Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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#2014
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014 || 6:59 da tarde

Acabo 2014 com todos os meus velhos amigos ao meu lado, o que significa que não perdi nenhum. Acabo 2014 com uma relação excelente com a minha mãe e a minha tia. Acabo 2014 com duas potenciais amigas novas. Acabo 2014 sabendo que não foi um ano bom, mas com a certeza que foi melhor que 2013 e isso vai ter que chegar. Acabo 2014 mais madura, mais independente e mais corajosa. Acabo 2014 com orgulho por ter sido capaz de me levantar e dar o meu máximo todos os dias, mesmo quando o céu estava negro e a tempestade parecia não ter fim à vista. Acabo 2014 com orgulho por ter tido a coragem de lutar sem nunca desistir nem sabotar-me e por ter feito planos ousados que repousam no pressuposto de que eu vou continuar a crescer, amadurecer e ser igual ou melhor do que o que tenho sido até aqui. Acabo 2014 com uma viagem inesquecível (são todas, na verdade) a três dos meus países do coração. Acabo 2014 com a certeza de que tenho (alguma) postura e classe e que sei comportar-me nas mais variadas ocasiões e isso, meus amigos, não tem preço. Acabo 2014 de consciência tranquila por saber que não tratei mal alguém que não merecesse e que não deixei os outros e as convenções sociais determinar as minhas decisões e o meu ritmo de vida. Acabo 2014 cansada, preocupada e desanimada, mas com um cantinho do coração quente por saber que nada daquilo que me preocupa e desanima tem a ver comigo, porque a minha parte, costumo fazê-la razoavelmente bem, mais falha menos falha.



(este é o último balanço de 2014. há algumas situações e marcos de que não vos posso falar, mas tentei focar-me mais nos acontecimentos positivos ou nos que, sendo negativos, me trouxeram lições importantes. acho que de outra forma não faria sentido)

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#2014
|| 6:58 da tarde

O ano em que vivi ao meu próprio ritmo e fiz o que achei que devia fazer, ignorando tradições, convenções sociais e ideologias alheias e vazias. Muito bem resumido, significa que fiz as coisas que achei que faziam sentido e mandei as que não faziam sentido passear. 

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#2014 reviews em 30 segundos
terça-feira, 30 de dezembro de 2014 || 12:36 da tarde

Há uns anos atrás, fazia imensos posts sobre os livros de que lia. Entretanto, não sei bem porquê, perdi esse hábito. Assim, aproveito o fim do ano e a época dos balanços para vos falar no assunto. Não vou mencionar todos os livros que li, por isso se tiverem curiosidade em seguir as minhas leituras, deixem o link para o vosso goodreads e eu adiciono-vos lá. Já agora, leio maioritariamente em inglês, mas a maioria - senão todos - os livros da lista estão traduzidos para Português. 

   




  

 

