Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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Ver as coisas pelo lado positivo ou porque é que já não ligo quando me chamam pêga
terça-feira, 29 de novembro de 2011 || 12:15 da tarde

A minha mãe passa a vida a dizer-me que sou a pessoa mais péssimista do mundo mas eu não podia discordar mais dela. Por exemplo, já me chamaram pêga em quatro línguas diferentes. Eu podia ter ficado muito triste com esta estatística e começar a pensar que, realmente, há possibilidades de  eu ser mesmo uma pêga. Mas não, até porque depois disto é muito díficil ser mais insultada, portanto daqui para a frente é sempre a melhorar :)

(Adoro esta lógica da batata)

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domingo, 27 de novembro de 2011 || 7:17 da tarde

Não gosto de pessoas que têm a mania que são intelectuais, que defendem que só se deve ler literatura pura, ouvir rock, jazz ou música clássica, ver cinema de autor e agir com uma superioridade irritante. Faz-me confusão considerar alguém inferior porque essa pessoa leu o Harry Potter ou o Twilight. Ou porque gosta de comédias românticas. Ou porque gosta de ir a discotecas em vez do bairro alto. Ou porque ouve Miley Cyrus. Ou porque não vai a manifestações. Ou porque ainda não foi a Londres, Paris, Roma ou Madrid. Mas se calhar é porque eu sou uma pessoa de extremos e, muitas vezes, contenho os dois extremos dentro de mim. Se calhar isto só me faz confusão porque li o Harry Potter e o Twilight mas também li Jane Austen, Emily Bronte, Camões, Dante, Eça de Queiroz, etc e gostei de ambos os estilos. Ou porque tanto vou ver comédias românticas e filmes de Hollywood como choro a ver cinema de autor italiano. Ou porque ouço David Guetta e Mcfly e depois passo o dia a cantar Andrea Boccelli, Pearl Jam ou Jamie Cullum. Ou talvez porque já fui ao Rock in Rio e ao Cool Jazz Fest e senti-me bem em ambos. Ou porque já percorri as ruas de Londres, de Roma, de Barcelona e de outras tantas grandes cidades e na semana a seguir aterrei na Bosnia e passei 10 dias numa aldeia isolada do mundo e mais perto do céu do que qualquer outro lugar na terra. Mas, se calhar, eu sou assim porque as circunstâncias da minha vida e da minha história me fizeram assim. Se calhar eu sou assim porque sei que a maioria dos intelectuais que por aí andam a mandar a sua opinião para o ar são, mais do que tudo, pessoas que ainda não viveram certas experiências fundamentais. Se calhar eu só não sou uma intelectualzita que por aí anda, tentando fazer crer que a minha opinião é melhor que a vossa porque as circunstâncias da vida me fizeram assim.

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Todas as histórias têm dois lados.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011 || 8:51 da tarde

Há coisas que nunca nos imaginamos a fazer porque, simplesmente, não fazem parte daquilo que somos. Muitas pessoas são incapazes de roubar - também não o faço nem me parece que venha a fazer, não por incapacidade mas porque sou demasiado fiel a mim mesma e aos meus princípios -, outras são incapazes de estudar como deve de ser para um teste, outros não conseguem mentir. Nunca tive a mínima dificuldade em mentir. Não me considero mentirosa, não o faço de forma sistemática nem sinto necessidade de o fazer. Prefiro, aliás, não ter que o fazer, de todo. Ainda assim, acho que sou uma boa mentirosa. Se tiver que o fazer, seja por que razão for - e a maioria das vezes é para não magoar os sentimentos dos outros ou porque preciso de me proteger a mim mesma - faço-o bem. Hoje inventei uma mentira enorme - um esquema, até - para não ter que ir ao cinema com uma pessoa que mal conheço e com quem não simpatizo. Tinha uma saída combinada com as minhas amigas e, sem que nenhuma de nós a convidasse, a V. (and V stands for Vagina, if you want to know) infiltrou-se no grupo. Até aqui nada de novo. A questão é, não consigo pensar nesta mentira que inventei como algo errado. Não quando a outra opção seria dizer-lhe que não queria ir com ela, magoar imenso os seus sentimentos e criar um mau ambiente enorme que apenas resultaria em problemas para ambas. Porque há coisas tão desnecessárias...e às vezes (quando não temos uma relação muito intima com alguém, por exemplo) mais vale uma mentira que não prejudica ninguém do que magoar outra pessoa. Isso, para mim, é ser mau: ferir os sentimentos de outra pessoa desnecessáriamente, quando existiam alternativas melhores para todos.

