Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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“Home is Where the ♥ is”
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das causas
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013 || 8:33 da tarde

Toda a gente tem duas ou três causas. Ou seja, duas ou três situações ou ideias que defende ou renega com unhas e dentes. E apesar de ser a favor e contra muitas outras coisas, aquelas duas ou três são especiais, parece que custa mais ficar calado quando se fala sobre o tema. Depois, também há quem tenha mil e uma causas ou, mais raramente, quem não tenha nenhuma causa. Os meus conhecidos são os extremistas políticos, que nos enchem a timeline do facebook, do twitter e de tudo o que é rede social com mensagens de luta e insultos ao governo. Não que o resto de nós se sinta feliz com a situação económica do país, só não sentimos a necessidade louca de informar toda a gente da nossa posição. Há as pessoas que divulgam sem cessar casos de pessoas doentes que precisam de medula, os que são defensores dos direitos dos animais até à morte, os que apoiam o aborto, os que têm um ódio de morte a quem aborta e por aí fora. Cada um de nós tem uma posição e uma opinião em relação a todos os temas que mencionei, só que nem todos sentimos a causa com a mesma intensidade, é normal. No meu caso, tenho imensa dificuldade em ouvir alguém desrespeitar ou discriminar alguém com base na sua orientação sexual. É-me mil vezes mais difícil não protestar quando oiço alguém falar de forma depreciativa de alguém gay ou bissexual do que quando oiço pessoas a defender a tourada. E sou tão contra a tourada como sou das descriminações com base na orientação sexual ou na raça ou em qualquer outro critério tão irrelevante como estes dois. Da mesma forma, já foram muitas as situações em que tive que me calar bem caladinha para não lançar uma série de impropérios contra a praxe. Há muita situação que eu abomino, mas acho que nenhuma me revolta tanto como a praxe e a humilhação e irresponsabilidade que a ela estão associadas em 90% dos casos. Claro que a praxe não é igual em todo o lado, que há alminhas que até gostam daquilo e que, da mesma forma que há um lado negativo até deve haver um lado positivo, mas não consigo evitar porque é algo que é radicalmente oposto à minha forma de ser e àquilo em que acredito.  Por fim, acho que não sou capaz de não falar quando oiço as pessoas defender acerrimamente que "o parto natural é que é bom e ninguém devia fazer cesarianas". Nunca me projectei como mãe, apesar de saber que é provavel que com a idade isso mude, mas não há nada que me faça mais confusão do que a anulação da mãe enquanto mulher. Mas agora uma mulher não há de ter o direito de escolher cesariana em vez de parto natural desde que isso não vá prejudicar o bebé? Eu defendo sempre a mãe e a vontade da mãe, porque em 99% dos casos a mãe nunca faria nada que prejudicasse o bebé e, afinal, quando se tem um filho não deixamos de ser seres humanos. Faz-me uma confusão ouvir gente criticar mulheres que optaram por cesariana ou por não amamentar que acho que fico mais furiosa do que a pessoa a quem os comentários são dirigidos. Isto das causas é um bocado irracional, identificamo-nos com determinada ideia, irritamo-nos com determinado conceito, sobe-nos a mostarda ao nariz com determinada posição. Depois há sempre quem passe das marcas e se amarre a uma árvore com 200 anos que vá ser cortada ou que se torne de tal forma obcecado com a política que passei 24h por dia a gritar insultos ao Miguel Relvas. Eu acho que, desde que não cheguemos a extremismos, ter "as nossas causas" é mais do que saudável. 

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da série "deixa-te de frescuras"
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013 || 10:01 da tarde

