Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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“Home is Where the ♥ is”
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coisas da vida
quinta-feira, 30 de maio de 2013 || 11:26 da manhã

Gosto muito da Rihanna enquanto cantora. Não a tenho como um ídolo ou um modelo, gosto da música dela, ponto final. Vi-a em concerto quando ela veio a Portugal pela primeira vez e esta semana, por vários motivos, não pude/quis ir ao segundo espectáculo dela em Portugal. Pelas imagens que vi ela deu um show fantástico e foi, como sempre, uma excelente performer. Curiosamente, não tenho pena de não ter ido vê-la, mas confesso que o meu coração ficou um bocadinho apertado quando descobri que podia ter estado no mesmo espaço que o meu ídolo, o Cristiano Ronaldo e, quem sabe, te-lo encontrado por lá. A vida é irónica como o caraças, uma pessoa falta a um espectáculo de uma cantora que adora e fica com pena de não ter ido não pela cantora em si mas sim porque o seu maior ídolo, que nunca está em Portugal, decidiu presentear o público com uma aparição no Pavilhão Atlântico e tirar umas fotozitas com a dita cantora. 

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eu e as drogas
quarta-feira, 29 de maio de 2013 || 6:15 da tarde

Quão irónico é eu ser uma daquelas pessoas chatas que evitam tomar comprimidos ou medicamentos químicos a não ser que seja mesmo preciso [homeopáticos não contam, esses tomo mais facilmente porque são naturais] e depois, quando preciso mesmo mesmo mesmo de os tomar eles não fazerem efeito? A sério, há por aí pessoas, como a minha avó, que tomam comprimidos para prevenir a dor de cabeça que ainda não têm e tudo o que é químico faz efeito e depois eu, que quase nunca tomo químicos - em parte porque não preciso, em parte porque evito toma-los para coisas como dores de cabeça leves ou desconfortos menstruais - construo um sistema de defesa tão forte que estes não actuam e eu fico na mesma. Se eu algum dia caio numa depressão daquelas profundas em que uma pessoa tem que tomar comprimidos para conseguir sair da cama, bem posso desistir da vida e comprar um colchão confortável, que por este andar bem posso ficar a morrer à espera que os comprimidos actuem. 

Curiosamente, a única vez que eu fumei uma ganza e tentei mesmo ficar pedrada aquilo também não fez efeito nenhum e eu fiquei sóbria e fresca que nem uma alface. Era passagem de ano e eu estava em tão má companhia e tão infeliz que caí no erro de tentar alterar o meu estado de consciência para ver se aguentava aquela noite demoníaca. Foi muito giro ver toda a gente bêbeda, pedrada ou ambos e eu ali, sem conseguir sequer ficar ligeiramente mais alegre. Não que eu seja a favor do uso de drogas, que não sou, mas caramba, também não é agradável ser imune à maioria das drogas. 

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Life changing moments
sábado, 25 de maio de 2013 || 7:56 da tarde

Ontem tive um daqueles encontros que têm potencial para mudar uma vida inteira. Ainda estou um bocadinho abananada porque, ou muito me engano, ou o encontro de ontem vai mesmo mudar a minha vida. Ou, pelo menos, a forma como eu a encaro. Pela primeira vez, um estranho leu-me como se eu fosse um livro aberto. Leu-me até à alma. Chegou, literalmente, aos meus sentimentos mais profundos, à forma como as minhas hormonas trabalham, às dores e aos medos. Disse tudinho, sem gaguejas, sem se engasgar e isso é coisa para deixar uma pessoa assustada pra caraças. Vamos ver se isto dá em alguma coisa ou se foi só perder tempo. 

Não, não estou a falar de um encontro amoroso. Continuo solteira, boa rapariga e disponível para conhecer rapazes jeitosos. Mais pormenores virão com o tempo, prometo. 

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ovelha negra
quinta-feira, 23 de maio de 2013 || 8:31 da manhã

Se há coisa que me custa a compreender é como é que, pelo menos, 60% das pessoas que andam na rua a manifestar-se contra as propinas são as mesmas que, no dia seguinte se passeiam pela universidade com um traje académico que custa entre 120 e 200 euros. Eu também sou a favor de um ensino gratuito e da abolição ou redução da propina ou, pelo menos, da sua abolição/redução com base no aproveitamento escolar do aluno, mas não acho coerente existir tanta indignação quando a grande maioria dos estudantes colabora com uma tradição (humilhante) que requer a compra de um conjunto de vestuário que além de obedecer a uma série de regras demasiado rígidas custa, pelo menos, metade do valor de uma propina. Pena tenho daqueles que não podem estudar porque não conseguem pagar as propinas ou dos que estão indignados porque passam mesmo dificuldades...Vejo muita falsa solidariedade no que toca àqueles que não podem estudar porque não conseguem suportar os custos, mas não vejo ninguém que anda nas manifestações contra as propinas falar do preço ridículo que o traje académico. Apesar de ser anti-praxe, não é contra o traje ou contra as praxes que falo, também não falo a favor das propinas, mas parece-me hipocrisia e conveniência gritar tanto que assim não dá para estudar e que a propina está a assassinar o ensino, quando 60% dos estudantes que se queixa faz questão de gastar 150 euros no traje e aí não reclama, usa-o com orgulho. 

