda mais complicado, aprendeu muita coisa, cresceu muito e desde que voltaram a namorar são um exemplo de maturidade e estabilidade.  

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015 || 10:52 da manhã

Sei que vejo demasiadas séries sobre direito e política quando penso mil vezes antes de escrever um post negativo sobre uma marca, um serviço ou uma figura publica por ter medo que os seus representantes vejam, me processem por difamação e eu perca o processo por não ter provas concretas que sustenham aquilo que disse. Também deixo de contar muito boas histórias, aqui no blog, porque há aquela regra chata que dita que se virmos algo ilegal a acontecer e não o reportarmos às autoridades, somos cúmplices. Quanto a vocês não sei, mas com o azar que eu tenho, ainda levava uma multa qualquer por ser cúmplice enquanto as pessoas responsáveis pelo delito saiam ilesas. 

[Também penso demasiadas vezes "what would Harvey do?", mas isso nunca me serve para nada, porque chego sempre à conclusão que o Harvey faria uma sacanice qualquer que eu não posso fazer. ]



Em contrapartida, não vejo séries policiais sobre homicídios suficientes, já que ainda não aprendi a calar-me ou e encolher-me quando estou sozinha e um homem qualquer nojento decide ser ordinário ou rude para mim. Talvez um dia seja capaz de olhar para o chão e continuar a andar, mas por enquanto os genes maternos levam sempre a melhor. 

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(risos)
sábado, 21 de fevereiro de 2015 || 2:02 da tarde

Quão irónico é as pessoas passarem a vida a dizer-me que eu sou igualzinha a uma das pessoas de quem mais desgosto nesta vida? 


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*revirar de olhos*
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 || 11:36 da manhã

Hoje tive que telefonar novamente para o maravilhoso mundo dos departamentos que tratam de burocracias. Já é a quarta vez que tento saber como resolver uma situação que, não sendo comum, também não é particularmente rara. Normalmente dizem-me que não sabem e eu tenho que me irritar e passar cinco ou dez minutos a dizer-lhes que têm que procurar ir saber porque é esse o trabalho que lhes compete. Nos melhores dias lá consigo um pedaço de informação incompleta, nos piores dão-me informações completamente erradas. Hoje lá marco o número, coração acelerado e nervosismo só de pensar no que me esperava. A senhora que me atendeu, claro, não sabia resolver-me o problema. Pôs-se a dar-me informações gerais que eu já sabia desde a primeira chamada que fiz para este departamento saído do inferno para me assombrar, mas deu-mas tão mal e tão trocadas que eu tive que lhe dizer que não era nada assim e explicar-lhe o processo passinho por passinho. A certa altura ela diz-me "Ai, que engraçado, não fazia ideia que era assim que isto se resolvia. Olhe, espere um bocadinho que eu vou anotar o que me está a dizer para saber orientar os próximos". E foi assim que eu tive que repetir tudo e passar vinte minutos ao telefone a ensinar uma funcionária administrativa a fazer o seu trabalho e resolver um problema relativamente normal. Claro que ainda não tinha saído a informação de que eu precisava. Vou ter que ligar novamente na próxima semana. Telefono a tentar saber como resolver um problema e a pessoa que devia esclarecer-me acaba a anotar a informação que eu lhe dou sobre como resolver esse mesmo problema. Acho que chorava a rir, se não estivesse tão irritada por ainda não ter as coisas resolvidas.

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a coisa está má quando um livro sobre contrabando e prisão descreve na perfeição um determinado momento da minha vida
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015 || 6:50 da tarde

" Prometi a mim mesma jamais voltar a abrir mão de quem eu era, por nada nem ninguém. Depois de passar meses vivendo no submundo, precisei de algum tempo para me habituar à vida normal. Eu tinha passado um longo período vivendo à base de serviço de quarto, exotismo e ansiedade.

Piper Kerman, Orange is the New Black



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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015 || 8:30 da tarde

Se tivesse fundos ilimitados, era capaz de me vestir só com peças da Salsa, Tiffosi e Mango (neste último caso, ênfase especial nas colecções de básicos e de executiva). Entro nestas lojas e gosto de quase tudo! Quais são as vossas lojas/marcas de roupa do coração?


(calma, não se ponham a imaginar que eu tenho um estilo tão elegante e sofisticado como o das pessoas que ilustram os meus posts. Ainda não cheguei lá!)

