Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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“Home is Where the ♥ is”
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e por falar em Hunger Games..
sexta-feira, 29 de novembro de 2013 || 11:09 da manhã

"I’m not flailing now, as my muscles are rigid with the tension of holding myself together. The pain over my heart returns, and from it I imagine tiny fissures spreading out into my body. Through my torso, down my arms and legs, over my face, leaving it crisscrossed with cracks. One good jolt of a bunker missile and I could shatter into strange, razor-sharp shards."




é triste um livro sobre uma distopia descrever exactamente o nosso estado de espirito

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
quarta-feira, 27 de novembro de 2013 || 8:11 da tarde

Ontem, enquanto estava no trabalho, a minha tia, que está doente, teve que sair a correr para ir vomitar. Estão a imaginar aquela imagem comico-desesperante que é ver uma pessoa quase a vomitar-se a correr para a casa de banho com um ar afilio? Pronto, segundo o que ela conta foi mais ou menos isso. Nos 30 segundos que demorou a atravessar a zona de produção da fábrica um dos operários que ela coordena conseguiu ir fazer-lhe perguntas sobre um erro de sistema qualquer, o chefe dela conseguiu perguntar-lhe as horas e a empregada da limpeza conseguiu molhar-lhe as calças com uma esfregona molhada. Sou só eu que acha completamente surreal uma pessoa está prestes a vomitar e ninguém reparar?

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qualquer dia são hunger games nos hospitais
terça-feira, 26 de novembro de 2013 || 9:23 da tarde

Num hospital público de Lisboa não deixam os pacientes que fazem lá quimioterapia entrar com o carro, ao Sábado de manhã, mas não hesitam em deixar o José Castelo Branco entrar lá com o seu Jaguar para tratar de assuntos não-médicos no Domingo à tarde. Porque é óbvio que um doente que está a passar por ciclos de quimioterapia consegue andar e mover-se melhor do que o Castelo Branco, com as suas botas de saltos altos vertiginosos. A culpa não é dele, é mesmo dos seguranças de um hospital que insistem em colocar a fama e a excentricidade à frente da doença e da necessidade real. Eu tento motivar-me a acreditar que as coisas funcionam melhor do que aquilo que nos pensamos, mas quando estou quase a conseguir vejo sempre coisas deste género e cai tudo por terra. Ninguém me contou, eu vi ambos os casos. É vergonhoso. 

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traumatizante
segunda-feira, 25 de novembro de 2013 || 5:02 da tarde

Ouvi um casal combinar detalhadamente como é que ia fazer sexo quando chegasse a casa. A coisa começava no duche, passava pelo sofá a terminava na cama. Com todo o tipo de pormenores impróprios para comentar no autocarro que vocês conseguirem imaginar. Pior, eu estava sentada naqueles conjuntos de 4 bancos, de frente para as criaturas, com uma senhora da terceira idade ao meu lado. Ou eu tenho vergonha alheia a mais ou foram uns minutos mesmo muito chocantes. Terá sido por perversão pelo exibicionismo ou mesmo só por estupidez? 

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questão de atitude
sábado, 23 de novembro de 2013 || 12:40 da manhã

Há pessoas que transpiram atitude. A sério, conheço uma rapariga que caminha pela faculdade de óculos de sol, cachecóis, saias lindas, botas de salto alto e acessórios bem combinados. A rapariga em questão tem uma forma de andar que mais parece um desfilar e transborda uma confiança que faz os outros não serem capazes de duvidar que ela é deslumbrante. Pode não ser muito inteligente, mas é assustadoramente simpática e a inteligência social também importa e por vezes compensa um bocadinho a falta de inteligência cognitiva. Quando olho para ela até suspiro, ainda tenho muitos anos que crescer para ser assim tão fantástica, mas um dia chego lá.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013 || 3:45 da tarde

Não falei disso porque evito encher o blog de posts sobre ele, mas não posso deixar de mencionar o orgulho que tenho no Cristiano Ronaldo. Não em especial pela exibição dele no último jogo contra a Suécia, mas pela carreira fantástica que tem vindo a construir e pela mais recente posição como marcador número 1 pela selecção nacional (por enquanto empatado pelo Pauleta). São esta determinação e esta força que fazem com que eu o considere um ídolo e uma pessoa fora do comum. Tenho pena que tantos Portugueses não lhe dêem o devido valor e o achem arrogante. Eu acho louvável que alguém tenha noção do valor que tem e não se deixe diminuir pelas críticas maldosas. Quantos de nós conseguiriam conviver com as barbaridades que ele ouve sobre si próprio e continuar de cabeça erguida? Tenho para mim que poucos. Quando o vi pela primeira vez em 2004 consegui perceber logo que ele era diferente. Melhor. E não foi só pelas capacidades futebolísticas, que eu percebo pouco de futebol. Foi algo mais que talento, provavelmente foi aquela força e aquela motivação que me agradaram tanto. Golos são extremamente importantes, mas mais difícil do que ser o jogador brilhante que ele é, é sê-lo sem se tornar um sacana e sem perder o foco. Este novo recorde veio mesmo na altura certa :) 