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depois de doze anos de escolaridade tenho certezas muito tristes. e desmotivantes, tendo em conta que tenho mais dois perídos de secundário para aguentar.
terça-feira, 22 de novembro de 2011 || 8:52 da tarde

- A maioria das vezes é igual que nos esforcemos pela metade ou pelo todo, no final pessoas que não se esforçaram tanto como nós vão acabar por ser favorecidas.
- Para a maioria dos professores a participação só conta quando convém...para subir a nota de pessoas que a quem têm pena de dar negativa e descer as notas extremamente altas como 18's e 19's.
- Os critérios e o sistema de avaliação são, muitas vezes, injustos.
- Os professores são tendenciosos e parciais. (mas aqui compreendo que é extremamente difícil ser 100% imparcial, isto só se torna grave quando prejudica ou beneficia claramente a nota de um ou mais aluno(s) )
- Há sempre uma vaca, um cromo e/ou alguém com a mania que é super intelectual e mil vezes mais inteligente que os outros.
- Independentemente do quão bons formos, vamos ter sempre um professor extremamente exigente que vai achar sempre que não é o suficiente (e, pela minha experiência, esse pode ser o pior ou o melhor professor do nosso percurso académico)

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011 || 8:24 da tarde



Na sequência disto.

No Sábado à noite cheguei a casa arranjada e com roupas super quentinhas e um gorro na cabeça. O meu avô vê-me entrar e em vez de dizer que eu estou bonita - ou não dizer nada! - olha-me de alto a baixo e diz no tom mais descontraído do Universo "Com esse gorro pareces aqueles espantalhos de palha que estão no meio dos campos para assustar os pássaros.

isto vai de mal a pior.

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Pode ser psicologia de bolso mas é das coisas mais interessantes que eu já aprendi.
sábado, 19 de novembro de 2011 || 3:01 da tarde

É mentira, não há sexo forte, mas achei a imagem engraçada.

Sabiam que as mulheres que têm o anelar maior do que o indicador têm bastante estrogénio e por isso menor probabilidade de desenvolverem cancro da mama? Sabiam que as mulheres têm mais facilidade do que os homens em realizar várias tarefas ao mesmo tempo porque enquanto estavam no útero materno receberam maiores doses de estrogénio? (o estrogénio é responsável por desenvolver as ligações entre os dois hemisférios e as várias áreas do cérebro).E que as mulheres manifestam uma enorme capacidade de compreensão e instinto de protecção (a.k.a instinto maternal) desde que têm 2 anos e meio/três? E que os homens são melhores a orientar-se e a conduzir porque receberam maiores quantidades de testosterona enquanto estavam no útero materno, sabiam? (a testosterona é responsável pelo desenvolvimento da visão espacial, o que torna os homens extremamente dotados para engenharias e profissões que necessitem de excelentes noções de espaço e encaixe.) Também descobri que as mulheres tendem a viver mais tempo porque são necessárias para cuidar dos netos, contribuindo para a sociedade até mais tarde, enquanto os homens têm um papel social mais curto. (e a testosterona faz mal a longo prazo, deixando os homens mais vulneráveis.)

É óbvio que andei a comprar o tamanho do anelar com o do indicador de toda a gente que conheço, não é? Mais coisas interessantes como estas num documentário chamado A guerra dos Sexos. Muito interessante, vale a pena ver :)

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Mais coisas complicadas
quarta-feira, 16 de novembro de 2011 || 1:29 da tarde

Nunca estive tão longe da vida que queria (quero) como neste momento e, ao mesmo tempo, não sei se algum dia estarei mais perto dessa mesma vida. Odeio a incerteza, prefiro saber à partida que o desfecho será mau porque a esperança de que as coisas vão melhorar acaba por me (nos) fazer pior do que qualquer certeza. E acho que não vou dizer mais nada porque, como sempre, há sentimentos que não cabem nas palavras.



