Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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séries
sexta-feira, 30 de março de 2012 || 11:49 da manhã


Não sei o que é que se passa na cabeça das pessoas que fazem o calendário de exibição de séries na América. Deixei de conseguir ir vendo séries à medida que os episódios são lançados porque com tanta paragem desnecessária uma pessoa perde o entusiasmo todo e esquece-se do que aconteceu no episódio transmitido um mês antes. As paragens de Natal, Pascoa e Acção de Graças eu percebo, agora aquelas paragens de duas semanas completamente random já não consigo entender. Por causa disto tenho How I Met Your Mother, Grey's Anatomy, Castle, Bones, Glee e Vampire Diaries em espera. Resta-me ir vendo a terceira temporada de Gossip Girl que, se for igual à segunda, promete ser fantástica.

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coisas que me acontecem
quarta-feira, 28 de março de 2012 || 1:25 da tarde

Não percebo porque é que saber que determinado indivíduo é má pessoa não me impede de simpatizar com ele. Muito menos compreendo porque é que às vezes estou com "boas"pessoas e não sinto qualquer tipo de conexão e basta-me mexer uns metros para encontrar uma pessoa não tão boa para estabelecer uma relação de empatia ao fim de duas palavras.

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on and off
segunda-feira, 26 de março de 2012 || 11:02 da tarde

Não gosto de pessoas on and off, que tão depressa falam muito comigo e expressam a maior das preocupações como passam semanas sem dizer nada. Nesses casos ao fim de uns tempos, as coisas caminham quase sempre para um off definitivo. Não me apego a qualquer pessoa, mas quando acho que alguém vale a pena e tento construir uma amizade séria consigo, geralmente, uma relação sólida e é precisamente por fazer da solidez uma condição básica de qualquer amigo verdadeiro que não consigo considerar alguém inconstante realmente meu amigo. Tenho, actualmente, um "amigo" que me faz isto constantemente. Deixa de me responder às mensagens e surge, meses depois, com histórias e explicações mirabolantes, descombina saídas em cima da hora, inventa mentiras, responde às sms de toda a gente mas deixa-me sem resposta etc. Tenho muita pena, porque gosto da pessoa em questão, mas este é um ciclo pelo qual, infelizmente, já passei e que sei que vai acabar num off definitivo. 

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completamente viciada nesta música e neste video
sábado, 24 de março de 2012 || 11:31 da manhã


Desde que comecei (e acabei) de aprender tango e encontrei este video a minha vida nunca mais foi a mesma.

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confissões de uma geek
quarta-feira, 21 de março de 2012 || 8:09 da tarde

Nada na minha vida académica me deixa mais orgulhosa do que tirar 18,19 ou 20 a Português ou a Literatura. O 18 a Clássicos da Literatura que vou ter este período faz-me sentir mais realizada do que o 20 que, provavelmente, vou ter a História. Desde que ando no primeiro ano que é assim :)

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sábado, 17 de março de 2012 || 11:40 da manhã



 


   Há dias (a maioria) em que me só apetece passar o dia todo em casa. Sem família, sem amigos, sem programas divertidos, sem saídas à noite, sem idas ao centro comercial, sem almoços e jantares, sem encontros no café. Só eu e o silêncio da minha casa. E saltar do sofá para a cama, da cama para a cozinha e desta para a casa de banho. Não há nada como um computador com as nossas séries, os nossos jogos, os nossos textos, os nossos blogs e as nossas redes sociais. E um bom livro, de preferência com um copo de ice tea saído do frigorífico.
    Hoje é um desses dias, em que dava tudo para poder ficar em casa a fazer tudo e a fazer absolutamente nada. 

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sexta-feira, 16 de março de 2012 || 10:31 da manhã

Ultimamente dou por mim a pensar em pessoas em quem não devo, de formas que não devo e a perceber que tenho saudades de coisas de que nem sequer gostei. A minha cabeça tem fases complicadas, tem.

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encontros de supermercado
quarta-feira, 14 de março de 2012 || 9:53 da tarde

Hoje voltei a ver a minha colega da primária que é cigana. Ia a passar com um carrinho de bebé. Eu parei, disse-lhe olá e perguntei se o bebé era dela. Ela disse que sim, que se chamava Santiago. Depois, e para aumentar o contraste, ela pergunta-me se eu ainda estou a estudar e o que é que quero seguir na faculdade e diz-me que eu tenho capacidade para ter sucesso no ensino superior. Queria dizer que ela também teria tido, mas esse tipo de comentários não ia ajudar ninguém. Despedimo-nos e desejámos boa sorte uma à outra, como se em silêncio estivéssemos a dizer "respeito o teu modo de vida e quero muito que sejas feliz". Da próxima vez que nos virmos ela pode já estar grávida outra vez e eu provavelmente estou exactamente igual. 

