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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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Crónicas das férias #6 Breves apontamentos de Itália
sábado, 31 de agosto de 2013 || 2:38 da tarde

Entrar em solo italiano, depois de dois dias nos alpes franceses a comer mal, lidar com pessoas frias e ouvir falar francês, soube ainda melhor. Passei por Turim e, pela primeira vez na minha vida, não me encantei com uma cidade Italiana. Achei Turim um sítio um pouco sujo, escuro e sem tanto encanto como as outras cidades italianas que tive o prazer de conhecer. O que não invalida que não seja uma cidade engraçadita, com imensos elementos típicos e coisas para visitar, como por exemplo a primeira casa dos salesianos e os mil museus e igrejas giras que se encontram em qualquer cidade italiana. Turim só perde por competir com outras cidades italianas. Segui para Pádua. Fiz a visita da praxe à Basílica de Santo António. Houve a discussão do costume entre portugueses e italianos "ai que é Santo António de Lisboa", "ai que é Santo António de Pádua". Depois de um bom almoço em Pádua e de umas voltas pelo centro da cidade fiquei rendida. Não é uma das minhas cidades italianas de eleição, mas tem aquele encanto e aquela grandiosidade que até as aldeias italianas conseguem ter. Não digo que quisesse passar lá uma semana, mas o meio dia que lá passei foi bem agradável. 

Depois de Pádua andei por duas vilazinhas simpáticas mas que não merecem grande destaque. Até que cheguei a Veneza. Ia sem expectativas altas porque já tinha ouvido todo o tipo de barbaridades. Ou era porque cheirava mal, ou era porque as gondolas nos batiam nos pés, ou era porque não havia espaço para andar, as pessoas arranjavam sempre maneira de me avisar que Veneza é uma desilusão. Fui sem expectativas e ainda bem, porque adorei a cidade. Absolutamente irreal de tão linda que é. Só o facto de se entrar na cidade de barco, com fileiras de edifícios lindos de ambos os lados e um espelho de água azul e reluzente torna difícil não se ficar deslumbrado. Reconheço que tive sorte, apanhei um dia lindo e com a maré cheia. Comi muito bem por um preço razoável e, apesar de haver muita gente consegui andar sem levar pisadelas e encontrões. Tirei uma série de fotos absolutamente deslumbrantes, maravilhei-me na praça de S. Marcos com as orquestras, a basílica e as torres, senti o vento na cara no andar de cima do barco de transporte público, vi a ponte dos suspiros, escandalizei-me por saber que há quem pague 6.000 euros por uma noite em Veneza e dei grandes passeios pela avenida principal. Não acreditem quando vos disserem que cheira mal, é feia ou não há passeios e temos que nos deslocar de porta em porta de barco. Veneza é única, pelo menos a parte turística. Tal como a maioria das cidades italianas, tudo nela é grandioso, digno de um verdadeiro imperador e é exactamente isso que me faz apaixonar por cada recanto de Itália que tenho a sorte de ir conhecendo. 








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meu querido mês de Agosto #2
sexta-feira, 30 de agosto de 2013 || 8:45 da tarde

Estou constipada. Sim, constipada em Agosto. A minha vida tornou-se deprimente.

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sou uma mole
quarta-feira, 28 de agosto de 2013 || 10:31 da manhã

Fui ao casamento mais simples, tradicional e bonito de sempre. Eu, que não gosto nem de casamentos nem de grandes tradicionalismos. E, sem me dar conta, tornei-me numa daquelas pessoas irritantes que chora em casamentos, apesar de achar que isto é tudo um grande negócio e que  o papel e os milhares de euros gastos não mudam nada numa relação. Pelo menos não para melhor. Eu continuo a afirmar a pés juntos que não quero casar e que 90% da cerimónia é só um pretexto para organizar uma feira de vaidades e de "ai que eu estou tão bem na vida, olha o meu mercedes de 2012 que comprei com o meu dinheiro de emigrante", mas caramba, ver a noiva tão feliz e os convidados todos a darem-se tão bem mexeu com a minha veia sentimental. E assim, pela primeira vez, dei por mim a gostar de um casamento. Daqueles com tudo incluído, desde mandar arroz à cabeça dos noivos, passando pelas fotos foleiras, pelo DJ a passar músicas dos anos 80, pelas primas de 50 anos a abanar o corpo de forma muito assustadora, pelos tios-avôs todos bêbedos junto ao bar, pelas mulheres com vestidos demasiado curtos, pelas senhoras com vestidos anos 60 a cheirar a naftalina, terminando com os noivos a beijarem-se apaixonadamente com fogo de artifício em pano de fundo, depois de terem dado a primeira fatia de bolo à boca um do outro. E não é que até foi giro? Mais do que isso, e não é que eu até estava gira?

