Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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não se torna mais surreal que isto
sexta-feira, 29 de março de 2013 || 2:46 da tarde

Estas mini-férias passei algum tempo no café da minha mãe. Ao lado do café está um estaleiro com obras  e, consequentemente, há sempre um polícia de trânsito, apesar passar um carro de duas em duas horas. O polícia, como não tem nada que fazer, passa as tardes no café. Às tantas, entra um taxista completamente drogado e claramente bêbedo (há uma central de taxis ao pé do café). O polícia de trânsito não só lhe pergunta se está tudo bem, como, depois de ouvir a história de como a filha do senhor foi violada e ele não consegue aguentar o dia sem estar altamente pedrado, ainda lhe paga uma cerveja para o animar e lhe deseja um bom serviço. Claro que tive que sair do café e ir para a rua rir-me [e chorar] da situação, mas desta vez acho mesmo que  tive desculpa para o ataque de riso...

(imagem do Chace Crawford em homenagem à minha vontade de rir e ao polícia giro que, uma vez por semana, era designado para o local)

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E só porque é semana santa, resumo da minha semana santa em awkward moments
segunda-feira, 25 de março de 2013 || 9:56 da manhã

Quinta-feira - Como ando extremamente stressada fui fazer uma sessão de Acupunctura. Não que goste muito da ideia de ter agulhas espetadas pelo meu corpo fora, mas a alternativa seria tomar calmantes e anti-depressivos. Com a minha sorte ainda acabava toda drogada e dependente dos comprimidos e ia gastar os rendimentos anuais da família para Vila Ramadas. Qual não é o meu espanto quando o Chinês - que a meio da consulta se pôs a falar Chines, assim sem mais nem menos, Toma lá três ou quatro provérbios na minha língua Natal que só tem faz é bem - começa a espetar as agulhas e eu me apercebo que, realmente, aquilo não doí nada. Respiro fundo, visivelmente aliviada e relaxo, pensando eu que nada de mal me ia acontecer nesse dia. Passados dez minutos vem uma mulher tirar-me as agulhas e fazer aquilo a que ela chamou, carinhosamente demais, "uma massagem muito relaxante". Claro que o raio da mulher me martelou as costas todas e me deixou com umas dores musculares horríveis que ainda não passaram. Eu já devia saber que com a minha sorte era bom demais entrar e sair daquele consultório sem uma coisa deste género acontecer. 

Sexta- feira - Com tanto stress tenho o sistema imunitário em baixo e apanhei uma constipação. A minha melhor amiga e um dos nossos grupos de amigos insistem desalmadamente que eu me junte a eles à noite, na mata do nosso bairro. Eu ainda tentei explicar que ia chover, que estava mau tempo e que eu estava doente, mas ninguém me ouviu. Como acontece 99% das vezes. Claro que choveu torrencialmente e quatro raparigas, dois rapazes e dois cães grandes acabaram comprimidos contra o vidro de uma paragem de autocarro, a apanhar chuva em todas as partes do corpo descobertas, até às 11h da noite, altura em que eu decidi que já chegava. Cheguei a casa a escorrer água e acordei, nesse dia, às quatro da manhã cheia de febre. E o que eu gosto de expedições pela casa às escuras à procura de medicamentos que alguém guardou numa gaveta qualquer do quarto de não sei quem há não sei quantos meses?

