Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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das séries em dia (sim, estou a citar a pê)
quarta-feira, 30 de julho de 2014 || 5:35 da tarde

Geralmente aproveito o Verão para ver ainda mais séries do que o costume. Como as séries que acompanho com mais regularidade estão em pausa entre temporadas, acabo por descobrir novas séries que passo a adorar. Duas das minhas descobertas dos últimos meses foram Orange is the New Black e Suits. A primeira passa-se num estabelecimento prisional feminino, nos Estados Unidos. Nunca pensei que fosse gostar, uma vez que o ambiente nas prisões costuma ser retratado de forma muito tensa e violenta, mas a série surpreendeu-me logo no primeiro episódio. Não só não é nada aborrecida, como não há violência gratuita. Acabei por simpatizar com várias personagens e, pela primeira vez, pôs-me a pensar sobre aquilo que é passar pela experiência de estar preso (apesar de eu ter noção que a ficção se afasta muito da realidade). Acho engraçado ver as coisas pela perspectiva das reclusas, não é um ponto de vista retratado com frequência. Claro que simpatizo com elas porque a maioria das personagens está presa por tráfico de droga, confesso que teria mais problemas em sentir empatia por personagens que tivessem sido presas por matar ou violar. 



Suits é outra série que eu nunca pensei vir a ver. Mas como ouvi tanta gente dizer maravilhas acabei por experimentar e agora estou completamente viciada. Nunca vi uma série com tanta gente tão sassy e fierce. A maioria das personagens destaca-se pelo bom gosto, pela eficiência e pela capacidade argumentativa, o que torna a área do direito administrativo (que poderia, à partida, tornar-se aborrecida) muito mais interessante. Além de me rir imenso com o gozo que uma das personagens principais dá a toda a gente que o rodeia, ainda vou aprendendo umas coisinhas úteis ligadas não só ao direito administrativo mas também a todas as outras áreas de direito, incluindo direitos fundamentais que desconhecia que tivéssemos.

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das pessoas que eu conheço
segunda-feira, 28 de julho de 2014 || 11:16 da manhã

Acho curioso (no sentido positivo) que todos os padres que eu conheço tenham histórias tão mirabolantes. Não sei se são todos assim ou só aqueles com quem me cruzo, mas é com cada história de rebeldia que até me custa não rir. Um andou enrolado com a professora de geografia, acabou com ela para se comprometer com uma outra rapariga e terminou a relação com esta segunda porque percebeu, subitamente que queria ir para o seminário. Entretanto a meio do seminário namorou com outra até ao mes anterior à ordenação. Outro era super rebelde e passava o dia a fumar ganzas. Decidiu que ia para padre numa noite em que estava tão pedrado que mal conseguia falar e hoje tem umas cinco ou seis casas que ajudam outras pessoas a largar o vício. Outro era professor de educação física e já exercia a profissão quando decidiu ir para o seminário, o pai andou dois anos em negação e faltou à primeira missa do filho e tudo e agora viaja com ele pelo mundo enquanto este lança livros e dá missas para milhões de pessoas. Também a minha mãe tem um amigo que nunca ia à igreja, mas quando o papa João Paulo II veio a Portugal foi ver uma missa dele e no mês seguinte entrou para o seminário. É com cada história que eu até fico com os olhos arregalados. 

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Descobri uma coisa giríssima (e provavelmente ilegal)
domingo, 27 de julho de 2014 || 1:40 da tarde

Quando precisamos de fazer uma reclamação ou resolver algum problema num serviço e o funcionário não está para se aborrecer e nos responde coisas como "não sei e o responsável não está cá", "pois, o meu colega disse isso, mas é tudo muito subjectivo" ou "esse problema não é da nossa área, tem que se dirigir a sítio x", se, no desespero, optarmos por citar um artigo e uma alinea completamente aleatórios do código da respectiva área, o funcionário não só fica intimidado por pensar que somos advogados lhe podemos causar problemas legais, como não vai confirmar o artigo que citámos. Miraculosamente aparece logo uma solução, um responsável que nos possa ajudar ou alguém que se comprometa a ir reunir informações.