Entretanto, deu para conhecer mais 500 primos e para me rir da fraca figura daqueles que se embebedaram. Ai, meu querido mês de Agosto. 

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Crónicas das férias #5 como parecer uma stalker
segunda-feira, 26 de agosto de 2013 || 2:50 da tarde

Mas nem tudo no grupo era mau. Havia pessoas realmente queridas. O João era uma delas. Tem 17 anos e é um dos membros das duas famílias que se juntaram a nós mais tarde e que, juntas, tinham 11 elementos. Completamente diferente dos irmãos, o João é uma pessoa super calma e ponderada, muito simpático e bem disposto e  extremamente bonito. Mas o meu interesse pelo João não acaba aqui: ele é muito parecido com o namorado da minha melhor amiga. Tenho algumas fotos com ele e com a outra rapariga com quem me dei muito bem, mas infelizmente nenhuma das fotos foi tirada com a minha máquina, ou era a I. que as tirava ou era o guia, de modo que, vendo os dias a passar e sem ter lata de dizer ao rapaz "chega aqui e vem tirar uma fotografia comigo", já que ele nem gostava muito de fotografias, decidi fazer o que qualquer pessoa normal faria: apanha-lo distraído e tirar-lhe uma foto sem ele ver. 

Acontece que a oportunidade perfeita surgiu quando fomos a umas cascatas lá na Bósnia. Eu não fui nadar porque não tinha levado o bikini e não gosto de ter o tempo cronometrado. Estava eu meia escondida atrás de umas rochas quando o rapaz passa e fica ali especado, em calções de banho, a admirar a paisagem. Aproveitei e tirei-lhe logo a fotografia e pronto, esqueci o assunto, já tinha aquilo que precisava para mostrar à minha melhor amiga. Claro que olhando em retrospectiva, fotografar rapazes em tronco nu escondida no meio da vegetação é um comportamento de risco, mas juro que foi sem essa maldade, eu só queria mesmo uma foto para mostrar à A. que o rapaz que eu conheci era igual ao namorado dela, na altura nem me passou pela cabeça que pudesse parecer maluca. 

Ora, os dias passaram e eu não pensei mais na foto. Como vos disse, não lhe dei grande importância. Acontece que, uma bela tarde, o irmão dele pede-me para ver as minhas fotos e eu, simpática que sou, disse logo que sim. Às tantas, ele grita para o irmão: "Olha, João, tá aqui uma foto tua nas cascatas". E mostra-lhe o telemóvel com a foto. Só nesse momento é que me apercebi da conotação errada que a situação podia levar, lá tratei de desviar o assunto e nenhum deles deu muita atenção à coisa. Felizmente passou-lhes ao lado. Se fosse eu não teria ficado relaxada se descobrisse que me andavam a tirar fotos em bikini sem eu me aperceber, mas tive mais sorte que juízo. 

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Crónicas das férias #4 há um ditado italiano que, traduzido, é qualquer coisa tipo "a mãe dos idiotas está sempre grávida"
sábado, 24 de agosto de 2013 || 2:11 da tarde

Posso dizer que este ano passei algumas vergonhas e momentos constrangedores mas, ao contrário do normal, desta vez foi por vergonha alheia e não por me ter metido numa situação estranha. Se há coisa que eu não suporto é sair com pessoas que não sabem comportar-se em público. É daquelas coisas que eu não consigo mesmo contornar, já me zanguei com o meu melhor amigo por ele arrotar alto e dizer palavrões muito alto em público, já corei de vergonha por ir em visitas de estudo em que os meus colegas insistiam em cantar em coro no autocarro, incomodando as pessoas todas do autocarro, já evitei acompanhar certas pessoas nos transportes porque sei que elas falam extremamente alto e sem constrangimentos, independentemente de terem o autocarro ou metro inteiro a ouvir a conversa, etc. 

Este ano passei pela mesma situação pelo menos duas vezes. A primeira foi num ferry, em Veneza. O nosso grupo subiu para o segundo andar para podermos tirar fotos e apanhar a brisa de fim de tarde. Os barcos, em Veneza, desempenham o mesmo papel que um autocarro desempenha em qualquer outro sítio do mundo. Há taxis, barcos privados e barcos de transporte comunitário e nós, não sendo todos ricos, fomos num transporte público. Às tantas, quatro ou cinco elementos do grupo começam a cantar com uma voz muito esganiçada, sem se importarem com as outras pessoas que viajavam connosco. Foram vinte minutos a ouvir cânticos de louvor a Deus e cantigas populares e a ser gozadas pelo resto dos passageiros. Juro que saí do barco a olhar para o chão e a fingir que era americana, só para não ser associada àquela vergonha. 

