Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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eu sou capaz de ter um problema...
segunda-feira, 29 de abril de 2013 || 10:31 da tarde

Descobri que adoro Shakespeare mas que, invariavelmente, acabo a rir às gargalhadas em todos os livros dele. Quanto mais dramático for, mais eu me rio. Ir no autocarro a ler o Hamlet e desatar a rir é coisa para me fazer parecer um bocado maluca...

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resumo do meu fim de semana num hotel com gente maluca
domingo, 28 de abril de 2013 || 6:40 da tarde

1 - Aprendi que nunca devemos ser muito simpáticos com rapazes mais novos que tiveram uma panca de adolescente por nós. Mesmo que isso já tenha acontecido há quatro anos atrás, vamos acabar sempre com a caixa de entrada do telemóvel cheia de sms desesperadas e promessas de amor eterno. (Eu mereço?) Aprendam comigo, que eu já caí no mesmo erro duas vezes.

2 - Estive com pessoas com quem não estava há muito tempo e que foram as causadoras de um dos piores períodos da minha vida e, simultaneamente, muitos dos melhores momentos da minha vida. [história confusa e impossível de explicar. Não, não envolve amores não correspondidos. Ok, envolve o B., mas ele não está directamente relacionado com a história e nem sequer nos vimos, por isso não conta] Eles estão exactamente iguais, eu estou exactamente igual, o ambiente está exactamente igual. A única diferença é que passaram cinco anos e agora já ninguém brinca comigo, já que estou suficientemente segura de quem sou e de quem quero ser para não me sentir um animal encurralado e assustado. 

3 - Eu não gosto particularmente de crianças. Para ser sincera, prefiro não ter muito contacto com elas. Mas as crianças parecem adorar-me. Acho que este fim de semana, peguei ao colo a, pelo menos, cinco bebés/crianças pequenas. Os pais e as mulheres à minha volta riam-se e faziam aquela cara de atrasados que os adultos insistem em fazer para os bebés e eu lá me esforçava para fazer um sorriso amarelito enquanto pensava se tinha mais pena de mim própria ou da criança que estava a segurar e que tem que levar com aquilo todos os dias da sua vida. Depois de ver três velhas apertarem-lhe as bochechas cheguei à conclusão que tinha mais pena dele do que de mim. 

4 - Às tantas, dei por mim na praia ao lado do hotel com dois rapazes de quinze anos que conheço desde que nasceram. Os gajos falaram de sexo, de drogas e fumaram um cigarro cada um. Credo, eu lembro-me de ver as mães deles mudarem-lhes as fraldas e agora eles têm a voz grossa, cheiram a homem e já fumam às escondidas dos pais. Senti-me velha. 

5 - Lembram-se do rapaz deste post? Pois que nos encontramos outra vez, jantamos juntos, tivemos conversas hilariantes que envolveram ampolas para a cabeça, bailaricos em lares da terceira idade, acidentes de automóvel, o padre da paróquia dele e outros temas igualmente interessantes. Rimos que nem uns malucos, acabamos de jantar, ajudámos os técnicos de som de um casamento que estava a acontecer lá no hotel a descarregar a tralha toda e fizemos corridas naqueles carrinhos que os funcionários dos hotéis usam para levar as malas. 

6 - Havia uma suposta discoteca no hotel. Fui até lá com três rapazes do grupo. Vimos quatro homens bêbedos  duas mulheres ainda mais bêbedas e um casal polaco meio-despido. Voltámos logo para trás.

7 - Passei a simpatizar com pessoas com quem não simpatizava. Aparentemente, foram precisos seis anos para algumas delas também começarem a simpatizar comigo. Antes tarde do que nunca. 

8 - Nas 36h que passei com o grupo, perguntaram-me sete vezes se tinha namorado. Perante isto só consigo formular duas hipóteses: ou estou com muito bom aspecto, ou estou com muito mau aspecto. Vamos pensar que é a primeira. Também me perguntaram algumas vezes se andava a ter cuidados com a alimentação, o que me leva a formular novamente as duas hipóteses anteriores e a terminar com a mesma esperança de há pouco. 