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015 || 3:13 da tarde

Ontem fui com a minha tia ao cinema. Nunca vou ao cinema sem saber que há pelo menos um filme em cartaz que quero muito ver, mas como ela raramente tem a oportunidade de ir, lá me convenceu a ir ver um filme decidido na hora. Claro que deu mau resultado. O filme, não sendo terrível, era ligeiramente aborrecido. Se o tivesse visto em casa, provavelmente não me tinha importado muito, mas no cinema, tendo em conta que os bilhetes são caros, sou mais exigente. A sessão começou mal quando vimos que a sala estava quase vazia e, ainda assim, nos tinham colocado num lugar péssimo. Mal as luzes acenderam para o intervalo, olhámos uma para a outra e tivemos um ataque de riso. Levantei-me para ir à casa de banho e disse-lhe que se calhar esperava por ela no carro, o que foi claramente um erro, visto que a brincadeira só fez com que nos ríssemos mais. Voltei da casa de banho e rimos o intervalo inteiro. As três pessoas que estavam sentadas atrás de nós devem ter achado que éramos completamente doentes da cabeça. A segunda metade do filme foi ainda pior que a primeira e, a certa altura, deixámos de tentar estar sérias e ríamos que nem umas perdidas (sem fazer barulho, claro!) sempre que um dos protagonistas dizia uma coisa lamechas ou parva, do género "Se eu fosse um restaurante tu eras o meu prato do dia" ou "As mulheres têm medo de baratas porque elas gostam de deixar ovos nas nossas vaginas!". Não estou a brincar, isto foram mesmo falas do filme. Quando começaram os créditos eu já chorava de tanto rir. Com tanto riso e tanta cautela para não fazer barulho, acabei por ficar com um ataque de soluços, o que me fez rir ainda mais. No exacto momento em que a minha tia me puxou para sairmos da sala de cinema (que ainda estava às escuras), eu tive  um soluço e uma vontade incontrolável de rir. Quando dei por mim estava a vomitar em plena sala de cinema. Acho que os seis ou sete gatos pingados que lá estavam nem se aperceberam, mas a minha tia riu ainda mais. Além de ter vomitado do chão, ainda consegui vomitar as calças, o cabelo e as mãos da minha tia, que me tentou logo oferecer-me um lenço. Não fiz barulho nenhum, foi completamente inesperado até para mim, que só percebi o que estava a acontecer depois de já ter vomitado. Claro que fugi do cinema cheia de vergonha, apesar de ninguém ter visto nada. Meti-me na casa de banho para limpar a cara e a roupa e ver se voltava a ter um ar civilizando e quando saio estão umas vinte mulheres, acabadinhas de sair do 50 Shades a olhar para o meu aspecto um bocado amarrotado e a pensar que eu não era boa o suficiente para levar umas palmadas do Christian Grey. Foi assim a minha noite. Comecei-a num jantar num restaurante lindo e terminei toda vomitada. Até para mim isto foi uma primeira vez. 



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fantasma dos carnavais passados
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015 || 3:59 da tarde

Vivo num sítio tão pacifico que nem me atrevo a pôr um pé na rua durante a época do Carnaval. Há três anos cometi essa loucura e o meu grupo de amigos foi perseguido e bombardeado com balões de água por uns putos ranhosos. Eu safei-me ao massacre porque estava a segurar a sobrinha da minha melhor amiga ao colo e fiz dela escudo humano enquanto gritava "Tenham vergonha na cara e não molhem uma criança" ou "Cuidado com a miúda, se lhe acerta um pingo de água juro que vos parto a cara toda" - vocês não queiram ver-me dar asas à minha faceta ganster: ameaço toda a gente mas não faço mal a ninguém. A miúda não se molhou e eu também não, mas dois dos meus amigos estiveram a dois segundos de dar meia volta e meter-se numa cena de pancadaria digna de filme. Há dois anos voltei a cometer o erro de sair de casa e acabei o dia na esquadra da polícia. Um dos rapazes com quem estava foi assaltado e agredido. Anoiteceu e eu não podia voltar para casa porque, aparentemente, os dois homens que o assaltaram tinham mudado de local e tinham-se posicionado, estrategicamente, mesmo ao lado do sítio onde moro, onde continuavam ameaçar adolescentes. Outra cena à filme que envolveu ameaças com navalhas e que eu, felizmente, não testemunhei. Curiosamente, vivo neste buraco há vinte anos e nunca assaltada ou ameaçada. O que não é particularmente surpreendente, uma vez que os drug dealers da zona param todos na escada do prédio onde vivo, durante a noite, e exactamente por baixo da janela do meu quarto, durante o dia. Parecendo que não, há muitos pontos positivos: a) sabem quem sou e não me tocam b) se algum dia me der para as drogas basta meter a cabeça de fora e inspirar com força. É capaz de me fazer bem para acalmar das aventuras dos carnavais passados. Gostava de estar a inventar isto tudo, mas não estou. 