A segunda vez foi num parque natural lindíssimo, na Croácia. Íamos num daqueles comboios para turistas, uma vez que já tínhamos andado 5 km e estávamos com alguma pressa. O comboio estava lotado com pessoas de todas as nacionalidades e um dos homens da família dos 11 decidiu que passar a viagem a imitar um gorila era uma excelente ideia. Não, não foi um dos miúdos, foi mesmo um homem adulto com quase trinta anos a grunhir e a gritar sons macacais em público. Para cúmulo pôs-se a gozar com um Chinês que ia sentado ao lado dele, dizendo que não percebia porque é que estavam todos a olhar para ele se o companheiro tinha mais ar de macaco. Desta vez saí de cabeça ainda mais baixa e a fingir que era italiana. 

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Crónicas das férias #3 O grupo do demónio
sexta-feira, 23 de agosto de 2013 || 4:55 da tarde

Algumas das vantagens de viajar em grupo, são os preços muito mais baixos, o privilégio de ter um autocarro que nos leva de cidade em cidade e um guia que conhece o mundo melhor do que eu conheço as ruas do meu bairro. A maior desvantagem é, sem dúvida, as aves raras que todos os grupos têm. Este ano foi do caraças. O grupo inicial era muito bom, nada de chatos, com uma rapariga da minha idade com quem me dei super bem, algumas pessoas conhecidas, etc. Em Veneza pessoas novas juntaram-se a nós. Adicionar elementos novos a um grupo pré-formado é sempre um bocadinho complicado, mas as criaturas que se juntaram a nós tornaram tudo mil vezes mais difícil. Assim de repente, a minha mãe vê-se com uma velha rezingona, desrespeitadora e egoísta ao lado dela. Ora queria mandar as pessoas que estavam sentadas no primeiro banco do autocarro para outro sítio qualquer, o facto de elas lá estarem desde o primeiro dia era irrelevante porque "eu sou baixinha e lá atrás não vejo nada. Além disso fico sempre no banco da frente". Como não conseguiu foi chagar a cabeça à minha mãe, que curta e grossa como é, ao fim de vinte minutos a ouvir as queixas dela, lhe responde "oh minha senhora, mas isto é um autocarro, não é nenhum miradouro. O que é que quer ver que não veja pela janela? Não me venha chatear senão salta já daqui para fora. " Abençoada seja a minha mãe.

Vieram, também, duas senhoras muito peruas, muito emproadas, que claramente faziam parte de um coro de igreja qualquer. Não é que se sentaram nos bancos ao lado daquele onde eu estava e passaram todos os santos minutos a cantar? Mas músicas que não lembram a ninguém. Não se podia dormir (caramba, nós tínhamos dias que começavam às seis e meia da manhã e terminavam às onze e meia, dava jeito aproveitar as horas de autocarro a recuperar e a repor as horas que não tínhamos podido dormir à noite). A meio do segundo dia a ouvir vozes esganiçadas em modo repeat, mudei-me para os últimos bancos do autocarro para ver se conseguia descansar. 

Não é que no fim do autocarro estavam sentadas duas famílias que, juntas, contabilizavam um total de sete filhos? Os pais, habituados à confusão, dormiam o tempo todo. Os sete, entre trocas de lugar, atirarem coisas uns aos outros, deixarem cair comida na cabeça das pessoas, espetarem os pés nos bancos, gritarem, não deixarem ouvir as indicações do guia, chorarem, fazerem perguntas parvas, pisarem o pessoal, etc, não deixavam ninguém descansar. As pessoas que iam no final do autocarro também bufavam por tudo o que era sítio. Eu cá descansei muito melhor, pelo menos os mais velhos tinham a minha idade e ali quase não se ouvia a voz esganiçada das outras duas com tanto barulho e movimento

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Crónicas das férias #2 Promovida a RP
quinta-feira, 22 de agosto de 2013 || 7:48 da tarde

Lá na Bósnia, a cidadezinha onde eu fico não é muito grande, por isso já conheço quase todos os recantos e tenho, obviamente, restaurantes e lojas favoritas. Um dos restaurantes onde mais gosto de jantar fica mesmo em frente à pensão onde fico alojada. Os preços não são maus, a comida é muito boa e o empregado que nos serve é espectacular. Tem um feitio torcido que só ele, mas por alguma razão que eu desconheço, engraçou comigo, por isso atende-nos sempre e trata-nos super bem. Este ano não foi excepção, falei quase sempre em inglês, excepto quando tinha que usar alguma palavra em italiano ou em croata para ele perceber melhor (e não, eu não falo nem italiano nem croata).