9 - Fizeram-me um desconto de seis euros no preço final da estadia. Claramente foi para me compensarem por ter sido acordada pelos melhores amigos do noivo do casamento que estava lá no hotel, que se perderam e pensavam que a prima Leonor estava hospedada no meu quarto. Não sei o que é que eles queriam à prima Leonor às quatro da manhã...

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desculpe?
sexta-feira, 26 de abril de 2013 || 5:50 da tarde

Aparentemente, a nova fonte de constrangimento da minha vida é o facto de ter um taxista de 37 anos com a cabeça toda queimada das drogas com uma panca por mim.O homem tem o descaramento de fazer comentários constrangedores ao pé da minha mãe, que simpática como é já me avisou que não falta muito para o tratar mal.  Agora digam-me sinceramente, eu mereço? Quer dizer...eu sei que sou solteira e boa rapariga, mas não tanto. 


Mila Kunis

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quinta-feira, 25 de abril de 2013 || 1:38 da tarde

isto

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coisas que aposto que nunca te aconteceram
domingo, 21 de abril de 2013 || 10:13 da tarde

Ires fazer uma sessão de depilação a laser nas pernas. Vestires umas calças de ganga novas e ires para a faculdade. Chegares à clínica à hora de almoço e, enquanto te despes, reparares que tens as pernas azuis por causa da tinta largada pelas calças. A técnica pergunta-te se as calças foram compradas no Chinês, dizes que não, que foi na Zara. Acabares com duas funcionárias a lavarem-te e esfregarem-te as pernas, literalmente, com um pano mergulhado em espuma de banho e água quente, porque se tiveres as pernas pigmentadas corres o risco de o laser te ler o azul das calças de ganga e te queimar. Este tipo de coisas tende a acontecer-me vezes demais.


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coisas que me assustam ainda mais
sexta-feira, 19 de abril de 2013 || 3:13 da tarde

Situações como esta acontecerem de forma recorrente em países do dito primeiro mundo. Isso e eu ser considerada gorda por não pesar entre 48 e 53kg e não vestir o 32 nem ter as costelas à mostra. (Eu gostava tanto de compactuar com os padrões de beleza de uma sociedade obcecada...mas pronto, gosto de comer e recuso-me a andar a folhas de alface e meia banana por dia. Caprichos do raio da miúda, pá). Isso e, para além de comer papel, ser completamente normal uma pessoa entrar num estado de fraqueza tal que só consegue abrir os olhos. Realmente só há uma coisa mais sexy do que um zombie: uma rapariga que pareça um veado bebé anoréctico assustado. 

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das coisas que me assustam.
quinta-feira, 18 de abril de 2013 || 4:52 da tarde

Se é verdade que sou a primeira pessoa a dizer que as depressões, os vazios, as decisões difíceis e os contratempos se fazem sentir em qualquer idade e que uma pessoa de catorze anos tem tanta legitimidade e direito de estar a passar um mau bocado como uma pessoa de trinta, é igualmente verdade que a quantidade de adolescentes e jovem adultos deprimidos, ansiosos, desanimados com a vida e cheios de medo do futuro é cada vez maior. Assustadoramente grande, assustadoramente chocante. Nem todos os países estão em crise, como Portugal, mas a verdade é que há cada vez mais adolescentes no psicólogo porque não conseguem dormir à noite, não gostam de si, se cortam, desenvolvem transtornos alimentares, entram em depressão, têm ataques de pânico, são mal-tratados pelos colegas, sentem uma pressão imensa para se definirem e encontrarem o seu lugar e se sentem sufocados pelo presente e pelo futuro. Em que é que ficamos, a culpa é destas pessoas que por serem jovens criam problemas na cabeça, da sociedade que estamos a construir e que nos sobrecarrega com pressões e preconceitos ou de outro factor qualquer que me está aqui a escapar? Não é uma pergunta irónica, é mesmo uma interrogação verdadeira...é que por este andar toda a gente dá em maluca antes dos trinta. Ver uma criança de 11 anos no psicólogo porque não consegue lidar com o stress do dia a dia é assustador (e não, o míudo não é maluco, é até uma criança super inteligente, se se queixa é porque tem razão para isso), mas ver mais três ou quatro mais ou menos da mesma idade a lidar com problemas do género e olhar para as taxas de depressão entre alunos do secundário/universidade deixa de ser apenas assustador para passar a ser alarmante. 