Agora, antes que me caiam todos em cima como o costume, sim, há a possibilidade de eu ser uma grande ignorante e não perceber o verdadeiro significado das propinas e do traje e do diabo a sete. Assim como há a possibilidade de ter entendido exactamente o significado do que acabei de dizer. Se quiserem criticar a minha opinião, compreendo, mas não critiquem as coisas que eu não escrevi, como de costume, limitem-se a criticar aqueles que eu, de facto, escrevi. 

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um mal nunca vem só
terça-feira, 21 de maio de 2013 || 2:36 da tarde

1 - Acordei a meio da noite cheia de febre. Já me tinha deitado com frio, por isso tinha uma botija de água quente aos pés (sim, no fim de Maio, lamento) e nem assim aquecia. Fui acordar a minha mãe e perguntar-lhe onde é que estavam as aspirinas e o termómetro. Do segundo, ninguém sabia, para não contrastar com o habitual naquela casa, aspirinas não podia tomar porque ainda não tinham passado seis horas desde que tinha tomado as últimas. Lá fiquei meia hora a tremer de frio e a transpirar, tudo ao mesmo tempo.

2 - Levanto-me super mal disposta para ir à procura do termómetro pela terceira vez quando, sem perceber muito bem como,  dou por mim a correr para a  casa de banho, e  a vomitar que nem um homem bêbedo e quase a desmaiar de sono, de cansaço, de dores e de frio. Respirei fundo e fui beber um chá que a minha mãe, entretanto, me tinha preparado, porque com o barulho que eu fiz a vomitar e a cambalear de um lado para o outro claro que ela não conseguiu voltar a adormecer. Bebi o chá, tomei o comprimido e a coisa compôs-se.

3 - Lá fiquei melhor e consegui dormir quatro horas. Quando acordou estou completamente encharcada em suor, algo que nunca me aconteceu. Vou a correr para a casa de banho, para tomar um duche e me despachar a ir para a faculdade - sim! - e o esquentador não liga. Depois de dez minutos ali, e estando completamente fora de questão tomar banho de água fria, sob a pena de não me levantar da cama na próxima semana, lá fui eu lavar-me como pude, mais uns toalhetes, mais um desodorizante, mais um perfume, mais um blush para não parecer morta e lá consigo sair de casa.

4 - Mal chego à faculdade, entro para o anfiteatro e levo com duas horas de teste a escrever sem parar.

5 - Saí do teste toda contente porque aquilo correu bem e, afinal, pode ser que mesmo cheia de febre consiga uma boa nota. Entro no primeiro autocarro que passa. Andamos 30 metros e arma-se uma confusão tal que pensei que era outra vez uma luta de idosos (se ainda não leram esse post, deixem-me informar-vos que estão a perder um dos únicos posts de jeito deste blog), mas não, um rapaz com ar duvidoso tinha entrado no autocarro, espetado uma agulha noutro rapaz e tentado levar-lhe a mochila. Para sorte de toda a gente o motorista era um durão, daqueles que vai ao ginásio todos os dias e sabe dar um bom soco e disse logo que ia chamar a polícia. Depois de dez minutos de peixeirada, o homem lá abre a porta da frente para nós sairmos e lá fui eu, pelo caminho ainda levei um pontapé do motorista, que teve que usar o pé para impedir o ladrão de sair do autocarro. Fica a memória de temer pela minha segurança, da discussão sobre se podemos apanhar hepatite por uma agulha e o quase pontapé do motorista.

6 - Lá fui a pé para a paragem seguinte, na esperança que o autocarro não demorasse muito. Não só demorou um bocado como, depois de termos percorrido umas três ou quatro paragens começam a gritar para o motorista parar o autocarro porque havia uma senhora a sentir-se mal. Eu juro que me ri, não da má sorte da senhora, que até se estava a sentir mal porque tinha ido doar sangue, mas da minha. Lá ficamos parados mais dez ou quinze minutos, até o motorista chamar o 112 e abrir a porta. Assim que a porta se abriu toda a gente perdeu o interesse pela senhora e saiu tudo disparado porta fora. Eu, armada em boa samaritana, ainda fui perguntar à senhora se precisava que companhia até o INEM chegar, na esperança que ela recusasse, claro. A pobre da mulher devia estar mesmo assustada porque disse que sim, que não queria ficar ali sozinha e pumba,  lá fico eu mais 15 minutos a segura-lhe a mão até chegar a ambulância. Coitada, aposto que nunca mais a apanham a dar sangue, o suminho e as bolachinhas não valem o susto que ela apanhou.