Se há coisa que me deixa fora de mim é que me mandem coisas à cara. Há pessoas que se zangam assim quando lhes tocam na cara, ou quando lhes levantam a voz, ou quando lhes dizem para não fazer determinada coisa de determinada forma, ou quando tentam dizer-lhes o que fazer. Eu zango-me com tudo isso, mas não há nada me me deixe mais fula do que ouvir alguém mandar-me algo à cara. 80% das  vezes isso deixa-me extremamente zangada porque não pedi nada a ninguém e, como tal, não admito ter gente a cobrar-me coisas que eu não pedi. Os outros 20% deixam-me fora de mim porque quem nos é próximo não devia fazer as coisas para mais tarde as cobrar, pois se assim fosse o conceito de amizade e de família não existiriam e vivíamos num sistema (ainda maior) de troca de favores. Há uns anos atrás deixei de comer qualquer comida confeccionada pelos meus avós, depois de ouvir uma série de comentários de como eles cozinhavam para mim e eu era ingrata. Remédio santo, com o fim dos "favores" acabaram as desculpas para implicar comigo por não fazer isto ou aquilo, porque se vamos viver num sistema de troca de favores e obrigações em que cobramos tudo o que fazemos uns pelos outros prefiro valer-me a mim própria, lavar a minha roupa, cozinhar a minha comida e, chegar ao fim do dia com paz na alma e a cabeça vazia de comentários maldosos e de cobranças. Hoje, cheguei atrasada à missa [já sei que há cinco ou seis alminhas que já estão a pensar "porra, com tão mau feitio e ainda diz que é católica. Não anda lá a fazer nada" não se preocupem que não são os primeiros nem serão os últimos a pensar tal coisa e comentários desse género há muito que deixaram de me incomodar] e uma senhora queria obrigar-me a sentar num lugar que ela achou por bem guardar-me. Isto já tinha acontecido muitas vezes, e de todas elas eu lhe tinha dito "não, muito obrigada. Agradeço mas não precisa de me guardar lugar, eu prefiro sentar-me no chão encostada à parede". Eu sou lá mulher para me sentir na primeira ou na segunda filha quando posso sentar-me num cantinho discreto. Não é que a mulher me mandou à cara que me guardava o lugar e que eu era ingrata porque não me sentava lá. Não me contive e respondi-lhe logo ali, na missa "mas quem é que lhe pediu para guardar o lugar? não lhe devo nada, não sei que frescuras são essas que lhe deram agora". Para esperto, esperto e meio e quem me conhece sabe que eu muito dificilmente provoco problemas com alguém, mas a partir do momento em que me provocam tenho resposta pronta para tudo o que me possam dizer. Realmente é preciso ter azar. É que uma pessoa peca por se sentar e por não se sentar. Sim, porque se me sentasse tenho a certeza que mais dia menos dia alguém me ia acusar de ser jovem e ter boas pernas e estar a roubar o lugar a quem precisa. 

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Romeu e Julieta
domingo, 24 de fevereiro de 2013 || 4:23 da tarde

É um dos maiores dramas da história da literatura. Trágico do princípio ao fim. E  eu não consigo parar de rir ao lê-lo. Isso diz muito sobre mim e pouco sobre a obra, eu sei. Recomendo. O facto de tratar de temas tão trágicos de forma tão hilariante é só um bónus, a história é boa só por si. 


Se já leram e gostaram, leiam este livro, inspirado na obra de Shakespeare e dos melhores que já alguma vez li. 

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auto-retrato :)
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013 || 4:57 da tarde



 



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constatações de rua
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 || 10:04 da tarde

Ainda estou para perceber o que é que certos homens esperam alcançar ao fazer comentários ordinários às mulheres desconhecidas que passam por eles na rua. É que é impossível que esperem uma reacção positiva. E levar uma tampa ou uma resposta torta à frente dos amigos não devia fazer ninguém sentir-se bem consigo próprio. Faz-me uma certa confusão ver meninos de quarenta anos* pensarem que sendo ordinários e tratando as mulheres como objectos se tornam Homens, quando um verdadeiro Homem, daqueles com "H" grande, prima, precisamente, por ter atitudes radicalmente opostas. Pelo menos os Homens que eu conheço.



*Não pensem que, com este post, eu me queixo dos homens, em geral. Não tenho feitio para me queixar de um grupo tão grande de pessoas sem um motivo muuuuito válido e, para ser honesta, não tenho razões de queixa dos homens. Talvez de um ou outro, mas isso são casos particulares que, obviamente, nada têm a ver com o sexo. E quem fala de meninos de quarenta anos fala de meninas de quarenta anos, por isso não é por aí que me podem acusar de ser injusta. 

