Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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“Home is Where the ♥ is”
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festa de anos para crianças, they said.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 || 1:18 da tarde

É com enorme prazer que vos digo que a tal festa de anos de crianças foi bem mais emocionante do que eu esperava. Tão emocionante que acabamos todos na esquadra da polícia. Mas comecemos pelo princípio, que esta nem eu sei muito bem como é que fiz.

Eu e a minha melhor amiga levamos os miúdos para uma mata que há ao pé da nossa casa, porque já se sabe que seis rapazes juntos só querem jogar à bola. Depois de voltarmos a casa para cortar o bolo, ela decide que já chegava de aturar as crianças e que estava na hora de sairmos e irmos ter com uns amigos dela. Por mim tudo bem, lá fomos outra vez para a tal mata. Ela telefona a dois amigos (amigos esses que eu ainda não conhecia) e, passado uns minutos chega um deles, acompanhado por dois rapazes que nunca tínhamos visto na vida e que tinham um aspecto bastante duvidos. Como estávamos num sítio diferente do costume, o rapaz passou mesmo ao nosso lado e nem nos viu, descendo logo para o lugar onde nos costumamos encontrar todos. Por sorte - ou azar - os dias estão muito pequenos e como escurece muito cedo eu e a A. ficámos num sítio menos recatado, ao pé dos cafés e das casas, porque achamos má ideia enfiarmo-nos para dentro do mato depois de já ser noite. 

Dez minutos depois chega o outro rapaz com quem ela tinha combinado encontrar-se e, mal ele tinha chegado, vem o primeiro a correr, a dizer que o tinham assaltado e que lhe tinham apontado uma navalha. Eu sou uma medricas do pior. Medricas talvez não seja a palavra certa, uma vez que qualquer pessoa normal teria vontade de se pirar dali para fora o mais depressa possível, mas por alguma razão que o meu cérebro desconhece eu quase tive que os obrigar a sair da mata para fora e a correr para um sítio mais decente, antes que os outros dois viessem procurar mais gente para assaltar. Por esta altura já eu a esconde o telemóvel e a máquina fotográfica na roupa interior e a pensar apanhar um autocarro para longe dali e pedir à minha mãe para me ir buscar a um sítio qualquer quando vejo que falta, no mínimo, 20 minutos para qualquer autocarro passar, algo extremamente raro porque o meu bairro até tem bastantes transportes. Como não podia ir para casa, porque para mal dos meus pecados os outros dois estavam num café mesmo em frente à minha casa e iria parecer muito mal deixar o rapaz que tinha sido assaltado ali sozinho, lá os convenci a descer umas ruas até um sítio onde há sempre polícia porque mora lá um ex-presidente. 


Relembro que por essa altura já estava escuro como breu e não se via ninguém na rua, principalmente porque nós estávamos na zona mais recatada do bairro. Os dois rapazes já queriam ir à procura dos dois assaltantes, a minha melhor já tinha chamado o tio e não sei quantos amigos para ir bater nos outros dois e eu começava a desesperar por ser a única a compreender que eles tinham uma navalha enorme com eles e que, muito provavelmente já não estavam no mesmo sítio e que, com algum azar, ainda nos cruzávamos todos com eles e éramos todos assaltados. Lá chegámos ao pé da polícia, sendo eu a única pessoa verdadeiramente preocupada, e quando o rapaz explica o que se passa o polícia diz-lhe, apenas, que tem que ir a uma esquadra e que ele não pode fazer nada, por isso não vale a pena ele explicar mais a situação. Nem um telefonema, nem uma indicação, nadinha. O trabalho dele é estar ali especado à porta do presidente, por isso não vale a pena mexer o rabinho que não ganha mais por isso. Típico deste país [e de muitos outros]. 

