Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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“Home is Where the ♥ is”
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assustador, no mínimo.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 || 3:34 da tarde

Hoje, enquanto lia os novos posts dos cerca de quarenta blogs que sigo, acabei na página das estatisticas do meu próprio blog. Devo andar a fazer algo muito mal (ou muito bem), porque mais de 200 pessoas vieram cá parar através da chave de pesquisa "Central do Pego" ou "Central Termoelectrica do Pego". Como se isto não fosse já parvo o suficiente, algumas das expressões que se seguem são "homem de sonho". Eu sei que de vez em quando uso fotos do Ian Somerhalder ou de surfistas jeitosos para ilustrar os meus postsm, mas, meninas, por favor, não percam tempo à procura dessas coisas por aqui, garanto-vos que a minha vida amorosa é mais aborrecida do que ver um cão a dormir e muito menos fofa. Seguem-se "carrinhos de brincar" e "melhores amigas tumblr". Não faço ideia porque é que carrinhos de brincar trazem alguém ao meu blog, mas realmente tenho pena das pessoas que vão encontrar isto em vez da nova colecção da Hot Wheels. Quanto ao melhores amigas tumblr, aí já me posso gabar de falar da minha melhor amiga e de ilustrar esses posts com fotos de raparigas jeitosas, tiradas do tumblr. Menos mal. Depois há outras coisas, como "escuro como breu". Em primeiro lugar, é extremamente estranho alguém digitar essa expressão no google, e em segundo lugar, deve haver mesmo escassez de resultados, para alguém chegar cá ao blog dessa forma. "Ricardo dos gato" "Eat Pray love" e "Italy" até fazem algum sentido. "Angelina Jolie" já não é bem a mesma história. Mas o que me assusta nisto tudo é que, entre as chaves de pesquisa mais usadas para chegar aqui estão o link do blog, seguido por "home is where the heart is anna" "home is where the heart is ana", "home is where the heart is anaa" e "home is where the heart is ana x" (por x leia-se o meu apelido). Isto cheira-me um bocado a gente conhecida à procura do meu blog e aí a porca já torce o rabo. Se bem que entre isso e "carrinhos de brincar", pelo menos só os últimos é que vêm ao engano.

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e para fechar o resumo dos awkward moments da semana em grande
sábado, 26 de janeiro de 2013 || 12:50 da manhã

Imaginem o que é estarem num jantar com nove pessoas. Toda a gente a contar histórias, a rir à gargalhada e a falar ao mesmo tempo. O serão corre muito bem, até à sobremesa, altura em que no meio das conversas, com algumas pessoas já sentadas no sofá a vossa cadeira começa a deslizar para a frente. Não fazem nada porque têm uma amiga atrás de vocês a pôr crepes na mesa e vocês pensam que ela precisa de espaço para conseguir colocar os pratos nos lugares certos. De repente, ouve-se um estrondo e, quando dão por vocês estão de gatas no meio do chão, com uma cadeira partida em cima do vosso rico lombinho. E querem-se levantar mas demoram cinco ou dez segundos a conseguirem, porque a seguir ao choque de terem caído sem estarem à espera segue-se um ataque de riso, partilhado por toda a gente que está na sala. Pois, eu, infelizmente, não preciso de imaginar. 

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Resumo da minha semana em awkward moments
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013 || 12:00 da manhã

- Estou a almoçar com o rapaz do post anterior e entorno arroz e carne para cima de mim. Tenho um ataque de riso de tão embaraçada que estou. Depois de conseguir parar de rir ele diz-me "Filha, não faz mal, o animal já está morto". No fim do almoço a minha melhor amiga é que tem que apanhar o arroz do chão, porque a última coisa que eu precisava era de me pôr ali de rabo para o ar. 

- Vinte minutos depois, a minha amiga [achavam que eu estava a almoçar sozinha com um rapaz comprometido que mal conheço?] que é das melhores amigas dele, menciona uma história que envolvia as partes intimas dele. Era a segunda vez que eu via o rapaz, claramente demasiado cedo para falar desse tipo de coisas. Ficou tão constrangedor que, no espaço de 2 segundos acho que consegui olhar para o tapete, para a tv, para as decorações e para o tecto. 

