Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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O único sítio do mundo que rivaliza com Roma no meu coração
sexta-feira, 31 de agosto de 2012 || 2:46 da tarde

Quanto à Bósnia, o país que alberga a cidadezinha onde me transformei na pessoa que sou hoje e onde passei os dias mais felizes e mais plenos de toda a minha vida, não vale a pena falar muito, pois ao longo dos anos os leitores foram/vão lendo imensos posts sobre isso, sendo M. um sítio tão importante para mim. Sempre que chego tenho a sensação que estou a voltar a casa e à medida que os dias passam e eu percorro aquelas ruas que conheço tão bem e vejo aquelas pessoas que, ano após ano, continuam lá, a transformar esse local no meu local favorito em todo o mundo essa sensação transforma-se na certeza de que aquela é, também, a minha casa. Lá faço coisas que nunca pensei fazer e que, certamente, nunca faria noutro local do mundo, lá sinto uma paz e uma alegria enormes e, principalmente, é nos dias que lá passo que consigo ver com mais clareza quem sou e quem quero ser. Tirando isso, M. - nome abreviado - é, para mim, uma espécie de sítio entre a terra e o céu, que se rege por leis diferentes do resto do mundo e onde sou absolutamente feliz. M. é o único sítio que ocupa um lugar tão especial no meu coração como Roma, e isso, meus caros, diz mais do que todos os posts que eu possa escrever


[Penso que isto encerra as crónicas das férias. Pelo menos por agora.]

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Budapeste em apontamento
quinta-feira, 30 de agosto de 2012 || 7:38 da tarde

Não tenho muito a dizer sobre Budapeste. A cidade está dividida em duas, Buda, muito plana e Peste, cheia de colinas e, tal como  a maioria dos países da Europa central, a história da Hungria é marcada por invasões, guerras e imenso sofrimento. Apaixonei-me pela cidade, que é linda e cheia de monumentos e recantos que parecem tirados de um filme. A comida é boa, principalmente os bolos. As pessoas são simpáticas. O clima é bastante melhor do que o da Polónia e muito aceitável. Não passei muito tempo em Budapeste, mas daquilo que tive tempo de ver não houve nada que não tivesse gostado. Budapeste é daquelas cidades em que nos sentimos bem assim que chegamos. Não é uma cidade que sirva só para residência e para os turistas poderem tirar umas fotos engraçadas, Budapeste tem imensos sítios a visitar e imensas distracções culturais e turísticas. Se forem lá, tentem fazer uma travessia de barco pelo Danúbio, à noite. Foi das melhores experiências que eu tive em viagem, passar pelas sete pontes do Danúbio com aquela brisa da noite e as composições de Stauss, enquanto tirava fotos lindas com os principais monumentos da cidade todos iluminados atrás de mim. 




[Do resto da Hungria não posso falar muito, uma vez que não visitei muitas mais cidades, apenas percorri a maioria do país de autocarro]

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012 || 10:27 da tarde

O pior não é que sejam as pessoas que mais amamos que nos magoam mais quando nos desiludem. O pior é que a mágoa não apaga o amor incondicional e o carinho que enraizamos no nosso coração durante anos e anos e, mesmo quando alguém que amámos muito nos magoou irreversivelmente e nós sabemos e sentimos que não há volta a dar, há sempre uma parte de nós que ainda guarda o amor de antigamente, o que nos leva a sofrer ainda mais, sabendo que as coisas nunca mais voltarão a ser assim, ainda que desejemos com todas as fibras do nosso corpo que isso aconteça.


