Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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“Home is Where the ♥ is”
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Patologias gravíssimas.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014 || 11:58 da tarde

Há três coisas de que não gosto desde que sou muito nova. Leite, desporto e matemática. Nesta última semana tenho feito 200 agachamentos por dia só porque sim, viciei-me em iogurtes líquidos (que não aprecio porque não gosto de leite) e já dei por mim em sites sobre teorias e exercícios de estatística e probabilidade pelo menos três vezes. Não sei o que é que se passa, mas tenho o cérebro num nó de tanto símbolo e teoria complicada, o estômago pesado porque a lactose dos iogurtes cai-me mal e as pernas doridas porque a vida de atleta (ahahaha) não é para mim. 

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dizem que as coisas homemade são sempre as melhores...
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014 || 1:58 da tarde

Depois de tantas histórias mirabolantes que vos contei sobre as pessoas que conheço (e que se encontram guardadas sob este tag) eis que chega a hora de falar sobre a M. Ora, há duas semanas, estava eu no metro com um grupo de amigas, quando olho para a perna da M. e vejo uma espécie de tatuagem mas mais fininha e clarinha. Achei que fosse um desenho feito com uma caneta. Perguntei-lhe e disse que não. Também não era uma daquelas tattos temporárias feitas em lojas indianas, com henna. Juro que foi preciso ela explicar-me três vezes como é que tinha feito aquilo para eu acreditar. A minha amiga arranjou uma agulha, mergulhou-a em tinta da china e fez uma tatuagem a si própria, picando-se centenas de vezes até conseguir obter o desenho completo. Aparentemente isto não é assim tão raro, uma vez que quando comentei com outra amiga descobri que também ela tinha tentado fazer uma. 

Eu só sei que fazer uma tatuagem a si própria é das coisas mais hardcore que eu já ouvi e que só consigo imagina-la a ameaçar alguém, dizendo coisas como "Não te metas comigo, olha que eu já fiz uma tatuagem a mim própria em casa, a sangue frio!" Brincadeiras à parte, eu não teria coragem.


 
Sim, eu não resisto a fotos sobre Harry Potter

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Ainda sobre as mudanças
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014 || 8:38 da tarde

Durante os primeiros 18 anos da minha vida quase não mudei. Cresci, evoluí, limei umas arestas (ou pelo menos gosto de pensar que sim) mas aquilo que eu queria, os meus interesses e as minhas reacções às coisas praticamente não mudaram. No entanto, nestes últimos (quase) dois anos parece que mudei tudo de uma vez. Os meus interesses, os meus planos, a forma como vejo o mundo, a forma como me relaciono com os meus amigos...mudou tudo menos os meus princípios básicos. E se por um lado isto é bom e significa que estou a crescer e a evoluir, por outro é assustador, porque não sei, sinceramente, se estou a mudar para melhor e torna-se desconfortável saber que tanta coisa está a mudar ao mesmo tempo. 






Ou então os exageros da adolescência que eu não tive estão a chegar agora e eu estou a dramatizar aquilo que não dramatizei há uns aninhos. 

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No me gusta!
|| 8:30 da tarde

Quem me lê há uns tempos sabe que eu tenho um ódiozinho à maioria das datas especiais, mas de toda a santa festa que existe para assinalar momentos e tradições inúteis, desnecessárias ou sobrevalorizadas, o Carnaval deve ser a piorzinha. Qual é o nexo de passar 3 ou 4 dias a pregar partidas às pessoas e a aterrorizar quem passa na rua? As máscaras não me incomodam minimamente, nas crianças até é giro e nos adultos não aborrece ninguém, já a brincadeira dos balões de água, das pistolas de água, das bombas de mau-cheiro e do diabo a sete é só mais uma prova de que o ser Humano está muito podre da cabeça e só tem más intenções. Sim, sim, digam que sou eu que não sei brincar, mas quando os defensores do Carnaval são alvos de uma partida e acabam encharcados ou a cheirar mal nunca lhes vejo sorrisos. É que, sendo muito sincera, há uns cinco ou seis dias (entre quinta e quarta, mais ou menos) em que tenho medo de andar na rua. Eu vivo perto de Chelas, já é mau o suficiente sem partidas e balões a voar, tenham dó de mim.