- Tento entrar num banco com uma daquelas portas que requer que carreguemos num botãozinho para se abrir. Tento carregar com os dez dedos das mãos e ainda assim aquilo não abre. Toco à campainha mas a moça do balcão, aparentemente, tinha o botão que abre a porta avariado. Já toda a gente se ria da minha figura, ali especada à porta, quando uma senhora decide acabar com o meu sofrimento e ir abrir o raio da porta. E consegue à primeira tentativa. 

- Estou no supermercado com a minha melhor amiga, na secção dos congelados. Um rapaz passa por mim, a olhar para o lado e a ouvir música. Dá-me um encontrão com o carrinho e eu caio para dentro de uma das  arcas frigoríficas, que para minha grande conveniência, estava aberta. Quando consegui tirar o tronco do meio das embalagens de ervilhas está o rapaz a olhar para mim com cara de desprezo, como se eu fosse mergulhar numa imensidão de pacotes de legumes congelados por vontade própria.


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story of my life
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013 || 8:15 da tarde





Surfista
Lindo de morrer
Divertido
Com uma capacidade de argumentação capaz de calar quase toda a gente
Educado e de boas famílias
Rico que doí 
Confessou à nossa amiga que nos acha giras giras giras
Cozinha bem
Tem ambição e objectivos
Todos os nossos amigos gostam dele
É um homem decente e com valores
Pontos de vista sobre vários assuntos que coincidem com os nossos
Tem aquela descontração e forma de ser descomplicada que nós tanto gostamos
Cheira bem
E....
.....
.....
É comprometido. O que faz com que todos os items acima seja completamente irrelevantes. Para nós e para ele. 


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Da Sorte. Ou da falta dela.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013 || 8:01 da tarde

A minha turma do secundário tinha 25 pessoas. Dessas 25, eu gostava de 24 e detestava uma. Chamemos-lhe, hipoteticamente, Dantas, para ser mais prático. O rapaz irritou-me desde o primeiro dia que pôs o pé na sala e o resto da turma conseguia odiá lo tanto como eu, para terem noção da criatura que ele não era. Durante toda a minha vida, o Dantas deve ter sido a única pessoa de quem eu desgostei publicamente, ou seja, por quem eu mostrava o meu desprezo publicamente, sem me importar com a possibilidade da pessoa ver e poder ficar magoada. Adivinham com quem é que me cruzei ontem? Pois...ignorar as pessoas quando estamos a cinco metros delas é cansativo e constrangedor. Situações como esta eram evitadas se a pessoa em questão não saísse de casa. Que atrevimento! De tanta gente adorável que foi da minha turma ou que eu conheço, tinha logo que encontrar o pokemon mais raro da minha lista de contactos

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013 || 11:51 da manhã


Durante muitos anos tive este problema. Agora já nem tanto, parece que a partir do momento em que fazemos dezoito anos passamos a ter problemas reais e as nossas opiniões já merecem alguma validação, mas até há bem pouco tempo ouvia muitos comentários algo discriminativos e as minhas ideias eram ignoradas ou menos creditadas devido à minha idade. A verdade é que sempre fui uma pessoa madura e ponderada e as minhas opiniões tendem a ser fixas. Para o bem e para o mal. E a verdade é que isto sempre me incomodou, a falsa noção de que os adolescentes não têm problemas e de que não merecem grande consideração porque "dizes isso hoje mas daqui a uns aninhos já não pensas assim". Claro que, no geral, uma pessoa com 14 anos é mais instável do que uma pessoa de 34, mas acho uma falta de respeito a pouca consideração e o rotular tão rápido e a prova disso é que, no blog shiuuu, onde se postam segredos anonimamente, um segredo em que o autor revele que é adolescente ou muito jovem recebe comentários completamente diferentes do mesmo segredo, postado sem indicação de idade, sendo que 90% desses comentários são críticas do género "tens 16 anos, sabes lá o que é estar apaixonado" ou " com essa idade não devias pensar nisso, devias era brincar com as tuas amigas". Não acho normal e não acho justo, fui adolescente há muito pouco tempo (e ainda sou ou, pelo menos, ainda me sinto) e posso garantir que, apesar de não ter acontecido comigo, os adolescentes apaixonam-se a sério, passam por uma pressão enorme por parte da sociedade para se comportarem de determinada forma, já para não falar do stress que é ser avaliado constantemente, a pressão para entrar na faculdade, formar a personalidade e passar por mil e uma mudanças, descobrir o que é que afinal se quer da vida, o curso, a relação nem sempre fácil com a  família, os  outros problemas pessoais, os problemas dos amigos, as novas experiências, os novos sentimentos...Ser adolescente é ser gente e todos temos problemas. Não é ser mais nem menos, é ser igual a qualquer outra pessoa. 

