Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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“Home is Where the ♥ is”
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o pirata
domingo, 31 de agosto de 2014 || 9:28 da tarde

Quando andava no básico, eu e vários outros colegas morávamos muito perto da escola. O avô de uma das minhas colegas ficou conhecido por "o pirata", porque ia para a janela da sua casa, fechava os estores quase até ao fim e passava intervalos inteiros de binóculos apontados ao pátio da frente da nossa escola, na esperança de espiar a neta. Levava isto à loucura só para a ver com rapazes para, mais tarde, lhe chatear a cabeça em casa e lhe dar grandes sermões sobre manter a distância e fugir a sete pés de eventuais namorados. O homem chegou ao cúmulo de me ver na rua e de me dizer para não ir para uma mata que há ao pé da nossa casa, porque havia lá elementos do sexo masculino e isso não era seguro (vão para lá famílias passear com bebés, vejam lá vocês o nível de insegurança do parque). 

Conseguem adivinhar quem foi a primeira, de todas as minhas colegas, a ter namorado a sério? Pois. Conseguem adivinhar quem foi a primeira a perder a virgindade? Pois. Conseguem adivinhar quem é/foi a única que praticou sexo desprotegido e se arriscou a engravidar aos 14 anos? Pois. Conseguem adivinhar quem é que teve mais drama na sua vida por causa do sexo oposto? Pois. Cada vez me convenço mais que controlo excessivo tem o efeito contrário ao desejado.


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eu evito falar neste tema, mas eventualmente...
sábado, 30 de agosto de 2014 || 11:58 da manhã

Em 2004, vi o Cristiano Ronaldo jogar, num dos jogos do Euro 2004, e decidi que adorava aquele miúdo. Estava no norte, em casa de uns amigos e só tive tempo de ver vinte minutos do jogo. Chegou para perceber que aquele rapaz escanzelado era o melhor e que ainda ia ouvir falar dele. Não me perguntem como, porque também não sei. Cheguei a casa e pesquisei sobre ele. Não obsessivamente, mas sempre com naturalidade e calma. Passados uns meses, ele tinha-se tornado o meu ídolo. De forma segura e sem sobra para dúvidas, era uma das pessoas que eu mais admirava profissional e pessoalmente. Como é óbvio, ninguém aceitou bem esta minha empatia, disseram-me mil vezes que ia passar, que daí a dois ou três anos já não me ia lembrar dele, que não percebiam como é que uma rapariga inteligente gostava tanto de uma pessoa tão burra, que isso era uma idiotice de quem tinha, apenas, dez anos. Até aos meus quinze anos tive que ouvir estas e outras barbaridades sempre que se tocava no assunto Cristiano Ronaldo. E eu sem compreender muito bem como é que os outros não viam o que eu via: um rapaz ambicioso quase ao ponto da loucura, uma confiança e uma auto-segurança raras até em adultos de meia idade extremamente bem sucedidos, um coração generoso, uma boa disposição enormes e uma grande certeza de quem era e de quem queria ser. Não me importava que ele desse erros em todas as línguas que falava, que tivesse um sentido de estilo ligeiramente desajustado ou que fizesse alguns disparates. Ainda hoje digo que conheço muito poucas pessoas que tenham lidado tão bem com o mediatismo como ele. E dessas poucas pessoas que conheço, ainda mais raras são as que tiveram tanto mediatismo como ele, tão jovens e tão vertiginosamente. Não me importava com nada disso, porque tudo o que eu via era alguém hiper-profssional e empenhado em ser o melhor pelo trabalho, sem rebaixar ninguém para chegar ao topo e isso é algo que eu aprecio e acho que sempre apreciarei. 

Hoje em dia muito mais pessoas me compreendem, porque também ele cresceu e aprendeu a exprimir-se melhor, os anos de exposição foram amaciando alguns corações. Ganhou milhões de admirados pelo mundo. Outros nunca vão gostar dele, vão sempre acha-lo arrogante. Não se pode fazer nada, temos o direito de não gostar dos outros, de não ser compatíveis. Há uns dias, quando soube que foi ele quem se dirigiu à Judite de Sousa e se ofereceu para dar uma entrevista exclusiva, de forma a ajuda-la a voltar ao activo depois da tragédia que lhe aconteceu, tive, mais uma vez, muito orgulho nele. E, perdoem-me a arrogância, também em mim, por saber que aos dez anos já sabia escolher pessoas como deve de ser para admirar. 