Entretanto, entendeu que eu devia ser a relações públicas do grupo naquele restaurante e fez questão de me nomear PR. Sempre que jantava lá perguntava-me as coisas a mim, chamava-me a mim para pagar, pedia-me que fosse ajudar os outros membros do grupo que por ali estivessem e não falassem inglês/italiano e fazia questão de ir dizer bem de mim ao guia do grupo. 

No último dia, quando lhe fiz o pedido sem sequer precisar de olhar para o menu e rematei com duas palavras em croata o homem quase deu pulos de alegria por eu estar tão despachada naquele dia. No final, não só me cobrou um coca-cola pequena em vez da média que eu tinha bebido (eu avisei-o e ele disse que deixasse estar) como se esqueceu de incluir na conta a salada mista. Dei-lhe uma gorjeta de 2 euros (basicamente o troco), ele agradeceu, desejou-me boa viagem e foi gozar com umas clientes que estavam a acabar de chegar e não tinham conseguido mesa. Para o ano, se tiver a sorte de poder viajar, lá nos encontramos outra vez, na mesa do canto. 

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Crónicas das férias #1 O motorista
terça-feira, 20 de agosto de 2013 || 9:02 da manhã

Mal aterramos em Genebra e nos encontramos com o resto das pessoas com quem íamos viajar e que não tinham partido connosco de Lisboa e com o guia, o António, comecei a pensar que tipo de motorista nos iria calhar. Acho que já falei sobre o António, lindo e charmoso, simpático e super educado, fluente em, pelo menos 8 línguas e tudo e tudo. Se já lêem o meu blog há um ano, sabem igualmente a sucessão de momentos constrangedores que aconteceram com o último motorista, polaco, novinho, giro e em tronco nu à minha frente. (post sobre isso aqui). Ora, este ano eu ia preparada para um motorista velho e barrigudo ou para um croata antipático que não percebesse mais língua nenhuma. 

Assim que chego ao autocarro deparo-me com um motorista italiano perfeito. Com trinta e muitos anos, com aquele charme italiano que vemos nos filmes, muito misterioso, de camisa, calças e sapatos de corte italiano e deslumbrantes. Não é preciso ler o meu blog há muito tempo para saber que eu adoro italianos (e italianas!). Com este não existiram momentos constrangedores, graças a todos os Santos. O homem era uma paz de alma, sempre cheio de paciência, sempre com uma boa condução, sempre pronto para aturar o pessoal chato do grupo. Almocei na mesma mesa que ele pelo menos duas vezes e em ambas as ocasiões, o homem terminou a refeição a olhar para mim envergonhado e com um ataque de riso por uma velha insistir em tentar engata-lo, em português, com frases tipo "oh filho, vais lá para minha casa e provas o meu bacalhau. Até podes levar a tua mulher, que eu não me importo". Sim, o pobre homem teve que aguentar isto e enquanto olhava para mim para eu ou o guia irmos traduzindo - não sei porque é que ele insistia em perguntar-me as coisas, eu mal falava com ele e não sei falar italiano, apesar de toda a gente assumir que sim. 

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domingo, 18 de agosto de 2013 || 3:33 da tarde

Voltei. Nestes nove dias passei pela Suiça, França, Itália, Eslovénia, Croácia e Bósnia. Vi tantos lugares bonitos, aprendi tanta coisa gira, conheci tantas pessoas novas e senti-me tão em casa na Itália, Croácia e Bósnia como seria de esperar. Claro que tenho histórias parvas para vos contar, mas vamos com calma que esta noite foi um bocadinho agreste e estou sem comer, sem beber, sem dormir e sem raciocinar muito bem. Amanhã, se tudo correr bem, começo a escrever sem parar. 