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Não gosto de começos
domingo, 23 de fevereiro de 2014 || 12:12 da tarde

      

Para ser sincera, também não gosto muito de fins. Não conheço ninguém que goste de despedidas, e eu não sou excepção. Sei lidar com elas, mas não são raras as vezes que fico a passar mal. Mas mais do que despedidas, odeio começos. O inicio dos filmes tende a ser aborrecido, o inicio do ano escolar/laboral é capaz de ser o evento mais deprimente da vida de uma pessoa, o primeiro livro de uma saga quase nunca é tão bom como os outros todos (tirando no HP, mas só porque todos os livros são perfeitos) e a lista poderia continuar quase indefinidamente. Não gosto do inicio das relações, quando ainda não existe aquela confiança e aquele à vontade, quando ainda nos medimos e controlamos e não nos permitimos ser totalmente nós, precisamos de entender primeiro o que é que a outra pessoa procura, o que é que a outra pessoa aguenta, como é que a outra pessoa funciona. Aquilo que eu gosto mesmo, correndo o risco de ganhar o prémio de "a mais aborrecida" da blogosfera, são mesmo os meios. Aquela fase em que as coisas não estão nem no início nem no fim. Gosto da rotina ou, não gostando, suporto-a melhor o que os começos e recomeços. Já encontrei o meu ritmo, já estabeleci as prioridades e já sei o que custa e o que é agradável. Em suma, temos tudo sobre controlo e sabemos mais ou menos o que esperar, consequentemente, os níveis de stress são mais baixos. 

Associo o inicio das coisas à fase da avaliação e do embaraço, ainda não conhecemos as pessoas/personagens/trabalho/sítio/whatever e sentimo-nos muito inseguros em relação a tudo. Odeio essa situação. O que eu gosto é da rotina e do sossego, de saber o que os dias me reservam e ter alguma margem de manobra,sem imprevistos, sem momentos embaraçosos, com o tempo rentabilizado ao máximo e a cabeça descontraída e ainda longe daquela nostalgia que vem agarrada aos finais. Acho que sou estranha, mas agora que penso nisso sempre pensei assim, mesmo quando pensava que não. 

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num ano e meio
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014 || 8:04 da tarde

"É engraçado o quanto uma pessoa pode mudar ao longo do tempo"

Esta semana uma pessoa que conheci há um ano e meio disse isto e eu tive que olhar para baixo e disfarçar um sorriso. Por um lado, porque a pessoa que disse isto está exactamente igual, os mesmos gestos, a mesma roupa, as mesmas piadas, os mesmos receios, os mesmos interesses, as mesmas pausas discursivas, tudo inalterado desde há vinte anos. Por outro, porque eu nunca mudei tanto em tão pouco tempo como aconteceu durante o ano passado. Basicamente nota-se uma diferença abismal entre a pessoa que eu era aos dezassete e a pessoa que sou aos dezanove e meio. Não mudei para melhor nem deixei de ser a pessoa que era, mas a forma como vejo o mundo mudou radicalmente e as minhas reacções, motivações e planos são hoje completamente diferentes do que quando conheci esta pessoa. O que é mau, porque há um ano e meio/dois era infinitamente mais feliz, mas ao mesmo tempo não deixa de ser engraçado vindo da pessoa em questão e dirigido a mim. 

