Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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“Home is Where the ♥ is”
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It is what it is
terça-feira, 31 de janeiro de 2012 || 11:35 da manhã

Adivinhem quem é que hoje vai apresentar mais um trabalho sobre Itália e a cultura italiana...desta vez em psicologia. Juro que não me canso de falar deste país e desta cultura maravilhosos, com os quais tanto me identifico. Será que me posso inscrever na embaixada e ficar com um cargo tipo "Divulgadora da Cultura Italiana"? Acham que a Embaixada Italiana me financia viagens de investigação? A mim também me parece que não, mas vale a pena sonhar. 


Liguria

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ciclos
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 || 10:13 da tarde

Há coisas na nossa vida que se repetem ciclicamente porque, tal como nas histórias, penso que os Humanos também são um ser de fases, de ciclos. Pessoas, hábitos, sentimentos, necessidades...repetem-se sempre, voltam sempre. A semana passada aconteceu-me algo que não me acontecia desde o meu primeiro ano. E foi tão natural que nem parecia que houve um intervalo de doze anos entre os dois acontecimentos. 

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A mania de ver famosos
sábado, 28 de janeiro de 2012 || 2:10 da tarde

Tenho a mania que vejo celebridades em todo o lado. As minhas amigas já só são capazes de revirar os olhos quando eu digo que vi alguém famoso. A verdade é que já me pareceu ver o Rui Unas umas cinco vezes, o Pedro Granger duas e o Ricardo dos Gato Fedorante outras duas. Não é de propósito, passo por alguém na rua [que na maioria dos casos nada tem a ver com o famoso em questão] e parece-me mesmo ver um famoso qualquer.


Ontem, quando estava a caminho da escola entro num centro comercial no Saldanha e passados dois segundos de ter entrado passo por um homem que me pareceu incrivelmente o Christian Louboutin. Primeiro pensei "não vou dizer nada, vão gozar comigo", mas depois não aguentei e saí a correr com as minhas amigas para vermos se era mesmo ele. Uma das minhas amigas tinha um Iphone e até abrimos a página do Alfaiate Lisboeta [que só por acaso é um excelente blog e tem um texto fantástico sobre o Louboutin] para confirmar se era realmente ele e pareceu-nos que sim. Agora, uma coisa é eu dizer "aquele é Christian Louboutin", o mais provável é não ser ele, outra coisa é alguém confirmar as minhas suspeitas. E lá fomos nós Saldanha abaixo a rir que nem loucas da nossa figura e a discutir quem é que tinha coragem de lhe ir perguntar se era mesmo ele. Claro que nenhuma de nós teve lata para ir lá perguntar, ainda por cima em francês. Na pior da hipóteses não era ele e passávamos por loucas e na melhor das hipóteses era ele e nós não saberíamos o que dizer. "Adoro os seus sapatos" parece incrivelmente estúpido, principalmente porque eu nem sequer me lembrava como se dizia "sapatos" em francês. 




E esta é a história de como eu pensei [e provavelmente vi] ver o Christian Louboutin em Lisboa e fui atrás dele a rir que nem uma louca durante dez minutos, tendo, no entanto, a decência de não o ir incomodar. Também pode ser a história que nos leva a concluir que o Alfaiate Lisboeta é um blog muito giro com textos muito interessantes que nos informam, por exemplo, que o Louboutin tem uma casa em Lisboa.  E pode ser uma fábula que ensina que até as pessoas que não ligam nada ao mundo da moda podem sentir vontade de perseguir um estilista mundialmente famoso pela rua abaixo só pelo facto de ele ser um icon. Mas o mais importante é que a minha mania de que vejo famosos começou finalmente a compensar.  

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Pesadelos literários. Desta nem eu estava à espera
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 || 10:34 da manhã

Sabemos que somos verdadeiramente das humanidades e as literaturas quando temos pesadelos literários que nos impedem de dormir bem durante três dias seguidos. Não sei o que é que Charles Dickens e Fernando Pessoa queriam de mim e dos meus sonhos mas graças a eles passei dois dias com cara de zombie. 

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 || 12:44 da tarde

Acho a inteligência sexy. Não, não substitui a beleza. E não, um homem feio nunca se tornará num homem bonito só por ser inteligente. Mas um homem com uma beleza mediana pode, muito bem, tornar-se muito mais bonito aos meus olhos se for inteligente e interessante. Tenho para mim que ser convencido normalmente também ajuda. Ou então é só da minha panca com os badboys. E isto vem a propósito do quê? De mutias coisas, incluindo um video sobre italianos, outro sobre britânicos e da aula de e.f de ontem, em que o meu professor disse "estou a ficar muito entusiasmado convosco" com um sorriso assustadoramente perverso (se bem que no caso dele a inteligência não exista em quantidade suficiente para se tornar sexy.)