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esta é uma das poucas coisas genuinamente bonitas que vão ler neste blog. E mesmo assim pode parecer estranho.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011 || 9:39 da tarde




Sou uma pessoa de cheiros. Estes catapultam-nos para momentos e lugares. Mais importante que isso, recordam-nos pessoas que de uma forma ou de outra fizeram parte da nossa vida e ficaram gravadas em nós. Desde que me lembro de existir que o cheiro da minha mãe é o meu cheiro preferido do mundo inteiro. A sensação de segurança, de conforto e de amor que tinha quando cheirava a minha mãe aos cinco anos continua a ser exactamente a mesma agora que tenho dezassete e, muito provavelmente, nunca vai mudar e acho que isso é uma das coisas mais bonitas da vida. [ainda que vocês me digam que isto são só hormonas a funcionar]

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Nesta casa reina a simpatia e a compreensão [not]
domingo, 13 de novembro de 2011 || 12:58 da tarde

Ontem estava eu muito bem na sala, a fazer as minhas coisas no computador e bem enrolada numa manta quando chega o meu avô. Perguntou-me se eu estava doente e disse que eu estava muito amarela. Respondi-lhe que estava com um desgosto de amor, que existem vários tipos de amor. E ele desatou a rir na minha cara e só parou de dar gargalhadas 15 minutos depois. A sério, se quiserem sentir-se compreendidos venham para esta casa --'

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algo me diz que momentos como estes são demasiado frequentes na minha vida
quinta-feira, 10 de novembro de 2011 || 10:38 da tarde

Hoje, na aula de Educação Física...

Situação 1
Estamos todos a jogar andebol. O professor introduziu um conceito novo que consistia em lançarmo-nos para a frente e agarrarmos o braço e a cintura do atacante para o impedirmos de avançar para a baliza. O professor grita TOCA, TOCA, TOCA MESMO. Tão that's what she said, toda a gente a rir devido às referências sexuais. Deja vu deste post, desta situação.

Situação 2
Estamos ainda a fazer o mesmo exercício e é a minha vez de atacar. Uma das minhas colegas que estava a defender espera até eu me aproximar dela com a bola para me dizer Vou-te agarrar aqui, nas mamas, muahahah. Suspirei e ri-me, porque só em educação física é que eu podia achar um comentário destes completamente normal.

Situação 3
Acabo o tal exercício e fico na fila à espera que seja a minha vez de o repetir. Vou até junto de duas colegas minhas (uma delas era a da situação 2) e o
 me sento ao lado delas oiço uma conversa do tipo Sim, e depois não ficas com eles dormentes? Os meus lábios vaginais estão sempre muito dormentes e depois tenho dores e guinadas e parece que estou com contrações. A ti não te acontece isso, Anaa?

Situação 4
Acabou a aula, fomos todas para o balneário - onde as conversas deste género costumam acontecer - e oiço quatro colegas a discutir algo deste género.
Colega 1 - Epá cheiro mesmo a suor, não gosto nada, sinto ondas de suor a subirem-me ao nariz. Colega 2 - Prefiro isso do que cheirar a chulé. Colega 1 - Ya, detesto o cheiro a chulé Colega 2 - Cheira lá o meu pé a ver se eu cheiro mal!Colega 1 - Não vou cheirar o teu pé. Detesto que me façam isso, normalmente cheira mal e eu fico agoniada.

Situação 5
Colega - Anaa, tens uma escova?
Eu - (inocentemente e distraída) Não, usa os dedos.
Colega - Uhh, claro que uso. Mas sabes que gosto mais quando tu vens ter comigo e me deixas ficar por cima.

Isto tudo durante uma aula. Tenho medo que possa acontecer na próxima semana naquele balneário, sinceramente. É nestas alturas que eu percebo que awkward moments como estes são demasiado frequentes na minha vida. 

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Tudo acaba em Itália, como sempre. Ou histórias das minhas viagens. Ou o mistério dos croissants com recheio de pêssego.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011 || 12:15 da tarde

 (esta é, novamente, uma imagem que não está relacionada com o post mas pelo menos é de Itália e é bonita. Veneza, um sítio onde eu nunca estive mas planeio estar!)