Lá vamos nós por mais ruas desertas avisar os pais do rapaz. Juro que me senti dentro do jogo do Slender (jogo em que estamos perdidos na floresta à noite com um louco atrás de nós). Cada vez que via um casal aproximar-se até sustinha a respiração. Claro que, com a minha sorte, chegamos a casa do rapaz e os pais dele dizem-lhe para fazer o que quiser porque está muito frio e eles não querem saber. E lá voltamos nós para perto dos polícias, até que a minha melhor amiga tem a ideia decente de ligar à irmã para ela nos ir buscar de carro, uma vez que nenhuma de nós parecia gostar da ideia de ir para casa e passar pelo café onde estavam os supostos assaltantes. 

E assim acabamos a noite na esquadra, com o rapaz a apresentar queixa a um polícia analfabeto que demorou quase duas horas a preencher os formulários e eu, a minha melhor amiga e a irmã dela com um ataque de riso a pensar daquilo que nos tínhamos safado. 


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just my luck
domingo, 30 de dezembro de 2012 || 4:02 da tarde

Estou prestes a passar a minha rica tarde de Domingo numa festa para crianças. Sim, leram bem, eu, numa festa de crianças. Isto tudo porque a minha melhor amiga é irmã do aniversariante e a pobre rapariga não aguenta ficar fechada numa casa cheia de rapazes de dez anos a berrar e a jogar playstation com a televisão no volume máximo. É que podiam ser meninas, daquelas super querida e maduras que passam o tempo a brincar com barbies e a brincarem às festas, mas não, são mesmo rapazes que, aos dez anos dizem montes de asneiras, só querem saber de jogos e de futebol e andam à porrada de dez em dez minutos. Depois disto que ninguém diga que não sou boa amiga. E é melhor que haja muita e boa comida, porque festas de aniversários de rapazes de 10 anos não são o meu forte, a não ser que sejam passadas a comer e a jogar monopólio, aí já são suportáveis. Desejem-me sorte que eu bem preciso dela. 

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mixórdia de temáticas do Tolkien
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 || 10:43 da tarde

Este ano, aproveitei a confusão do Natal e do lançamento do filme O Hobbit para fazer algo que já devia ter feito há muito tempo: começar a ler Tolkien. Quando os filmes do Senhor dos Anéis estrearam no cinema eu era, ainda, demasiado pequena para ver e compreender esse tipo de produções. O tempo foi passando e nunca senti grande vontade de ler nada do autor, até este ano. Sou fã do género fantástico e, com este alarido todo à volta do filme e a perspectiva de uns dias em casa, com a família, aproveitei para começar a ler O Hobbit. Já estou quase a termina-lo e, como seria de esperar, adorei e estou mais do que pronta para ler a trilogia do Senhor dos Anéis. Consigo perceber porque é que Tolkien é considerado um dos maiores marcos da literatura fantástica e, a julgar por aquilo que li até agora, a sua fama é totalmente merecida. 




(e o tema principal do filme é tão viciante..)

Quanto ao filme (que é apenas o primeiro de três, sobre o livro), é brilhante, na forma como transforma as palavras do autor em algo filmavel, nos efeitos especiais, no 3D, na construção, etc. Porém, foi demasiado longo, confuso e violento para o meu gosto. Às tantas já só via espadas, cabeças a rolar e uma grande confusão de gente no meio do chão. 


[Por falar em Senhor dos Anéis, prometo que não se vão arrepender de dar uma olhadela a estas paródias. São super ordinárias, mas tem aí frases de mestre, principalmente para quem conhece mais ou menos o universo gay de Lisboa. Vejam, que é de morrer a rir. ]

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012 || 12:58 da tarde

Não gosto de escrever sobre estas coisas, porque parece que as palavras nunca chegam para transmitir aquilo que pretendo. Isso não é algo que me aconteça frequentemente. Felizmente há bloggers como a fantástica Martine, do À Procura da Terra do Nunca que dizem tudo o que é preciso e ainda mais, de uma forma linda e simples. 