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palavras que podiam ser minhas
sexta-feira, 29 de agosto de 2014 || 9:59 da manhã

"quando me mentem com qualidade, aprecio o engenho. quando me mentem e sabem que sei que mentem, aprecio a coragem. quando me mentem por piedade, repenso as relações. tenho estômago para tudo isso. não tenho afinidade com os cordeiros, foge-me toda para os lobos, mas respeito todos, excepto os metamorfos. metamorfos são pseudo lobos a tentar balir. não tenho estômago para metamorfos."

- Escrito pela Pê, no seu de jardins vivo, de jardins morro

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terça-feira, 26 de agosto de 2014 || 11:48 da manhã

Sabem de que é que eu gostava mesmo? (Bom, para além de que as pessoas deixassem de soltar gases ao meu lado) De ter um problema, telefonar para o sítio adequado para o resolver e de o ver resolvido com o primeiro e único telefonema. Ou, na loucura, de me dirigir ao sítio indicado e de não ter que voltar para trás, depois de três horas de espera, porque faltava um papel qualquer que, como é óbvio, não estava listado como necessário. Ontem lá fui eu, depois de me terem desligado o telefone a meio da primeira chamada com a desculpa do "aguarde só um minuto". Sim, estavam a meio de resolver o meu problema, quando decidiram que já não lhes apetecia e desligaram-me o telefone na cara. Já irritada, desloquei-me ao local, onde a senhora do atendimento me disse, com uma cara celestial "ooooooh, mas isso era tão simples de resolver, não precisava de ter vindo aqui, as minhas colegas podiam ter-lhe dito isso ao telefone". Quando lhe relembrei que as colegas me tinham desligado o telefone na cara, a funcionária disse que eu, certamente, tinha percebido mal. Certamente, certamente não sou capaz de perceber quando me desligam a chamada. Certamente não deixarei passar esta situação. Certamente vai chegar uma reclamação ao departamento. 

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
domingo, 24 de agosto de 2014 || 9:46 da tarde

Quem me lê há, pelo menos, dois anos, sabe que em 2012 estive em Auschwitz. Também se devem lembrar que, assim que a guia disse que íamos fazer um minuto de silêncio enquanto estivéssemos nas câmaras de gás para honrar as vítimas do holocausto, alguém do meu grupo se peidou muito alto, mesmo ao meu lado e eu passei a visita às câmaras com a cara escondida dentro da camisola, a rir o mais baixo que conseguia. Caramba, eu não quero ser uma cabra, mas olhar à volta e perceber que MAIS NINGUÉM tinha ouvido foi hilariante. 

Este ano, estava eu num dos panteões de Itália, com um frade simpatiquíssimo a fazer uma visita guiada, quando uma senhora faz questão de atravessar o espaço em que o nosso grupo estava concentrado, para ir parar exactamente à minha frente e peidar-se alto o suficiente para eu e a minha mãe a ouvirmos. A sensação de deja vu foi tanta que nos primeiros segundos não sabia se havia de rir ou de chorar, mas assim que a minha mãe olha para trás com uma cara muito chocada e foca o olhar em mim para ver se eu também tinha ouvido, desatamos as duas a rir o mais baixo que conseguíamos. Durante o resto do dia não podia olhar nem para a minha mãe, nem para a senhora, sob a pena de me rir histericamente durante os minutos seguintes. O problema é que dois dias depois fomos visitar umas catacumbas, numa outra cidade. A senhora ia à minha frente nas escadas e ainda não tínhamos descido um lance completo de degraus quando ela se peida outra vez. Desta vez eu não podia fugir porque estava, literalmente, num corredor apertadíssimo que desembocava nas catacumbas. Claro que fiquei indignada, mas os nervos dão-me vontade de rir e, mais uma vez, lá fui eu a rir que nem uma perdida, a pensar na má sorte que tenho SEMPRE e na falta de educação das pessoas. 


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post de gaja
sexta-feira, 22 de agosto de 2014 || 4:32 da tarde

Comprei uma camisola com a mensagem "Today I'm going to be awesome", naquela de me convencer a mim própria antes de tentar convencer os outros. Devo estar a fazer qualquer coisa bem, uma vez que as minhas amigas dizem que é a minha cara. 

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problemas de primeiro mundo
quinta-feira, 21 de agosto de 2014 || 11:28 da manhã

Tenho um problema muito grave com Suits. Quando começo a ver nunca mais consigo parar, é doentio. E as cenas entre o Harvey e a Donna? E a sassyness? E o guarda roupa perfeito. A única coisa que me consegue parar momentaneamente é o facto de ainda ter a imagem do rabo do Louis coberto de lama na minha cabeça.