Este ano? Recuso-me a passar a porta de casa nem que seja para ir à mercearia comprar bolos!

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coisas que provavelmente já vos aconteceram
domingo, 15 de fevereiro de 2015 || 3:40 da tarde

Estamos em 2015 e eu continuo a chorar como uma Madalena quando vejo alguns episódios de Anatomia de Grey. Há coisas que não têm remédio. 

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what happens in Vegas stays in Vegas
sábado, 14 de fevereiro de 2015 || 3:53 da tarde

Sempre gostei desta expressão. Não só porque não sou fã de que toda a gente saiba a minha vida e porque selecciono muito bem as pessoas a quem confio detalhes pessoais, mas também porque acredito que muitas vezes, quando estamos longe da nossa realidade quotidiana, das pressões e dos olhos julgadores dos nossos conhecidos, tomamos decisões que não tomaríamos de outra forma e vivemos as coisas de forma diferente. Às vezes não me faz sentido partilhar certas histórias com quem não as viveu connosco, perder-se-iam muitos detalhes importantes em traduções e explicações. 

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Entretanto, na minha vida...
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015 || 9:42 da manhã

Contei uma piada tão hilariante que fui às lágrimas de tanto rir. Obviamente, fui a única pessoa a achar graça, o que tornou tudo ainda mais engraçado e me fez rir ainda mais histericamente. A minha família realmente não compreende o meu humor. 



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coisas que aposto que nunca vos aconteceram (versão os-meus-amigos-têm-vidas-lixadas)
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015 || 10:41 da manhã

Não sou só eu quem vive episódios dignos de filme. Há uns tempos, um amigo meu descobriu que a mãe estava num relacionamento relativamente sério com um homem. E perguntam vocês: "então, ela juntou-os numa sala e fez as apresentações?". Não. O meu amigo estava a chegar a casa à uma da manhã, bastante mais cedo do que o previsto, e apanhou a mãe a fazer sexo oral ao namorado dentro do carro dele [do namorado dela, leia-se]...que estava estacionado exactamente em frente à porta da casa onde o meu amigo vive com a mãe. O pior foi que ele nem teria reparado, se a cabeça da mãe não tivesse aparecido de repente, no meio da escuridão, e ela não fosse uma daquelas pessoas que fala compulsivamente quando está nervosa. Enquanto ele me contava que tinha apanhado a mãe literalmente com a boca no trombone (perdoem-me a piada brejeira, mas desconfio que se não a usasse agora teria muito poucas oportunidades futuras para o fazer) eu tive que virar a cara porque não conseguia parar de rir do insólito da situação. No meio desta história toda, o que me faz mais confusão é como é que com uma casa vazia e um carro que podia ser conduzido para qualquer ponto da cidade, eles escolheram entregar-se a intimidades à porta de casa dela. Caramba, moram lá oito pessoas, era mais que óbvio que a certa altura alguém ia entrar ou sair. Ainda hoje me desmancho a rir quando me lembro da cara dele ao contar-me.