Sábado - a minha família - leia-se: a minha mãe e a minha tia - vão todos os meses a uma oração semanal na noite de Sábado. Eu nunca vou, porque apesar de ser crente e de ir à missa quase todas as semanas ainda não cheguei a este estado de beatice e porque, geralmente, tenho mais que fazer ao Sábado à noite. Este Sábado, em parte devido ao stress, em parte devido à constipação, fui na conversa da minha mãe e fui com elas. Aquilo nem sequer era numa igreja, mas sim num salão paroquial, no meio do nada. Chegámos atrasadas e assim que entramos vejo duas pessoas a revirar os olhos como se estivessem a ser possuídas. Aquilo cheirou-me logo a seita e a maluqueira, mas a minha mãe diz que não, que é tudo normal e que as pessoas estão só muito entusiasmadas. (Podia fazer outro post sobre pessoas que se entusiasmam  e reviram os olhos no calor de outras situações, mas vou poupar-vos a isso). Claro que fiquei sentada ao lado de uma criança com ar demoníaco e de uma mulher que passou a oração toda a chorar compulsivamente e a alternar entre quase desmaiar e olhar para o tecto com ar esgazeado de quem está a ser possuído.(no senti literal ou figurado da palavra. Escolham o que menos vos traumatizar). A hora de oração lá passou, escusado será dizer que eu contava os segundos para sair daquele sítio com ar de seita Satânica. No fim, fui à casa de banho e deparo-me com um homem todo sujo de terra e com um ar absolutamente aterrador. Uma senhora da organização da igreja, ao ver o meu ar desconfiado, vem ter comigo e diz-me "Ah, menina, já vi que já conheceu o Joaquim. Ele é o coveiro aqui da freguesia e gosta de vir cá à oração depois de cavar as sepulturas para os funerais de Domingo".  Já vivi muitos clichés, mas o do coveiro assustador foi a primeira vez.

Domingo - Como se o meu fim de semana não tivesse sido já emocionante o suficiente - e nem sequer estou a gozar - Domingo fui à Missa ao sítio do costume. Para mal dos meus pecados estavam a preparar uma mega encenação de quatro das catorze estações da Via Sacra. Recrutaram a minha mãe e a minha família para fazerem parte do povo de Jerusalém e ainda me tentaram enfiar uma túnica pela cabeça abaixo, mas o meu ar simpatiquíssimo pôs um ponto final no assunto. Odeio máscaras, odeio palhaçada, odeio exibicionismo. Lá me misturei na multidão o melhor que pude, o mais longe possível dos "actores" (acho que não houve uma única coisa que pudesse correr mal e que não tenha corrido. É a magia das peças de teatro sem ensaio prévio). No fim, o padre, que estava a interpretar Jesus, é colado a uma cruz de madeira com fita cola e tiram-lhe a túnica. O homem fica só de boxers e com um paninho a esconder as partes, como se usava na época. Foi a loucura, senhores. Era velhotas quase a desmaiar, outras a chorar copiosamente, 80% das pessoas a olhar para o homem com um ar de desejo sexual demasiado evidente para quem está no meio de uma multidão a olhar para um padre e, de dois em dois segundos, comentários do género "ai, ele é um Santo", "é igualzinho a Jesus", "Que homem!". Claro que eu não aguentei muito tempo até me desmanchar a rir com a beatice à minha volta e fui para junto do coro - o único pessoal com menos de 40 anos - rir-me da figura das pessoas. Credo, eu sei que o padre é relativamente novo, muito carismático e extremamente bonito e bem feito, que estar ali ao frio, completamente despido e pseudo-pregado numa cruz requer muuuuuuuita coragem e que conseguiu ser o único a representar bem, mas quer dizer...o homem é padre e está a representar. Mas ainda deu para rir um bocado ao ver mulheres de 70 anos comportarem-se como adolescentes de 17. Pelo meio ainda fiz uso da minha simpatia e mandei uma mulher histérica de 50 anos que me estava a apalpar o rabo para chegar mais perto do padre ir apalpar o material ao dito senhor e deixar o meu em paz, alto e bom som, mas isso e outras histórias dão outro post. Claro que acabei o dia espremida entre um coro de cabo-verdianas que berravam todas as músicas de forma muito esganiçada e o José Castelo Branco e a Betty...





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coisas que aposto que nunca vos aconteceram III
|| 9:09 da manhã

Na igreja onde costumava ir há uns anos atrás, havia um rapaz chamado Rodolfo. O rapaz era-me completamente indiferente e eu não perdia dois segundos a pensar nele, até ter chegado o Natal e toda a gente começar a fazer piadas que o associavam ao Rodolfo, a rena de nariz vermelho mais famosa do Pai Natal. Verdade seja dita, eu não achava piada nenhuma e chegava a ficar aborrecida e com pena do rapaz por tanto o chatearem com piadas sobre a rena, mas um dia, quis o destino que eu ficasse sentada ao lado dele. Não é que passei a missa toda a pensar "Ele é uma rena. Estou sentada ao lado de uma rena. Rena, rena rena." Obviamente, com a minha tendência natural para rir de coisas parvas e sem graça nenhuma e em situações constrangedoras e sendo esta ambos os casos, rapidamente tive um ataque de riso e quanto mais pensava que tinha que parar de me armar em parva, mais pensava "Mas ele é uma rena. Ai que granda rena. Fogo, nunca vi uma rena como ele". Resultado: tive que sair da missa a correr e passei quinze minutos na casa de banho a rir que nem uma perdida.