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teorias
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014 || 9:46 da tarde

Cada vez acredito mais que 50% da vida acontece dentro da nossa cabeça. Tudo o que fazemos é um jogo psicológico e a maioria das coisas importantes acontece apenas na nossa mente. Por exemplo, os dias de trabalho podem ser exactamente iguais mas as segundas-feiras custam sempre muito mais que as sextas, mesmo quando fazemos o mesmo. O percurso da escola/trabalho até casa pode passar num instante se estivermos felizes e distraídos ou demorar uma eternidade se estivermos cansados ou preocupados. Nas relações interpessoais um gesto ou uma frase podem ter muito mais impacto se estivermos inseguros ou carentes. Já para não falar de coisas tão intensas e importantes quanto as depressões, tristezas ou ansiedades que são bem reais e só acontecem na nossa cabeça. A lista podia continuar durante horas. É assustador como a maioria daquilo a que chamamos vida acontece na nossa imaginação, no nosso pensamento, nas nossas emoções e na forma como processamos aquilo que nos vai acontecendo. 

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adrenalina, a definição
domingo, 16 de fevereiro de 2014 || 11:33 da manhã

Na sexta-feira vinha para casa, sentada no metro naqueles lugares com quatro bancos e um rapaz a jogar Flappy Bird, o jogo de que toda a gente fala ultimamente. Ao meu lado estava um senhor na casa dos trinta e muitos/quarenta anos. Acontece que o rapaz estava ligeiramente inclinado para a frente e o ecrã do telemóvel era enorme, era completamente impossível não ficar vidrada no jogo que ele ia jogando. Eu bem olhava para a janela, para os lados, para as pessoas do conjunto de bancos ao lado (que também estavam a olhar fixamente para o jogo do rapaz) mas nada, a porcaria do pássaro a passar em espaços apertados lá me fazia desviar os olhos. A coisa estava tão ridícula, comigo, o senhor e uma rapariga dos bancos ao lado a olhar fixamente para o jogo do rapaz que, às tantas, passamos, os quatro (nós e o jogador, claro), o intervalo entre duas estações sem descolar os olhos do visor. A cena estava a ficar tão intensa quanto parva e eu ali a olhar para o pássaro e a controlar um ataque de riso. Aos 138 pontos o rapaz perde sem ninguém estar à espera. Foi a loucura. Era o jogador de mãos na cabeça e com o coração claramente aos saltos, a rapariga do outro conjunto de bancos endireitou-se muito depressa e bateu com a cabeça no ferro, eu a abafar o riso para não ser a maluquinha que vai no metro a rir sozinha (já vos disse que em situações constrangedoras ou de nervos tenho tendência a rir) e o senhor que estava ao meu lado deu um salto tão grande que acabou com uma das pernas ao meu colo, o que me fez rir ainda mais, como é óbvio. Eu ainda pensei que tinha problemas, mas depois de ver as reacções dos outros até fiquei satisfeita com os meus níveis de normalidade. 


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Looking for Alaska
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014 || 1:20 da tarde

Este é o título do primeiro livro que John Green publicou. Para quem não conhece o trabalho dele, o autor escreve maioritariamente livros para adolescentes e jovens adultos e é estupidamente bom a retratar e comunicar com pessoas dentro dessa faixa etária. Além disso, é daqueles escritores que se tornam ainda mais geniais por terem uma personalidade fantástica. Ele conheceu a mulher num evento sobre Harry Potter...penso que isto resume o quão nerdy e simpático ele é. Já li três livros dele (avaliei dois deles com 4 estrelas e outro com 5, na escala de 1 a 5 do goodreads) e tendo em conta que a maioria dos meus leitores são adolescentes ou se encontram na casa dos vintes penso que vale a pena falar um bocadinho sobre os livros que já li, nomeadamente o Looking for Alaska, que foi a últma obra de John Green que li, sendo que todos misturam uma história base que tem adolescentes/jovens adultos como protagonistas, alguma aventura, a reflexão sobre um tema complexo desenvolvido ao longo do livro e elementos mais leves e divertidos.