1 - Li-o por causa dos Contos Policiais de Poe e posso dizer-vos que adorei o livro. Ri do princípio ao fim e achei o enredo extremamente bem construído. Um Eça muito diferente daquele que conhecemos dos contos e dos Maias. 
2 - Gostei mais do filme, mas não deixa de ser um livro para jovens adultos razoável. Identifiquei-me um pouco com a protagonista.
3 - Fala de temas semelhantes aos de Hunger Games, porém a expressão escrita é pior e o enredo é mais fraco. Aconselho antes os Hunger Games, que na minha opinião, dão 10 a 0 a Divergente em escrita, enredo e crítica social.
4 - Não me vou alongar sobre a obra de Martin. Aconselho toda a gente a ler ou, no limite, a ver a série. O quarto e quinto livros enrolam imenso, mas ainda assim a saga vale muito a pena.
5 - Foi a minha estreia com Murakami e gostei imenso. Apesar de ter partes um pouco surreais demais para o meu gosto, não deixa de ser um excelente livro e uma boa introdução a Murakami. Adoro a forma como ele metaforiza temas e sentimentos sérios e complexos e os retrata melhor que ninguém.
6 - Não há nada novo que eu possa dizer sobre Shakespeare, certo? Gostei do livro, mas já sabia o que esperar. É muito simples: quem gosta do estilo de escrita e enredo dele, vai gostar do livro. Quem não gosta, vai detestar. 
7- Acabei a saga este ano. No geral, achei bastante boa e aconselho. O quarto livro desiludiu-me um pouco.  
8 - Não fazia ideia que achava genética fascinante até ler este livro. Aconselho a toda a gente. É muito claro e simplifica até os conceitos mais complexos de forma a que qualquer pessoa consiga compreende-los, independentemente dos conhecimentos prévios de cada um. Existem livros destes sobre dezenas de temas. 
9 - Não sei separar o homem do livro. Normalmente não leio este tipo de literatura, mas a minha admiração pelo Manuel Forjaz levou-me a abrir uma excepção e não me arrependi. Já sei que metade de vocês não o conhece e a outra metade acha-o um vigarista. Não vamos falar mais sobre isso. 
10 - Foi o primeiro livro que li em Espanhol. É uma ficção sobre a idade média em Espanha e França. Mete cavaleiros, bruxarias, factos históricos reais, cruzadas, viagens e uma série de temas associados à época. Apesar de não parecer, é bastante leve. 
11 -  Não sou fã de policiais, mas estes, por serem de Poe e terem marcado o inicio do género, não me desiludiram. São pequenos, originais, imprevisíveis e fáceis de ler. 
12 - Muito mais complexo e parado que o Memorial do Convento. Apesar de ser meio melancólico e de o protagonista me lembrar imenso um ex-professor, gostei bastante. Não o aconselho a quem nunca leu nada de Saramago, pois sinto que não será a melhor introdução. 
13 - Adorei este livro. O autor conseguiu criar um ambiente extremamente envolvente e belo. Aconselho a qualquer pessoa, foi uma das grandes surpresas do (meu) ano.
14 - Sou fã do John Green. O The Fault in Our Stars é o meu livro favorito do autor, mas o Looking For Alaska e o Paper Towns ficam logo atrás. Looking for Alaska foi o primeiro livro dele e além de ser muito leve e interessante, capta muito bem o estilo do autor. De resto, é dos poucos livros que conheço que capta bem alguns fragmentos da vida num colégio interno. 

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#2014
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014 || 7:06 da tarde

O ano da apatia. O ano da normalidade, das séries e dos livros como refugio para os pensamentos perturbadores. O ano dos sorriso falsos que surgem com uma naturalidade assustadora e dos "está tudo bem" sem hesitações. O ano das viagens de metro solitárias. O ano do "vamos parar de fingir que tenho paciência para aturar atitudes ridículas". O ano do primeiro eu e só depois os outros, sem remorsos. O ano do sangue frio. O ano do realismo. 

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#2014 [a propósito do post anterior]
domingo, 28 de dezembro de 2014 || 6:09 da tarde

Lembro-me que tive que fazer várias coisas que me custaram, mas uma delas foi particularmente difícil. Nesse dia estava uma pilha de nervos, sentia-me como se estivesse perante a tarefa mais injusta (e era injusta!) e demoníaca do mundo. Tive que lutar contra o impulso de fugir assim que cheguei ao local, tal era o desconforto e o desamparo que sentia. Pior, tinha pessoas conhecidas ali perto e quase tive que me esconder delas, ninguém podia saber até estar tudo concluído; ou seja, duplo stress, o de ter que fazer o que tinha que ser feito e o de me certificar que ninguém me via. Além das quatro horas em questão, foram vários meses de nervos e de preparação autónoma, sem poder querer dizer nada a ninguém. Saí do local toda a tremer e absolutamente exausta. Só quando terminou é que me permiti contar a alguém o que é que tinha feito/acontecido. Telefonei a uma amiga e perguntei-lhe se podia ir a casa dela. Encontrámo-nos e, ainda meio zonza, mas aliviada por ter corrido bem, contei-lhe tudo. Falei-lhe dos meses anteriores, da insegurança, do quão desamparada me tinha sentido nas últimas horas, da solidão do caminho. De tudo. E claro, pedi-lhe para ela não contar a ninguém. Uns tempos depois, tive que voltar ao mesmo local, para saber coisas relacionadas com a situação de que vos falei nas linhas anteriores. Desta vez podia ter levado companhia, mas escolhi não o fazer. Não só porque o caminho tinha sido feita sozinha e aquele era, afinal, um assunto só meu, mas porque não queria ter que lidar com outras pessoas caso as informações fossem más. Não foram. Caminhei calmamente até um pequeno centro comercial ali perto e fechei-me num cubículo de casa de banho pública durante 30-45 minutos. O feedback tinha sido positivo, mas eu não conseguia sentir-me aliviada. Aliás, não conseguia sentir nada. Não fui capaz de chorar nem de rir, só de ficar ali completamente apática, ora a olhar para o tecto ora a olhar para o chão. Acho que foi nesse dia que soube que algo estava irremediavelmente diferente em mim. Não só pela apatia, mas pela escolha de ter ido sozinha. 2014 trouxe-me essa mudança, só não sei se foi boa ou má.