Eu tive um esgotamento emocional aos 13/14 (nada grave, nada drástico, nada que me levasse a cometer actos estúpidos) e hoje, quatro anos depois, continuo a jurar a pés juntos que nunca me senti tão mal e tão emocionalmente esgotada como naquela altura e sei que com 18 anos tenho mais bagagem emocional e maior capacidade de lidar com situações adversas, mas se a minha vida voltasse a reger-se pelas mesmas circunstâncias e eu voltasse a passar por aquilo que passei nesse período da minha vida não posso dizer com convicção que aguentaria melhor ou que não voltaria a sentir-me exactamente da mesma forma. Isto porque o que define como nos sentimos não é (só) a idade, mas sim as circunstâncias e ser adolescente não é sinónimo de ser instável. Eu não fui. Milhares de adolescentes não são e não deviam ser julgados como se fossem todos iguais, já que os adultos e os idosos também não. Com isto não quero dizer que não se cometam loucuras aos 14 ou que aos 13 não nos passem pela cabeça coisas que, daí a uns anos, nos fazem corar de vergonha. A maioria dos meus amigos começou a fumar, a beber e a drogar-se aos 14/15 anos e ainda hoje se arrependem, muitos dos meus amigos perderam a virgindade de forma indecente com pessoas indecentes, dezenas deles tiveram problemas alimentares, cortaram-se, lidaram mal com situações que teriam sabido contornar se tivessem pensado e cometeram mil outros erros. Eu própria cometi mil outros erros, mas a maioria deles não aconteceu apenas porque eu era adolescente, já que hoje talvez voltasse a cometer alguns deles. Não escrevo isto com o intuito de defender atitudes estúpidas por parte dos adolescentes nem nego que este não é um período da vida em que as pessoas tendem a passar por muito e nem sempre são racionais, mas isso não quer dizer que sejam todos iguais ou que a opinião de alguém não tenha valor antes dos 18. 

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Dilemas da vida
domingo, 20 de janeiro de 2013 || 3:16 da tarde

Os meus melhores amigos viram a sex tape do José Castelo Branco e passam a vida a dizer private jokes sobre isso. Piadas que eu, obviamente, não compreendo, porque não vi o dito video. O meu dilema é o seguinte: vejo a sex tape e deixo de ser a parva que não compreendeu a piada ou continuo a ignorar que o dito video existe. É que, minha gente, ele vai à missa ao mesmo sítio que eu e, para mal dos meus pecados, costuma ficar ao meu lado ou nas proximidades. Se nem me custa muito olhar para ele sem me rir ao lembrar-me das figuras que ele tem feito na televisão, já não tenho a certeza que me vá controlar quando o vir ajoelhado e super concentrado depois de o ter visto numa sex tape. Isto sim, são dilemas de vida ou de morte. 