Looking for Alaska conta a história de um grupo de amigos que vivem e estudam num colégio interno. Nunca tinha gostado de um livro cuja acção se desenrolasse num colégio interno antes de ler John Green, sempre achei demasiado forçado e o potencial enorme era sempre mal aproveitado. A história é aparentemente muito simples, as aventuras, problemas, partidas e paixões de um grupo de quatro amigos. Mas aquilo que eu gosto mesmo no autor é o facto de subjacente à história base existir um conceito complexo que vai sendo explorado ao longo da obra. Em Looking for Alaska há várias reflexões sobre o sofrimento e o labirinto de dor e de depressão em que algumas pessoas vivem, sendo que a pergunta que o autor faz e à qual tenta responder ao longo da obra é "Como é que saímos deste labirinto?". A forma como ele salta entre o relato de uma história simples, descontraída e divertida e as temáticas mais complexas e pesadas é absolutamente maravilhosa.


Em Paper Towns, outro dos livros dele, o sub-tema explorado são as múltiplas pessoas que existem em cada um de nós e a superficialidade que assumimos, muitas vezes, para nos adaptarmos ao mundo exterior, acabando assim por perder a noção de quem somos realmente. Em The Fault in our Stars o tema explorado é o esquecimento e a forma como os limites variam muito de pessoa para pessoa, daí a famosa frase "some infinites are bigger than others". Esta última obra é a mais famosa e, na minha opinião, a melhor.


(sintam-se à vontade para me adicionar no goodreads)

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ah, se a história é muito bonita devíamos ler todos
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014 || 6:37 da tarde

*A senhora de quem eu vou falar neste post tem 63 anos.
**A minha mãe anda sempre com a cabeça na lua, não costuma seguir as noticias culturais da actualidade. E sim, tudo isto é relevante. 

Uma cliente da minha mãe entrou no café toda esbaforida e começa a dizer maravilhas sobre um romance qualquer que está a vender muitos exemplares. e que não a deixa dormir de tão empolgante que é. "É uma história muito bonita", "é sobre um casal com uma relação muito doce e dedicada", "lê-se muito bem, a escrita é muito fluída", "é tão bom ou melhor do que Nora Roberts", " quase todas as minhas amigas já leram e adoraram", "devia ler, vai ver que despacha o livro num dia ou dois". Às tantas a minha mãe lá lhe pergunta "então mas é um romance?" e a outra senhora diz que sim, muito romântico, muito bonito. Como esta mesma cliente passa a vida a ler obras de Nora Roberts ou Sveva Modignani e a tentar impingi-las à minha mãe, eu nem ouvi o resto da conversa e fui à casa de banho. Quando saí já a senhora tido ido trabalhar. A minha mãe vem ter comigo e pergunta-me inocentemente "Oh Anaa, conheces um livro chamado as Cinquenta Sombras de Grey? É que ali a L. estava a dizer que é uma história de amor muito bonita e que eu ia gostar muito de o ler"

Depois disso não sei o que é que foi mais épico...se o meu ataque de riso a explicar-lhe que lhe tinham aconselhado um livro sado-masoquista explicito ou a cara de choque dela ao perceber que afinal as pessoas não têm mesmo vergonha e acham normal aconselhar livros eróticos assim à mão-cheia. No meio desta confusão toda o que mais me perturba nem é a senhora ter falado abertamente do facto de andar a ler literatura erótica com S&M e ter aconselhado um livro assim à minha mãe à minha frente. O que me assusta mesmo é ela ter escolhido as palavras "é uma história de amor muito bonita" para descrever o livro em questão. Todo um dicionário cheio de palavras e ela foi escolher logo essas...


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Falar menos
domingo, 9 de fevereiro de 2014 || 11:45 da manhã