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Insustentável Leveza do Ser
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013 || 9:29 da tarde


Na contracapa, está escrito com letras garrafais "Um livro extraordinário e seguramente um dos romances míticos do século XX, uma daquelas obras raras que alteram o modo como toda uma geração observa o mundo que a rodeia". Toda a gente sabe que raramente podemos confiar nas críticas extremamente positivas que todos os livros ostentam nas contracapas. Felizmente este é um dos casos em que, no final da leitura, confirmamos e assinamos por baixo de cada palavra. O livro é genial e é-o de uma maneira que nunca nenhum outro livro que eu tenha lido o é. O que não quer dizer nada, eu só tenho dezoito anos e ainda não li assim tantos livros. Kundera fala sobre a existência Humana de forma profunda e assustadoramente realista, retratando-a em todas as suas facetas. Este é um daqueles livros que expressa por palavras aquilo que todos sentimos mas somos incapazes de explicar, quanto mais de explorar. A história de fundo de Tomas e Tereza como casal e das amantes de Tomas é só um pano de fundo, que em vez de o condicionar, permite ao autor  abordar ainda mais temas, entre eles a questão do peso e da leveza, de forma absolutamente genial.


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eu sei que dizem que voltamos sempre às origens, mas...
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013 || 9:37 da tarde

Curiosamente, ter aulas com adultos (aquela cadeira das 18h às 20h...) fez-me regressar ao meu quinto ano e aos tempos em que tinha aulas com crianças (porque também eu era criança). Parece que digo isto com maldade, mas não, juro que até acho graça à forma irónica como as coisas evoluem. É chegar atrasados, é sair mais cedo, é interromper para fazer comentários desnecessários, é flirt entre dois colegas, nas aulas, é ninguém fazer os trabalhos de casa, é ver tudo a olhar para o chão quando a professora pergunta quem é que quer ler alto um excerto de uma obra qualquer, é perguntarem uns aos outros de que é que estamos a falar...Quem diria que era na cadeira com mais gente acima dos quarenta que eu me ia sentir mais perto do ensino básico. Mas sem a selvajaria que caracterizava a maioria dos meus colegas e a escola, em geral - não estivéssemos a falar de uma escola ao ladinho de Chelas.

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"eu não estou a inventar isto"
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013 || 6:29 da tarde

Tenho uma infame cadeira das 18h às 20h. Coisa demoníaca, mesmo, com uns doze alunos, na sua maioria pessoal na casa dos 40. Um ambiente super pesado que leva qualquer um ao desespero, principalmente se, tal como eu, estiverem na faculdade desde as 10h da manhã. Ora, na última aula chegou-nos uma personagem nova. Um homem nos seus 30/40 anos, claramente vindo de um sítio pouco desenvolvido de África, que é nada mais nada menos do que extremista religioso.Para melhorar as coisas, falava um português muito duvidoso que eu tinha dificuldades em compreender. No espaço de uma hora e meia interrompeu a professora cinco ou seis vezes para citar a bíblia. Mas, como todos os extremistas, sempre a partir de interpretações erradas, a misturar alhos com bugalhos e a ser extremamente inconviente. As duas primeiras vezes ainda foram relativamente normais, a partir daí tornou-se dificil não rir de tamanho fanatismo. Às tantas começou a tornar-se assustador, eu já me ria de nervosismo, a professora tentava ignora-lo e continuar com a matéria e metade dos meus colegas já estavam prontos a entrar numa discussão religiosa em que terminaria sempre com um "não queremos saber" contra mais uma torrente de citações bíblicas que não interessavam a ninguém. Eu sou cristã católica praticante e nem a mim me interessava. Depois do típico "não sou eu que estou a inventar isto, está escrito na bíblia" e de uma colega minha explodir e lhe dizer para se calar, lá tivemos sossego. Claro que isso não nos impediu de sair dez minutos mais tarde. Agora digam-me, eu mereço isto durante os próximos três meses e meio?