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sábado, 17 de agosto de 2013 || 10:21 da tarde

O melhor amigo da minha mãe, que vive no Luxemburgo, está cá de férias e com ele chegam histórias deliciosas que eu não resisto a partilhar convosco. Há três anos que não fala com o filho mais velho, porque caiu no erro de tentar bater à mulher durante uma discussão, o filho viu e deu um soco ao pai. Entretanto, depois de três anos de ausência, o filho, que tem o mesmo nome que o pai e é designado por ele "o meu filho varão" veio a Portugal. Não fosse ele membro da família de que é, foi logo visitar a minha mãe e contou-lhe que o pai lhe tinha oferecido um BMW topo de gama e que o tinha trazido para Portugal. Perante isto, a minha mãe, muito contente, diz-lhe "Ah, ainda bem que tu e o teu pai já se entenderam". Ele responde que não, ainda não fala com o pai mas aceitou o carro. Quando chegou a casa, a minha mãe olhou para mim e disse: 
- Filha, tenho tanto orgulho de ti. 
Ao que eu não consigo evitar responder:
- Porquê? Por ainda falar contigo?
A minha sensibilidade desta vez bateu recordes. 


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Paper towns
quinta-feira, 15 de agosto de 2013 || 1:25 da tarde

Link do meu goodreads

Já que toda a gente lhe tem tecido excelentes críticas e eu estava sem nada para ler, decidi experimentar John Green. Li o Paper Towns, que gira à volta dos últimos dias se secundário de um grupo de adolescentes de Orlando, Florida. É uma mistura de romance, aventura e mistério, mas sem ser um livro para pré-adolescentes. A história propriamente dita começa quando Margo, uma miúda linda e popular, pede a Q, o protagonista, o típico rapaz pouco popular que gosta de jogos de video e palhaçada com os melhores amigos, para a ajudar a fazer uma série de tarefas estranhas durante uma noite. Coisas que envolvem vingarem-se dos amigos falsos dela ou invadir um parque temático. O rapaz aceita porque está perdidamente apaixonado por ela, apesar de eles mal se falarem. A partir dessa noite nunca mais ninguém a vê e o pobre do Q  inicia uma espécie de busca para a encontrar, com base em duas ou três pistas vagas que ela lhe deixou. 

Admito que a obra é um bocadinho surreal, há ali partes em que ele pensa que ela está morta, depois afinal já acha que ela foi para NY, depois se calhar ela está na cidade, escondida num edifício abandonado, etc, ao ponto de eu ter chegado a meio do livro sem acreditar que a criatura voltaria a ser vista. Ainda assim, consegue não parecer muito uma obra para pré-adolescentes, já que o autor tece algumas reflexões sobre o que é uma paper town, sobre a artificialidade das pessoas - a Margo é, aparentemente, tão superficial como qualquer miúdo popular é retratado mas, por dentro, sente um vazio e uma pressão enormes. A ideia base da obra é que somos mais do que aquilo que os outros vêem, que apresentamos uma faceta diferente dependendo da pessoa com quem estamos e, no final, nem sempre sabemos bem quem somos nós, qual é o nosso verdadeiro eu. A crítica à tendência que temos a romantizar aqueles que amamos ao ponto de deixarmos de os ver como pessoas e a necessidade de as vermos como humanas para podermos conhece-los verdadeiramente é outro dos temas mais abordados. Algumas das teorias do autor são bastante interessantes.

Apesar de ter umas partes um pouco surreais e claramente viradas para um público adolescente e de por vezes ser um pouco repetitivo nas ideias que pretende transmitir, o livro acaba por ser muito agradável. As personagens estão bem construídas, na medida em que são exactamente aquilo que se espera de um finalista de liceu americano. Sem grandes eventos, sem irem a festas todas as noites, ou serem vampiros, ou terem um clube secreto que resolve mistérios, sem serem todos mini-génios. Eu adoro ler normalidade, gosto das descrições e das conversas entre eles enquanto jogam playstation, gosto da conversa sobre os sapatos para o baile de finalistas e gosto, simultaneamente, das coisas malucas que lhes acontecem na road trip que marca o final do livro ou das partidas estranhas da Margo. Resumidamente, se forem adolescentes/jovens adultos vão gostar, vão identificar-se com a história e as personagens de uma forma ou de outra, se já estiverem longe dos teens, é menos provável que gostem, mas não deixa de ser uma leitura agradável e algo nostálgica. 