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Eslováquia em apontamento
terça-feira, 28 de agosto de 2012 || 10:54 da tarde

Não passei muito tempo na Eslováquia. Passeei pelos alpes, conheci uma das cidades principais e pouco mais. Não foi um país que me impressionasse minimamente  perdoem-me os leitores que tenham paixão pela Eslováquia. Não é feio, mas é, ainda, muito rural e muito simples, principalmente quando comparada com as vizinhas Polónia e Hungria. O povo também não é tão simpático como os povos vizinhos e o país, que nem investe muito no turismo, vai sendo visitado por ter uma excelente localização geográfica. Foi essa a sensação com que eu fiquei. Sensação essa que acabou por ser confirmada pelo nosso guia, que é a pessoa mais fiável que eu conheço. Não é um país que me tenha deixado vontade de voltar, mas não me arrependo de o ter conhecido, principalmente pelas excelentes fotos que lá tirei. 

castillo Bojnice en Eslovaquia

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Apontamentos da Polónia IV - porque é que o motorista não podia ser velho, gordo e desinteressante como nos filmes?
domingo, 26 de agosto de 2012 || 11:18 da tarde

O motorista do meu autocarro era polaco. Nem muito giro, nem feio. Falava três línguas. Era muitíssimo simpático e até era bastante interessante.  Tinha trinta e poucos anos, no máximo dos máximos. Resumindo, fugia um bocado ao estereótipo do típico motorista de autocarro velho, gordo e desinteressante. Eu dizia-lhe bom dia e boa noite, como qualquer pessoas educada faria, e acabava aqui o meu interesse por ele. Juro. Mas claro que como sempre acontece com a minha pessoa, gerou-se ali um clima muito constrangedor e entre os "olá", "adeus", sorrisos e buzinadelas eu comecei a evitar grandes contactos com o rapaz que, diga-se de passagem, não tinha mais interesse em mim do que eu nele mas que, sem ter culpa nenhuma, contribuiu para gerar aquele ambiente desconfortável. Para piorar as coisas, o rapaz para além de conduzir, também estava responsável por vender garrafas de água baratuxas aos elementos do grupo. Acontece que cada vez que eu ia ter com ele com o dinheiro e lhe tentava perguntar, em inglês, se podia ir tirar uma garrafa ao mini-frigorífico do autocarro, ele não me deixava terminar a frase, dizendo logo que sim e deixando-me com uma frase a meio e a sentir-me parva por ter perguntado porque, aparentemente, se eu lhe dava dinheiro para a mão era, certamente, para comprar água. E essa certeza dispensava perguntas. 

A história do motorista ficava por aqui - tendo em conta que eu estava disposta a perdoa-lo por ter buzinado com toda a força quando eu estava encostada ao autocarro e ter passado os 15 minutos seguintes a rir-se do susto que me pregou - se ele não tivesse sido o protagonista de dois dos momentos mais constrangedores da viagem. Logo no quarto dia, já depois de eu ter decidido evita-lo ao máximo porque previa momentos muito constrangedores, acabou de jantar e vou ao quarto buscar um casaco - já vos disse que a Polónia é fria? - enquanto a minha mãe esperava por mim na recepção do hotel, para depois irmos dar um passeio. Correu tudo muito bem até eu ter entrado no elevador e ter chocado contra ele, que ia a sair. Acho que até corei, disse-lhe boa noite e ele lá foi, a assobiar um excerto de uma música de Chopin. 

Dias depois, já eu me tinha esquecido disto e nem pensava no motorista a não ser quando o via, estou eu a voltar para o autocarro depois de uma manhã a passear - estava agarrada ao meu casaco de malha porque estava frio! - e, para minha sorte, sou das primeiras pessoas a chegar ao autocarro. Vem uma pessoa com os pés feitos num oito e com umas ânsias danadas de descansar e quando chega ao autocarro depara-se com o motorista em tronco nu - sim, leram bem - a mudar um pneu gigante e a sorrir como quem pede desculpa. E lá fiquei eu a olhar para ele a mudar o pneu - porque não podia subir para o autocarro para não fazer mais peso - e a pensar que, com sorte, a minha mãe não ia precisar de lhe comprar nenhuma garrafa de água nos dias seguintes. 


Claro que duas horas depois a minha mãe me pediu para lhe ir perguntar se podíamos tirar uma garrafa de água do frigorífico...

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Polónia em apontamento III - o primeiro awkward moment
sábado, 25 de agosto de 2012 || 1:58 da tarde

Depois de terem lido o post anterior pensem na situação mais imprópria em que alguém poderia ter um ataque de riso...agora pensem numa ainda pior....Garanto-vos que aquela que eu vos vou contar a seguir é, muito provavelmente, pior do que tudo o que vocês imaginaram.