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*suspiro de alívio*
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013 || 11:40 da tarde

Frequências todas feitas e relativamente bem feitas. Assuntos da faculdade todos tratados. Estou, oficialmente de férias e tenho duas semanas para ser (ainda mais) lontra de sofá :)

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nem tudo é mau.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013 || 9:32 da tarde

Mais uma greve do metro. Mais uma série de complicações para chegar à faculdade. Tive que sair de casa com 1:15h de antecedência e moro em Lisboa, nem quero pensar nos coitados que vivem nos subúrbios. Perco o primeiro autocarro, vou a pé parte do caminho e apanho um autocarro alternativo até ao sítio onde apanharia o segundo autocarro. Quase vinte minutos e nada. Por uma razão que desconheço só passavam autocarros com o percurso encurtado e que, consequentemente, não passavam na cidade universitária. Às tantas lá chega um que vai mesmo até ao fim da carreira e eu e o resto das pessoas entramos e ficamos espremidos uns contra os outros. Nas oito paragens seguintes o autocarro nem sequer abriu as portas de tão cheio que estava. Manifestarmo-nos é muito bonito, sim senhor, o que não tem graça nenhuma é perder quase uma hora e meia enlatada em transportes para ir à faculdade só para  buscar a nota de uma frequência. Mas, lá está, nem tudo é mau. Como passei tanto tempo à espera do autocarro e uma quantidade igualmente ridícula de tempo espalmada contra mais 20 pessoas que iam naquele metro quadrado de autocarro comigo, - que é algo que nem me incomoda, se os transportes chegarem a tempo! - acabei por conhecer uma rapariga, que também ia para a Cidade Universitária, para fazer um teste de direito. Trocámos mails e tudo e a minha manhã até se tornou mil vezes mais interessante. 




[Queria, apenas, ressalvar que todas as fotos do blog são retiradas da internet e, desse modo, nenhuma delas é da minha autoria.]

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coisas que acontecem numa aula extra de linguística...
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013 || 5:27 da tarde

1 - O meu professor de linguística parece-se imenso aos lobisomens do sims 3. Se olharmos bem também consegue ser parecido com um símio. Ainda assim, é um homem bonito, e atraente física e psícológicamente. E isso perturba-me, não porque o homem me desconcentre - credo, tem 50 anos, é casado e é meu professor - mas porque sempre pensei que era impossível parecer um lobisomem e ser bonito ao mesmo tempo. Coisas que se descobrem ao mesmo tempo.

2 - Às tantas o professor pergunta a uma colega minha se ela era um merónimo do conceito "turma de linguística". Nunca tinha ouvido ninguém perguntar a ninguém se era um merónimo e achei hilariante.

3 - Numa aula de linguística acabámos a discutir coisas como teorias cognitivas de bebés, o facto de as cores não existirem, a teoria do prisma de Newton, entre outros. Segundo ele todas estas coisas tinham a ver com semântica.

4 - Passou 15 minutos a dizer que achava profundamente irracional existirem uns desenhos animados em que as personagens eram animais que tinham uma rotina como os Humanos mas que, às tantas, tinham também eles outros animais, estes sim, com comportamentos animais. E depois disso, quando eu dei um exemplo em que, por acaso, dizia que um coelho falava ele não o considerou válido porque os coelhos não falam. Ou muito me engano ou alguém é comichoso com os comportamentos animais.

5 - Acabámos a aula com ele a aconselhar-nos a tomar banho e, com o espelho embaciado, fazer uma pequena circunferência com o dedo, para percebermos como a nossa cara parece pequena. Não sei se ria ou se chore com esta pérola.




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amizade: a definição
domingo, 13 de janeiro de 2013 || 3:47 da tarde

Quando uma tarde fechada num quarto às escuras, a ver filmes com o meu melhor amigo e a minha melhor amiga se transforma no programa perfeito. Soube-me quase tão bem como uma festa num cruzeiro pelas ilhas gregas. (se calhar estou a exagerar, mas vocês percebem a ideia)

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coisas que eu digo quando tenho o cérebro extremamente cansado depois de um exame
sábado, 12 de janeiro de 2013 || 1:36 da tarde

"Epá, tu sabes que eu tenho aquela paciência, mas quando perco a paciência, fico mesmo sem paciência". Realmente tem lógica.