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mas, para não dizerem que sou mete-nojo
terça-feira, 13 de agosto de 2013 || 2:55 da tarde

O mês passado fui a uma das melhores festas de anos de sempre, não tivessem sido os 19 anos da minha melhor amiga. Pela primeira vez em muitos anos vejo-a feliz, com a vida a andar para a frente e rodeada de pessoas fantásticas. Melhor ainda, é bom fazer parte dessa felicidade que a envolve e celebrar mais um ano ao lado dela, cada vez mais crescidas, cada vez mais mulheres, porque o crescimento dela é um espelho do meu próprio crescimento. Éramos 11, com uma casa enorme e linda só para nós, montes de comida e dois cães para mimarmos. Descobri que tenho jeito para jogar Wrestling na Playstation mas que, em compensação, sou péssima a jogar jogos de carros. Pelo caminho consegui interromper a minha melhor amiga e o namorado num momento intimo no andar de cima - e por mais constrangedor que tenha sido, a culpa não foi minha! - e, dez minutos depois, ouvir o irmão do namorado da minha melhor amiga descer a escada a correr por ter apanhado um outro casal semi-despido no quarto dele.

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este post contém linguagem forte
segunda-feira, 12 de agosto de 2013 || 1:53 da tarde

Cada vez me convenço mais que as pessoas não nos felicitam para contribuir para a  nossa própria felicidade mas sim para a delas. Quanto a vocês não sei, mas eu, devido a uma série de eventos menos positivos que aconteceram nessa data demoníaca, deixei de celebrar o meu aniversário. Vou aos anos dos outros, contribuo, se for preciso dou prendas e ponho a minha cara mais feliz nas festas de anos alheias, mas no meu só quero que as 24 horas passem depressa e volte a ser um dia "normal". Avisei as pessoas que não queria Parabéns, nem festas, nem qualquer sinal de que se lembrassem de mim nesse dia mais do que fariam em qualquer outro. Acham que alguém fez o que eu pedi? Qual quê, parece que lhes entrou o demónio no corpo e, a partir do momento em que souberam que eu queria ser ignorada só faltou terem contratado uma tuna para me perseguir o dia todo a contar palavras de amor e felicidade. Não, não estou a ser justa, a minha mãe, a minha tia e a minha melhor amiga respeitaram o meu pedido e têm respeitado sempre. Um bocado contrariados, mas respeitam. O meu melhor amigo, pura e simplesmente nunca se lembrou da data até receber o meu convite para a festa/jantar e mesmo assim às vezes esquecia-se e atrasava-se, o que era muito chato na altura mas hoje em dia é uma benção. 


Uma pessoa respira fundo e dá um desconto à estupidez alheia, pensa "isto foi o primeiro ano, as pessoas não tiveram tempo para se habituar à ideia de que eu só quero que me deixem em paz nesse dia". Mesma palhaçada nos dois anos seguintes. Eu tentei de tudo, isolei-me, fui para sabe Deus onde o dia inteiro, sozinha, expliquei os meus motivos e sentimentos mais de dez vezes, desliguei o telemóvel e o computador e afastei-me da tecnologia que nem uma Amish, fingi que era Testemunha de Jeová e que se celebrasse essa data não ia obter a salvação, disse que o meu pai tinha morrido nesse dia, enfim fiz trinta por uma linha para que percebessem que o dia dos meus anos me lembra situações muito negativas e que a última coisa que eu quero é ser o centro das atenções, nada resultou. Cheguei a ter duas ou três pessoas a perseguir-me - literalmente - e a encher-me o mail e o telemóvel de mensagens de parabéns. O que importa à maioria das pessoas é mostrar que se lembraram e que a tradição tem que ser respeitada à força, toca de me massacrar a paciência até eu chegar ao ponto de me sentir mal fisicamente com tanta chatice mental. Já disse que tenho antecedentes que tornam esta data dolorosa? Já ouviram falar em traumas de infância? Isto é o mais próximo que eu tenho de um trauma de infância, com a diferença que o que me "traumatizou" não aconteceu na infância. 



 Quando, uns dias depois, já de cabeça refeita as confrontei com tal atitude e perguntei "Se sabem que eu não gosto que me desejam os parabéns e que esta é uma data em que quero, precisamente, passar despercebida, porque é que insistem?" e obtive como resposta as doces palavras " Ah, mas eu gosto de contrariar as pessoas, além disso, são os teus anos, tens que celebrar". Senhores, eu sou uma pessoa pacífica, fujo de confusões porque sei que quando abro a boca sou certeira, mas há limites para tudo. A partir desse dia, dessa resposta, adoptei a única estratégia que se revelou minimamente eficaz. Das poucas vezes que a utilizei para resolver assuntos de outra ordem, também resultou. Querem saber que solução milagrosa é que eu encontrei? Pois, comecei a mandar toda a gente que insistisse em chagar-me a cabeça nesse dia para o caralho. Com as letras todas e sem piedade, sem acrescentar mais nada, sem entoação, só "Vai para o caralho." e passei a virar as costas, deixando esta frase melodiosa no ar. Nunca mais tive problemas no dia dos meus anos, depois dos primeiros segundos de choque e do olhar ofendido, toda a gente compreendeu, finalmente, a mensagem que eu demorei tantos anos a conseguir transmitir.  







