Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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“Home is Where the ♥ is”
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telhados de vidro por todo o lado
quarta-feira, 29 de outubro de 2014 || 2:36 da tarde

Tenho uma professora que, todas as aulas, perde 15-20 minutos a criticar os portugueses (é estrangeira). Perdi a conta à quantidade de vezes que tive que ouvir o discurso sobre o bloqueio emocional, a falta de comunicação, a repressão social e o desinteresse generalizado. Duas vezes por semana somos obrigados a ouvir um chorrilho de teorias moralistas e de queixas sobre o mundo. Esta semana, discutíamos, já não sei a propósito de quê, o uso dos telemóveis e os casos em que os utilizadores ficam viciados. Claro que tal conversa culminou logo num discurso da parte dela sobre a forma como actualmente os jovens não sabem comunicar e estão a ser engolidos pela tecnologia. Eu, que já sei que não posso prestar muita atenção sob a pena de ficar irritadíssima, desliguei e pus-me a fazer outras coisas. Ao fim de quinze minutos a discursar sobre o quão bloqueadas emocionalmente são as pessoas que estão sempre agarradas ao telemóvel e não são capazes de estar sozinhas nem de cumprir com as suas responsabilidades e regras de cortesia, o telemóvel da professora toca. Alto. Ela olha para o visor, interrompe o discurso, pede desculpa e atende o telefone ainda dentro da sala, enquanto corre para a porta para ir falar com a pessoa que lhe tinha ligado. O problema do moralismo é, precisamente, este: os telhados de vidro são lixados. Nem vos conto a quantidade de memes gozões que me passaram pela cabeça nem as piadas que os meus colegas fizeram perante tal situação.


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|| 1:56 da tarde

Hoje sonhei que estava num supermercado e, ao olhar para o preço de uma caixa das pastilhas, disse, horrorizada "Bolas! Não vou comprar estas pastilhas, o IVA é altíssimo", ao que a pessoa que estava comigo respondeu que realmente era inimaginável, aquela caixa de pastilhas tinha um IVA muito maior que todas as outras e era uma vergonha. Terminei o sonho a responder-lhe, em japonês (uma das pouquissimas coisas que sei dizer) a frase que corresponde ao nosso "pois, tens razão". A minha vida não pode ser muito interessante, quando em sonhos me dá para sonhar com o IVA das pastilhas. É melhor pôr-me já a rezar por dias mais animados, caso contrário na próxima semana ainda me dá para sonhar com o preço das bolinhas de neve ou dos rebuçados de frutas. 

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Afreudite
segunda-feira, 27 de outubro de 2014 || 7:00 da tarde

Há uns dias, fui com duas amigas ao veterinário, já que o cão de uma delas tinha consulta. À saída, ainda metidas dentro do emaranhado de prédios da zona do parque das nações, vejo um toldo com o nome "Afreudite" e comentei com as minhas amigas. Elas também olharam e criticaram logo o nome, diziam que não fazia sentido nenhum e que era só uma ideia pouco original e completamente estapafúrdia. Eu, que tinha adorado a ideia, já estava a enumerar as razões pelas quais ter um consultório de psicologia e chamar-lhe Afreudite (leia-se qualquer coisa como Afróidite) era uma anedota genial. Até elas se rirem de mim e me dizerem que aquilo não era consultório nenhum, mas sim um restaurante de comida afrodisíaca com um nome mal conseguido. Ups. 

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da apatia
sábado, 25 de outubro de 2014 || 4:52 da tarde

Gostava de ser daquelas pessoas que são capazes de desvalorizar ao máximo as coisas más e, simultaneamente, valorizar imenso as pequenas coisas boas. Sem ironias, gostava mesmo, acho essa atitude absolutamente fantástica. Mas não sou assim, neste caso sou coerente e a coerência saí-me cara. Sou capaz de valorizar o bom que tenho na vida, mas valorizo, em igual proporção o mau. Ou seja, não consigo ficar feliz por ter uma família fantástica, por ter a oportunidade de viajar ou por ter um intelecto que me satisfaz sem me preocupar com o que pode correr mal ou sem sofrer com os obstáculos e com as coisas que não correm tão bem como eu desejaria. Quando sou obrigada a desligar as emoções para sobreviver às coisas menos boas, também perco a capacidade de me entusiasmar com as coisas positivas. Eu sei que a apatia é uma ferramenta de sobrevivência potentíssima, mas às vezes é aborrecido querer ficar entusiasmada com algo e não ser capaz.

 
(toda uma técnica de aligeirar posts menos positivos com fotos de animais fotos)

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coisas que me dizem
quinta-feira, 23 de outubro de 2014 || 4:12 da tarde

- Ana, tu além de seres mesmo gira, és inteligente. Se eu não fosse tua amiga e não tivesse namorado nem decoro, atirava-me a ti. E olha que isto não é o meu lado amigável a falar, é o meu lado lésbico! 