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observações de fim de semana
sábado, 22 de dezembro de 2012 || 1:01 da manhã

#1 - É dia 21 de Dezembro e eu tive aulas. Temi passar a consoada a comer bacalhau com o meu professor de linguagem humana e a abrir prendas da professora de literatura.
#2 - Estive com alguns colegas de secundário que adoro mas que não fazem parte do meu grupo de amigos, por isso só nos vemos de vez em quando. Está tudo exactamente igual. Talvez até melhor, pois agora temos ainda mais coisas para contar. A sério, tem imensa piada misturar pessoal de todas as áreas possíveis e perceber que estamos todos a crescer mas que, simultaneamente, continuamos todos exactamente iguais. 
#3 - Nunca andem com flores no meio da rua. Eu caí no erro de comprar uma rosa e andar quinze minutos a pé com a rosa na mão. Nesse curto espaço de tempo, três estranhos perguntaram-me, respectivamente, a) se fazia anos de namoro, b) se o meu namorado já me estava a dar prendas de Natal c) Se já me tinham dito que era mais bonita do que a rosa e d) se ia para um velório
#4 - Não sei o que se passava hoje comigo mas todas as pessoas com quem me cruzei nos transportes, de manhã, ficavam especadas a olhar para mim. Ainda levei as mãos à cara duas ou três vezes e parei para me ver ao espelho numa montra. Supostamente estava tudo bem, o que era ainda mais aflitivo, visto que as pessoas continuavam a olhar para mim como se tivesse um osso de frango espetado no nariz ou uma tatuagem tribal na testa. Acontecem-me coisas estranhas. 
#5 - Ou é impressão minha ou todas as pessoas tristes de Lisboa andam comigo nos transportes. Nesta última semana vi mais pessoas a chorar do que nos últimos dez anos. Em cada banco que me sentava dava de caras com um estranho a chorar, o que era coisa para se tornar um bocadinho constrangedora a partir da terceira pessoa que se sentava ao meu lado a chorar. Pelo menos, desta vez, não foi por olharem para a minha cara. Estamos a fazer progressos. 
#6 - Tive dezanove no segundo teste de linguística, uma cadeira a que mais de metade das pessoas chumba. Agora só falta o exame final que, por acaso, vale 60% da nota, mas vamos acreditar que não há de ser nada.
#7 - Hoje convidaram-me para fazer sete coisas diferentes. Claro que tive que rejeitar seis dos sete convites e acabei o dia a fazer coisas completamente diferentes, mas acho que nunca me importei tão pouco com imprevistos. O dia começou bem e terminou ainda melhor, por isso não me queixo. 
#8 - Agora estou de pseudo-férias (pseudo porque tenho 250 páginas de linguística para resumir, mais dois guiões para transformar em apontamento e cinco guiões e duas obras literárias para estudar. Podia ser pior) e há tantas coisas que quero fazer que fico cansada só de pensar nelas e preciso de me sentar um bocado a ler ou no computador para recuperar da fadiga mental. 



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família por afinidade
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012 || 10:52 da tarde

Acredito que a família não é, apenas, quem partilha o nosso sangue e os nossos genes. Considero muito poucas pessoas família, porque a composição genética não é, nem de perto nem de longe, um critério forte o suficiente para, só por si, seleccionar as pessoas que amo. Assim, sei que há um tipo de amor especial para as pessoas que entram na nossa vida e se tornam família por afinidade. Não por imposição mas por inevitabilidade. Não escolhemos a nossa família. Nem a de sangue nem a de afinidade, na medida em que ambas se afiguram como uma inevitabilidade. Conhecemos pessoas, elas tocam-nos e, sem pensarmos muito nisso, nutrimos por elas um carinho tão especial, tão incondicional que ultrapassa qualquer outro sentimento. Isto, para mim, é o conceito de família. Conto pelos dedos das mãos as pessoas que considero família e amo-as incondicionalmente. Os dedos de uma mão sobram, ao contar as pessoas que fazem parte da minha família, entrando por afinidade, porém sei que nunca esquecerei essas pessoas, independentemente dos anos que passem ou das voltas que a vida dê, precisamente porque a "família" tem o poder de agir de forma desinteressada, de ser só pelo ser, de partilhar só pelo partilhar e de fazer cada momento ser inesquecível, precisamente por derivar apenas do amor e nunca das imposições ou dos interesses. Família não é perfeita, pelo menos a minha, mas é a personificação do conceito de amor e isso chega-me e sobra-me. Amanhã vou ver um membro desta família tão pequena que eu tenho. Um membro por afinidade. Um membro que me proporcionou alguns dos momentos mais puros e felizes da minha vida e sinto uma felicidade enorme por saber que se tivessem passado cinquenta anos em vez de cinco o amor que sentiríamos seria exactamente o mesmo. 