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Muito conveniente.
terça-feira, 16 de abril de 2013 || 2:17 da tarde

Passam a vida a dizer-me que eu estou linda e crescida. Que sou uma princesa. Que devo estar cheia de namorados. Que estou uma mulher. Que tenho um cabelo lindo. Que têm que me apresentar aos filhos, sobrinhos, netos, enteados. O mais irónico é que são sempre mulheres com idade para ser minhas progenitoras que me dizem este tipo de coisas. Nunca são homens (os das obras não contam!) , muito menos rapazes da minha idade. Alguma coisa está muito errada. Só não sei é se é comigo, com eles ou com elas. 

Porque quando se fala de beleza ne


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Sensibilidade, bom senso e não me fumes para cima, pá.
sábado, 13 de abril de 2013 || 3:42 da tarde

Acho que uma das coisas que mais falta nos dias de hoje é sensibilidade. E bom senso. (Não, não foi uma piada literária forçada, é mesmo verdade). Falta o bom senso de não usar roupa demasiado ordinária só porque temos liberdade para o fazer ou a sensibilidade de não colocar a música aos altos berros no café ou no autocarro, porque qualquer Ser Humano criado num país do dito primeiro mundo e com mais de dez anos deveria saber, instintivamente, que os outros não têm obrigação de ouvir a nossa música. Falta o bom senso que nos impede de recorrer ao bullying, mesmo quando não gostamos mesmo nada daquele colega mais fraco ou daquele miúdo mais novo. Acima de tudo, falta-nos, enquanto sociedade, a sensibilidade de compreender que, por muito que nos aborreçam, certas regras são para ser cumpridas para o bem comum. Como, por exemplo, atravessar a estrada na merda da passadeira para não obrigar os carros a parar de 30 em 30 segundos ou, sei lá, puxar o autoclismo quando vamos à casa de banho num local público, porque os outros não têm obrigação de limpar trezentas sanitas por dia só porque meia dúzia de senhores e senhoras têm o dedinho preguiçoso e não podem carregar no botão do autoclismo. 
    Falta-nos aquilo que os povos nórdicos têm a mais: disciplina e sensibilidade, que se traduzem, inevitavelmente, no respeito ao próximo. Porque eu perco a conta às vezes que tenho que cheirar o fumo do tabaco dos outros em sítios onde não se pode fumar, ao ponto de chegar a casa e a minha mãe me perguntar se eu estive a comer chouriço porque a raiz dos meus cabelos lhe cheira a fumo. (Sim, isto é verídico, mais uma das pérolas da minha vida), às vezes que estou com os meus amigos, que adoro do fundo do coração e coro de vergonha quando os vejo berrar do fim do autocarro para os lugares junto ao condutor, às vezes que um chico esperto me tenta passar à frente na fila do supermercado só porque sim e é mais fácil engendrar um esquema mirabolante do que esperar quietinho na fila. É a filosofia do "ele não se importa" ou " o outro só tem que comer e calar porque eu sou o rei do mundo" que mais me incomoda. 
   São estas regras básicas, como passar na passadeira, puxar o autoclismo ou comportarmo-nos conforme o local e a ocasião exigem que nos passam um pouco ao lado. E esta falta de civismo, juntamente com a crise e os problemas pessoais que cada um de nós tem, é coisa para fazer com que o dia seja muito mais longo e cansativo do que seria necessário.




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o meu dia da defesa nacional por tópicos
sexta-feira, 12 de abril de 2013 || 5:46 da tarde