Os melhores elogios são sempre os menos convencionas. Sempre. 

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direitinha para o inferno
terça-feira, 21 de outubro de 2014 || 7:24 da tarde

Dia de greve do metro é, quase sempre, dia de pancada dentro dos autocarros da Carris. Pode dar-se o caso de eu ser uma pessoa com muito azar ou tanta violência ser motivada pelo facto de os autocarros que apanho nestes dias terem que atravessar Chelas de uma ponta à outra, mas é o terceiro dia consecutivo de greve em que assisto a uma cena de pancadaria entre idosos. Depois dos dois velhotes que se espancavam e, entre murros e pontapés, advertiam o outro para ter cuidado com as mazelas das operações que cada um tinha feito, eis que assisto a uma cena de pancadaria no feminino. Duas senhoras pegaram-se à porrada porque, imagine-se, uma empurrou a outra... altamente improvável num autocarro a abarrotar, como é óbvio. Confesso que me ri mais do que uma pessoa com bom senso teria feito, estive ali a dois segundos de chegar às lágrimas, tal era o ridículo da situação. É que enquanto as via ali à batatada a chamar cadela uma à outra, só conseguia imaginar como seria bom ter a cabeça vazia de stress ao ponto de encontrar energia suficiente para me zangar com um empurrão num transporte público. Juro que foi nisto que pensei enquanto via as senhoras a arrancar cabelos uma à outra. Eu tenho dias em que nem olho para cima quando me empurram (90% das vezes nota-se que é sem querer) quanto mais ponderar distribuir estalos e criar discussão por algo tão passageiro. Quando o momento baixo do nosso dia é um autocarro cheio ou atrasado é mesmo muito bom sinal. 



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ser bom é mau?
domingo, 19 de outubro de 2014 || 1:17 da tarde

Acho que toda a gente que leu a saga cresceu a pensar que os Slytherin são maus. Bom, alguns são, mas não posso deixar de reparar que quando passamos para a realidade, a opinião geral é exactamente a mesma. Somos educados para recriminar, ainda que subconscientemente, a auto-confiança e a ambição. A falsa modéstia é incentivada, dizem-nos que parece mal elogiarmo-nos a nós próprios. Se tentamos fazer alguma coisa extra somos olhados de lado, com estranheza. Não falo de extremos, confiança excessiva e mal gerida rapidamente se transforma em arrogância. Fazem-nos sentir que só contamos se os outros nos validarem, se a opinião de terceiros sobre nós for positiva, se fizemos exactamente o que se espera, sem falhas ou desvios. Se sonhamos alto somos convencidos, se não sonhamos somos escumalha. Depois de o mal estar feito, contrapõem que o mais importante é gostarmos de nós próprios e acreditarmos nas nossas capacidades, sendo que o resto virá por acréscimo. O mais importante era não educar as pessoas na cultura da falsa modéstia, o resto das frases feitas são só uma tentativa de reparar erros que a partir de certas idades estão tão enraizados que se tornam complicados de reverter. A mim incomoda-me muito que os bons alunos sejam vistos como alvos a abater e como esquisitóides, que as pessoas bonitas sejam criticadas até à exaustão e que se tenha formado uma espécie de seita de caça ao rico, como se os outros não tivessem direito a ter nada a mais que nós. Faz-me confusão que, enquanto sociedade, queiramos nivelar as coisas desejando que os melhores caiam e não que os piores subam. 


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ainda baby stuff
sexta-feira, 17 de outubro de 2014 || 10:46 da manhã

No sítio onde moro, chegar aos vinte anos sem filhos e sem abortos é a excepção e não a regra. De tal forma que, há uns meses atrás, vieram perguntar-me se era lésbica ou estéril, por nunca ter aparecido grávida. Sim, perguntaram-me isto, no meio da rua, sem motivo aparente. Nem sabia se havia de rir ou de chorar. 


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valha-me-nossa-senhora
quarta-feira, 15 de outubro de 2014 || 9:49 da tarde