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ainda sobre o casamento
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 || 10:30 da manhã

A cerimónia e o copo de água foram lindos e a minha família do Norte até se dá muito bem, por isso foi um dia extremamente bem passado. A certa altura, chegou o momento em que a noiva atira o bouquet de flores e as mulheres solteiras se alinharam para o tentar apanhar. Ainda me empurraram lá para o meio, com esperança que eu me engalfinhasse numa luta de solteiras mas eu, obviamente, dei meia volta e desapareci daquele emaranhado de mulheres muito antes de a noiva estar pronta para atirar o ramo. Agarrei numa caipirinha, sentei-me numa cadeira e vi um dos melhores espectáculos da minha vida. Na primeira fila e de bebida na mão. Assim que a porra do bouquet se soltou das mãos da noiva, as mulheres começaram todas a berrar, a empurrar-se e a saltar. Três convidadas caíram ao chão, duas mostraram o rabo todo e a minha prima que apanhou as flores saiu de lá com a perna a escorrer sangue, porque uma outra rapariga a tinha cortado com o salto do sapato. Ainda hoje me rio à gargalhada só de me lembrar da cena e rezo a Deus por tido o bom senso de não me enfiar lá no meio. 


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lições de vida. ou não. provavelmente não.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015 || 10:22 da manhã

Nunca percebi muito bem a tendência que a generalidade das mulheres tem para complicar a vida. Há dois anos fui ao casamento de uma prima, no Norte. Saímos de Lisboa às seis da manhã. Vesti-me em casa das minhas primas, em trinta segundos. Levei um vestido giríssimo, preto mas veraneante. Bom, na verdade tinha-o comprado uns anos antes, naquelas secções de vestidos para passagens de anos de gala da zara. Custou-me trinta euros, menos cem do que me teria custado se eu tivesse ido a uma loja de roupa formal. Não se ponham já a imaginar um vestido cheio de brilhantes, curto e colado ao corpo, juro-vos que era lindo de morrer e cheio de classe. Levei o cabelo esticado, com meia dúzia de fios de cabelo apanhados atrás, num ganho - um penteado que faço frequentemente. Umas sandálias de salto que tinha cá para casa. Maquilhagem discreta e clássica. Uns brincos que uma amiga me fez e um colar lindo de morrer que tinha comprado por 3 euros, uns anos antes. Arranjei-me em dez minutos e stressei nada com o casamento. Ainda assim, julgo que estava no top 5 das mais giras do casamento - e olhem que éramos imensos convidados. A moral da história não é "sejam convencidas e achem que são mais giras que as outras" como eu posso estar a dar a entender, mas sim que às vezes menos é mais e que no que diz respeito a estética e aparência tendemos a colocar demasiada pressão em cima de nós quando a) é impossível ser perfeito e b) normalmente continuamos giras (e giros) mesmo que não nos preocupemos tanto, mandemos tudo às urtigas e apostemos num look natural (também conhecido como não-tive-paciência-para-mais).

(Por falar no assunto, não sei se já vos disse que acho a Nina Dobrev uma das mulheres mais giras da actualidade.)

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e a minha mãe ainda diz que eu tenho pouca auto-estima!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015 || 12:12 da tarde

Hoje elogiei uma amiga dizendo-lhe que se eu costumo ser a pessoa que sabe responder a dúvidas sobre tudo e mais alguma coisa, resolver problemas aos amigos e intercalar a análise racional das situações com a compreensão e apoio emocional e ela é a pessoa que e procuro quando preciso desse tipo de ajuda, isso faz dela a minha Anaa. Sim, eu elogiei-a dizendo-lhe "Tu és a minha Anaa". Umas horas mais tarde, ainda a falar com a mesma amiga, insultei um ex-colega nosso dizendo "Sabes, ele tinha potencial para ser uma Anaa, mas não soube lidar com a pressão e os elogios e nunca chegou a ser uma pessoa de jeito". Juro que na altura soou menos pretensioso do que agora. 


Cheguei ao ponto em que acho normal elogiar alguém dizendo-lhe que é são a Anaa de alguém ou de alguma situação. Rezem por mim, que eu estou a dois passos de me tornar uma daquelas pessoas. 

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015 || 8:32 da tarde

Quanto mais caótica está a minha vida, mais eu oriento a vida dos outros. Nunca falha. De vez em quando acontecem-me tantas coisas - algumas esperadas, outras inesperadas - ao mesmo tempo que até fico desorientada. É precisamente nestas alturas que atraio todos aqueles que, por qualquer infortúnio, estão ainda mais desorientados que eu. Depois dou por mim a orientar a minha vida à velocidade da luz e a ter que acalmar os outros e arranjar soluções brilhantes (ou não!) para problemas (e não problemas) que nem sequer são meus. Já vos tinha dito que Janeiro foi um mês longo?