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012 || 7:52 da tarde

A greve é um direito e uma forma de lutar pelos nossos interesses, mas estas greves dos transportes constantes já são só gozar com os clientes. O metro, amanhã, faz greve outra vez. A CP faz supressões diárias de comboios e, no meio disto tudo, os únicos prejudicados são os utilizadores que compram o passe e se vêm impedidos de ir trabalhar porque entre o barco, o comboio, o autocarro e o metro a brincadeira é quase semanal. Amanhã tenho uma frequência às 10h da manhã e a minha mãe vai ter que abrir o café mais tarde para me levar à faculdade porque, com greve do metro os autocarros estão tão cheios que, por vezes, nem abrem as portas em metade das paragens e eu não posso arriscar chegar atrasada e não ter tempo de fazer a frequência como deve de ser. Quero ver quantos colegas meus vão ter a mesma sorte.

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"I will be rising from the ground"
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012 || 9:53 da tarde





Uma das músicas mais poderosas que já ouvi. E é cantada por uma artista que além se ter tornado conhecida durante a adolescência, começou na Disney. Os haters devem odiá-la tanto que até se esquecem de criticar a Miley ou o Justin Bieber cada vez que ela lança um single novo. (já deu para reparar que acho o preconceito gratuito contra qualquer tipo de artista uma nojice? )

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claramente a base da nossa amizade
domingo, 16 de dezembro de 2012 || 1:15 da tarde

No último Domingo, depois de passarmos o dia todo juntas, eu e a minha melhor amiga decidimos deitar-nos no sofá da casa dela e ver um filme um bocado nojento que estava a dar na televisão. O filme era super angustiante porque a história girava à volta de um grupo de amigos que vai passar férias em alto mar, num iate, e que num momento de loucura decide mergulhar sem se certificar que tinha forma de voltar a subir para o barco. Basicamente, foi uma hora e meia a ver gente a morrer de hipotremia, com cortes, de desespero e de todas as formas possíveis e impossíveis, enquanto uma bebé chorava dentro do barco, para fazer os espectadores sentirem-se ainda mais angustiados e stressados (já deu para perceber que este tipo de filmes me deixa ansiosa?!). Convém dizer que só estávamos a ver aquilo já que um dos protagonistas era o Eric Dane (a.k.a o Mark Sloan de Anatomia de Grey) e à falta de algo melhor para fazer. Comentários durante o filme:

Eu: Ok, um já morreu, faltam cinco e esta porcaria de filme acaba.
Ela: Então mas agora deixam lá a bebé a chorar? Por mim podem morrer todos, desde que sobreviva um para tomar conta da miúda. 
Ela (depois de morrer mais uma pessoa, que estava a sangrar imenso e poderia atrair tubarões): Onde é que estão os necrófagos quando precisamos deles?!
Irmão dela (que entra no quarto depois de ter passado quinze minutos na cozinha): quantos é que já morreram?
Eu: Esta rapariga é tão irritante, passa o tempo todo a chorar, devia ser a próxima a morrer. 