[Antes que venham para aqui anónimos fazer como o costume e dizer que eu devia era ser abandonada por toda a gente e morrer sozinha porque as pessoas têm boa intenção e eu só tenho é que aceitar o carinho daqueles que me rodeiam, nem que seja enfiado à força pelo rabo a cima, não se incomodam, acho que fui bastante clara e que não se vão ofender se eu vos disser para irem para o caralho]

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home is where the hotties are
sábado, 10 de agosto de 2013 || 2:38 da tarde





Zac Efron
26 anos, EUA.
Actor/Cantor/Modelo
High School Musical, 17 again, The Lucky One, Charlie St Claud

Este moço canta, dança e representa. Conseguiu levar-me ao cinema para ver um filme de Nicholas Sparks sob a promessa de que ia protagonizar, finalmente, uma cena de sexo. Foi uma desilusão, nem um bocadinho de rabo se viu. Piadas à parte, ele é lindo, representa melhor do que geralmente se pensa e parece ser uma daquelas pessoas cheias de boas energias. Deve ser um dos poucos actores da Disney que conseguiu tornar-se conhecido e estabelecer uma carreira sem ter recorrido a polémicas e mudanças radicais. E sempre que eu penso que ele não pode ficar mais giro, o rapaz surpreende-me pela positiva.


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Ponto da situação
quarta-feira, 7 de agosto de 2013 || 2:53 da tarde

- O meu template antigo desapareceu sozinho e eu não sei porquê.  Também não sei há quanto tempo está assim, porque normalmente não vejo o blog em si, uso o painel de administrador para publicar posts, ver comentários e estatísticas e para ler os vossos posts. Portanto, há quanto tempo tenho o blog feioso, sabem dizer-me? Já tentei aplicar uns dez templates diferentes, todos retirados do blogskins, que tem os mais giros e é de onde eu faço o download dos códigos base de todos os templates que uso aqui no blog, mas por alguma razão que eu desconheço a blogger acha que os códigos têm erros e não me deixa aplica-los.O problema é que os erros que eles me apontam não fazem sentido e não deviam ser considerados erros, de modo que, como isto nunca me aconteceu, ando às aranhas e posso demorar um bocadinho a voltar a por este cantinho apresentável. Até lá desculpem e tentem aguentar este template básico azul e branco, que eu também vou tentar. Ainda na semana passada disse para mim mesma que estava a gostar tanto do aspecto do blog que provavelmente não o ia mudar tão cedo.  

- Entretanto, vou de férias na sexta-feira de madrugada. Como vou para o estrangeiro e vou passar por vários países (sim, Itália está incluída!!!!!!!) não vale a pena levar o computador, até porque não vou ter internet. Deixo posts agendados para o blog não ficar muito morto e vou lendo e respondendo aos vossos comentários sempre que estiver num hotel com internet grátis e conseguir roubar o smartphone à minha tia. Se tudo correr bem devo conseguir dar cá um salto todos os dias ou, pelo menos, dia sim dia não, por isso podem continuar a comentar, fazer perguntas e esperar respostas e novidades dos sítios giros por onde eu passar. Quando voltar esperem posts longos sobre como eu me emocionei por estar em Itália outra vez ou sobre como me senti em casa na Bósnia. O costume, portanto. 

- Neste post também podem deixar comentários com coisas/sítios giros em: Genebra, Annecy, La Salette, Laus, Turim, Veneza, Montichiari, Pádua e Istria. Se já estiveram nestes locais digam-me se gostaram, o que fizeram, os pontos fortes/fracos, etc, porque eu vou um bocadinho às cegas. Quem quiser/souber também pode partilhar pérolas e sítios imperdiveis na Croácia ou na Bósnia, apesar de aí eu estar bastante à vontade há sempre mil e uma coisas que nos passam ao lado e quem melhor do que vocês e o meu guia turístico giro que fala oito línguas fluentemente para me guiarem por essas cidades estranhas fora. 