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tesourinhos deprimentes
quarta-feira, 20 de novembro de 2013 || 2:19 da tarde

Descobri que a palavra "testículo" vem de duas palavras latinas que, traduzidas à letra, significam "testemunhazinha". Segundo o que um especialista me explicou, eram usadas nos tempos clássicos para designar aqueles que estavam no local da acção/crime mas não participavam, eram meras testemunhas. Ou seja, o nome é mesmo demasiado literal. Foi a coisa mais interessante que aprendi esta semana. De nada.

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a sério?!
terça-feira, 19 de novembro de 2013 || 9:47 da tarde

Parece que há pessoas que preferem passar meia hora a falar de ossos mumificados e de capelas de ossos e a repetir tudo o que disseram na hora anterior a ir para casa descansar. A minha única questão é porque é que este tipo de pessoa se cruza no meu caminho e me obriga a saber coisas sobre capelas de ossos e mumificações quando eu podia aproveitar esse tempo para ir para casa dormir, estudar, comer ou olhar para o tecto. 

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post de gaja
segunda-feira, 18 de novembro de 2013 || 1:19 da tarde

Não me lembro do que é que comi no Sábado, mas sou capaz de olhar para 90% das minhas camisolas e saber com que idade as comprei, onde e recordar-me de pelo menos três situações importantes ou estranhas que passei com elas vestidas. A parte positiva é que isso só acontece com as camisolas e os casacos, as calças de ganga já me passam mais ao lado. A parte negativa é que a minha cabeça insiste em ocupar espaço na memória com estas coisas e depois não me permite decorar factos mais importantes. 

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domingo, 17 de novembro de 2013 || 2:57 da tarde

Alguma coisa está muito mal comigo quando eu começo a gostar de atender clientes no café da minha mãe...

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Ponto da situação
quinta-feira, 14 de novembro de 2013 || 8:32 da tarde

- Há uns tempos disse, aqui no blog, que demorei seis anos e um igual número de idas à Bósnia/Croácia para aprender a achar os homens de leste/escandinavos bonitos. Foi preciso habituar-me a uma série de coisas em que eles diferem dos homens a que estou acostumada, mas eventualmente a estatura alta, a masculinidade, a aparente calma e aquele nível cultural elevado impresso neles através de uma exigência metódica mas natural acabou por me conquistar. Dito isto, não era preciso o universo enviar-me um finlandês deslumbrante que fala cinco línguas diferentes, percebe de literatura e tem uma voz tão sedutora que devia ser proibido de falar. É que eu tento ouvir as aulas, mas com ele a ler em espanhol, finlandês, inglês, latim ou português mesmo ao meu lado é um bocadinho complicado. 

- Algo dentro de mim acordou hoje. Um dos meus professores levou o filho para a aula e a primeira coisa que pensei quando vi o rapaz foi "awwwww". Não sei quem é esta pessoa que acha crianças fofas, mas quero o meu eu antigo de volta. Eu não costumo gostar de crianças, muito menos acha-las assim tão queridas e querer falar com elas. Querem ver que ao fim de 19 anos me tornei, finalmente, numa criatura do sexo feminino? 

- Tenho um professor que é uma besta. Hoje lembrou-se de levar um exemplar de um livro de poesia e de jogar a um jogo que consiste em fechar os olhos e prever o futuro consoante o verso em que o dedo tocar. Sim, aconteceu. Depois de ter obrigado dois ou três alunos a fazer essa palhaçada, foi a vez dele e  calhou-lhe um verso que, trocado por miúdos, dizia que ele era uma drag queen. Não imaginam o que eu me ri, porque ele é,de facto, dado a essas coisas. 

- Os clientes da minha mãe estranham quando não me encontram a estudar, comer ou dormir. Realmente ando a passar uma excelente imagem.

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dilemas
quarta-feira, 13 de novembro de 2013 || 1:32 da tarde

Então e estar no mesmo espaço que um homem lindíssimo e interessante de morte e não poder comentar com ninguém como o acho sexy porque o comentário ia parecer inapropriado? É desesperante.



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ups
terça-feira, 12 de novembro de 2013 || 5:56 da tarde

Eu realmente preciso de usar óculos. Hoje, a caminho da faculdade, vi, ao longe, um homem com o que me pareceu ser uma câmara. Quando o vi começar a aproximar-se desviei-me o mais possível, já que não gosto nada de aparecer na televisão. Assim que olhei para trás, depois de já ter passado pelo senhor, demanchei-me a rir. Afinal não era câmara nenhuma, mas uma caixa cheia de fruta. Não sei como é que aquilo me pareceu uma câmara, se calhar ainda ia com o cérebro adormecido. 