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terça-feira, 11 de dezembro de 2012 || 10:16 da tarde

Não sou uma daquelas pessoas que gostaria de ter vivido numa época diferente. Eu não desgosto do século XXI, apesar de haver um milhão de coisas mal as alternativas parecem-me mil vezes piores. Não consigo preferir as cartas aos emails, o campo à cidade e não acho que seja possível reunir argumentos suficientemente válidos para defender que as novas tecnologias e meios de comunicação não vieram aumentar o nosso conforto e a nossa qualidade de vida em 500%. Há, no entanto, algumas coisas que me custam a tolerar. A banalização do sexo é uma delas (não, não é a emancipação da mulher, não, não é a separação do conceito de sexo do conceito de amor, não, não é a perda de influência da igreja nesse tipo de questões, não, não é o facto de o tema ter deixado de ser tabu e de poder, agora, ser abordado como deve de ser e por qualquer pessoa. Tudo isso é fantástico. É a perda de importância do amor e a transformação de algo intimo, como o nosso corpo e as relações sexuais em algo muito pouco intimo, mas isso é conversa para mil outros posts) porém, aquilo que me deixa completamente louca e me faz sentir sufocada é a falta de tempo que vivemos nos dias de hoje. Já toda a gente reflectiu sobre isso porque toda a gente se sente, tal como eu, sufocada. É a carga horária excessiva que temos, quer trabalhemos, quer estudemos, à qual ainda se juntam os trabalhos e os quilos de matéria para estudar, no caso dos estudantes, é tratar das mil e uma coisas que temos para tratar todos os dias, é arranjar tempo para a família  os amigos, os conhecidos que querem saber de nós, é tratar das coisas da casa. E mesmo quando estamos só a navegar pela internet ou a tomar um café com um amigo, não conseguimos relaxar totalmente porque temos sempre aquela pressão quase subconsciênte provocada pela lembrança das coisas que ainda temos que fazer antes de o dia terminar ou que temos que conseguir encaixar no horário do dia seguinte. Eu não tenho uma vida particularmente ocupada (o que não quer dizer que não tenha uma vida stressante) e já me sinto constantemente sufocada pelas responsabilidades e pela falta de tempo para não fazer nada e esvaziar a cabeça, não consigo imaginar como é que alguém que trabalhe, no mínimo, 8 horas por dia e tenha que tomar conta de uma casa e de uma família consegue ter tempo para si. É super stressante viver com o tempo contado e com mil coisas para fazer....acho que é por isso que, ultimamente, só me apetece passar os dias em casa a jogar sims, a ler e a escrever. 

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em contrapartida...
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 || 7:07 da tarde



Toda a gente fala maravilhas deste livro e eu (que tive que o ler para uma das minhas cadeiras) não o achei nada de especial. Claro que admito que, dentro do género, é muito bom, mas isso, só por si, não explica o sucesso estrondoso que o livro tem tido. Lê-se bem, não é aborrecido e fala dos odores de uma forma única e especial mas, definitivamente, não me apaixonou.

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 || 3:58 da tarde




Não gosto particularmente de romances históricos (a não ser que sejam da Margaret George!). Não gosto particularmente do romance de Pedro e Inês de Castro e do mito do amor eterno. Dito isto,  Rosa Lobato Faria conseguiu escrever um romance absolutamente genial que me deu imenso prazer ler. Talvez por não se limitar a falar da história que já todos conhecemos e que foi contada e recontada dezenas de vezes, reinventando-a e transportando-a para os séculos XXI e XXII,  a obra resultou super bem. E tem tanta frase linda que nem eu, que sou um bocado insensível a coisas lamechas consegui ficar indiferente. 

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Resumo dos últimos dias
terça-feira, 4 de dezembro de 2012 || 7:58 da tarde

Não sei o que se passa com os meus professores, mas ultimamente  passam a vida a falar de sexo e de relações, que nem meninas que acabaram de arranjar o primeiro namorado. Isso seria perfeitamente normal se a conversa fosse contextualizada e a propósito dos temas sobre os quais estamos a falar, mas não, na maioria das vezes a conversa surge do nada e domina, pelo menos, um terço das aulas. Vindo do professor de espanhol já espero tudo, mas quanto aos outros professores é um hábito recente e, sinceramente, muito estranho. É que chega a ficar um clima constrangedor nas aulas, tal é o despropósito. 

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