Enquanto estava na Polónia, e como não podia deixar de ser, fui visitar Auschwitz. Tendo vocês lido o post anterior sobre os meus ataques de riso em situações nas quais me sinto desconfortável são, provavelmente, levados a pensar que tive um ataque de riso descomunal em pleno campo de concentração. Só estão parcialmente certos. O ambiente é mesmo horrível, pesado, capaz de fazer a alma mais insensível sentir uma pena desmesurada daqueles seres Humanos e um nojo ainda maior das pessoas capazes de fazer milhões de pessoas passarem pela experiência horrível de viver ali, como animais. Um terço das mulheres do meu grupo choravam e sentiam-se mal, outro terço ficou quase mudo. Assim sendo, não tive vontade de rir absolutamente nenhuma. Era impossível ter! O problema é que o sistema nervoso das pessoas reage de muitas maneiras diferente e enquanto eu por vezes me rio quando estou nervosa, outras pessoas sentem vontade de fazer outras coisas. Estava eu pronta a entrar para o crematório onde foram queimadas aquelas pessoas todas quando a nossa guia diz "Vamos fazer silêncio durante a visita ao crematório, como sinal de respeito às pessoas que aqui morreram". Sim senhor, aquilo fez sentido na minha cabeça e estava eu a fazer o meu mais profundo silêncio quando, dez segundos depois de a guia falar, a senhora que estava ao meu lado dá o maior peido que eu tinha ouvido nos últimos tempo. Assim de repente, quando está uma pessoa prestes a entrar para o crematório. Eu ainda olhei à volta para ver se mais alguém tinha ouvido ou se eu tinha sonhado, mas, infelizmente, aquilo que eu vi deu-me ainda mais vontade de rir. Claro que passei a visita ao crematório com a cabeça meia escondida no casaco a tentar não desatar a rir no sítio mais impróprio do mundo para se ter um ataque de riso. Eu nem acho grande piada às flatulências alheias, mas foi tão inapropriado que eu fiquei nervosa e desconfortável e deu-me para rir e ainda hoje não sei como é que consegui não me rir à gargalhada no momento em que ouvi aquilo. Ai senhores, agora digam-me lá se estes momentos constrangedores não me perseguem pelo mundo fora. 



[Nos próximos episódios: os meus awkward moments com o motorista do autocarro do meu grupo; a Eslováquia]

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porque este post é de extrema importância para conseguirem compreender o post de amanhã
sexta-feira, 24 de agosto de 2012 || 9:37 da tarde

Tenho tendência para me rir de coisas que não têm piada nenhuma. Já falei aqui de como pareço uma maluca por me rir desalmadamente quando vou na rua e se levanta uma ventania que faz toda a gente dançar com os chapéus-de-chuva. Como devem calcular, isto é uma reacção do sistema nervoso, eu não acho assim tanta piada a levar com chuva na cara, nem a ficar com a roupa encharcada. Da mesma forma que não acho realmente graça quando me contam uma situação que envolve o sofrimento de alguém. Já tive um ataque de riso fortíssimo quando a minha professora de Literatura [que é a pessoa mais exigente e respeitada daquela escola] nos contou, muito atormentada, que teve que fazer uma biopsia à língua e que o médico que a operou estava bêbedo, mas ela não pôde fazer nada porque quando reparou já estava anestesiada. A sério, era a senhora a contar que passou por dores horríveis e eu com a cabeça dentro da mala a rir-me sem parar e a rezar para que ela não me visse. Também passei por uma situação do género quando uma grande amiga deslocou o maxilar na aula de educação física e quando o meu professor me colocou na situação mais desconfortável da minha vida ao dançar o tango argentino comigo. É uma reacção do meu sistema nervoso, não consigo evitar, da mesma forma que muitas pessoas bloqueiam em situações de stress, eu rio que nem uma perdida, o que é quase tão incapacitante. Ora, esta semana o melhor amigo da minha mãe veio jantar cá a casa e trouxe as suas duas filhas. Às tantas começa a contar uma história de quando uma familiar dele foi parar ao hospital e toda a gente da família passou três semanas a esperar o pior, até que a senhora acabou mesmo por morrer de ataque cardíaco. Como eu já não tinha um destes ataques de riso parvos há muito tempo, quando dei por mim estava toda encolhida a tentar não rebentar  às gargalhadas na cara do homem. Para piorar as coisas, estava sentada ao lado da minha tia, que tem a cara mais propícia a incentivar ataques de riso do mundo. Resultado: mandei o guardanapo ao chão de propósito e acabei o jantar com a cabeça quase debaixo da mesa a rir o mais silenciosamente possível. A sério, não sei o que é que se passa comigo nestas situações nem como é que ainda não rebentei a rir na cara de ninguém.