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Devaneios de domingo à noite
domingo, 10 de novembro de 2013 || 7:37 da tarde

Vai haver um dia em que eu vou aprender a desistir completamente de certas pessoas e de certas situações. Acredito que vou ser capaz de virar as costas, permanentemente, ao primeiro sinal de que a coisa vai dar para o torto para o meu lado, que não vou esperar para ter a confirmação, para não ser injusta, que não vou ser irrepreensivelmente educada e cortês. Que não vou ter pena de ser, inclusive, rude e fria ao ponto de me tornar cortante. No auge do meu positivismo acredito que o número de  pessoas a quem viro a cara na rua quando me cumprimentam vai triplicar. Porque, sim, eu sei que é burrice voltar a sítios onde já fomos profundamente infelizes, com pessoas que nos fizeram sofrer a pairar à nossa volta como fantasmas. Um dia, da mesma forma que a minha cabeça tem esta certeza, quero acreditar que o meu coração a terá também, que ele vai dizer-me imediatamente que os cinco, dez ou vinte anos que passaram não mudaram nada nem ninguém e que, quando confrontados com as mesmas situações, vamos reagir todos da mesma forma. Um dia talvez eu seja boa ao ponto de me mudar e de eu própria reagir de forma diferente, soprar fora tudo o que tenho vindo a guardar aqui dentro. Um dia eu não vou chegar a casa de coração pesado e de cabeça cheia por ter vivido exactamente as mesmas situações, cinco anos depois de ter dito a mim mesma que nunca mais me permitiria sentir assim. Hoje não foi o dia, mas amanhã começa tudo outra vez. 

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nonsense
sexta-feira, 8 de novembro de 2013 || 12:32 da tarde

Eu admito que sou uma pessoa complexa. Um pouco complicada, apesar de maioritariamente complexa. Mas, caramba, nesta confusão que é a minha cabeça acho que consigo ser pragmática e ver as coisas com clareza. Daí fazer-me confusão a forma como certas pessoas pensam. Ontem, por exemplo, estava no café da minha mãe quando um cliente me perguntou se podia ler o jornal. Respondi que sim, apontei para uma caixa onde pomos jornais e revistas para os clientes lerem e disse-lhe que tínhamos o Correio da Manhã e o Diário de Notícias, mas se ele quisesse também tínhamos a Sábado. Depois de uns segundos a olhar para a caixa, vem ter comigo e pergunta "Não pode ser A Bola?" A sério, digo-lhe quais são os jornais que compramos, é uma escolha simples entre A, B ou C, porque é que vamos complicar as coisas e insistir que queremos a opção D? Ou querer combinar um fim de semana fora (que pode ser marcado em qualquer altura do ano) exactamente na altura em que estamos todos em frequências, incluindo a criatura que está a organizar a coisa, sabendo que em Janeiro temos todos mais disponibilidade. Ou dois franceses virem pedir-me indicações na rua, perguntarem se prefiro falar inglês ou francês, eu responder que me sinto mais à vontade a comunicar em inglês e eles acenarem e começarem a falar francês extremamente rápido. A sério, o que é que se passa na cabeça das pessoas com quem eu me cruzo? 


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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
quinta-feira, 7 de novembro de 2013 || 8:27 da manhã

Eu sei que me tinha queixado de ter azar com os homens, mas não era preciso o universo mandar-me uma seita de coreanos engravatados a tentar raptar-me para ir com eles para a Igreja do Reino de Deus. No ano passado já tinha sido abordada por uma coreana e por uma outra rapariga estranha para me darem uma seca de meia hora, com direito a vídeos de apresentação e tudo (voltem testemunhas de Jeová que me batiam à porta às 9h da manhã de Sábado, estão perdoadas). Quando disse aos senhores que já tinha visto o video que me queriam mostrar sacam de um tablet e respondem-me que tinham muitos mais. Depois de dizer mil vezes que não tinha tempo tive que ir a correr para dentro da faculdade, com três ou quatro homens coreanos a correr atrás de mim e a gritar palavras de salvação. A sério?!

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Coisas que aposto que nunca vos aconteceram
quarta-feira, 6 de novembro de 2013 || 1:57 da tarde

Conhecer um rapaz super interessante, bonito, inteligente, bem-humorado e a puxar para o rico. Só o facto de conhecer um homem que reúna estas características já é digno de festa. Claro que a estas características é preciso juntar, pelo menos dois ou três dos impedimentos deste post. Igualmente óbvio é o facto de a criatura em questão não simpatizar particularmente comigo, senão esta história não pertenceria a este blog. Por uma vez na vida eu penso em ignorar os impedimentos e, no dia em que eu me permito admitir para mim mesma "Este é mesmo espectacular, vale a pena tentar conhece-lo melhor e deixar-me interessar" - exactamente nesse dia, uns minutos depois deste pensamento - ele convidar uma amiga minha para sair e depois abraçar-me todo feliz porque ela aceitou e ainda me pedir umas dicas. Com esta até eu me ri bem alto. Felizmente que eu não sou de paixões fáceis, senão em vez de rir a esta hora estava a chorar. Foi triste. E hilariante.