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pronto, já disse!
quarta-feira, 20 de agosto de 2014 || 3:19 da tarde

A comida croata é mil vezes melhor do que a comida italiana. Vocês sabem que eu sou uma amante incondicional de Itália e da sua comida (entre outras coisas maravilhosas), mas não há espaço para dúvidas quando, após cinco dias em Itália, chego à Herzegovina (parte da Bósnia onde são católicos e por isso se consideram croatas) e quase choro de alegria ao comer as primeiras refeições. Eles cozinham como nós, gente. Carne, legumes aos molhos, sopas, batatas, massas e arrozes, refogados sem serem nojentos, saladas mil, pizzas, bolos bons, gelados e todas as coisas boas que nós apreciamos aqui em Portugal, feitas de formas que deixam a comida a saber ainda melhor. Desconfio que têm unicórnios escondidos nas cozinhas a espirrar para a comida, não encontro outra explicação. 

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este post não contém histórias sobre a beleza interior das pessoas com quem me cruzei!
terça-feira, 19 de agosto de 2014 || 5:47 da tarde

A quantidade de pessoas bonitas que vi nestas férias é assustadora. Comecei logo com uma tripulação lindíssima ao ponto de serem todos estonteantes. Claro que os sorrisos e os fatos com um bom corte fazem milagres. Não conheço nenhum homem que fique desfavorecido dentro de um fato. Acontece o mesmo para as mulheres, obviamente. Itália foi o paraíso que já se esperava, desde homens de fato, betinhos, mulheres magníficas e impecavelmente arranjadas, senhoras que conseguem a proeza de andar de vespa de vestido e chegarem ao fim da viagem compostas, guias turísticos deslumbrantes, freiras lindas e turistas cheios de estilo. Na Croácia/Bósnia vivem alguns dos homens mais bonitos do planeta, não percebo como é que demorei tanto tempo a perceber que os morenos de olhos claros são um paraíso na terra. São belos de uma forma simples, mas infalível. Caramba, o motorista do meu grupo tinha perto de sessenta anos, uns olhos azuis tão profundos (eu não costumo gostar de olhos azuis) e uma cara tão simpática que eu arranjava desculpas para falar com o senhor, só para poder admirar aquele rosto perfeito durante uns segundos. Sem pensamentos perversos ou romantico-pirosos, o homem tem idade para ser meu avô, olhava para ele como quem olha para uma obra de arte. Entretanto cheguei a casa e ainda só vi chungas com calças de fato treino cinzentas-ranhosas, mangas cavas, raparigas com calções que deixam ver o rabo e tops que deixam as alças do sutien à mostra. Estas primeiras horas de adaptação estão a ser duras. 


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Dia 6
sexta-feira, 15 de agosto de 2014 || 3:08 da tarde

Depois de Florença seguiram-se Siena, Assis e Roma. Assis é um local pequeno e muito ligado à religião, mas ainda assim lindíssimo, com umas paisagens de cortar a respiração. Siena não podia ser mais diferente do que aquilo que eu imaginara, mas confesso que a cidade tem um ambiente tão bom (especialmente esta semana, em vésperas do Pálio) que não fiquei desiludida. Quanto a Roma, não é segredo nenhum que é a minha cidade favorita e que deliro de felicidade sempre que lá vou. Desta vez ainda consegui conhecer uma série de sitios novos, apesar de só ter ficado na capital 2 dias.

Ontem rumámos a sul, visitámos duas cidadezinhas perto da costa este é apanhamos um barco, de modo afazer a travesia para a Croácia. Não gosto particularmente de dormir a bordo, mas o ambiente estava espectacular, a noite bastante agradável e a paisagem tão linda que nem me importei muito com o baloiçar e a sensação de tontura. Hoje de manhã visitei Dubrovnik. Já lá tinha ido algumas vezes mas nunca tinha encontrado o mar tão bonito nem uma manhã tão luminosa. Agora já cheguei à Bósnia, onde vou ficar os próximos dias...e bem preciso de acalmar e descansar, isto de dormir 5/6 horas por noite não é para mim.

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Dia 1
domingo, 10 de agosto de 2014 || 10:28 da tarde

Bastou uma tarde em Florença para me apaixonar pela cidade. Amanhã ainda vou ter a oportunidade de conhecer mais recantos e locais emblemáticos, mas aquilo que vi foi o suficiente para me fazer perceber que Roma continua a ser a minha favorita. Ainda assim, Florença não deixa de um ser dos sítios mais bonitos que já tive a sorte de visitar e eu estou a adorar e apeoveitar cada segundo. Itália é mesmo maravilhosa de uma ponta à outra.