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como perceber que não somos estranhos por não gostar do Carnaval
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013 || 12:37 da tarde

Fui com alguns amigos para o sítio mais recatado que conseguimos encontrar aqui na nossa zona, já para evitar problemas e possíveis ataques de balões de água. Éramos sete, duas crianças e dois cães grandes, que esta brincadeira do é Carnaval ninguém leva a mal só tem graça até levarmos com um balão ou com uma bomba de mau cheiro em cima. Aí, meus caros, eu vos garanto que levo muito a mal e que não sou para brincadeiras. Ás tantas rebenta um balão mesmo ao nosso lado. Chegou a ter graça de tão exageradamente dramático que foi, num segundo estávamos todos de orelhas espetadas a olhar na direcção de onde o balão tinha vindo, em dois segundos eram os cães a ladrar e as crianças a choramingar. Claro que eram cinco ou seis cabrões de 15/16 aninhos que ainda mal sabem ler, quanto mais escrever, abençoados sejam, que, segundo o que eu consegui perceber por entre os gritos, os latidos e o choramingar, conheciam uma das raparigas que estava connosco e acharam que não há melhor forma de demonstrar isso do que mandando-lhe um balão de água ao rabo. Lá nos levantamos todos, a tentar fugir de chatices, eu com a sobrinha da minha melhor amiga ao colo e com o irmão dela ao meu lado, que isto às tantas os familiares dos nossos melhores amigos transformam-se em nossos familiares também. Sempre às voltas aqui pela zona com os atrasados mentais atrás de nós, ameaça de porrada para aqui, ameaça de ir fazer queixa à polícia para ali (LOL!), "olha que eu solto-te os cães", "olha que eu vou chamar amigos e vão-te partir a boca", "olha lá que estão aqui crianças", "mas és otário ou quê?" e eu ali com a miúda ao colo agarrada ao meu pescoço cheia de medo, dividida entre a vontade de rir e a vontade de chorar e a dar graças aos céus por já não andar no ensino básico, os cães a ladrar, começa a escurecer, a sério, deviam ter visto, parecia um filme daqueles mesmo muito engraçados ou, na loucura, um episódio de How I Met your Mother daqueles em que os argumentistas exageram um bocado. Ás tantas, como em qualquer filme de boa qualidade, as criaturas , que demoraram 10 minutos mas lá chegaram lá, compreenderam que a brincadeira não tinha graça nenhuma e que tínhamos crianças e cães connosco, o que poderia levar a confusão e dentadas e a uma boa dentada qualquer pessoa tem respeitinho. Sabem o que é que eu vos digo? Isto não acontecia se eu morasse no Restelo. 



[E depois uma pessoa acorda e, sem saber muito bem porquê liga a televisão e está a dar o Você na TV, com o Quintino Aires a dizer que o engraçado no Carnaval é as pessoas não gostarem nada das maldades que lhes fazem. Ora, realmente isso tem muita graça. Tanta graça que desejo que lhe caiam em cima com setenta bombas de mau cheiro, cento e vinte balões de água e uma dúzia de ovos para a data ter, realmente, muita graça!]

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013 || 12:23 da tarde

Não gosto do Carnaval. Os dois dias de férias sabem-me bem, mas a não ser que sejamos pequenos e vivamos em pleno a tradição das máscaras (durante anos a fio fui uma princesa muito feliz e airosa!), não consigo perceber qual é o fascínio com a data. Claro que há lugares, em Portugal e um pouco por todo o mundo, que até têm as suas próprias tradições e até comemoram a data de forma divertida e original, mas na maioria dos sítios é só [mais] um dia para aparvalhar. Vocês não sei, mas ter medo de sair à rua e levar com um balão de água nas ventas não é a minha ideia de dia perfeito. Eu e as minhas esquisitices, pá!


A única coisa boa desta data do demónio é ver a alegria das crianças. 

[Então e aquela vez em que insisti em mascarar-me de zorro? Acho que foi nesse dia que a minha mãe percebeu que não tinha tido uma filha convencional. Claro que nos anos seguintes ganhei mais juízo e voltei a ser uma princesa/dama antiga e a usar vestidos girly. Correu tudo bem até ao ano em que, já demasiado velha para estas coisas e em protesto contra os meus amigos que tinham organizado uma festa em que ir mascarado era obrigatório, me mascarei de empregada doméstica com uma saia muito curta e uns saltos muito provocantes. Aí a minha mãe perdeu a esperança de ter uma filha normal.]