Uma das coisas mais valiosas que aprendi recentemente (nos últimos 2 anos) foi a falar menos. Não propriamente no sentido literal da expressão, apesar de reparar que ultimamente passo muito mais tempo calada do que antes. Aprendi a partilhar menos com os outros. Eu sei que à partida parece uma coisa horrível, dá a entender que estou mais fechada. E a verdade é que estou, mas não é uma coisa horrível, compreendi que passar a vida a partilhar os meus medos e esperanças não só não me resolvia os problemas nem fazia o tempo andar mais depressa/devagar, como me era prejudicial pois ouvia mais opiniões do que aquelas que gostaria de ouvir. Entendi que, infelizmente, a inveja existe e quanto mais de nós partilharmos mais os outros nos podem desejar mal. Se acredito em maus olhados e nesse tipo de coisas? Não, de todo, mas acredito que da mesma forma que uma oração tem poder e que ter um grupo de pessoas a desejar-nos bem pode ajudar, o contrário pode desajudar. Já para não falar da pressão que é toda a gente saber o que pretendemos fazer. Se falhasse toda a gente saberia, se tivesse que ajustar o plano toda a gente faria perguntas, se não concordassem toda a gente faria questão de me dizer e de lançar a sua posta de pescada. Por isso comecei a partilhar muito menos com as pessoas. As coisas mais importantes nem com os amigos partilho antes de elas aconteceram. E eu confio muito nos meus amigos, são escolhidos a dedo. Não partilho porque não quero ter essa pressão extra, porque neste momento preciso de liberdade para formular e reformular hipóteses e porque os meus medos podem parecer obsessivos ou desadequados. Provavelmente são obsessivos e desadequados. Inicialmente custou-me muito não poder contar as novidades e planos aos que me rodeiam mas sei que se as coisas correrem mal posso contar com os meus amigos, se correrem bem sei que podemos celebrar juntos, mas nos entretantos menos é mais.

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*suspiro*
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 || 10:02 da tarde

Sonhei que tinha apanhado varicela e acordei toda arranhada de ter passado a noite a coçar-me. Eu realmente não me dou muito bem com a normalidade. 

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com 20 anos, giros, inteligentes, divertidos e ricos é que não me batem à porta
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014 || 7:33 da tarde

Hoje, um rapaz de dois anos e meio entrou no café da minha mãe, parou, olhou para mim e disse alto e bom som "Esta menina é bonita. É que é mesmo boa e gostosa". Eu e a minha mãe não gostamos muito do comentário, roçou ali a má educação (claro que o rapaz é demasiado criança para pensar assim, só repete o que ouve em casa), mas o resto das pessoas (leia-se taxistas e carpinteiros) acharam imensa graça. Eu não sei se ria ou se chore por andar a ser elogiada por crianças de dois anos e meio, mas posso garantir que o que tem muita piada aos dois anos não vai ter tanta graça quando ele tiver, por exemplo, seis e for como o irmão mais novo da minha melhor amiga, que com essa idade já tinha a alcunha de Pilas por andar sempre com o material de fora a abanar para as meninas mais velhas. 

Porque qualquer ocasião é boa para partilhar fotos do Cristiano Ronaldo, especialmente hoje, dia em que o melhor jogador do mundo faz 29 anos :)



[antes que me venham dizer que eu sou parva e que só não acho graça porque não gosto de crianças deixem-me assegurar-vos que há miudos a quem eu acho piada e com quem simpatizo. cumprimentos à família]



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crónicas da primária
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014 || 2:21 da tarde

Hoje encontrei mais um rapaz da minha turma da primária. Depois da minha colega cigana que, apesar de ser extremamente inteligente e uma excelente pessoa, foi obrigada a casar e já tem um filho e uma banca de bijutaria, dei de caras com o rapaz que teria ganho o prémio "most likely to become a criminal" se aqui em Portugal se fizessem anuários como nos EUA. Ouvi-o falar com a namorada de dezassete anos com quem já tem um filho de dois. Não acabou o sexto ano. Já violou pelo menos três raparigas e está a ser investigado por suspeitas de roubo, violação e tráfico de droga. Não sei se ria ou se chore, mas a lição que tiro desta história é que, de facto, cresci muito bem. Que medo.

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domingo, 2 de fevereiro de 2014 || 9:59 da tarde

Não me entendo a mim própria. Há dias em que me arrastam para as lojas e não gosto de nada. Nem chego a experimentar porque nenhum dos modelos me agrada. E depois há outros - menos frequentes, felizmente - em que saio à rua e quero trazer tudo para casa. Hoje foram três camisolas e dois vernizes e só não trouxe mais nada porque consegui fugir para casa a tempo.

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