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Polónia em apontamento II - Cracóvia e os alpes
quinta-feira, 23 de agosto de 2012 || 12:56 da tarde

Cracóvia foi a minha cidade preferida na Polónia. Ao contrário de Varsóvia, já não é tão plana e tão funcional mas sim muito mais turística. Está cheia de monumentos adoráveis, parques, exposições de fotografia, castelos, catedrais e lendas antigas que são capazes de chegar ao coração de qualquer pessoa. Claro que o facto de a minha guia ser tão adorável como a cidade ajudou imenso, mas ainda assim, Cracóvia tem muito mérito e é uma cidade que vale a pena visitar pela variedade que nos oferece. 


A única coisa que estragou o ambiente foi o tempo chuvoso. A sério, se alguém vos disser coisas como "Na semana passada eu estive lá e estava bom tempo" ou "Estamos no Verão, não vai estar frio nem chuva" vocês não acreditem e façam o maior gesto obsceno do mundo à pessoa que vos disser tais coisas. Choveu todos os santos dias em que eu estive na Polónia. E não era só chuviscos, era chuva a sério, acompanhada de frio, mais ou menos o tempo que temos a meio do Outono e da Primavera, aqui em Portugal. E eu de tops e de casaquinho de malha, porque fui na conversa de quem me disse que não valia a pena levar roupa quente porque nunca fazia muito frio no Verão. Ok, a culpa foi parcialmente minha, uma vez que tinha a obrigação de desconfiar de tais informações, já que estas tinham sido dadas por um homem que está habituado a suportar temperaturas negativas no Inverno. Os polacos também não pareciam muito incomodados, vi imensos jovens na rua durante a noite e a vida nocturna não abrandava nem nas pequenas cidades, que tinham sempre uma avenida com um conjunto de bares e discotecas que me pereciam mais do que simpáticos apesar de não ter tido a oportunidade de visitar nenhum. Viver e aprender, viver e aprender. 


Também podem ir por mim quando digo que a comida lá não é grande coisa. Não é nojenta nem sabe mal, mas comparada com a comida portuguesa não é nada de especial. 


Já os Alpes Cárpatos conseguem ser ainda mais frios do que o resto do país, mas acho que nessa altura da viagem eu já estava tão anestesiada que não dava por isso. Como estávamos a meio do Verão não deu para esquiar nem aproveitar as diversões típicas deste sítio porque - graças a Deus - não havia neve. Eles têm um estilo de casas adorável, que são conhecidas por terem vários andares no telhado - eu realmente devia ganhar o prémio da melhor descrição arquitectónica -  Ou seja, uma espécie de águas furtadas mas com vários andares - continua a melhorar...fica a foto, que eu estou a ver que assim não vou longe na explicação.Também há imensos palácios absolutamente deliciosos. Fiquei contente por ter estado lá de passagem, mas para quem gosta de campo/montanha e de sossego é um excelente sítio para passar umas férias no Inverno, sem a confusão típica dos maiores centros de desportos de Inverno do mundo. 