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#2014
|| 9:45 da manhã

O ano da auto-aprendizagem. Este ano deixei-me de merdas e auto-ensinei-me tudo aquilo que precisava de aprender. Não falo tanto da faculdade - apesar de ter tido cadeiras em que se não aprendesse tudo sozinha estava tramada - mas de outras coisas importantes das quais ainda não posso falar porque....bom, por causa do que disse neste post :) Também foi o ano de aprender a fazer as coisas sozinha, ou seja, a enfrentar certos fantasmas sem apoios nem bengalas humanas. 

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#2014
sábado, 27 de dezembro de 2014 || 4:55 da tarde

Parece paradoxal, mas foi o ano dos "está quase" e dos "ainda não" e também dos "agora já não vale a pena" ou "já é demasiado tarde para isso". Foi o ano do "tenho medo de ir, mas ainda mais medo de ficar". Foi um ano de mais planos do que de acção, mas não faz mal. 

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#2014
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014 || 8:20 da tarde

Em 2014 criei um segundo blog. Não se entusiasmem porque a) é privado e b) na verdade criei-o em 2013. Fi-lo para poder guardar os meus textos mais sérios e cuidados e, principalmente, para ter uma plataforma que me funcionasse como um diário. Não porque espete lá o conteúdo dos meus dias, mas porque é o sítio onde guardo os meus desabafos mais dark and twisted (perdoem-me a referência a Anatomia de Grey). Em 2013 só publiquei lá três textos e foram dos textos mais tristes e mais belos que alguma vez escrevi na minha vida. Em 2014 dei-lhe cor com um ou outro pormenor dos meus dias, uma ou outra avaliação semanal, alguns discursos semi-animadores, imagens que me reflectem e, claro, uma série de textos sobre o âmago da minha pessoa e das minhas experiências. Adoro este blog e tenho-o há seis anos, aqui escrevo sobre quase tudo, faço da minha vida a minha inspiração para as palavras que vos dirijo e cunho a minha perspectiva do mundo em todos os posts que vos escrevo. O Home is Where the Heart is é o meu cantinho, é e será sempre sobre mim, as minhas experiências e as minhas opiniões, mas nunca me esqueço que vocês estão aí. Adapto-me ligeiramente a vocês, filtro-me. Precisava de um sítio onde pudesse escrever sem reservas, ir do mais pessoal ao mais maldoso, do mais triste ao mais random. 

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#2014
|| 12:37 da tarde

" e pensei quanta antítese há na vida, eles vivem-me, enquanto eu só me sinto morrer" (dito pela pê, num blog fantástico mas que eu não posso linkar porque é privado, resumindo a minha vida uma vez mais)

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#2014
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014 || 9:26 da tarde

Tornei-me uma especialista em gestão de stocks e atendimento ao público na área da restauração. Com o bónus de não ter o stress que um trabalho "a sério" traria e de boa parte dos clientes da minha mãe me conhecerem há duas décadas e gostarem imenso de mim.