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Relacionado com um post recente
terça-feira, 24 de janeiro de 2012 || 9:17 da tarde

Hoje conheci o filho do Rui Zink. Um amor de pessoa, simpático e prestável. E tem um talento enorme para tocar piano. Vai participar numa exposição sobre Charles Dickens que a minha turma de Clássicos da Literatura está a organizar porque se voluntariou para disponibilizar o seu tempo e o seu talento. O pai bem podia por os olhos no filho!

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domingo, 22 de janeiro de 2012 || 11:27 da manhã

Quanto mais o tempo passa, menos acredito no conceito família de sangue e mais me convenço que os amigos são a família que nós escolhemos ter. Pode ser que seja da idade, mas também pode ser que não seja só da idade. E por hoje é só isto. Bom dia, pessoas.

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crónica de chelas II
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 || 10:34 da manhã

Outra coisa fantástica que aprendi por estudar/viver relativamente perto de Chelas foi que muitas vezes olhamos para alguém e não damos absolutamente nada por essa pessoa, quer porque as companhias são as erradas, quer porque o aspecto exterior e algumas das atitudes que vemos nos dizem "Não queres ter nada a ver com este/esta". E depois, quando, por acaso nos cruzamos novamente ou nos encontramos numa ou noutra conversa de grupo rápida, percebemos que até estávamos perante uma pessoa fantástica e cheia de capacidades que até tinha potencial para ser maior do que o mundinho de porcaria em que se insere. Mas infelizmente costumam ficar-se apenas pelo potencial. Tenho muitos conhecidos assim, que tinham tudo para estudarem pelo menos até ao décimo segundo e terem um nível de educação e de cultura normal mas que se deixaram absorver completamente pelo ambiente decadente.

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Rui Zink
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 || 10:25 da tarde

Deu hoje uma conferência na minha escola. Se entrei na sala com vontade de lhe dar uma oportunidade e de conhecer este escritor que tem já trinta livros publicados, ao fim de uma hora e meia de conferência saí da sala com vontade de nunca mais ler nada deste senhor e de dizer mal dele a toda a gente que anda sobre o planeta Terra. É das pessoas mais arrogantes que já conheci e olhem que eu gosto de pessoas convencidas.Passou o tempo a gabar-se das suas obras, das suas viagens, da sua carreira com uma arrogância como eu nunca vi. Nem o António Lobo Antunes, senhores. E falou-nos com um desprezo tal que quem o visse dizia que ele era uma espécie de Hércules, meio humano meio Deus que estava ali para se oferecer em sacrif E a forma depreciativa como falou dos professores do secundário, que trabalham o quadruplo do que ele e a maioria dos professores universitário. A forma como ele disse "Eu sou aulas seis horas por semana e já é uma maçada. Filhos, os vossos professores trabalham com barulho mas eu não", como se os nossos professores fossem infinitamente inferiores ao seu rabo catedrático. E o facto de ele ter sido um mal-educado para o rapaz da AE que o apresentou  ao público também não ajudou nada. Nem isso nem o facto de ter passado o tempo a chamar-nos estúpidos e a dizer que deviamos saber distinguir aquilo que é essencial daquilo que é acessório e depois ter acabado a falar de tudo menos do que era essencial. Não sei, o senhor pode ser o melhor escritor do mundo, mas como pessoa, é das piores que já vi. Por mim pode voltar para a U. Nova de Lisboa e para as suas seis horas de aulas semanais, para a sua editorazinha e para as conferências do Japão porque com esta atitude do secundário não leva nada. Feliz ou infelizmente não sei como ele é como escritor e não tenho vontadinha nenhuma de descobrir. Ficam as minhas desculpas pelo desagrado que posso ter causado a quem gosta dos escritos dele. Ou ao próprio, se por aqui passar. Ou ao filho do próprio que, coitado, anda lá na escola e vai ser olhado de lado durante uns tempos.  

Claro que isto não significque que muitas outras pessoas não o adorem. Claro que a minha visão pode não ser sido a correcta. Claro que o problema pode ser dos meus olhos, mas digo-vos que desde que estou naquela escola já fui a mais de 30 conferências e que esta esteve muito próxima de ser a pior delas todas.



Ah, e já nem vou falar de quando ele disse "Quando o Cristiano Ronaldo quer ver boas jogadas liga a televisão e vê o Messi". Vocês sabem que criticar o Ronaldo é meio-caminho andado para me levar aos arames. Eu aguento tudo menos piadas sobre o Ronaldo.