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coisas que aposto que nunca vos aconteceram II
sexta-feira, 22 de março de 2013 || 11:11 da manhã

A mãe da vossa melhor amiga convida-vos para ir jantar lá a casa no dia dos anos dela. Duas horas antes a vossa melhor amiga manda-vos uma sms a cancelar porque houve discussão lá em casa, mas diz para passarem lá depois de jantar para comer um bocado de bolo e convida-vos para a festa oficial, no Domingo. Chegam a casa delas e está tudo às escuras. A vossa melhor amiga a arranjar-se para ir sair e a mãe a ouvir Roberto Carlos aos berros na aparelhagem, completamente lavada em lágrimas porque toda a gente se tinha esquecido de lhe dar os parabéns e  ainda só tinha recebido uma prenda. 

(Nem quero imaginar como vai ser a festa "oficial" no Domingo)

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menina do papá
terça-feira, 19 de março de 2013 || 2:30 da tarde

Quanto mais cresço, mais vezes oiço dizer que sou igual ao meu pai. Desde as pessoas que nos conhecem melhor, como a minha mãe ou a minha tia a amigos dele que aparecem no café da minha mãe ainda à sua procura. Normalmente olham-me como se eu fosse um fantasma e falam de mim como se eu não estivesse lá. É um bocado constrangedor, mas acreditem, a partir da quinta ou da sexta fez em que olham para nós como se fossemos uma assombração a coisa deixa de ser novidade e uma pessoa lá se vai acostumando. Tenho muitas coisas mal resolvidas e recalcadas, mas a vida e a morte do meu pai não é uma delas. Hoje é dia do pai e eu não me sinto nem mais nem menos acompanhada do que qualquer outra pessoa, porque os cinco anos em que [ele] foi meu pai foram suficientes para eu criar as bases que necessitava em relação à figura paterna. Bases que foram consolidadas por uma super-mãe. Passaram 13 anos e ainda me dizem que tenho os pés iguais aos dele, que temos o mesmo sentido de humor, que fazemos as mesmas expressões faciais, que reagimos da mesma forma, ignoramos as mesma provocações, gostamos das mesmas histórias sobre raposas e raparigas na floresta, em suma,  que somos feitos da mesma fibra e que ele estaria orgulhoso de mim. Isso não sei nem preciso de saber, mas hoje é dia do pai e eu posso falar do meu pai sem ter vergonhas. Em suma, com o orgulho que todos os filhos gostariam de ter nos seus pais. 



[continuo a não gostar muito de datas especiais]

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Na linha do post anterior
segunda-feira, 18 de março de 2013 || 9:18 da tarde


E por andar a ver O.C. estou a ficar viciada nesta música, o tema de abertura da primeira temporada da série. (E, talvez, de todas as outras, mas não tenho forma de saber, uma vez que ainda não terminei a primeira). Ao princípio irritava-me um bocado, mas agora até me provoca arrepios. Não sei se é a combinação do vocalista a gritar "Californiaaaaaaa here we come, right back where we started from" e das imagens das praias californianas e das mansões dos ricos de Newport. 




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O.C
domingo, 17 de março de 2013 || 9:35 da tarde

Esteve no ar de 2003 a 2007, altura em que eu ainda era muito nova e não via séries. Entretanto cresci e tornei-me viciada em séries. Saquei O.C. sem grandes expectativas,apesar de todas as críticas serem positivas e a plot ser bastante interessante, mas não contava ter tempo ou paciência para perder longas horas. Estou prestes a acabar a primeira temporada e já estou perdidamente apaixonada. É engraçado ver como foi esta série que serviu de base ao sucesso que Gossip Girl, 91210, One Three Hill e outras tiveram. Também é giro reparar que há dez anos atrás - credo, parece que foi ontem - os comportamentos rebeldes eram muito menos rebeldes do que agora, as mini-saias e tops, apesar de curtos, ainda não deixavam partes intimas à vista e os actores não tinham três cenas semi-despidos por episódio. Não me interpretem mal, eu adoro ver pessoas como o Chace Crawford (Nate Archibald, de Gossip Girl), Ian Somerhalder ou até Nina Dobrev (Vampire Diaries) sem camisola, mas há que haver bom senso e um motivo coerente para isso acontecer. 