Fiz a minha primeira viagem de avião quando tinha 12 anos. Seria algo como Lisboa-Itália-Croácia-Bósnia-Itália-Lisboa. A primeira vez que meti o pé num avião foi para desembarcar em Roma e na altura mal sabia eu o sentido que isso fazia dentro de mim. Passei quatro ou cinco dias maravilhada em Itália. Tinha 12 anos, nunca tinha viajado e fui logo com um grupo de 50 pessoas para aquele que seria o país que mais me fascinaria durante muito tempo (ou talvez para sempre). Gostei muito de Itália mas esse não era o nosso destino final - nessa altura não era e este ano não foi novamente, fui para o único sítio do mundo onde me sinto mais em paz do que em Itália e esse sítio chama-se Medjugorje e fica na Bósnia, mas isso não é para aqui chamado). Depressa transitámos do Sul de Itália (começamos no Norte e fomos passeando, até chegar ao Sul) para a Croácia, e da Croácia até à Bósnia foram 18 horas de autocarro e uma dormida num hotel qualquer no meio do parque natural mais bonito que já visitei na minha vida. Nesse ano, a Bósnia - mais precisamente Medjugorje - impressionou-me ainda mais do que Itália. E ainda hoje impressiona, por razões que não vale a pena referir neste post. Voltei a Portugal completamente arrebatada pelas sensações. Por Itália e aquela beleza que toca o irreal, pela experiência de viajar com um grupo de 50 pessoas, - alguns amigos, outros completos desconhecidos - pela Croácia e por aquelas praias tão boas mas tão diferentes das nossas, pela Bósnia e pelos momentos que vivi lá e que não poderia viver noutra parte do mundo e pelas pessoas que conheci e ainda hoje trago no coração (e no facebook e no msn - mas principalmente no coração).

Regressei a Portugal completamente arrebatada (tão arrebatada que já voltei à Bósnia mais quatro vezes depois dessa primeira visita) e nunca mais pensei em certas coisas. Entretanto - e estamos a chegar ao ao assunto do post - deu-me um desejo tão grande de comer croissants com pêssego tão grande que parecia que estava grávida. Sempre ao pequeno almoço, nunca ao lanche. Eu acordava a pensar nos malditos croissants e a recordar aquele sabor gostoso. E passei 5 miseráveis anos com desejos de croissants com recheio de pêssego. Tentei comprar mas não encontrava em lado nenhum. Depois, decidi comprar croissants e doce de pêssego para os barrar mas não me sabia a nada...uma porcaria. Claro que acabei por desistir dos malditos croissants recheados com doce de pêssego.

Este Verão regressei a Itália (não foi nada muito planeado...quando aterrei em Roma pela segunda vez - desta vez com 17 anos - ainda não me parecia que estivesse a acontecer realmente). Cheguei às onze da manhã ou algo do género e passei o dia a visitar a cidade e a encantar-me com sítios novos e a reencantar-me com sítios que já conhecia. Jantei no hotel à moda Italiana (leia-se com massa no lugar da sopa, prato principal e sobremesa) e caí à cama completamente exausta mas tão feliz...Na manhã seguinte tínhamos um dia preenchido, fui tomar o pequeno almoço demasiado cedo para o meu organismo se sentir feliz e já estava a planear sentar-me à mesa e beber só um café quando olho para uma travessa cheia de croissants recheados com pêssego. E só aí é que me lembrei onde é que tinha comido croissants tão bons e com tantos recheios (tipo pêssego!). Passei cinco dias a comer croissants com recheio de pêssego e capuccinos ao pequeno almoço e pela primeira (na verdade, segunda) vez na minha vida gostei de tomar o pequeno almoço e ansiava por esse momento.

Voltei a Portugal com vontade de comer os malditos croissants outra vez. Repetiu-se a história...não os encontro à venda e quando junto doce de pêssego não sabe ao mesmo. É como eu digo...isto comigo acaba sempre em Itália.