- Fui com pessoas da minha área de residência, a.k.a aquele tipo de chungas de Chelas e Bela Vista que, aos 18 anos, dizem, orgulhosamente, que têm o quinto ano de escolaridade e passam o dia a gritar "homem ao mar" (e algumas pessoas decentes e normais porque, como é óbvio, não podiam ser todos animais)
- Havia um medo generalizado que o almoço fosse dobrada, não percebo muito bem porquê nem de onde veio essa ideia, mas quando vimos que o almoço era arroz de pato e até tinha um aspecto decente, ouviu-se uma espécie de suspiro colectivo. 
- Um dos oficiais que me deu a palestra era igualzinho ao Ryan Gosling, sexy até dizer chega. Conseguiu fazer-nos rir imenso, mandou uma série de piadas pseudo-sexuais e deixou-me viciada na expressão "à princesa". Atrevo-me a dizer que há já algum tempo que não via um homem tão sexy como ele. Eu, que nem  era particularmente fã do Ryan Gosling prometo estar mais atenta ao trabalho do rapaz a partir de hoje. Para variar a minha melhor amiga, que foi comigo, não o achou nada giro. 
- Fui com tantos amigos e ex-colegas que aquilo mais parecia uma reunião de finalistas de 2009 da minha escola básica. Com direito a ex-namorados a evitarem-se, crushes antigas a renascerem e grupos de amigos antigos a reencontrarem-se. Foi tão cliché que, no fim do dia, as raparigas foram todas tomar um café juntas e os rapazes foram para o café ao lado beber umas cervejas. 
- A minha parte preferida foi a visita à base dos fuzileiros, com direito a piadas machistas, muita testosterona e exibicionismo macho e o fuzileiro que nos fez a apresentação a tirar a cavilha de segurança a uma granada. É sempre bom saber que a minha vida esteve assente no polegar que segurava a patilha que activava a granada. Acho que quando ele disse "A nossa mochila de missão pesa 50 kg, mas se alguma mulher se alistar nos fuzileiros eu mando fazer um trolley" que eu me decidi a alistar-me. 
- Confesso que fiquei um bocado desiludida. Então eles gritam com as pessoas que se sentam no chão e obrigam-nos a andar todos em filinha mas depois há quinze minutos de intervalo de hora a hora para os meninos poderem fumar? Obrigam o pessoal a tirar as mãos dos bolsos e os gorros da cabeça mas não dizem nada quando um dos rapazes do grupo diz, alto e bom som, que gostava de enrabar a oficial que nos fazia a visita guiada? Esperava mais desse papão de disciplina que o exército se gaba de ser. 
- Fumar substância ilícitas, como ganzas, dava direito a multa e expulsão da base naval. Adivinham o que é que o meu melhor amigo decidiu fazer mal lá chegou? 
- Apesar de tudo, e por já ir tão psicologicamente preparada para uma tortura, até nem desgostei do dia. Podia ter sido muuuuuuuito pior. 


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Histórias de Domingo à tarde
segunda-feira, 8 de abril de 2013 || 9:32 da tarde

Eu bem digo que não passam três dias sem me acontecer algo constrangedor. Eu fujo desse tipo de momentos mas eles vêm sempre ter comigo, é impressionante. Domingo, às três da tarde, estava eu deitada no banco de trás do carro a remoer o almoço e à espera que fosse hora de ir embora do sítio onde estava com a minha mãe e a minha tia, como boa lontra de sofá que sou. Estão a ver aquele momento em que a moleza é tanta que até os olhos começam a querer fechar? Assim estava eu, com a cabeça deitada nas pernas da minha tia e meia hora pela frente para poder dormir. Às tantas, sem eu perceber muito bem como ou porquê, visto que estava meia acordada meia a dormir, chega um rapaz da minha idade com quem já falei cinco ou seis vezes, que viu a minha tia e pensou que ela estava sozinha no carro. O moço abre a porta do carro de rompante e cumprimenta-me logo, sem me dar tempo para levantar. O resultado foram dois beijos numa posição altamente esquisita, assim tipo spider man, com as caras "ao contrário" e mil e um obstáculos criados pelo carro. Uma pessoa ainda nem está bem acordada e já vê a boca de um pokemón raro daqueles passar a milímetros da sua. Desisti logo de me levantar e resolvi ignorar o clima embaraçoso que ficou ali a pairar para não piorar ainda mais a situação. Infelizmente ele decidiu mencionar isso mesmo e saí-se com algo como " Epá, este foi o beijo na posição mais original que já dei. Realmente há sempre uma primeira vez para tudo, e a minha foi contigo, no banco de trás de um carro."...Relembro que a minha tia também estava lá, o que, como devem imaginar, não ajudou a melhorar a situação.  Ainda deu para me rir um bocado, podia ter sido bem pior.