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como ganhar o prémio de maior atrasado mental de 2013.
terça-feira, 6 de agosto de 2013 || 12:39 da tarde

De há dois meses para cá tenho recebido umas chamadas anónimas irritantes. Normalmente recebo um telefonema ou outro de um número privado, lá dizem umas parvoíces e pronto, dão umas boas gargalhadas, eu finjo que também achei piada e a coisa fica logo morta e enterrada. Este novo atrasado que me liga é diferente, quase todas as semanas me liga e o telefonema consiste em fingir que está a masturbar-se a pensar em mim. Ou então não está a fingir, não sei nem quero saber. Das primeiras vinte vezes limitei-me a manda-lo para aquele sítio mágico que só menciono em posts quando estou muito zangada, mas há uns dias, durante o telefonema número cem mil com a mesma brincadeira, deixei-o divertir-se até ao fim. Depois de um minuto de palhaçada, e já visivelmente farta da ordinance pegada que tem sido todas as semanas, a única coisa que me ocorreu dizer foi:
 - Primeiro, és atrasado mental. Segundo, há uns dias atrás ligaste-me e esqueceste-te de pôr o número em anónimo, por isso podes esperar chamadas às quatro da manhã para te atormentarem enquanto tiveres o mesmo número e terceiro, cresce um bocado, já ninguém diz "tintins"


Não sei se foi a ameaça de chamadas às quatro da manhã - por acaso não tenho o número dele, tenho um número de outra pessoa qualquer que também ligou para fazer uma prank call mas esqueceu-se que tinha o número visível - ou se foi a vergonha que passou por eu o gozar por dizer tintins quando não se coibia de usar vocabulário super ordinário durante todo o resto da chamada, mas a verdade é que já não recebo nenhuma chamada do género há muito tempo! Se soubesse que insultar a criatura resultava tão bem já tinha deixado de ignorar as chamadas há meses atrás.

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é desta que me caem em cima trezentas associações
segunda-feira, 5 de agosto de 2013 || 12:40 da tarde

As crianças que eu conheço são chatas ou todas as crianças passam a vida a chorar? Não estou a falar de bebés (até aos 3 anos), aí é normal, mas sou sou eu que acho um bocadinho estranho ver crianças de cinco, seis, sete, oito anos a chorar constantemente? Eu percebo que são pequenos, há sempre birras, magoam-se, os pais ralham e há um sem fim de motivos que podem levar uma criança a chorar. Mas todos os dias, a todos os momentos? A sobrinha da minha melhor amiga, por exemplo, é uma miúda super inteligente, tem cinco anos (quase seis) e passa a vida a choramingar. A sério, acho de todas as vezes que a vi (e foram bastantes, eu e a minha melhor amiga somos como irmãs e frequentamos a casa uma da outra com imensa regularidade) não houve uma única em que a miúda  a determinada altura, não tivesse aberto a boca para chorar. A coisa, com ela, funciona mais ou menos assim: 20% do tempo chora, 60% está amuada ou rabugenta e os outros 20% brinca e está normal. Desata num pranto porque não quer jantar, chora porque bate com a perna na mesa, berra porque alguém a pisa, faz uma choradeira porque não quer ir embora, choraminga porque tem sono, volta a chorar porque se zanga com a mãe, depois chora mais um bocadinho porque teve uma discussão com uma amiga, amua porque sujou a camisola com gelado, etc. E repito, a miúda é super inteligente. 

Acontece exactamente a mesma coisa com o irmão de uma outra amiga, que tem agora 12 anos. O rapaz continua a chorar com uma frequência assustadora. E não, não é choro de tristeza, não vive em depressão. É só mesmo choro de birra ou de amuo por coisas tão simples como a irmã não o querer levar para ir sair com os amigos, ou a mãe não o deixar sair de casa para ir brincar com os amigos depois de jantar ou, em dias mais sensíveis, por alguém ter comido a última mousse de chocolate. Agora a coisa é relativamente controlada, mas há uns anos atrás, quando tinha 8 ou 10 anos, juro que não havia uma dia em que não o visse a chorar ou a fazer uma birra. E eu ia a casa deles todas as semanas...E como estes dois casos consigo encontrar mais três ou quatro sem pensar muito. 

Posto isto, sou eu que só conheço crianças que estão sempre em fase de TPM ou a choradeira constante é um mal generalizado? É que até a minha mãe diz que eu não chorava assim tanto!



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guilty pleasures
sábado, 3 de agosto de 2013 || 12:23 da tarde

Ir ao BES é como entrar no meu quarto de quando tinha treze anos. Paredes forradas a posters do Cristiano Ronaldo. Entretanto, os posters foram-se, mas ficou a admiração pelo jogador, de modo que não me importo mesmo nada de ir ao BES e ter sempre um poster dele no meu campo de visão. Já as pessoas que não vão com a cara dele são capazes de não gostar assim tanto...

A imagem é, obviamente, propriedade do BES. 

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