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Desculpem-me lá mas o que não nos mata também não nos torna mais fortes. (a não ser uma dose extraordináriamente grande de medicamentos tomados por alguém que se quer matar e falha, mas pelo menos fica com as defesas em alta durante uns dias! - mas só mesmo nesse caso)
domingo, 6 de novembro de 2011 || 8:22 da tarde

           (ora aqui está uma imagem que não tem nada a ver com o post)


Cada vez acredito menos que o que não nos mata nos torna mais fortes. Já não consigo acreditar que os sofrimentos pelos quais vamos passando nos tornem mais fortes ou mais resistentes. Talvez nos tornem mais cuidadosos e mais cautelosos, mas mais fortes? Não me parece. Provavelmente tornam-nos mais avisados...já sabemos o que vem aí e sabemos reconhecer a sensação de sofrimento quando estamos a passar por ela...eventualmente aprendemos a afastar-nos de determinadas situações porque já sabemos que elas vão acabar mal (mas a isso chama-se marcador somático). Já conhecemos as etapas e já sabemos como, lentamente, vamos superar a situação. A única coisa que acontece é que já conhecemos o processo, sabemos as suas diferentes fases e sabemos identifica-lo e reconhece-lo mas isso não faz com que não o vivamos com igual intensidade. A dor, essa vai ser sempre igual e avassaladora quer seja nova ou já experimentada por nós. Aquilo que não nos mata torna-nos mais cautelosos, mais tristes, mais fechados e mais sensíveis à memória de determinadas situações mas nunca mais fortes porque um trauma nunca nos dá força, antes pelo contrário.

        E  isto tudo porque não gosto de arranjar desculpas para me gabar de ter passado por um momento menos bom, não estou mais forte do que antes, estou só mais magoada e a tentar com mais força juntar todos os pedaços de mim e recuperar. Isso não é estar mais forte...é estar mais magoado e mais cuidadoso.  As situações más serão sempre más...nem sempre há um lado positivo. Todos sabemos como é estar magoado e todos sabemos que acaba por passar (deixando mais ou menos marcas, isso é com cada um) e às vezes, procurar o lado positivo não serve de nada...porque ele não existe.

(ou então estou tremendamente errada e magoada e estou a inventar teorias. há uma grande possibilidade de estarmos perante esta segunda hipótese, eu sei.)

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isto qualquer dia parece um blog de auto-ajuda por isso vamos lá falar de coisas alegres e bonitas
sexta-feira, 4 de novembro de 2011 || 11:31 da manhã



Assim de repente não me consigo lembrar de nada mais alegre :)

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it's ok not to be ok ou raisparta a mania de agradar a gregos e troianos.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011 || 9:03 da tarde

Às vezes temos que pensar se estamos contentes com aquilo que temos e com a forma como as coisas se estão a processar. Não é crime não estar bem, nem não estar de acordo. E acho que às vezes me esqueço disso e tento fingir que está tudo bem e que sim, estou muito satisfeita com a forma como as coisas estão a acontecer e com as pessoas que me rodeiam. A questão é que nunca me engano verdadeiramente e, pior, este "engano" dura pouco tempo. E depois volto a lembrar-me (e a aperceber-me) que não estou contente com certas coisas e, como é óbvio, elas não vão mudar sozinhas, e está tudo na mesma. Eu, o descontentamento, as coisas e esta minha vontade de não fazer ninguém sofrer e de gostar de agradar a gregos e troianos. Já o meu avô dizia que não se pode servir a dois senhores ao mesmo tempo (homem esperto o meu avô...qualquer dia faço um post sobre ele!)

(mas com estes dilemas toda a gente lida e ainda ninguém morreu de descontentamento, claro)

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O Halloween que não foi.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011 || 9:51 da manhã

Dava tudo para ter passado o Halloween em Londres. Ou em Nova Iorque. Ou noutra cidade qualquer que celebrasse este dia a sério. Gosto muito do Halloween, o que é um bocado contraditório porque detesto filmes de terror e qualquer suspence. Fico sempre triste por não ter um plano a sério, com uma festa a sério. Este ano combinei com o meu melhor amigo que iamos fazer uma coisa simples, porque a verdade é que não dava para mais. Combinamos que iamos jantar a casa dele e depois faziamos qualquer coisa à noite. Fiquei mais contente, sempre era uma festinha de Halloween, sempre ia estar com o meu grupo de amigos (um dos). Meia hora antes para hora marcada telefono-lhe para saber se está tudo bem e se a mãe dele não se importa. Responde-me que não sabe do que é que eu estou a falar. Esqueceu-se completamente daquilo que tinha combinado comigo - mais uma vez - e eu acabei a comer no Mc Donalds com a minha tia e a ver o P.S I love you sozinha e a chorar toda comovida da vida. Um Halloween destes não se deseja a ninguém, senhores.

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