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#2014
|| 3:14 da tarde

Foi o ano em que eu quase deixei de gostar de fast food - excepção feita à Pizza Hut e à Quasi Pronti. No total, comi algumas vezes em cadeias de massas, fui duas vezes ao mcdonald's (e saí de lá enjoada e a jurar que tinha que deixar de comer lá de vez) e encomendei pizzas da Pizza Hut uma quantidade obscena de vezes. Não sei como será em 2015, mas em 2014 eu e os restaurantes de fast food estivemos de costas voltadas - a pizza hut não conta! Isto de ficar enjoada com comidas com muita gordura é um dos primeiros sinais de velhice, certo?

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#2014
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 || 6:52 da tarde

Descobri duas das minhas séries favoritas de sempre: Suits e Scandal e voltei a conseguir gostar de The Vampire Diaries e fui vendo The Originals, apesar de não gostar particularmente desta última. Revenge perdeu um bocado da graça que tinha nesta última temporada, mas continuo a identificar-me com a Emily. How to Get Away with Murder promete, mas ainda não me posso pronunciar, preciso de mais episódios, que eu sou uma rapariga que não se compromete com facilidade, o que é que vocês pensam?! Anatomia de Grey anda fraquíssimo, mas não sou capaz de cortar o cordão umbilical. Tentei ver a terceira temporada de Nikita, mas achei a coisa muito fraca e forçada, vamos ver se em 2015 lhe dou uma segunda oportunidade. Deixei de ver Bones e Castle porque não ser uma rapariga de policiais. Vi a quarta temporada de Teen Wolf e achei fraquíssima, fico à espera da temporada 4B para salvar a série ou para a destruir de vez. Vi Modern Family quando passava na televisão e continuo a gostar da série mas não o suficiente para seguir os episódios semanalmente, apesar de admitir que é das melhores do seu género. Chorei a ver o final de How I Met Your Mother porque, afinal, foi o fim de uma era e de uma das melhores séries de sempre. Chorei ainda mais com o final de Merlin, porque garanto-vos que foi a coisa mais traumática que vi nos últimos anos. Descobri Orange is the New Black e Game of Thrones e a minha vida melhorou por ter conhecido estas séries. Continuo a seguir Pretty Little Liars, cada vez mais convencida que o final vai ser chocante - tem que ser! 2014 também foi o ano em que me viciei em Shark Tank e no programa das Kardashians, mas isso já é ligeiramente off topic e o post já vai longo. 

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#2014
|| 3:58 da tarde

26 livros lidos e um 27º a meio. Não foi dos meus anos mais produtivos no que toca a leituras, mas estive ocupada a sobreviver, que é que querem que eu faça?! Em contrapartida, vi mais filmes que em 2013 e descobri algumas bandas novas. 

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#2014
|| 12:11 da tarde

Em 2014 conheci muitas pessoas, mas mais importante do que as dezenas de conhecidos, acho que fiz duas amigas e isso não tem preço. Digo "acho" porque nisto das amizades gosto de ir com muita calma, de construir uma base muito sólida para, a partir daí, construir relações fortes e duradouras. 


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#2014
terça-feira, 23 de dezembro de 2014 || 8:05 da tarde

Aprendi a não contar a ninguém os meus planos futuros e os meus medos e esse, meus amigos, é o melhor conselho que vos posso dar. 

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#2014
|| 1:23 da tarde

Em 2014 voltei a Itália, à Bósnia e à Croácia, os países do meu coração. Vi Roma como nunca antes tinha visto, conheci Florença, Siena e Bari. Voltei a viajar de Itália para a Croácia de barco e pude acordar em pleno mar Adriático, com um sol esplendoroso, uma brisa marítima a entrar pela janela e uma extensão de água e de beleza natural de cortar a respiração. Em Dubrovnick tirei algumas das fotos mais giras da minha vida e voltei a apaixonar-me pela Croácia e pelos Croatas. Estar na Bósnia foi como voltar a casa. Foram 10 dias de paraíso que marcaram o pico de 2014. 