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Revenge
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013 || 6:54 da tarde

Alguma coisa está errada contigo quando duas amigas te dizem que a personagem principal da série Revenge é muito parecida contigo. Pensas que elas estão a exagerar, dado que a protagonista é uma manipuladora nata que destrói a vida das pessoas que a prejudicam recorrendo a esquemas altamente elaborados (e, na minha modesta opinião, absolutamente geniais). Vês um episódio, só por curiosidade e chegas à conclusão que, exageros à parte, te identificas mesmo muito com a personagem em questão e que a única diferença entre vocês é que ela opta por pôr em practica os esquemas e tu não. A parte positiva é que, se a faculdade falhar, podes sempre tentar carreira no mundo do crime, o que é um alivio enorme (ou então não). 


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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013 || 1:57 da tarde

Não sei como é que vou aguentar este segundo semestre, a sair às oito da noite dois dias por semana e ao meio dia os outros dois e a ter uma cadeira com 15 pessoas, 8 das quais têm cinquenta anos e parecem já saber tudo o que há para saber. Vão ser semanas muito longas até ao dia 26 de Maio. *inspira**expira*

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mas ela está a escrever sobre o eat pray love outra vez? haja paciência
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013 || 11:08 da tarde

Já falei mil vezes do Eat Pray Love. Há livros que mudam a forma como vemos o mundo. Também há livros que expressam exactamente a forma como vemos o mundo. O Eat Pray Love foi um bocadinho dos dois, para mim. A personagem principal (e, consequentemente a autora, já que é um livro de memórias) é uma espécie de versão mais velha, mais americana e mais corajosa de mim e a forma como ela vê o mundo é, mais ou menos, a forma como eu vejo o mundo ou, no limite, como eu gostaria de ver o mundo. Não sei se alguma vez escrevi sobre isso, mas admiro e aprecio muito um escritor que consiga descrever a tristeza pura. Não a tristeza de acabar com o namorado, ou a desilusão de perder um amigo ou a preocupação de ter contas para pagar, mas a tristeza como sentimento universal e avassalador, que é comum a todos os seres humanos  e tão dificil de retratar na sua globalidade e, simultaneamente, especificidade. E Elizabeth Gilbert descreve a tristeza como ninguém, tem amigos em todos os cantos do mundo, apaixonou-se e casou com um brasileiro que conheceu na Indonésia, aos 32 anos decidiu conhecer Deus, aprendeu Italiano só porque sim e mobilizou meio mundo para ajudar uma família indonésia de quem se aproximou. Hoje estava sem nada para fazer e peguei no livro, que tem vários marcadores a assinalar as páginas que mais me interessam, e voltei a ficar maravilhada e com uma vontade tremenda de o reler. 



Deep grief sometimes is almost like a specific location, a coordinate on a map of time. When you are standing in that forest of sorrow, you cannot imagine that you could ever find your way to a better place. But if someone can assure you that they themselves have stood in that same place, and now have moved on, sometimes this will bring hope

Having a baby is like getting a tattoo on your face. You really need to be certain it's what you want before you commit

One thing I do know about intimacy is that there are certain natural laws which govern the sexual experience of two people, and that these laws cannot be budged any more than gravity can be negotiated with. To feel physically comfortable with someone else's body is not a decision you can make. It has very little to do with how two people think or act or talk or even look. The mysterious magnet is either there, buried somewhere deep behind the sternum, or it is not. When it isn't there (as I have learned in the past, with heartbreaking clarity) you can no more force it to exist than a surgeon can force a patient's body to accept a kidney from the wrong donor. My friend Annie says it all comes down to one simple question: Do you want your belly pressed against this person's belly forever --or not?

When I get lonely these days, I think: So BE lonely, Liz. Learn your way around loneliness. Make a map of it. Sit with it, for once in your life. Welcome to the human experience. But never again use another person's body or emotions as a scratching post for your own unfulfilled yearnings

I’m here. I love you. I don’t care if you need to stay up crying all night long, I will stay with you. There’s nothing you can ever do to lose my love. I will protect you until you die, and after your death I will still protect you. I am stronger than Depression and I am braver than Loneliness and nothing will ever exhaust me.


(1 - Não tenho itálicos porque este termplate não tem itálicos, apenas muda a parcela de texto seleccionado para cor-de-rosa
2 - não, não me pagam para fazer publicidade ao livro, mas se a editora vir o post e quiser fazer um donativo generoso eu não digo que não)

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