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Crónicas de Chelas I (estou a prever uma continuação)
sábado, 14 de janeiro de 2012 || 12:08 da tarde

      É estranho como as pessoas que cresceram em sítios péssimos (tipo Chelas, Amadora, Margem Sul, Vialonga e afins) partilham uma espécie de inter-compreensão. E como percebem as private jokes umas das outras, porque as sub-culturazinhas e uma mente limitada são sempre parecidas, independentemente do sítio onde se encontram.
      Nunca pensei que crescer perto de Chelas fizesse de mim uma pessoa melhor em qualquer aspecto, sempre tive a impressão que o facto de ter estudado durante nove anos num sítio que fica a dois minutos a pé de um local onde quase não existe mundo exterior, e onde tudo o que interessa são "os manos da zona J de Chelas e a ganza de boa qualidade" só fazia de mim uma pessoa mais limitada e menos culta. O curioso é que agora que estudo num sítio decente, com pessoas diferentes e vindas de vários pontos da área metropolitana de Lisboa percebi que ter estudado muito perto de Chelas não fez de mim uma pessoa menos culta - porque sempre tive terror a ser tão inculta e tão mente-fechada como as pessoas que via à minha volta e isso levou-me a esforçar o dobro - mas sim uma pessoa mais grata, mais vivida e mais conhecedora da vida no seu pior e no seu melhor. E isso foi incómodo enquanto durou, não digo que não, mas foi extremamente necessário e útil para a minha formação enquanto pessoa, pois deu-me uma visão bastante clara daquilo que a vida é e uma noção muito boa da diferença entre o bom e o mau, entre uma vida bem aproveitada e uma vida completamente perdida.

Mas não quero dizer que em Chelas, ou na Amadora, ou em Vialonga ou em qualquer um destes sítios não existam pessoas fantásticas e diferentes da podridão que as rodeia. Quatro dos meus melhores amigos moram no mesmo bairro que eu, a dois minutos de Chelas, outro mora no bairro do Armador, que é uma das piores zonas de Chelas e eu não gosto menos dele do que dos meus amigos que vivem em Alvalade ou na Portela porque, graças a Deus, o sítio onde moramos pouco ou nada significa se formos pessoas interessantes e minimamente ajuizadas. Nem quero dizer que sou uma coitadinha por não viver no Restelo ou na Avenida de Roma. O que eu quero dizer com este post é que só por viver no sítio péssimo onde vivo é que consigo sentir-me grata quando encontro pessoas melhores, que só por viver no sítio onde vivo partilho um sorriso com as minhas colegas de Chelas, de Almada e de Vialonga quando passa um kisomba qualquer na rádio da escola ou quando alguém diz uma frase em crioulo. O que eu quero dizer é que já não me espanto nem desespero facilmente porque, na maioria dos casos, já vi pior. O que eu quero dizer é que teria sido muito melhor crescer noutro sítio, com pessoas mais decentes, mas que felizmente consegui compreender que viver num sítio mau não me tornou uma pessoa pior, como sempre temi.

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Este post retrata um episódio passado numa aula de educação física, just saying.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 || 9:47 da tarde

Na minha última aula de educação física começamos a aprender tanto. Previa algo desastroso, previa não conseguir atinar com os passos e fazer figura de parva e, principalmente, previa que ficasse um clima estranho quando fosse dançar com os meus colegas. Mas para meu espanto correu até bastante bem. Consegui atinar com os passos, apesar de lhes dar aquele toque de ballet de que nunca mais me consegui livrar apesar de já ter deixado o ballet há quase três anos, dancei com todos os meus colegas e com algumas colegas e nunca ficou estranho...senti-me mais à vontade a dançar do que esperava, principalmente com os rapazes e até me diverti, algo completamente singular numa aula de educação física.



Amanhã há segunda ronda, com passos mais complicados, claro. Não sei se fique feliz ou triste.

P.S - A certa altura, estava eu a dançar com outra rapariga e a fazer o papel de homem e vem o meu professor de educação física corrigir-me e dizer-me que tenho que parecer mais um homem. Eu bem lhe disse que não tenho jeito para ser homem, ele riu-se e disse que também não tinha jeito para ser mulher. E quando eu estava a respirar fundo por pensar que ele se ia embora, o homem vira-se para a minha parceira e diz-lhe "Deixa a Ana dançar comigo para ela sentir a vibração masculina", pega em mim e põe-se a dançar comigo e a dizer-me para olhar para as pernas dele, depois para os pés dele, depois para sentir a força que ele aplicava e só depois é que me largou. Com frases como esta e a dançar o tanto é suposto eu não ficar atrapalhada? Juro que este Homem exagera as frases that's what she said.