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#2014
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014 || 3:10 da tarde

Comecei o ano mais morta que viva. 2013 foi dos piores anos da minha vida e cheguei ao final de Dezembro completamente drenada de energia. Só queria poder dormir durante meses e acordar recuperada e longe das circunstâncias que tornaram 2013 um ano tão doloroso. 2014 não foi um ano feliz para mim, mas foi bastante melhor que o ano anterior. Os meses não demoraram tanto a passar, o peso que sentia no meu peito aligeirou um pouco, dormi mais horas seguidas e com menos pesadelos e consegui sair com os meus amigos e com a minha família sem precisar de correr para a casa de banho de dez em dez minutos para respirar fundo e deixar as lágrimas escorrer, fiz planos B. Voltei a sentir-me viva depois de um ano inteiro a sobreviver. As horas ainda custam a passar, mas já não pesam tanto. 2014 permitiu-me voltar a respirar, deu-me capacidade de prever os obstáculos, ensinou-me que sobrevivemos a quase tudo, ensinou-me tanto sobre mim, sobre os outros e sobre a vida. Foi um ano melhor que o anterior e isso chega-me para hoje me sentir grata. 

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resumo do dia de ontem em milagres natalícios e não só
sábado, 20 de dezembro de 2014 || 1:49 da tarde

  • Tocaram no assunto que mais incomoda em todo o mundo de assuntos. Senti-me mais ou menos como se estivesse a levar navalhadas em todos os centímetros que cobrem o meu corpo do pescoço aos joelhos. Já não me lembrava que era possível sentir-me tão incomodada por ouvir falar num tema aparentemente tão banal. 
  • Uma rapariga de trinta e dois anos agarrou-se à minha mãe a fazer birra porque a mãe dela tinha decidido que este ano, como ambas as filhas eram adultas e ganhavam bem, não iam fazer troca de presentes lá em casa. Foi absolutamente hilariante ver uma mulher independente e supostamente adulta a gritar "Quero prendas! Sem prendas não há Natal". A minha mãe olhava para mim e agradecia aos céus ter-me como filha. Eu rejeitei a tradição da troca de prendas aos doze anos e nunca na vida lhe fiz uma cena destas. 

Dia preenchido, portanto.

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17 de Dezembro de 2014
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 || 1:12 da tarde

O dia em que eu só não morri por mero acaso. 



Sim, mesmo a sério. A minha avó tem tanta percepção do ambiente que a rodeia como uma cega-surda-muda e o meu avô tem um olfacto tão apurado como um cão morto há quinze dias. Resultado: um bico do gás aberto durante uma hora e meia, a casa inteira a cheirar tanto a gás que não se podia lá entrar, os meus avós na cama e uma luz acesa que só não fez faísca e rebentou com o prédio inteiro porque não calhou. Se em vez do bico do gás que estava aberto a minha avó tivesse empurrado o do lado, ligeiramente maior, não existia nem 0.1% de hipóteses de a faísca da lâmpada a acender não ter causado uma explosão. Se o meu avô tivesse acendido a luz da cozinha em vez da sala para nos ir abrir a porta, as hipóteses de termos sobrevivido também teriam sido nulas. Se eu e a minha tia tivéssemos chegado a casa uma hora e meia mais tarde, os meus avós tinham morrido intoxicados com o gás. Foi todo um conjunto de acasos felizes. Nem vos conto o susto que apanhei, nem em casa estou segura, aparentemente. 

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014 || 4:25 da tarde

Nem sempre tenho tempo, paciência e dinheiro para me lançar numa tarde de compras. Acontece muitas vezes reunir duas das condições, mas nem sempre reúno as três, o que faz com que acabe por passar imenso tempo sem comprar quase nada. Ontem foi um daqueles dias em que os astros se alinharam e eu lá fui capaz de pensar na perspectiva de me enfiar num cubículo abafado sem perder a coragem e voltar para trás. Lá fui. Vi as botas dos meus sonhos a um preço que eu me recuso a dar por um par de botas - ou por qualquer peça de vestuário/calçado. Fiquei tão aborrecida por terem colocado um preço descabido nas botas mais giras de sempre que me vinguei comprando outros dois pares de botas e um casaco de Inverno. No final, comprei o triplo das coisas e paguei o mesmo que teria pago pelas botas. E agora vou voltar à minha reclusão de centros comerciais em época natalícia. 