Claro que não convém fazer isto, há formas mais educadas menos agressivas de resolver as coisas, mas quando tudo o resto falha e até sabemos que temos direito a determinado tipo de atendimento e que os nossos problemas não estão a ser resolvidos por comodismo é uma estratégia surpreendentemente eficaz. 

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
quinta-feira, 24 de julho de 2014 || 5:09 da tarde

Hoje, enquanto esperava pelo autocarro, uma rapariga que mora no meu bairro veio ter comigo e do nada iniciou uma conversa. Andamos na mesma escola básica, mas ela é três anos mais velha que eu e os nossos grupos de amigos não se relacionavam. Conhecemo-nos de vista mas nunca nos falamos nem mostrámos qualquer intenção de o fazer. Hoje veio falar comigo como se fossemos amigas, sentou-se quase ao meu colo no autocarro (era um lugar de 1 pessoa e meia, quando podíamos ter ido para um conjunto de dois lugares) e juro que em 15 minutos me contou a vida toda. Pormenores do namorado, doenças da família, passado, presente e futuro. Eu já estava com uma vontade de rir descomunal, porque a situação foi mesmo estranha e um bocado despropositada, mas ela continuava a falar comigo como se fossemos amigas íntimas e a acrescentar "pois, mas nós já nos conhecemos há tanto tempo que eu não tenho problemas em falar contigo". Acho que a certa altura até comecei a transpirar de tanto esforço que ia a fazer para não esbugalhar os olhos. A parte mais assustadora foi que a certa altura ela me diz "devias ter ido à feira de artesanato procurar trabalho. Numa semana ganhavas 150 euros e já tinhas dinheiro para o Verão" como se tivéssemos discutido o tema antes ou eu lhe tivesse dito que tinha falta ou fartura de dinheiro. 


Quando chegámos ao nosso destino ainda disse que devíamos ir tomar um café e como eu tinha 25 minutos até ao meu compromisso lá fui com ela. Não é que no fim a rapariga não só me paga o café porque, repete "conhecemo-nos há tanto tempo" como ainda me leva a ver uma loja e me pede opiniões em relação à roupa que já comprou e quer comprar. Ela foi muito simpática e claro que fiquei conte por ter conhecido alguém novo e querido, mas foi só das situações mais caricatas da minha vida (e eu vivo muitas!). Nunca trocámos um "bom dia" na vida e ela a insistir que nos conhecíamos há séculos. Leitores, devo lembrar-vos que sou uma pessoa que reage ao nervosismo sentindo uma vontade enorme de rir nas situações mais despropositadas.

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quarta-feira, 23 de julho de 2014 || 11:48 da manhã

No início de Julho o meu computador avariou e, como ainda está dentro da garantia, apressei-me a deixá-lo na loja onde o comprei, para ser arranjado. Recebo hoje o relatório e a proposta de orçamento, directamente vinda de uma das lojas de multimédia e cultura mais bem sucedidas em Portugal (e cujo nome não posso escarrapachar aqui sob a pena de eles verem isto e me processarem por difamação). Ora, na altura o computador pôs-se a fazer aqueles arranques de resolução de problemas no disco e a coisa nunca passava daí, ou seja, nunca conseguia arrancar com o windows porque os problemas não eram resolvidos. Ainda o usei durante dois dias, tanto ligado à corrente eléctrica como alimentado apenas pela bateria, porque tinha esperança que se deixasse correr o sistema de reparação de problemas do disco o problema ficasse resolvido. Hoje, no relatório, dizem-me que, entre outros problemas (que não especificam) vão ter que substituir a bateria, que está rachada. E é aqui que as coisas ficam muito engraçadas, assim ao nível de país do terceiro mundo. As baterias são o único item que não é coberto pela garantia e a minha bateria não está rachada nem precisa de substituição porque 1)estive com ela não mão no dia em que o levei à loja e estava em bom estado e sem rachas  (sim, por acaso reparei nisso, podia nem ter olhado para a dita cuja 2) usei o computador durante dois dias e ela funcionou bem. 