Claro que nos entretantos já me meti em perípécias... e desta vez envolveram quedas ( não minhas) e visitas clandestinas a zonas privadas de um dos panteões na companhia de um padre giro e bem dispostíssimo. Mas isto é matéria para outro post, quando regressar a casa.

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sábado, 9 de agosto de 2014 || 3:31 da tarde

A partir de amanhã e durante 9 dias não vou estar em Portugal e, como tal, não vou poder actualizar o blog com frequência. Vou fazer uma mini tour por três países da Europa. Já visitei os três e estou indubitavelmente apaixonada por todos, por isso estou entusiasmadíssima. Não vou dizer já por onde vou passar, até porque pretendo falar mais detalhadamente da viagem quando regressar. Desta vez não quis deixar posts agendados como fiz no último ano, prefiro ir fazendo actualizações durante a viagem. Também vou publicar imensas fotografias no instagram, por isso quem me seguir fique atento. Quem não me seguir e tiver instagram também pode deixar a sua conta na caixa de comentários para eu seguir. (como não é uma conta especial para o blog e sim uma pessoal - apesar de eu quase nunca publicar fotos em que mostre a cara - prefiro não deixar o link para o meu instagram aqui perdido para qualquer pessoa o encontrar). 

Espero que tenham a oportunidade de se divertir muito nestes dias e que quando eu voltar a blogosfera esteja cheia de novidades :)

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
quinta-feira, 7 de agosto de 2014 || 12:04 da tarde

Ainda a propósito da noite no restaurante brasileiro, quando me meti no carro para vir embora vinha cansadíssima e só conseguia pensar na minha cama. Mal cheguei ao prédio onde moro, apanhei um susto de morte. Noite cerrada, tudo em silêncio e assim que eu ponho um pé no corredor que dá para a minha casa, oiço o estrondo de uma porta a fechar. Claro que dei meia volta e fui esperar que a minha mãe e a minha tia acabassem de subir as escadas. Não sei se já falei disso, mas os meus vizinhos do lado são selvagens e um deles é completamente maluco (diagnosticado!) por isso, como imaginam, a última coisa que me apetecia era cruzar-me com ele num corredor às escuras. Esperei por elas e felizmente quando chegámos ao corredor não estava lá ninguém, apesar de conseguir ouvir os meus vizinhos a discutir e o maluco a rir histericamente. Mas claro que comigo as coisas não podiam ser simples. Quando tentamos abrir a porta, percebemos que o meu avô compreendeu tudo mal e julgou que não dormíamos em casa. Tinha posto a chave na porta, para impedir que esta fosse aberta pelo exterior. Batemos à porta e nada, os meus avós não acordavam. Foi preciso eu desatar aos pontapés e a minha mãe telefonar para o  telefone fixo para ele nos ir abrir a porta. Passaram uns dez minutos neste cenário, nós as três às escuras aos socos à porta e a ouvir os gritos dos meus vizinhos intercalados com gargalhadas maníacas. E sim, eles escolhem sempre o período entre a 1 e as 5h da manhã para gritarem uns com os outros. 

(daqui)

Passados quinze minutos, já estávamos todos na cama, quando ouvimos barulho na cozinha. Inicialmente ignorei, mas uma série de tabuleiros caíram ao chão e fizeram imenso barulho, por isso tivemos que nos levantar todos novamente. Eu e a minha mãe pensámos logo que o nosso vizinho tinha perdido o pouco juízo que lhe restava e estava a tentar entrar na nossa casa pela janela da cozinha (as cozinhas ficam lado a lado). Nunca aconteceu nada do género, mas já assisti a situações tão caricatas com as pessoas que vivem no meu andar que sinceramente não me espantava. Felizmente, o meu avô tinha deixado os tabuleiros mal arrumados e eles caíram todos do armário para o chão sem a interferência de ninguém. Claro que a esta altura já eu me ria à gargalhada e a minha mãe olhava para mim com vontade de me dar um carolo por achar piada às pequenas desgraças do quotidiano.