Eu sei que é natural na cultura cigana e sei que as coisas não vão mudar, mas cada vez que a vejo sinto imensa pena dela. É possível que até seja mais feliz que eu, mas a rapariga que eu conheci na primária era tão sensata (ainda é), tão bonita (ainda é) e tão inteligente (ainda é) que eu não consigo deixar de sentir que ela podia ir tão mais longe se tivesse nascido noutras circunstâncias. Quando a vejo com o marido e com o filho penso sempre que ela tem 18 anos (só um ano a mais que eu) e que ainda é uma miúda e mesmo assim já tem um marido, uma casa para cuidar, um negócio para gerir e um filho para criar e mesmo assim continua a pessoa linda, simpática e ponderada que eu conheci aos seis anos.


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depois deste post juro que vos dou um descanso
terça-feira, 13 de março de 2012 || 8:08 da tarde

A coreografia de tango correu muito bem. O professor fez bastantes elogios e acho que vamos ter boa nota. Correu tudo muito bem até ele dizer "Acho que devias usar saltos altos e o cabelo solto mais vezes", eu corar corar e ficar atrapalhada. Lá lhe disse que isso acontecia quando não havia o risco de cair e de levar com uma bola na cabeça e fui embora mais nervosa do que quando tinha entrado. Pior que o que me disse foi a forma como o disse e mais grave que isso tudo foi te-lo dito ao pé de outros dois alunos que, como é óbvio arregalaram muito os olhos e saíram de lá a pensar que andamos enrolados. 

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psicologia de bolso
domingo, 11 de março de 2012 || 2:50 da tarde

A dinâmica das relações sociais fascina-me por ser tão complexa. E por cada relação ter uma dinâmica diferente e única. Acho que se seguisse psicologia seria esse o tema do meu mestrado. Às vezes sinto que até eu precisava de um mestrado nessa área para compreender a dinâmica das minhas próprias relações. Com a minha melhor amiga, por exemplo, as coisas surgem de forma espontanea e automática mas eu tenho consciência que a dinâmica da nossa amizade é tudo menos simples.



(consegui repetir a palavra "dinâmica" quatro vezes num texto de sete linhas)

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o dia em que eu fiquei traumatizada para a eternidade ou crónicas do meu professor de educação física
sexta-feira, 9 de março de 2012 || 10:01 da manhã

Muitas alunas têm fantasias com os seus professores de educação física, principalmente se eles forem sexys como o meu é. Acontece que eu, felizmente ou não, não tenho nenhuma fantasia nem com ele nem com nenhum outro professor e até agradeço que os professores me tratem com respeito e alguma impessoalidade. 

Dito isto, acho fica bem claro que ontem, eu não queria ter dançado o tango com o professor de educação física. Caramba para a criatura, ontem passou dos limites. Agarra-me para me ensinar a fazer uns passos e puxa-me contra ele de tal maneira que eu não conseguia nem olhar para a cara dele (porque, imagine-se, a boca do homem estava a 5 centímetros da minha, se tanto) nem olhar para baixo para confirmar se estava a fazer o que era suposto com os pés. Lá fiquei toda atrapalhada a olhar para o peito dele (o que não foi uma solução muito melhor) e para a barba dele (que me estava a perturbar por quase roçar na minha cara). Ora, eu que sou uma rapariga decente e pouco dada a contactos físicos destes, afastava-me automaticamente. E ele dizia "Estás a afastar-te, outra vez". E lá me obrigava a repetir o passo. "Estás muito tensa, descontraí mais", puxava-me ainda mais para cima dele e lá repetia o esquema todo, comigo praticamente pendurada nele, enquanto me dava dicas sobre a dança. O problema era que eu estava de saltos e a minha cara estava demasiado próxima à dele. Sempre que ele falava eu sentia o hálito quente do homem na minha cara. Seria um momento idílico se estivessemos num filme e não num ginásio mal-cheiroso, se eu não fosse menor e ele meu professor e se eu não o detestasse.