A loja em questão chegou ao ponto triste de me mandar fotos de uma bateria igual à minha, com uma racha enorme ao meio. Não sei que possibilidade é mais triste, se a de terem andado à mocada à minha bateria se a infantilidade de terem andado à procura de uma que estivesse, de facto, estragada. E assim recebo um orçamento de oitenta euros, por uma peça que está boa (e sem a reparação dela a loja não vai fazer as outras reparações que custam uns bons 400 ou 500 euros), com o computador dentro da garantia. A sério, eu até percebo que queiram ser sacanas e meter dinheiro ao bolso, mas não caiam no ridículo ao inventar avarias que não são plausíveis nem para um utilizador, quanto mais para um informático. Esta mania de pensarem que os outros são estúpidos....

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[private post]
domingo, 20 de julho de 2014 || 3:06 da tarde

Ensinam-nos História, Literatura, Matemática, Biologia e Física. Até nos tentam ensinar como se colocam preservativos e como se previnem as DST. Explicam-nos os efeitos das drogas e do álcool no sistema humano, as legalidades e ilegalidades, os símbolos químicos e os números negativos. Ensinaram-nos tanta coisa, passei milhares de horas a ouvir palestras e aulas ao lado deles, mas nada, absolutamente nada do que me disseram ao longo destes últimos 20 anos de vida me podia preparar para lidar com a auto-destruição dos meus melhores amigos. Dizem-nos que não se viram as costas àqueles que mais amamos, mas nunca nos contam o quão difícil é ficar e ver as pessoas com quem passamos os melhores momentos da nossa vida reduzirem-se a sombras daquilo que foram, por vontade própria e sem nos deixarem ajudar.

Principalmente, ensinam-nos quase tudo, mas nunca ninguém nos diz que mesmo quando transbordamos de pena, vergonha, frustração, desilusão ou preocupação, nunca deixamos de amar os nossos amigos com todo o nosso coração e que é isso que faz com que custe tanto. Amamo-los por aquilo que foram, por aquilo que ainda são e, mais do que tudo, por aquilo que fomos todos juntos e podíamos continuar a ser, se não fossem as casualidades, os efeitos colaterais, a auto-destruição e os limites da paciência e da disponibilidade humanas. Preparam-nos para tudo menos para a eventualidade de não podermos salvar as pessoas de quem mais gostamos delas próprias.


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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
quinta-feira, 17 de julho de 2014 || 11:22 da tarde

O ponto alto do meu dia foi conhecer um prostituto que só participa em threesomes e orgias chiques, geralmente na linha de Cascais. Eu ouvia avidamente as histórias das suas noites, as preferências dos clientes, como é que o negócio funcionava, como foram os dois anos em que esteve preso por tráfico de droga, como é que tinha conhecido as duas prostitutas com quem geralmente trabalhava e  coisas que tais. Enquanto isso, a minha mãe, ao meu lado, fazia uma cara chocada e lutava contra a vontade de pegar no terço e rezar quinhentas avé marias. Até o homem se riu da cara de surpresa dela e lhe disse que era muito ingénua por nunca ter desconfiado. Mais um dia normal na minha vida, portanto.



[Antes que me perguntem porque é que eu estava a ouvir histórias de prostituição e fetishismo ao lado da minha mãe, deixem-me explicar-vos que o senhor é cliente habitual do café e até se dá bastante bem com a minha mãe, daí ter partilhado estes detalhes íntimos connosco. A única diferença é que eu já o tinha topado há meses e estava morta de curiosidade, enquanto a minha mãe, ingénua como é, nunca tinha percebido]

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rio ou choro?
terça-feira, 15 de julho de 2014 || 1:46 da tarde