O.C passa-se na Califórnia (e a paixão que eu tenho pela Califórnia?), em Newport, numa comunidade rica, como acontece na maioria das séries sobre um grupo de adolescentes. Segue as vidas de  4/5 adolescentes e dos seus pais e além de ter paisagens de cortar a respiração tem personagens que são verdadeiras pérolas. 


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pérola da semana
terça-feira, 12 de março de 2013 || 10:51 da tarde

Cliente habitual entra no café da minha mãe. Eu estou atrás do balcão, mesmo ao lado dela, a olhar para a televisão. Diz, para a minha mãe, demasiado alto:

"Ai São, a sua menina tem a cara de um morto!"

Ora eu não sei o que é que é mais perturbador, se ela falar de mim como se eu não estivesse lá, se referir-se ao meu pai como "um morto" se a combinação de falar de mim comparando-me a "um morto. Deus me ajude a ter paciência, que eu não sou de ferro. 

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ódios de estimação
segunda-feira, 11 de março de 2013 || 10:38 da tarde

Há dois tipos de pessoa que me irritam de morte. O primeiro é aquele que acolhe pessoas que dizem "Come tudo o que tens no prato, olha que há crianças a morrer de fome em África". Não sei se começo por perguntar como, exactamente, é que aquilo que eu como os vai ajudar ou desajudar ou se salto logo para a parte em que, educadamente, lhes desejo que passem bem e tenham uma gastroentrite ou qualquer doença que os faça vomitar para eu poder ir lá dizer-lhes para voltarem a comer tudo porque há crianças que estão a morrer à fome e, vomitado ou não, é comida que podia alimentar muita criancinha. Talvez não lhes deseje mesmo uma gastroentrite ou uma introxicação alimentar, não sou assim tão má pessoa, mas desejo mesmo muito que me desamparem a loja e o esforço que tenho que despender para me controlar e não os mandar à merda era melhor empregue a...sei lá, a agradecer a Deus o facto de ainda ter comida. Ainda tentei puxar pela cabeça, mas não percebo como é que encher-me até ficar mal disposta e, consequentemente, passar mal e vomitar vai ajudar alguém que passe fome. Não se leia neste texto que eu não me importo com as crianças de África que passam fome, porque importo e acho horrível que existam seres Humanos a viver nas condições que todos sabemos, mas desculpem-me lá se nem a minha pena nem os bifes que eu como ou deixo de comer têm qualquer peso na felicidade destas pessoas. Se pudesse enviava-lhes a comida que tantas vezes sobra cá em casa, mas não posso, por isso dou-a ao cão da vizinha, que é igualmente escanzelado e já não é mau de todo. 


No segundo tipo inserem-se as pessoas que insistem em berrar-me aos ouvidos que "Querer é poder". Ai senhores, dão-me uns nervos que nem vos conto. Querer é meio caminho andado para poder, porque sem vontade [ou uma boa cunha] não chegamos a lado nenhum, mas a outra metade do caminho não se faz sozinha. Se formos perguntar a, sei lá, todas as pessoas a lutar contra doenças horríveis como o cancro se querem sobreviver posso garantir-vos que 95% vão dizer que sim. Infelizmente, todos sabemos que a taxa de sobrevivência não é de 95%. E agora, senhores? Ah, pois claro, a culpa é dos doentes que não queriam sobreviver com força suficiente. Aposto que esse também é o problema das crianças em África...não querem comida com força suficiente, porque se quisessem matavam-se uns aos outros para comer um bom bifinho ao Domingo ou, na loucura, queriam mesmo com muita força e aparecia-lhes um bom prato de esparguete à bolonhesa agarrado a um para-quedas, tipo nos Hunger Games. A próxima vez que eu vier queixar-me de alguma coisa aqui para o blog mandem-me mas é calar e querer com força suficiente, pá. 