7 - Depois de tanto tempo dentro de autocarro decidi apanhar o metro, que era o que eu devia ter feito logo de início. Quando saio do metro, reparo que faltam, nada mais nada menos, do que 25 minutos para o autocarro que eu preciso para ir para casa. Lá fui eu a pé mais de meia hora, a transpirar por todo o lado, cheia de febre e a pensar que, pelo menos, hoje tenho a tarde livre e que mal chegasse a casa tinha o almoço feito.

8 - O almoço era canja. Detesto canja.

Ainda nem 15h horas são. Tenho tanto medo deste dia.

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram
quinta-feira, 16 de maio de 2013 || 1:34 da tarde

Uma professora dispensou-me de fazer o último teste da cadeira, pois segundo as contas dela eu já tinha dezasseis. Quando, no dia do teste lhe perguntei se estava mesmo dispensada ou se ainda podia fazê-lo para subir para dezassete, ela olha para mim, fica calada uns momentos, pega nas fichas de aluno e responde-me "Ah, não precisa de fazer o teste, eu decidi dar-lhe dezassete porque dei dezasseis à sua colega x, vá descansada, bom fim de semana". Eu não merecia uma nota tão alta, mas claro que fiquei contentíssima.  Já tinha lidado com muitos professores malucos, mas um cuja maluqueira abonasse a meu favor foi mesmo a primeira vez. 

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sábado, 11 de maio de 2013 || 12:57 da tarde

Na semana passada fui com a minha mãe visitar um dos melhores amigos dela ao hospital. Quem me conhece sabe que tenho aversão a hospitais, talvez por ter tão más recordações, talvez por ir a um todas as semanas (para ir à Missa) ou, mais provavelmente, porque sou demasiado sensível ao sofrimento dos outros. Entra-me pelo corpo dentro, gela-me a alma, petrifica-me, impotente por não poder fazer nada para aliviar aquela dor que vejo espelhada na cara de quase todas as pessoas que passam por um problema de saúde grave. 

Fez-me confusão vê-lo ali deitado num quarto desconhecido, rodeado de outros doentes desconhecidos, a lutar para melhorar, a tentar ignorar que tinha a barriga em carne viva, cheia de pontos e de agrafos e a tentar ser positivo, porque a primeira parte do tratamento do cancro já estava ultrapassada. 

As pessoas de quem gostamos nunca deveriam ficar fracas e com a voz arrastada por causa da anestesia. Não deviam ter cancro, sempre essa maldita doença que teima em levar tantas pessoas que, no mínimo, não mereciam morrer de  forma tão dolorosa. Principalmente, ninguém devia ter que passar por duas operações complicadas e dois meses de quimioterapia, chegar ao fim e perceber que afinal a coisa não resultou e o sofrimento foi todo em vão. Estou cheia de medo que o amigo da minha mãe morra. Evito formular essa hipótese em voz alta, como se isso tornasse o perigo ainda mais real, como se o acreditar desmesurado, o pensamento positivo e as orações o fossem curar mais depressa. 

Infelizmente, sei por experiência quase-própria que isso não acontece, que por mais que acreditemos, por mais que desejemos, por mais que rezemos, as pessoas morrem na mesma e a nós, restam-nos as memórias e a revolta. A minha mãe acreditou que o meu pai ia sobreviver até ao dia em que chegou ao quarto dele e viu a cama vazia. E eu, contra o que o bom senso e o instinto de protecção me mandam fazer, continuo a recusar-me a acreditar que ele vai morrer, continuo incapaz de me ir preparando para o pior, porque por mais que eu queira, tenho sempre a esperança que desta vez seja feita justiça, que uma pessoa tão boa como ele não morra desta forma horrível, nesta altura horrível, depois de tanto sofrimento. Deixei de conseguir rezar, é certo, mas feliz ou infelizmente, ainda não deixei de acreditar que desta vez vai tudo correr bem, que as cicatrizes da carne vão desvanecer e que as da alma vão, eventualmente, tornar-se suportáveis. 

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coisas que aposto que nunca vos aconteceram.
terça-feira, 7 de maio de 2013 || 10:41 da tarde

Por norma, não perco muito tempo a ver artigos para a casa. Só me perco um bocadinho nos pratos, copos, tigelas, talhes, canecas, etc, coloridos. Hoje, ia muito bem no supermercado, quando me apaixonei por uma almofada gigante. Linda e fofa que só ela, com aqueles elementos clichet de Londres, como a bandeira, o simbolo do metro, os monumentos principais que, em circunstâncias normais eu acharia vulgar e piroso mas que, naquela almofada em particular, se combinavam lindamente. Foi amor à primeira vista e eu já só pensava em deitar-me em cima daquela almofada tão gigantemente confortável. Levo a almofada até à caixa, onde a minha tia estava a pagar as compras e só quando ela me leu a etiqueta é que eu percebi que aquela almofada de que eu tanto gostei, só era tão linda, tão confortável e tão grande porque era, nada mais nada menos, do que uma cama para cães e gatos. A sério? É que agora estou a um passo de comprar uma cama de cão...para mim.

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hoje de manhã foi mais ou menos isto que aconteceu comigo e com a minha mãe
domingo, 5 de maio de 2013 || 12:05 da tarde



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