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram (especial brasileiro)
terça-feira, 5 de agosto de 2014 || 2:37 da tarde

Este Sábado fui sair com a minha família e um casal amigo. Ambos brasileiros, levaram-nos a um restaurante típico onde ele canta e toca viola todos os sábados. A partir das onze da noite ficámos só nós e um grupo de 30 pessoas, todas brasileiras. Já estavam todos alegres e mesmo assim as bebidas não paravam de chegar à mesa deles. Lá para a meia noite e meia, percebi que ainda íamos demorar muito até poder sair dali e, para me entreter, pedi uma caipirinha. Erro. Para começar, já não bebia alcool há imenso tempo, ao que se junta o facto de a bebida estar muito forte, ser servida num copo maior do que o normal e eu a ter bebido quase de penalti, tal era o calor que estava dentro do restaurante, com toda a gente a cantar e a gritar. Claro que dez minutos depois fiquei com a cabeça a andar à roda e comecei a ver as coisas ligeiramente desfocadas. Tirando isso estava tudo bem, não cheguei sequer a ficar alegre.

Decidi sair do restaurante e ir apanhar ar, perdida de riso por ter ficado assim só com uma caipirinha, algo que nunca me tinha acontecido. Depois de cinco minutos, regressei ao meu lugar. A questão é que quando entro, está tudo a meia-luz, com um rapaz no palco, ajoelhado, a pedir a namorada em casamento. Quando saí estavam todos a gritar músicas animadas e a dançar e quando volto já estão velas acesas, luzes apagadas e declarações de amor a voar. Confesso que me sentei no meu canto e por uns segundos ainda pensei que a bebida estava mais forte do que aquilo que eu tinha pensado e que afinal estava completamente bêbeda e a delirar, mas felizmente não. Escusado será dizer que passei o pedido de casamento todo a rir-me do meu pensamento e que me ri ainda mais quando uma das amigas da noiva foi ao palco discursar, claramente bêbeda, aconselhando toda a gente a beber para esquecer, mesmo quando se tinha filhos pequenos, como ela. (Enquanto discursava, o filho mais novo caiu e bateu com a cara, mas ninguém do grupo de apercebeu e foi a minha mãe que apanhou a criança do chão)


Quanto ao resto da noite, a tontura passou depressa e eu dei por mim num comboio humano com vinte pessoas que não conhecia de lado nenhum, a cantar músicas tradicionais brasileiras. Por volta das duas da manhã, os donos do restaurante tiveram que empurrar os convidados todos para fora, sob a pena de ficarem lá até ao nascer do sol. 

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ainda das séries em dia (e continuando a roubar o nome da rubrica à pê)
sábado, 2 de agosto de 2014 || 2:13 da tarde

Não há programa mais viciante do que Shark Tank. E o que eu vibro com aquilo? O vício é tanto que já consigo prever os comportamentos e as respostas dos diferentes tubarões face às várias propostas de negócios. Estou a uma temporada de merecer equivalência a um mestrado em capitalismo de risco. E antes que perguntem, os meus tubarões favoritos são, obviamente, o Robert (tinha que ser croata!) e a Barbara, apesar de apreciar o Mark Cuban ocasionalmente. 


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das coisas estranhíssimas
sexta-feira, 1 de agosto de 2014 || 1:18 da tarde

Apesar de alguns dos meus amigos acharem o contrário, até gosto de animais. Gosto ainda mais quando estes pertencem a pessoas que adoro, o que me permite ganhar confiança com o animal e ir conhecendo os seus traços de personalidade e as suas brincadeiras favoritas. De todos os animais domésticos, arrisco-me a dizer que os meus favoritos são os cães, especialmente quando falamos de Pastores Alemães, Labradores ou Dalmatas. Dito isto, muito raramente tenho nojo de um cão e nunca me tinha acontecido sentir repulsa pelo animal de um dos meus amigos. Até há uns meses. Não sei muito bem porquê, mas tenho um nojo inexplicável do cão de uma pessoa que me é muito próxima. Assim que o vi pela primeira vez senti repulsa e até hoje ainda não passou. A culpa não é nem minha, nem do cão, uma vez que este até é super meigo e sempre foi querido para mim, mas é algo que tenho alguma dificuldade em ultrapassar. Se geralmente me farto de fazer festas aos animais dos meus amigos, com este até estremeço quando ele põe o focinho no meu colo ou me salta para cima. Adorava mudar isto e sentir-me confortável junto a ele, juro que adorava, mas por muito que tente é algo que não tenho conseguido mudar. 



[antes que me atirem pedras e denunciem às autoridades, deixem-me esclarecer que não faço mal nenhum ao cão e que também me acontece não simpatizar com pessoas, ok?]

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