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[Private post] Quanto de nós é genética?
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015 || 10:53 da tarde

Costumava acreditar que o ambiente nos condicionava mais que a genética. Claro que nunca neguei o papel determinante dos genes no processo de formação da nossa personalidade (do físico não vale a pena valar, nada depende de nós), mas sempre estive convencida que apesar das tendências genéticas, eram o ambiente e as experiências que realmente nos moldavam. Actualmente não tenho tanta certeza. Continuo, obviamente, a acreditar que uma enorme parte de nós é formada pelas vivências e pelos contextos nos quais nos movemos, mas a cada dia que passa a minha própria vida mostra-me que tenho vindo a desvalorizar o papel dos genes. Eu explico. O meu pai morreu quando eu tinha cinco anos. Lembro-me dele e tenho saudades dele, claro, mas não convivemos o tempo suficiente para eu lhe decorar os pequenos pormenores. Lembro-me dele no papel de pai de uma menina de quatro anos e de marido, mas tudo o resto sei pelas histórias que me contam. Não convivi com ele tempo suficiente para conseguir imita-lo em tudo o que faço, mesmo que tentasse, nunca conseguiria, não me recordo de dados suficientes para ser um clone dele por escolha. No entanto é exactamente isso que acontece. Sou um clone dele com uma exactidão que assusta as pessoas que o conheceram. Não estou a falar do facto de sermos extremamente semelhantes fisicamente (dizem que até os nossos dedos dos pés têm a mesma forma e os amigos dele que ainda nos visitam costumam olhar para mim como se de um fantasma se tratasse) mas de detalhes psicológicos tão minuciosos que desconfio que nem o melhor actor se lembraria de mimificar. Comemos exactamente as mesmas coisas, da mesma forma. Talvez eu seja mais esquisitinha e tire as gorduras todas da carne e etc, mas se tivesse que escolher alguém com quem partilhar a comida para o resto da minha vida, seria ele. Depois começa a parte assustadora: as expressões. Aparentemente rimo-nos da mesma maneira, olhamos de lado no mesmo ângulo, o nosso sorriso é igual e a nossa irritação transparece exactamente da mesma forma. É muito difícil copiar as expressões de alguém, se elas não viessem do meu âmago eu nunca conseguiria fazê-las. Nunca. Depois vem a relação dos os outros... com os meus amigos sou um espelho dele com os seus. Talvez mais egoísta. Tenho a mesma relação de cumplicidade com a minha tia, sem tirar nem por. E com a minha mãe só muda o facto de a nossa relação não ter a parte romantico-sexual, porque de resto até as críticas são as mesmas. As piadas e o sentido de humor também são iguais. Tão iguais que chega a ser doloroso para quem o conheceu bem. Chega ao ponto de eu me pôr a gritar as letras de uma música e as adulterar, para depois vir a descobrir que ele costumava fazer exactamente a mesma troca de palavras na mesma música. É muito difícil copiar o humor de alguém e eu não sou assim tão boa actriz. Se tentasse falhava miseravelmente, nunca poderia copiar as piadas de outra pessoa e, ainda assim, ter graça, porque o humor só funciona se for espontâneo. E se me restassem dúvidas, elas tinham-se dissipado quando me contaram que, quando lhe disseram que tinha cancro, ele não só soube e aceitou imediatamente que ia morrer, como não autorizou visitas de amigos. Só os familiares próximos estavam autorizados a visita-lo, as pessoas de sempre e do para sempre, porque não queria ser recordado como o paciente deitado numa cama a morrer. Há muitas formas de imitarmos alguém propositadamente, mas muito poucas incluem encarar a morte exactamente da mesma maneira. O resto das pessoas não compreendeu o pessimismo e o isolamento, insistiam que quando estamos mal não há problema nenhum em aceitar a compaixão e a simpatia dos conhecidos. Zangaram-se com ele, sentidos por não terem sido autorizados a ver o fim. Já eu quase fiquei sem ar quando me contaram isto. Há poucas coisas na vida que eu perceba com tanta profundidade como a atitude dele na morte, porque sei que faria exactamente o mesmo, nunca deixaria ninguém que não fizesse parte do meu para sempre ver-me morrer. Podemos ser todos muito parecidos em vida, mas acho que só a genética nos poderia ter feito tão semelhantes até na morte. 

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