[Nos próximos episódios: o meu quase-affair com o motorista poláco que conduzia o nosso autocarro e o meu incidente em Auschwitz] 


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Polónia em apontamento I - Varsóvia e o povo polaco
quarta-feira, 22 de agosto de 2012 || 3:46 da tarde

Gostei da Polónia, talvez por ter partido sem quaisquer expectativas, sem procurar imagens do país e sem me informar sobre os seus habitantes, precisamente porque queria ser surpreendida e absorver o ambiente sem ser previamente influenciada. Assim que cheguei ao aeroporto de Varsóvia, e ainda carregada que nem uma mula porque o autocarro que vinha buscar o meu grupo ainda não tinha chegado, cruzei-me com atletas olímpicos polacos que eram giros todos os dias. Dez segundos depois de ter saído do aeroporto, um Polaco capaz de rebentar com a escala de hotness da Europa de Leste diz-me "Bem-Vinda à Polónia" num português perfeito. Não foi preciso mais nada para decidir que gostava do povo polaco, que não é tão frio como seria de esperar, após terem passado séculos e séculos a serem invadidos. 


Visitei bastantes cidades, porque atravessei parte do país de autocarro, mas só aconselho Varsóvia e Cracóvia, que são as cidades maiores e mais turísticas...a não ser que tenham interesses religiosos, como eu, e nesse caso aconselhar-vos-ia mais algumas localidades, mas sei que não têm. As cidades são, regra geral, planas, não há cá sete colinas como em Lisboa e em Roma e a Polónia deve ser o país com mais árvores por metro quadrado do mundo. A sério, ainda o avião estava a sobrevoar o país já eu estava espantada com tanto arvoredo. O que não é algo mau; os parques na Polónia são abundantes e estão muito bem cuidados, tornando-se muito agradáveis. 


As cidades estão cheias de monumentos relacionados com a guerra, e com o comunismo Russo. Depois de ver todos aqueles monumentos e de ouvir os guias falar do quanto os polacos sofreram entre a segunda guerra mundial e os campos de concentração e a ocupação russa não sei como é que o povo polaco consegue ser simpático e trabalhador e, principalmente, ter tanta fé. As igrejas na Polónia são lindas e estão sempre cheias de gente, principalmente de jovens, o que para alguém que vai à igreja como eu é extremamente bonito e inspirador. Também são um povo com regras, demasiadas regras, na minha opinião. Claro que o frio costuma ter esse efeito nos povos, mas nunca tinha visto um povo tão intransigente no que diz respeito ao cumprimento das regras, o que geralmente é bom, mas acaba por se transformar em algo mau quando levado ao extremo, como eu vi em diversas situações. 



[Nos próximos episódios: Cracóvia, os Alpes (Carpatos), o tempo e a comida e o meu incidente em Auschwitz]

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pau que nasce torto nunca se endireita [para abrir as crónicas sobre as férias deste ano em grande]
|| 9:56 da manhã

O grupo com quem viajei era composto por 46 pessoas. 45 eram portuguesas, tipicamente portuguesas, e uma era americana, com direito aos "Oh my God"'s tradicionais e tudo. Adivinhem quem foi a pessoa com quem me dei melhor e que mais me marcou pela positiva...



Aly Raisman, medalhista Olímpica em 2012 e membro da equipa olímpica de ginástica acrobática feminina dos EUA. 

[Dito isto, que não fique a ideia de que eu não gosto dos portugueses, porque  não é verdade]

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the bitch is back
terça-feira, 21 de agosto de 2012 || 6:42 da tarde

Cheguei. Estou assim entre o morto e o vivo, porque acordei às duas da manhã- sim, leram bem - e vim a dormir aos trambolhões no autocarro e no avião. Tenho muitos posts agendados para ir publicando e muitas coisas para partilhar sobre esta viagem que me enriqueceu tudo. Por agora soube bem chegar, deitar-me na minha cama e passar duas horas a actualizar-me no facebook, blogger, twitter e tumblr. Parecendo que não, gosto mesmo de acompanhar as novidades da blogosfera. Vou só ali recuperar e amanhã começo as crónicas das férias.  