Quando ele finalmente me largou eu já transpirava de nervos. Lá continuei a coreografia com o meu par até que, passados 20 minutos, ele se lembra de nos vir ensinar um passo novo. Pega em mim outra vez, ensina-me o passo da mesma maneira que fez com o primeiro e depois decide improvisar para mostrar que no tango é tudo muito intuitivo.  Eu avisei que ia correr mal, ele ignorou-me, correu mal. Ora falava em encaixar-se nos meus pés, ora me dava um toque e me dizia "Roda mais a bacia" ora me dizia coisas como "Não, linda, só quando eu der o toque". Chegamos ao cumulo de ele me chamar linda e depois disto já não sei como é que vou olhar para a cara dele. 

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eu e as datas especiais - parte 473626392157
quinta-feira, 8 de março de 2012 || 10:18 da manhã

Acho o Dia da Mulher um bocado desnecessário. Mas vocês sabem como é que eu sou; tenho alergia a tudo o que é data especial portanto, até aqui, nada de novo. Por isso venham lá os bons dias acompanhados com sorrisos demasiado entusiásticos, abraços e beijinho e as flores, que eu prometo que finjo que partilho da alegria de estar viva e ser mulher. 

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A minha vida anda numa fase tão interessante que eu até vos venho falar do novo livro da Rowling, vejam só
quarta-feira, 7 de março de 2012 || 6:20 da tarde

A J.K.Rowling vai lançar um livro novo e eu ainda não sei muito bem como reagir. Sou da geração Harry Potter, cresci com os livros e posso afirmar que a autora mudou a minha infância e adolescência para melhor. Ser fã de Harry Potter e poder partilhar isso com tantos milhões de pessoas é algo verdadeiramente lindo, algo que só um clássico da literatura - apesar de a saga não ser considerada literatura - poderia alcançar. O fandom de Harry Potter divide-se entre aqueles que estão verdadeiramente excitados com a notícia e aqueles que não gostaram da notícia por saberem, à partida, que é impossível o novo livro dela ser tão bom como o Harry Potter. Eu estou ali no meio, cheia de vontade de ler o livro novo e de saber mais pormenores, mas perfeitamente ciente que nada será tão bom como o Harry Potter e isso faz com que eu não saiba muito bem como é que me hei-de sentir. 

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Março
segunda-feira, 5 de março de 2012 || 9:58 da manhã

Tinha esperança que 2012 começasse a correr bem agora que chegámos a Março, mas pelo início de mês que tive tornou-se bem claro que vou ter que esperar até Abril para 2012 ver tal coisa acontecer. 

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Private post
sábado, 3 de março de 2012 || 4:53 da tarde

 - Diz-me tudo o que quiseres menos a frase bíblica "Muitos foram os chamados e poucos os escolhidos". Posso ouvir tudo o que tiveres para me dizer e sair de cabeça erguida e sem uma única mossa, porque, felizmente, sei bem quem sou e quem quero ser. Voltares a falar em chamados e em escolhidos é que não. E, por mais que eu fuja dessa frase com todas as minhas forças, ela encontra-me sempre quando eu menos espero. Diz-me tudo o que tiveres a dizer, mas não uses essa frase como argumento para o que quer que seja porque aprendi a não a tolerar, a não a admitir. Aos treze anos, quando a ouvir pela primeira vez, teve o impacto suficiente para me deixar devastada. Passaram quatro anos e meio desde esse dia e agora ambos sabemos que o jogo dos chamados e dos escolhidos e das frases bíblicas já não resulta. Toda a gente tem os seus traumas, os seus fantasmas. Este é o meu e nos últimos quatro anos aprendi que também tenho o direito de me sentir magoada e que sabem quem sou e o que quero não é nem crime, nem pecado.  - 

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Quando se vê futebol em sítios públicos
sexta-feira, 2 de março de 2012 || 10:49 da tarde

- Há sempre um atrasado mental que grita "golo" assim que a bola passa o meio campo, quando toda a gente está calada a tentar ver a jogada. 
- Há sempre um ou dois miúdos que, ao ver tantos adultos entusiasmados, têm tendência a berrar mais alto e a bater palmas nas alturas mais despropositadas e acabam sempre a ser repreendidos. 
- Há sempre um ódio mortal os adeptos das diferentes equipas. 
- Se for Benfica-Porto os sportinguistas vão estar todos a torcer pelo Porto. 
- Há sempre cinco ou seis esposas entediadas que desesperam de aborrecimento enquanto o marido roí as unhas. 
- Há sempre uns quantos bebés e crianças pequenas que vão fazer birra e chorar por serem obrigadas a ficar tanto tempo no mesmo sítio.




E eu, que me esqueci disto tudo e do próprio jogo, tive a brilhante ideia ir jantar ao Olivais Shopping. Claro que me arrependi no instante em que vi uma pequena multidão de homens a berrar de dois em dois minutos. 



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