O dia de hoje encerra em si um acontecimento tão importante que acho que o vou recordar sempre como a data de um dos marcos da minha vida. Bom, sejamos honestos, não aconteceu coisíssima nenhuma na minha vida, mas o dia de hoje não deixa de assinalar um marco importante. Nasceu um bebé no meu círculo de amigos. A minha primeira amiga grávida teve o filho hoje, à meia noite e cinco. Não somos amigas muuuuuito íntimas, não sinto que acabei de ser tia e não me desfiz em lágrimas, mas estou radiante por ter corrido tudo bem e super entusiasmada para ver o casal e o bebé. Crescemos juntas, partilhámos muitos momentos fantásticos e fomos acompanhando a vida uma da outra desde a primária até hoje. Frequento a casa dela com alguma frequência (é prima do meu melhor amigos e vivem juntos) e sempre simpatizámos uma com a outra. Recentemente passei a admira-la ainda mais por ter mostrado uma coragem enorme ao decidir ter o bebé mesmo quando o namorado se assustou com a novidade e a deixou, mesmo estando a concluir a licenciatura e sabendo que sem mestrado não pode exercer, mesmo não tendo a vida organizada. Entretanto o namorado caiu na razão, pediu-lhe desculpa e assumiu o filho. Pelo que ouvi dizer, transformou-se no pai mais babado das redondezas. É verdade que normalmente não gosto muito de crianças, mas é impossível não simpatizar, à partida, com os filhos dos meus amigos. Estou cheia de vontade de ver o puto crescer e de a ver crescer com ele, como pessoa e como mãe. Quem diria que eu me tornaria lamechas com um assunto destes. 


Acho que entrei, oficialmente, naquela idade em que os meus amigos começam a juntar-se/casar, ter filhos, emigrar e procurar empregos a sério. Juro que nunca me senti tão pequenina como hoje. 

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das séries policiais
domingo, 12 de outubro de 2014 || 2:42 da tarde

A maioria das séries policiais até são giras e, mais do que isso, têm personagens fantásticas e enredos muito interessantes. O problema é que como há tantas séries policiais e a televisão nos bombardeia tanto com elas, eu cheguei a um ponto em que por muito que goste das personagens e queira saber o que lhes acontece, já não sou capaz de acompanhar a série. Chega a uma altura em que todos os crimes são iguais e todas as investigações se conduzem pelos mesmos parâmetros, é quase como ver mil vezes o mesmo episódio. Claro que há algumas que eu gosto mais e que ainda me vão cativando, mas cada vez menos. Ainda assim, vou acompanhando Bones, Perception, Rizzoli and Isles e Castle e pelos episódios que passam no AXN e na Fox quando eu estou em casa sem nada para fazer. E tenho pena, porque há personagens brutais que, na minha opinião, se perdem em séries iguais a outras vinte ou trinta. 

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tia
quinta-feira, 9 de outubro de 2014 || 4:24 da tarde

Hoje fui às compras com a minha família. A certa altura, estavamos numa loja de malas e eu ia comentado quais eram aquelas de que gostava, numa tentativa de decidir qual seria a melhor candidata a trazer para casa. Às tantas, a minha mãe encolheu os ombros e disse-me "Tu tens mesmo gostos de tia. Só não se nota mais porque ainda és nova e não tens o teu próprio dinheiro. Daqui a uns anos, se fores uma pessoa endinheirada, vais ser completamente tia".



A maioria das pessoas ficaria ofendida, mas a verdade é que eu adoro o estilo das pessoas a quem, vulgarmente, se chama "meninos/meninas-bem", por isso, ao ouvir tal comentário até fiquei orgulhosa. 

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o #heforshe também é isto
quarta-feira, 8 de outubro de 2014 || 10:17 da tarde

Uma astronauta Russa prepara-se para, depois de sete anos de treino, ir numa missão para o espaço e, em conferência de imprensa, uma das primeiras coisas que lhe perguntaram foi como é que ela planeava arranjar o cabelo e maquilhar-se, tendo em conta a gravidade zero. Estamos a falar de uma engenheira altamente treinada que está prestes a fazer história e a comunicação social, como sempre, prefere perguntar-lhe sobre os vestidos, as unhas e os penteados, perpetuando a ideia de que as mulheres são só um cabide 3D que calha de se mexer e falar. Os jornalistas que fazem estas perguntas são pessoas, à partida, cultas e com formação superior, que escolhem reforçar comportamentos sexistas e menosprezar a inteligência feminina. É por ser exposta a situações miseráveis como esta, de forma constante, que nunca tive qualquer hesitação em afirmar-me como feminista. Já está a hora de deixarmos de ver o feminismo como um ataque ao sexo masculino e sim como um movimento de luta por direitos e oportunidades iguais, no qual deviam participar ambos os sexos, pois ambos os sexos sairiam beneficiados se houvesse igualdade.  


notícia aqui. Procurei, mas não consegui encontrar uma fonte mais fidedigna, apesar de já ter visto esta notícia noutros sites. 

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depois disto, não sei
segunda-feira, 6 de outubro de 2014 || 8:57 da tarde

Moro num sítio tão pacífico que a Pizza Hut se recusa a entregar pizzas lá, pois sempre que enviam alguém, o coitado do distribuidor acaba por ser assaltado e ficar sem as pizzas, sem o casaco, sem a mota e sem os trocos. É verídico, não estou a inventar.