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Hoje foi a entrega dos prémios do mundo do futebol.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 || 9:09 da tarde

E eu estou pior do que fula. Foi a maior palhaçada dos últimos anos. Só tenho duas perguntas:

a) Como é que o Messi ganhou a bola de ouro outra vez? A sério, Ronaldo, deixa mas é de ir à cerimónia e começa a ficar em casa a ver a novela. Tudo é mais produtivo do que ires lá e não ganhares o prémio que mereces.

b) Como é que o Guardiola ganha o prémio de melhor treinador do mundo estando a competir com José Mourinho e Sir Alex Ferguson? Esperto foi o Mourinho em não ter ido sequer à cerimónia. Homem inteligente este Mourinho.

Mas futebol é futebol e eu tenho que admitir que não sou especialista nenhuma. Os especialistas votaram e decidiram (apesar de alguns deles estarem claramente sob o efeito de álcool durante a votação...as escolhas deles não mentem). E eu vou só deixar aqui uma fotografia do Ronaldo e dizer-vos que, para mim, ele continua a ser o melhor jogador do mundo. Nem que venham 30 Messis reclamar o lugar.


P.S. Quem é que foi testado pela ciência devido aos resultados fisicos e mentais extraordinários, quem foi? Foi o Ronaldo. O Messi é um excelente jogador mas ponham-no lá a tentar marcar golos às escuras e depois conversamos.

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o que me anima são estas coisas!
domingo, 8 de janeiro de 2012 || 12:32 da manhã



Descobri que uma rapariga nova na minha turma com quem nem sequer costumo falar muito se refere a mim como "Hermione". E não é a primeira. Estou aqui a pensar num elogio melhor e não me consigo lembrar. I mean, ela é só a minha personagem preferida de todos os tempos e o meu role model fictício...

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ter preconceitos literários é uma coisa que me incomoda. e, infelizmente, tenho-os na mesma
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012 || 10:29 da manhã

Sempre tive um preconceito com José Saramago. Não tanto pela escrita, porque nunca tinha lido nada dele, mais com a pessoa. Confesso que as críticas incessantes à igreja e ao próprio Deus me impediam de ir muito à bola com ele. Este ano comecei a ler o Memorial do  Convento, só mesmo porque tinha que o ler para Português e porque era uma vergonha nunca ter lido nada de Saramago, nem que fosse para poder dizer que não gostava dele como escritor.

Mas a verdade é que apesar de continuar a não gostar dele como pessoa, e de as  críticas constantes que ele faz à igreja me arrepiarem de desagrado (e algumas são bem verdadeiras) não posso deixar de admitir que, como escritor, Saramago é brilhante e usa as palavras de uma forma única. Estou a gostar bastante do Memorial, contra todas as minhas expectativas.

Este é o dia em que eu passo a ser um bocadinho menos excumungada.

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Mas isto sou só eu a desabafar no meu blog
terça-feira, 3 de janeiro de 2012 || 7:45 da tarde

Ai Senhores, vocês não imaginam o cansada que eu estou de ser estudante. E ainda tenho mais dois períodos de secundário, dois exames (na melhor das hipóteses), três anos de licenciatura e dois anos de mestrado. Parecendo que não, tanto ano a ser instruída é coisa para deixar uma pessoa em estado de coma até aos 67 anos.

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Crenças
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012 || 9:21 da tarde

A maioria das pessoas com quem me relaciono não compreende muito bem porque é que eu tenho religião e vou à missa quase todas as semanas, porque actualmente as pessoas têm a liberdade de não ter religião, de não acreditar ou de simplesmente não quererem fazer nada em relação às suas crenças. E isso está absolutamente certo. Mas às vezes fico a pensar que muita gente não tem religião porque pensa que ter uma religião se traduz por não fazer nada mal, nem sequer pensar em coisas "erradas". Para mim é exactamente o contrário; o facto de eu ter um conjunto de crenças nunca me fez ser perfeita, nunca fez com que eu deixasse de pensar mal das pessoas (acho sinceramente que isso é impossível) e nunca me fez ser irracional ou votar contra ou a favor do que quer que fosse. O facto de eu ter um conjunto de crenças e acreditar num Deus faz apenas com que eu me esforce por ser melhor todos os dias, não me faz pensar menos mal ou ter menos vontade de fazer coisas que sei que são erradas, faz só e simplesmente com que eu tente fazer o que é certo para mim e para os outros. Com todos os avanços e recuos que toda a gente tem, com todas as incertezas, com todas as dúvidas e é por isso que mandarem-me a religião à cara quando eu não sou perfeita nunca funcionou comigo. E porque é que eu estou a falar nisto? Porque não é a primeira vez que alguém tenta fazer isso, quer pelo blog quer no mundo lá fora.

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