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ainda há quem vá acampar para viver aventuras...
domingo, 14 de dezembro de 2014 || 11:17 da manhã

Sexta ao fim da tarde ia no autocarro naqueles bancos para uma pessoa e meia, mesmo no inicio, perto do condutor. Cheguei-me para o lado da janela e perguntei a uma criança se queria sentar-se no espaço que sobrava. Como o menino teve vergonha, pus os phones e passei o resto da viagem a olhar para a janela. Às tantas, sinto alguém deslizar para o meu lado e quando viro a cabeça para ver quem foi a criatura que ousou sentar-se no MEU banco sem perguntar se podia, deparo-me com um chunga com todo o ar de ter uma perturbação mental qualquer. Decidi que não me ia chatear nem dizer nada, afinal ele não estava em cima de mim, apesar de estar mais perto do que uma pessoa normal se atreveria a chegar. O rapaz era preto e juro-vos que tratava todas as pessoas de raça negra que entravam no autocarro por "meu tropa". Passados dois minutos, pergunta-me se eu me importo que ele esteja sentado no meu banco. Eu, que claramente já perdi o amor à vida há muito tempo, respondi-lhe toda sassy. Ri-me na cara dele e perguntei-lhe se não achava que já era tarde para pedir autorização, visto que já estava quase ao meu colo. Trocamos ali umas duas ou três frases, sempre com boa onda, comigo a puxar de todo o vocabulário chunga que conseguia arranjar. Deviam ter-me visto, até dava estalidos com a língua e tudo, como os chungas fazem para mostrar atitude de superioridade e desafio. O rapaz estava convencido que era dono do autocarro e dava ordens às pessoas que iam entrando, enquanto falava com um amigo qualquer ao telefone. Com a minha saída a aproximar-se, eu só rezava a todos os anjinhos para ele me deixar passar sem inventar stresses para eu não ter que lhe partir a cara. Claro que depois era esfaqueada até à morte, mas primeiro garanto-vos que punha a carga genética materna a funcionar e arreava-lhe forte e feio. Mas não, o rapaz levantou-se sem discussões. Claro que quando eu já estava de costas me agarrou a mão direita e me puxou para trás, para me olhar nos olhos, muito perto da minha cara e dizer "Tu tens que namorar com um preto! De preferência com o meu primo, ele vive na zona I". Apanhei um susto tal que quando percebi que ele não me ia esfaquear até lhe revirei os olhos na cara. Graças a todos os santos que ele me agarrou pela mão direita, porque se a tivesse deixado livre a probabilidade de eu lhe dar um soco por causa do susto de me sentir ser puxada era bastante grande. Nem vos digo nem vos conto. Se um dia encontrarem o meu corpo todo esfaqueado numa vala, deixem-me que vos diga que gostei de escrever neste blog e que dei luta até ao fim. 


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contem-me tudo
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014 || 1:56 da tarde

De vez em quando também sentem que as pessoas conhecidas olham para vocês com ar de pena ou como se vos achassem muito estranhos ou é só a mim que este tipo de coisas acontece?

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014 || 8:10 da tarde

O prédio onde vivo vai para obras. prevê-se um ano inteirinho de barulho de manhã à noite, estendais impróprios para uso e homens suados a espreitar-me pela janela.  2015 ainda não começou e já está a falhar. 

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mais sorte que juízo
terça-feira, 9 de dezembro de 2014 || 5:46 da tarde

Não sei se já falei sobre isto aqui no blog, mas em vinte anos a viver numa zona problemática, nunca me assaltaram. Há uma espécie de código de honra que impede os delinquentes de fazer mal às mulheres/meninas que vivem na zona. Descobri recentemente que deixam as tiras de droga mais gordas para os conhecidos da zona. Anyway, estava a dizer-vos, a única vez em que tentaram assaltar-me, tinha eu uns quinze anos e ia sozinha num autocarro com dois chungas, a meio da tarde. Um deles saiu do seu lugar, sentou-se ao meu lado e perguntou-me com uma voz muito grave: "Tens dinheiro?", ao que eu respondi, naturalmente, "Eu tenho, claro. Porquê? Não me digas que tu sais à rua sem dinheiro?!" Já sei, um dia ainda arranjo maneira de ser esfaqueada num beco, mas na altura saiu-me esta resposta de forma tão espontânea que o rapaz ficou envergonhado e voltou para o seu lugar. Portanto, eu envergonhei um potencial assaltante por não ter dinheiro. É tão irónico que é impossível eu não me rir de mim mesma. 