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Resumo da semana
sábado, 9 de março de 2013 || 9:17 da tarde

Esta semana, a vida fez questão de me lembrar que ninguém nos dá nada e que, até prova em contrário, devemos optar por desconfiar de qualquer boa vontade gratuita. Foi horrível, mas realmente eu estava a precisar de ser recordada disso, sob a pena de fazer uma asneira mais grave do que aquela que ia fazendo. Qualquer dia era ver-me a adquirir um cartão de crédito ou um empréstimo para ir viajar. Ou, na loucura, ainda convidava as testemunhas de Jeová que insistem em vir falar-me do fim do mundo para entrarem e tomarem um cházinho. 

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ironia das ironias
quarta-feira, 6 de março de 2013 || 10:33 da tarde

A minha mãe é das melhores pessoas que eu conheço. E  não digo isto porque ela é minha mãe, quem lê o blog há algum tempo sabe que não tenho problemas em dizer que a minha avó (mãe da minha mãe) é uma besta. Dizia eu que a minha mãe é das pessoas com um coração mais puro e bondoso que eu já vi, o que é mesmo muito irónico, tendo em conta que ela é, também, a pessoa que mais espancou gente que eu conheço. Não estou a falar de dar uma tareiazinha quando o rei faz anos, estou a falar de andar constantemente à porrada dos 12 aos 20 anos, com umas repetições entre os 20 e os 30. Estamos a falar da mulher que espancou um homem ao ponto de ele precisar de assistência média enquanto, com o braço esquerdo, me segurava ao colo (ainda bebé, obviamente)  e me contava piadas sobre o homem que estava a espancar. Em defesa dela tenho a dizer que ele mereceu. Ainda em defesa dela tenho a dizer que quase sempre foi provocada. Finalmente, em defesa dela convém ainda dizer que, apesar de ter espancado mais de 30 pessoas durante a sua vida, conheço muito poucas pessoas que tenham ajudado de forma sincera mais gente do que ela. E isto é lindo. Em primeiro lugar porque bater em alguém com um bebé ao colo e não apanhar nem um soco é épico. Em segundo lugar porque mostra que nós não somos uma coisa ou outra, pretos ou brancos, gordos ou magros, que normalmente somos cinzentos e que as melhores pessoas podem ser aquelas que explodem mais facilmente. Eu, por exemplo, muito raramente expludo, sou mais fria e calculista e, apesar de evitar vinganças, acredito que na impossibilidade de a evitar, a vingança é um prato que se serve frio, quando doer mais e não sou metade da boa pessoa que a minha mãe é. 

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coisas que aposto que nunca te aconteceram
sábado, 2 de março de 2013 || 7:30 da tarde

Ter o surfista dos posts anteriores a dizer-te que no Verão tens que ir à praia com ele para aprenderes a surfar e passares um dia mesmo bom. Dez segundos depois convidar-te para ir a casa dele, para ele te fazer um almoço "que te vai deixar maluca". Repetir o convite pelo menos mais duas vezes. Inclusivé planeia a ementa, depois de te dizer que tem os pés todos cortados por causa dos mexilhões. Estamos a falar de um rapaz (bem) comprometido.

Ires ter com a tua mãe ao local de trabalho dela, onde passas parte da tarde e costumas lanchar e, cada vez que chegas, estar lá um taxista que insiste em beijar-te a mão como se estivéssemos no século XVIII.

Veres a tua tia à porrada com uma mulher igualmente madura e com idade para ter juízo. Na vila Natal de Óbidos. Vir um duende e ameaçar pôr-vos fora. (para que conste, a minha tia teve razão e foi um soco bem dado)

Teres que mudar a data das férias e/ou tomar decisões difíceis relativamente aos dias e aos eventos a que queres ir na Bósnia, porque dás-te conta que já conheces demasiadas pessoas que vão lá estar entre o dia 1 e 8 de Agosto e que, se fores também nessa data (que é a melhor, pois apanha o festival da juventude e concentra 80.000 pessoas, sendo que dessas, pelo menos 30.000 são lindas de morrer e 65.000 são pessoas absolutamente fantásticas e que vale a pena conhecer) não vais conseguir a paz e o isolamento do mundo que tanto desejas porque vais cruzar-te com pessoas conhecidas de 2 em 2 minutos. Nem em Lisboa isto me acontece assim.


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