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Quem é vivo sempre aparece!
segunda-feira, 20 de agosto de 2012 || 10:49 da tarde

Tenho andadio a psssear muito oela Polónia, Hungria, Eslováquia, Croácia e Bósnia. Não tenho tido acesso à internet, mas deixei uns sete ou oito posts agendados a explicar tudo e a contar as últimas novidades só que, como sempre, o blogger não me publicou os posts que eu tinha em agenda. De qualquer modo chego amanhã,  super cansada e cheia de coisas para contar!

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cumplicidade, a definição
terça-feira, 7 de agosto de 2012 || 11:00 da tarde

Acontece-me bastantes vezes estar a conversar com a minha melhor amiga e, de repente, aparecer alguém (estranho ou conhecido) que não descola de nós, apesar de nós fazermos tudo para lhe mostrar que queremos ficar sozinhas e que está a ficar um ambiente constrangedor.  Nessas situações utilizamos sempre a mesma estratégia. Eu sussurro-lhe "Liga-me!" ou olho fixamente para o telemóvel e ela percebe imediatamente o que eu quero. Depois de deixar o telemóvel tocar uma ou duas vezes, para ter a certeza que a outra pessoa também ouviu, atendo e finjo sempre que o meu namorado está à nossa espera no carro para irmos a um sítio qualquer, por vezes até simulo uma discussão por ele ter sempre tanta pressa e chegar antes do tempo, enquanto ela esconde o telemóvel dela e ainda participa na conversa com "É o Afonso? Diz-me olá" ou "Mas ele já está aqui?". E lá vamos nós para outro sítio, por entre desculpas e sorrisos e toda a gente fica contente. Se tentasse isto com outra pessoa não resultava, ia haver desentendimentos ou gargalhadas. Com ela nunca há perguntas nem risinhos, é natural, tal é a cumplicidade e a convivência. É assim que eu chego à conclusão que nunca tive, nem terei, uma relação parecida com a que tenho com a Anna.


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um dia vocês fartam-se de me ouvir falar de viagens, mas acho que ainda não vai ser hoje...
domingo, 5 de agosto de 2012 || 12:13 da tarde

É estranho como sou tão apaixonada pelo caos latino (Itáliaaa!) como pelo rigor britânico. Como deliro tanto com o barulho ensurdecedor de um restaurante italiano ou espanhol, com toda a gente a berrar como com o facto de os britânicos e os alemães cumprirem as regras ao ponto de ficarem parados em frente a um semáforo vermelho, mesmo que não se veja um único carro na rua.  E como, de todos os locais do mundo, o meu coração se perdeu para sempre numa pequena cidade na Bósnia. Falta uma semana para eu regressar à Bósnia (e à Croácia. E para visitar, pela primeira vez,  a Polónia e a Hungria) e, assim de repente, consigo lembrar-me de mil momentos bons que vivi por lá. 



Cascatas de Kravice, um dos tesouros da Bósnia. Que são muito mais bonitas quando, no Verão, estão cheias de estrangeiros lindos :) 

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sempre os livros
quinta-feira, 2 de agosto de 2012 || 11:10 da tarde

É impressionante a forma como os livros me reconfortam. Já não é a primeira nem a segunda vez que me sinto triste e desalentada e o livro que estou a ler descreve exactamente o mesmo ambiente de deprimência, como se a atmosfera negra que paira sobre as personagens da obra fosse exactamente a mesma que paira sobre mim. Não quer isto dizer que ler livros com passagens deprimentes me faça sentir melhor, porque não faz mas, pelo menos, faz-me sentir acompanhada na minha tristeza, e isso é tudo o que eu preciso na maioria das vezes. 



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hora das queixas!
quarta-feira, 1 de agosto de 2012 || 11:24 da tarde

E aquilo que eu gosto de aturar o mau feitio dos outros e de levar com as culpas de coisas que não fiz? Adoro. É isso e ter paciência para manter a calma na incoerência dos outros e fingir que não oiço certas coisas. Há pessoas que nem com o bom tempo do Verão se tornam um bocadinho mais simpáticas e cheira-me que este ano me saíram todas na rifa. (inspira, expira. smile and wave) 


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