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em que é que ficamos?
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013 || 6:56 da tarde

Este ano, na Bosnia, no festival a que vou quase todos os anos, um italiano pensou que eu era, igualmente italiana, e esteve dez minutos a falar comigo, até ter percebido que eu não só não era italiana como também não falava nada de jeito da língua dele. (claro que fiquei super orgulhosa, as mulheres italianas são lindas!) Tenho um colega na faculdade que diz que eu pareço mexicana, mas para não me preocupar porque seria uma mexicana bonita. Também já me perguntaram se eu era americana, mas nesse caso acho que foi só um mau flirt e uma maneira fofa de dizer que achavam que eu falava bem inglês. Houve, igualmente, um dia em que eu e uma amiga (ambas  morenas, com 1,65m e extremamente bronzeadas) decidimos fingir que éramos suecas e ninguém desconfiou que, na realidade, eramos bem latinas. Há três semanas, enquanto falava com uma estudante Erasmus na minha faculdade ela perguntou-me de onde é que eu era, apesar de estarmos a falar em Português. E eu juro que não tenho um sotaque estranho. Um dos estudantes alemães que foi de intercâmbio para a minha escola secundária perguntou-me porque é que eu falava sem sotaque brasileiro e quanto tempo tinha demorado a perde-lo. Os turistas franceses também me costumam abordar em francês, parecendo pensar automaticamente que eu sei falar francês. E depois é ver-e fazer figura de parva a tentar dar-lhes indicações num francês muito enferrujado. Primeiro ainda ignorava, mas ao fim de tantos enganos estou a começar a achar que não pareço portuguesa. Ou isso ou que tenho, pura e simplesmente, um aspecto estranho. O mais engraçado é que, excluindo os caracois, tenho uma aparência super normal e não me destaco nada, aqui em Portugal.

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eu detesto coisas romantico-pirosas, mas isto é qualquer coisa
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013 || 1:40 da tarde

Este rapaz chama-se Tom Fletcher e é membro da banda Mcfly, que é, por acaso, a minha banda preferida. Mais uma banda que é conotada como "bandinha de adolescentes" mas que tem algumas das melhores letras e melodias que já ouvi, um ambiente de backstage e stage fantásticos e uma atenção aos fãs absolutamente louvável.  Ele e a namorada (agora mulher) conheceram-se com 13 anos e um par de anos mais tarde começaram a namorar e nunca mais se largaram. Têm uma história das mais bonitas que já ouvi e nota-se mesmo que o amor deles é verdadeiro. O video é do discurso de agradecimento que ele fez no seu casamento e as músicas que ele canta são originais da banda dele, adaptadas para a ocasião, obviamente. (os padrinhos/Ushers de quem ele fala numa das músicas são os colegas de banda e melhores amigos).


Se isto não é das coisas mais fantásticas que já ouviram são um público muito difícil. Como é que é suposto eu conseguir apaixonar-me se pessoas como ele (nem sequer estou a falar de personagens ficcionais!) aumentam tanto a fasquia?!


[podem ouvir algumas das músicas originais nestes links. estas são todas muito calminhas, mas eles também têm umas mais rockeiras :) ObviouslyAll About YouRoom on the Third Floor , Point of View]

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x factor usa
domingo, 6 de janeiro de 2013 || 5:06 da tarde



Estou viciada em The X Factor. Finalmente um concurso de música que eu não ache aborrecido ou pouco original, adoro que recebem concorrentes de todos os estilos e idades e que lhes permitam tornar-se artistas sem deixarem de ser eles próprios. Além disso, serei a única a achar o Simon Cowell estranhamente charmoso?