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nem sei o que dizer sobre isto...
sábado, 6 de dezembro de 2014 || 1:31 da tarde

Soube que não era uma pessoa muito normal quando concluí que me identificava muitíssimo com a Khloé Kardashian. Não me gozem, eu sei que a coisa está má. Vejam a seguinte historia: enquanto estavam em Miami, a Kloé provou um café cubano (leia-se um café concentrado e com cafeína e não aquela mistura de água com borras a que os americanos chamam café) e gostou tanto que, nos dias seguintes, voltou para ir buscar novas doses. Claro que, sendo americana e não estando habituado àquela quantidade de cafeína, acabou por se viciar e não conseguir beber nada que não fosse um café cubano. Entretanto, no meio da confusão dos cafés cubanos, a mãe dela comprou scooters para a família inteira porque parece que o trânsito em Miami estava que não se podia. Certa noite, com uma insónia infernal, a Kloé decidiu que queria ir beber um café cubano. Sim, a meio da noite, mas esperem, a história fica melhor. Deixou toda a gente a dormir e saiu de casa às 4h da manhã, numa das scooters em busca de um café. Correu a cidade toda e claro que não encontrou nenhum café aberto à noite, não sei se ela sabe, mas os cubanos também dormem. Às tantas, absolutamente desesperada, parou a scooter e sentou-se na berma de um passeio a choramingar que queria café e mimimimi. No meio da choradeira conseguiu deixar cair as chaves da mota para dentro de uma sarjeta e ficar apeada no meio da estrada. Claro que que teve que telefonar ao Scott (cunhado) e pedir-lhe que a fosse buscar a meio da noite, a um sítio que nem ela sabia descrever. Ao chegar a casa lá admitiu que tinha um problema com cafeína. 


Não têm noção o quanto eu me identifiquei com esta história. Não porque seja viciada em cafeína ou porque me fosse dar a maluqueira de ir correr uma cidade de mota à noite, mas porque se há pessoa que seria bem capaz de dar por si mesma perdida à beira da estrada, a choramingar, a meio da noite, essa pessoa seria eu. 

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coisas que talvez já vos tenham acontecido
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 || 8:20 da tarde

Perceber ao fim de dez anos que uma das pessoas mais fantásticas que alguma vez conheci, na altura, me passou completamente ao lado. Parece-me que andei dez anos de olhos fechados. Ou, na melhor das hipóteses, sem saber para onde olhar.



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coisas que só acontecem aos lisboetas
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014 || 2:36 da tarde

Quando estás no metro e vês alguém a avançar para o meio da plataforma mesmo que o metro a ocupe até ao fim, sabes automaticamente que estás na presença de alguém que utiliza a linha verde com alguma frequência e já apanhou o trauma de ter que correr que nem louco para apanhar o metro porque se esqueceu que, nessa linha, só circulam 3 carruagens.

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dos chicos espertos
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 || 6:11 da tarde

Opá, nem vos passa pela cabeça o quanto eu adoro aqueles chicos-espertos cheios de lata que, em jantares de amigos, sabendo que a conta vai ser dividida por todos, aproveitam para se esticar e pedir os pratos mais caros, duas bebidas e duas sobremesas, esperando que os restantes convivas tenham vergonha de os chamar à atenção e alombem com as despesas. Realmente eu também não lhes faço reparos, deixo-os o que quiserem, também eu tenho vergonha na cara e sei o meu lugar, não me cabe a mim deliberar sobre o que as pessoas comem. A minha parte favorita desses jantares é, indubitavelmente, quando no final da noite eu mostro que sei ser igualmente desavergonhada e aviso que vou pagar a minha parte, inviabilizando o sistema da conta conjunta. Normalmente, a maioria das pessoas concorda e suspira de alívio, mas a cara de fúria dos desavergonhados que passaram a noite a pensar que iam comer este mundo e o outro à minha custa é uma visão paradisíaca. 



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