[Suse, Ika, Helena esta criatura vocês não conhecem e ainda bem xD]

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ai, tudo menos essa história outra vez
terça-feira, 5 de novembro de 2013 || 5:30 da tarde

Na semana passada fui a uma consulta. Nada de grave, foi uma consulta de quase rotina. A médica fez questão de passar 10 minutos a falar-me de um rapaz de 22 anos em fase terminal a quem tinham dado mais um mês de vida porque, segundo ela, isso faz-nos sentir melhor. Pôr as coisas em perspectiva faz-nos olhar para os nossos problemas de outra forma. Não fez. Só me relembrou que a vida é capaz de ser uma bela porcaria e que as pessoas boas morrem prematuramente sem merecer. Como é que isso me faz sentir melhor? Para ser radicalmente sincera, a minha vida será exactamente igual quer ele viva ou morra, quer ele sofra horrores ou o coração pare de bater de repente e sem aviso. E apesar de lamentar MUITO a posição em que o rapaz se encontra e de não desejar trocar de lugar com ele, não posso ser hipócrita e dizer que o rumo da vida de um estranho de quem nada sei vai afectar a forma como vejo a minha própria vida. Não vai. Mas nas costas dos outros vejo as minhas e não é bonito passar o tempo a atirar à cara dos outros que de um momento para o outro podemos ter todos só um mês de vida. É que à pena que eu já tenho do rapaz junta-se o medo que eu tenho que isso aconteça a alguém que não (me) seja um estranho. Isso não é pôr as coisas em perspectiva, isso não me faz olhar para os meus problemas e senti-los insignificantes, isso é tentar forçar a retórica, é como escrever um dramalhão para forçar o leitor a sentir compaixão. Compaixão não se força. Eu tenho muito apreço pela vida, mesmo quando ela é uma merda. Mas se não tivesse, não mo poderiam forçar usando como exemplo o caso do rapaz moribundo. Se calhar resulta com outros, mas eu penso bastante na minha vida, não quero que me forcem a pensar ainda mais introduzindo a premissa do jovem em fase terminal. O meu pai morreu com cancro, eu sei o que é só ter um mês de vida. Sei o que é não ter nem mais um dia de vida e ainda assim continuar vivo, por isso não, não vou querer que me lembrem que há pessoas com os dias contados que acham o nascer do sol lindo e que fazem os meus problemas parecer mais pequenos, porque eles vão morrer e os meus problemas vão continuar aqui. Aprender com pessoas inspiradoras é útil e lindo, ser forçado a ouvir a lenga-lenga do muribundo dia-sim, dia não, não é útil.  

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de como há livros que têm SEMPRE as palavras certas
segunda-feira, 4 de novembro de 2013 || 2:04 da tarde

Happiness is the consequence of personal effort. You fight for it, strive for it, insist upon it, and sometimes even travel around the world looking for it. You have to participate relentlessly in the manifestations of your own blessings. And once you have achieved a state of happiness, you must never become lax about maintaining it. You must make a mighty effort to keep swimming upward into that happiness forever, to stay afloat on top of it

When I get lonely these days, I think: So BE lonely, Liz. Learn your way around loneliness. Make a map of it. Sit with it, for once in your life. Welcome to the human experience. But never again use another person's body or emotions as a scratching post for your own unfulfilled yearnings

You need to learn how to select your thoughts just the same way you select your clothes every day. This is a power you can cultivate. If you want to control things in your life so bad, work on the mind. That's the only thing you should be trying to control



Eat Pray Love, Elizabeth Gilbert

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era uma vez
sábado, 2 de novembro de 2013 || 2:52 da tarde

Depois de ter conhecido um homem assustadoramente semelhante a um lobisomem do Sims, eis que conheço uma rapariga igual a uma fada. A sério, ela anda literalmente nas pontas dos pés e espalha alegria, amor e paz só de entrar na sala. E além de conseguir fazer isto não sendo nada irritante, é linda de morrer e veste-se de forma super descontraída mas elegante. Além disso faz ioga e abraça-me sempre que me vê sem provocar um clima constrangedor. Se as fadas existissem garanto-vos que eram como ela e isso perturba-me imenso, porque sempre que estou sozinha na sala com ela não consigo parar de pensar que ela é assustadoramente parecida com uma fada. 

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