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[private post]
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 || 9:09 da tarde

Sou uma apaixonada por Itália e pelos países latinos, pelo calor, pela desenvoltura, pelas praias e pelas conversas com desconhecidos e, simultaneamente, sou fã da pontualidade, da inflexibilidade [saudável], do cumprimento das regras e da postura mais fria e misteriosa, porque, afinal, o nosso espaço é o nosso espaço e só eu sei o que sofro quando pessoas demasiado físicas me agarram a meio de uma conversa ou me abraçam sem termos confiança para isso. E depois fazem-me perguntas que deveriam ser simples, de resposta imediata, do género "doces ou salgados", "praia ou cidade" e eu fico ali, sem saber responder, porque depende do meu estado de espírito e se hoje me fazia falta uma semana estendida numa cama de rede numa praia de areia branca, amanhã o que mais preciso poderá passar por palminhar uma cidade enorme, se hoje dava tudo por um tango, amanhã posso estar farta e querer variar com uma valsa. E acabo quase sempre a sorrir, porque não sei responder a certas perguntas, não quero responder a certas perguntas sem ser naqueles jogos de personalidade que vêm com as revistas, porque acredito mesmo que não somos uma coisa só e que a maioria de nós pode perfeitamente querer o melhor de dois mundos. Mas, se tiver mesmo que escolher, o meu coração vai pender sempre paras um dos lados e eu sei exactamente para qual. 

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2012 em retrospectiva
terça-feira, 1 de janeiro de 2013 || 7:40 da tarde

2012 foi um ano cheio. Tão cheio que, pela primeira vez, esqueci-me de comemorar o aniversário do blog, que fez quatro anos no dia 26 de Dezembro. Talvez tenha sido porque, pela primeira vez desde há alguns anos pseudo comemorei o Natal e a vida tem destas relações de proporcionalidade inversa. 

Em 2012 senti-me verdadeiramente feliz e verdadeiramente desesperada, chorei de alegria e de tristeza, conheci imensas pessoas novas, algumas boas e algumas más, entrei na faculdade na minha primeira opção, tive boas notas e sobrevivi aos exames secundários, acabei o secundário numa escola fantástica com professores e pessoas fantásticas que deixaram muitas saudades, voltei a ir à praia, fui à Bósnia, à Croácia, à Polónia, à Eslováquia e à Hungria, travei lutas antigas e lutas recentes, li montes de livros, vi montes de séries, vi menos filmes do que esperava, apercebi-me que adoro a minha família e os meus melhores amigos mais do que pensava, senti-me a melhor pessoa do mundo e, logo a seguir, a pior pessoa do mundo, atravessei uma passadeira vermelha cheia de jornalistas e flashes, vi o Robert Pattinson e, graças a ele, pude atravessar uma passadeira vermelha, descobri que sou mais badass do que julgava, uma das professoras que mais admirei na vida começou a admirar-me também, recusei-me a ir à praxe e não me arrependo nada, passei uma semana a chorar que nem uma perdida porque tinha um bocado de plástico no olho, usei um vestido Prada, fui ao evento mais chique da minha vida e não me senti deslocada, estive com as pessoas mais rascas de sempre e também não me senti deslocada, rezei por pessoas que não conhecia, vi o Louboutin no Saldanha e não tive coragem de lhe ir falar porque "gosto muito dos seus sapatos" é tão mentira quando ridículo, fui ver um jogo de futebol pela primeira vez, fiz educação física pela última vez da minha vida e disse ao professor que nunca mais voltava a correr na minha vida, o meu professor nem assim parou de me chatear, percebi uma conferência inteira em Italiano e rebentei de orgulho, fiz tradução simultânea de uma conferência Inglês-Português e não me engasguei, fiz a minha primeira amiga americana, adormeci mais de dez vezes a ler o mesmo livro, fui parar à esquadra da polícia porque quase fui assaltada, um texto meu foi publicado num jornal, fui convidada para fazer leituras publicas e fiz uma travessia de barco pelo Danúbio, à noite, a ouvir valsas Hungaras. Tentei que 2012 fosse um ano cheio de coisas novas e penso que consegui. 


Sinto que 2013 vai ser pior que 2012. Não é revelação nenhuma, é só um dado adquirido que tento aceitar com o máximo de paz possível. Para 2013 resoluções secundárias à parte, só precisava mesmo de sossego e felicidade verdadeira. Bom 2013 para todos, façam-no valer a pena, que eu vou tentar fazer o mesmo :)

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