Ontem tentaram dizer-me que não era normal/legitimo eu não querer ir sair porque não me sentia segura a voltar sozinha às 00:30h, num autocarro que passa por Chelas e por outras zonas menos pacíficas da cidade e que nem sempre é muito bem frequentado. Podia dizer muitas coisas sobre tudo o que está errado na frase, sobre o quão pouco medrosa sou mas o quanto prezo a minha segurança ou sobre o valor de se ser pragmático e de avaliar os riscos e as possíveis recompensas que podemos retirar das situações. Até vos podia explicar que são amigos com quem consigo estar noutras alturas, que vivem perto de mim e que não podia voltar de taxi nem arranjar boleia, mas acho que tudo isso é desnecessário. Mesmo que a primeira frase fosse só "ontem tentaram dizer-me que não era legítimo eu sentir-me", continuava a ser errada e injusta. Se há tema no qual eu batalho, é neste, na questão de termos legitimidade de nos sentir bem, mal, inseguros, desprotegidos, motivados ou cansados. A ideia de que os nossos sentimentos só são legítimos quando partilhados ou validados por outros incomoda-me bastante.


O que me aborreceu não foi a desvalorização da minha segurança, foi mesmo a ideia de que eu era um tanto mimada por não querer correr riscos desnecessários e o facto de terem questionado o meu julgamento por acharem que a minha razão não era suficientemente válida. O que eu sei é que não faço isto aos outros. Vivo perto de Chelas há vinte anos e nunca fui assaltada, mas lá está, também nunca me meti autocarros que passam em zonas complicadas quase à uma da manhã.

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medos parvos e momentos de coragem inexplicável (não há uma citação toda delicodoce assim?)
domingo, 13 de julho de 2014 || 9:11 da tarde

Eu sou aquela pessoa que, em caso de necessidade, pontapeia homens na rua ou responde a comentários ordinários em vez de os ignorar. Sou aquela pessoa que vê um pastor alemão e faz "awww" ou vai para concertos completamente sozinha às dez da manhã porque não arranjou companhia. Infelizmente também sou aquela pessoa que vê o chihuahua ou o caniche dos vizinhos e até trepa as paredes com medo. Vá-se lá perceber.


Em minha defesa, tenho a dizer que o caniche já mordeu a minha mãe e o meu avô e só não me mordeu também porque eu lhe dei com um saco de compras no focinho. O chihuahua já veio atrás de mim e quando me queixei ao dono ele respondeu-me que não precisava de ter medo porque o cão era tão pequeno que nem tinha dentes. 

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
sábado, 12 de julho de 2014 || 10:38 da tarde

Despedir-me de um rapaz que não conheço assim tão bem com "Obrigada! Graças a ti vou dormir muito melhor" e só perceber que a frase soou muuuuuuito mal quando toda a gente olha para mim e desata a rir à gargalhada. Felizmente o rapaz não levou nada a mal e até se riu, mas eu não me safei de me meter noutra situação constrangedora sem querer.



(Ele fez-me uma massagem. Comigo completamente vestida e ao lado de outras pessoas)

Adenda: hoje cheguei ao pé dele e depois de o cumprimentar queixei-me "opá, ontem deixaste-me toda partida". Acabamos todos a rir.

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
quinta-feira, 10 de julho de 2014 || 2:25 da tarde

Quando oiço as pessoas dizerem que esta geração de crianças será a pior que já existiu só consigo lembrar-me que quando tinha 14 anos, a minha escola promoveu uma sessão de esclarecimento sobre sexo seguro e prevenção de DST e que não só obrigaram uma colega minha a segurar um dildo gigante à frente de toda a gente enquanto um outro colega colocava lá um preservativo XXL, como no fim me pediram para ficar à porta com uma caixa com preservativos grátis para distribuir um a cada aluno. Correu tudo muito bem até ao momento em que eu acabei no chão, com a caixa toda rasgada e preservativos por todo o lado e trinta miúdos a empurrar-me e em cima de mim a lutar (houve estalos, juro) para conseguir apanhar o máximo de preservativos possível. Não penso que estejamos a criar uma generalidade de crianças com muitos valores, mas também não me esqueço do tipo de situações vi acontecer durante a minha infância e adolescência, por isso não, não acho que esta nova geração vá ser muito pior que as anteriores. Vai haver sempre gente como deve ser e gente de porcaria. 