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
sexta-feira, 3 de outubro de 2014 || 8:14 da tarde

Não sei como é que hei-de dizer isto de uma forma mais suave, portanto, aqui vai: ando a ser perseguida e brutalmente assediada por um fuzileiro. Estão a ver aqueles marines todos musculados e carrancudos que aparecem nos filmes americanos? A besta que anda atrás de mim é do género. Já vos contei muitas histórias caricatas que me vão acontecendo, mas acho que esta é das mais surreais. O rapaz mora no meu bairro desde sempre e nunca olhou para mim por mais que dois segundos, mas de há duas semanas para cá que está sempre ao pé do meu prédio ou junto aos sítios onde eu passo e olha para mim fixamente e sem vergonha. Além de não desviar o olhar e de ter aspecto de quem me quer comer (no sentido vampiresco da coisa...e não só) de uma forma que me perturba imenso, a criatura já me sorriu e piscou o olho...para depois ir observar-me mais um bocado enquanto eu esperava pelo autocarro.

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Não tenho por hábito dar muita importância a estes tarados, mas a situação está a tornar-se seriamente assustadora. Ontem estava no café da minha mãe, que não fica na minha zona de residência nem num sítio particularmente movimentado, e até me engasguei quando vi o carro dele estacionar mesmo em frente à porta. Pensei que estava a sonhar, até fui logo para trás do balcão. O rapaz teve a lata de sair do carro, pedir um café e sentar-se numa mesa a bebe-lo e a olhar para mim. Com a minha mãe ao lado, a franzir o sobrolho. Quando saiu, por pouco não voou pelos degraus abaixo porque em vez de olhar para a frente tinha a cabeça virada para trás, para o canto onde eu estava. Quando cheguei a casa, umas horas depois, lá estava ele com os amigos, numa praceta em frente ao meu prédio. E quando voltei a sair para me encontrar com a minha melhor amiga, vi-o estrategicamente posicionado a meio do caminho. Hoje estive na faculdade o dia quase todo, mas soube que o energúmeno  voltou a passar, de carro, pelo café. Honestamente, não me parece que ele queira fazer-me mal, mas o caso já começa a aborrecer-me bastante. Já tinha ido ter com ele para o mandar à merda, mas além de ter uma expressão carrancuda e uns 100kg só em músculo, o cabrão é fuzileiro! FU-ZI-LEI-RO, com armas a sério, granadas e essas coisas todas assustadoras. Isto é absolutamente surreal, não só tenho um stalker como tinha que ser logo um fuzileiro capaz de me virar ao contrário com dois dedos. 

Não sei porque é que os estúdios de Hollywood ainda não me contactaram para adaptarem a minha vida ao grande ecrã, mas adianto já que não aceito se não me deixarem ser argumentista adjunta e responsável pelos castings. 

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o maravilhoso mundo de se ser (supostamente) adulto
quarta-feira, 1 de outubro de 2014 || 3:05 da tarde


Precisei de resolver um assunto burocrático. Fui ao sítio indicado, disseram-me que não era nada com eles e encaminharam-me para outro departamento. Pedi para marcar uma reunião presencial com o departamento em questão, responderam-me, cinco dias depois, a pedir para explicar o caso por email. Não perceberam nada e, depois de uma semana perdida e quatro mails da minha parte a explicar um assunto confuso que só podia resolver-se presencialmente, lá me disseram "Bom, de facto, acho melhor falarmos". Demoraram uma semana e cinco mails a perceber que quando eu digo que é preciso uma reunião presencial quero dizer que é mesmo preciso um encontro em pessoa e não uma troca de trinta mails em que o assunto não vai ficar explicado. A bufar de descontentamento lá vou para a tal reunião, que foi marcada para uma hora a que eu tinha aulas, apesar de eu ter enviado os horários em que estava disponível. Assunto, aparentemente resolvido, tenho que ir entregar o papel no departamento número um. O mesmo departamento que me disse para ir ao departamento número 2, ao ouvir a minha explicação, diz-me que afinal não era nada com o departamento 1, que afinal tenho que fazer um requerimento para o departamento 3 - administração. Ora, com um documento assinado pelo departamento 2 (o departamento com competências para resolver o problema) vou para casa a bufar ainda mais e resolvo não escrever requerimento nenhum e voltar lá uns dias depois. Atende-me, no departamento 1, uma senhora diferente, que após ouvir a minha explicação consulta a superior em dois minutos e me diz que posso ficar descansada porque o meu assunto de resolve de x forma e que tudo o que tenho que fazer é deixar lá o papel que o departamento 2 me tinha assinado, enumerando as razões pelas quais é assim. Se eu não fosse paranóica e desconfiada corria o risco de ter acreditado e de me ter posto a enviar um requerimento que podia voltar indeferido, para um problema que já tinha sido resolvido. Percebem agora porque é que eu sou pessimista e ando sempre cansada? Isto é uma metáfora para TODOS os assuntos de que tenho que tratar. TODOS, sem excepção, envolvem esta dança das cadeiras. 

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