Como se não fosse já suficiente, acabei a tarde sentada ao lado do José Castelo Branco e da Betty e a tentar fugir de um amigo da minha mãe que, não contente por ser rico, faz questão de o mostrar a toda a gente, incluindo a mim. Pediu-me para segurar no casaco Yives Sain Laurent que deve ter custado mais do que três meses da renda da minha casa, obrigou-me a entrar no Mercedes topo de gama e deu-me uma seca de 10 minutos a explicar-me para que é que servia todo o santo botãozinho. Quando saio do carro, por pouco não fico presa entre o dito Mercedes e o Jaguar do Castelo Branco. A minha avó sempre disse que se é para ser atropelada é para ser atropelada com estilo. A parte assustadora é que a minha avó foi mesmo atropelada, mas foi um um taxi e ficou a precisar de muletas para o resto da vida, mas isso é outra história.   

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[private post]
sábado, 6 de abril de 2013 || 3:43 da tarde







Há imagens que valem mais do que mil palavras, trocas que olhares que contém toda a mágoa do mundo e suspiros que transportam todo o peso da desilusão. E, infelizmente, no meio de tanto suspiro, de tanta mágoa  tanta desilusão, o amor nunca desaparece completamente, o que torna a tristeza muito mais difícil de contornar e os suspiros muito mais profundos. 

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not a big deal but...
quarta-feira, 3 de abril de 2013 || 9:10 da tarde

Acabei de saber que um texto meu vai ser publicado pela Imprensa Nacional- Casa da Moeda, devido a um projecto do CCB pseudo-coordenado pelo Vasco Graça Moura. Enviaram-me um mail a dizer que o Vasco Graça Moura tinha guardado cinco volumes do mini-livro para o autor de cada texto e que ia haver uma sessão de entrega na minha escola secundária, que me convidou a mim, a outros ex-alunos e a alunos do 12º ano para participarem na iniciativa a nível nacional. Parece que a minha escola secundária fez sucesso no CCB, parece que a minha professora de literatura é amiga de uma série de personalidades e conseguiu que os textos de todos os alunos figurassem num livro editado pelo CCB em conjunto com a Casa da Moeda. É óbvio que ninguém vai ler o livro, que já ninguém quer saber da iniciativa e que não é nada de novo e genial. Ainda assim não consigo deixar de estar muito contente, é mais uma experiência para a minha lista de "eu já" e, no fundo, uma boa notícia no meio do universo de más notícias que tem sido a minha vida nos últimos meses. Claro que, como não podia deixar de ser, marcaram o lançamento do livro para uma data em que me é absolutamente impossível comparecer, o que não é nada positivo, se tivermos em conta que eu tenho que participar na sessão e ler parte do meu texto. Se estivesse a correr tudo muuuuuito bem eu até me espantava um bocadinho

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histórias de sábado à noite
segunda-feira, 1 de abril de 2013 || 9:18 da manhã

No Sábado fui a uma festa de anos, talvez tenham visto o post que esteve temporariamente aqui publicado e que fazia parte da minha prenda para a aniversariante, que por acaso é das minhas melhores amigas e até merecia uma prenda mais decente do que aquela que eu lhe dei. Depois do jantar de anos, fomos todos para a baixa, onde a mãe dela nos tinha preparado uma surpresa: uma visita guiada de 90 minutos em que um actor nos levava por alguns dos recantos de Lisboa, contando histórias de terror verídicas que aconteceram nos exactos locais onde parávamos, entre os séculos XIV e XIX. A actriz era excelente, muito mais assustadora do que as histórias em si, e se é verdade que eu até fico pouco à vontade com encenações em que o actor interage directamente com o público (ao ponto de nem aproveitar bem a representação com medo de ser chateada), admito que neste caso foi mesmo necessário e tornou o ambiente muito melhor (e esconder-me atrás do resto dos elementos do grupo nem era muito difícil). Esta é a página de facebook da companhia que faz isto. O bilhete é um bocadinho caro - 18 euros - mas ver Lisboa à noite e percorrer as ruas com um grupo de amigos enquanto ouvimos histórias do arco da velha é muito engraçado. Resta-me dizer-vos que depois da visita fiquei mesmo com a impressão que Lisboa é uma cidade de assassinos, ladrões e interesseiros mas que estou cada vez mais apaixonada pela cidade, cujos cantos e recantos me surpreendem cada vez mais, e sempre pela positiva. 


foto retirada do facebook deles

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