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já vos tinha dito que o meu cérebro reage ao constrangimento de formas estranhas...
segunda-feira, 7 de julho de 2014 || 5:42 da tarde

Geralmente não penso muito nas pessoas de quem não gosto, a não ser que tenha que lidar com elas cara a cara. Há, porém, duas pessoas com quem não simpatizo nada que aparecem recorrentemente nos meus sonhos. Da primeira gosto tão pouco que basta a sua presença nos meus sonhos para eu acordar irritada e aborrecida. Infelizmente é conhecida da família, o que significa que tenho que ouvir falar nela frequentemente. Já da outra pessoa estou livre para sempre (se tudo correr bem), mas por qualquer razão desconhecida quase todos os meses sonho que andamos envolvidos amorosamente e até acordo com comichões. Numa das manhãs em que sonhei com a criatura, a minha tia calhou de entrar no meu quarto e de me acordar porque reparou que eu estava com uma cara super incomodada. Já não é a primeira vez que sonho que ando enrolada com pessoas de quem não gosto. Depois é ver-me a dar saltos de susto nos transportes públicos e a corar de vergonha só com a possibilidade de vir a dar de caras com as pessoas com quem sonho que ando aos beijos. As minhas amigas até se assustam com os saltos que eu dou e com a palidez da minha cara nesses momentos. O que vale é que depois dá para rir, mas no momento em que sonho as coisas ou fico toda corada não tem graça nenhuma. 


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post de gaja
sábado, 5 de julho de 2014 || 11:28 da tarde

Não sei o que é que se passa comigo no Verão, mas nesta altura sou capaz de correr as lojas de roupa de uma ponta a outra e não gostar de nada. Ou são camisolas que deixam a barriga toda à mostra (odeio), ou as mensagens são embaraçosas, tipo "I'll break your heart", "Swag on" ou "I'm your kind of girl", ou o corte é mauzinho, ou têm tudo certo mas ficam-me mal, ou são estupidamente caras, ou têm desenhos feios ou ou ou. Acabo sempre por trazer para casa uma peça básica branca, preta ou azul. Eu adoro básicos, tenho uma amiga que até costumava dizer que todas as minhas roupas eram compradas na secção dos básicos, mas caramba, se não começo a comprar peças diferentes corro o risco que pensem que não mudo de roupa. Hoje lá consegui comprar uma camisa e um top giros, com um bom corte, um preço decente e padrões super bonitos, mas tive que me enfiar numa loja super desconhecida que só existe nos confins do mundo. Há mais gente com este problema ou sou um caso único?

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*suspiro*
sexta-feira, 4 de julho de 2014 || 2:11 da tarde

Não sei se isto é um facto conhecido pela maioria das pessoas, mas trabalhar num café/loja é melhor do que mil cursos de anger management. Entre os que me pedem cariocas mas o que querem é, afinal, um café longo, os que esperam que eu tire o café para me dizerem que afinal era longo, curto ou pingado e os que insistem que lhes tirei um carioca quando eu tenho a certeza que tirei um café forte nem sei quais me irritam mais. Acho que a competição do mais irritante é vencida pela senhora idosa que TODOS os dias insiste em pedir um café que não é café nem carioca, é um bocadinho de água quente com aroma a café. 



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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
quarta-feira, 2 de julho de 2014 || 1:41 da tarde

A minha mãe contou-me que hoje de manhã entrou no quarto comigo ainda a dormir e eu abri os olhos e perguntei-lhe: "Mãe, já sou rica e famosa?". Ela respondeu-me que não e eu fiz uma cara aborrecida e acrescentei "então vou dormir mais um bocadinho e pode ser que quando acordar já seja rica", virei-me para o outro lado e continuei a dormir. Claro que estão fartos de se rir de mim. Não sei o que se passou comigo, eu gostava de ser rica,obviamente, mas a fama dispenso-a bem e nunca tive aquela ambição de vir a ser famosa.

                                     pintado por Maja Wrońska

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