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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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Tão mulher
domingo, 30 de outubro de 2011 || 1:59 da tarde





Ontem foi dia de ir às compras com a minha melhor amiga. Já não passavamos um dia inteiro juntas há quase duas semanas. Um fim de tarde aqui, um jantar ali, milhares de sms para cá e horas ao telefone para lá não se comparam a um dia inteiro a conversar nem a esta nossa necessidade de estar juntas. Não há nada melhor do que saber que se tem tudo estudado e ir descontrair uma tarde inteira para o centro comercial e comprar, finalmente, alguma roupa de Inverno. E o dia até foi bastante produtivo: uma camisola, um casaco, umas calças de ganga, uma mala e um bilhete para um concerto. E continuo a precisar de comprar sapatos por isso para a semana cheira-me a nova incursão a centros comerciais e sapatarias. Com a minha melhor amiga, claro, porque sem ela ir às compras nem tem piada.

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Chega o Inverno e eu volto a passar por louca nas ruas de Lisboa
quinta-feira, 27 de outubro de 2011 || 12:07 da tarde

É impossível, senhores, completamente impossível para mim andar nas ruas de Lisboa com esta chuva e este vento todo e não ter ataques de riso sonoros e constantes. Não gosto de vento e ainda menos de chuva mas como pessoa normal que me esforço por ser, não deixo que isso me estrague o dia ou que seja essa a causa das minhas tristezas porque simplesmente não faz sentido. Mas as pessoas com quem me cruzo na rua não parecem pensar assim, é impressionante e imperdível: vão todas encolhidas, com a cara toda enrugada de frustração e má-disposição e cada vez que tem uma rabanada de vento que as faz perder o controlo do guarda-chuva soltam com cada grunhido de raiva que só é abafado pelo meu consequente ataque de gargalhadas. Melhor ainda é quando vou a andar na rua e de repente se levanta um vento enorme ou há um ataque de chuva descomunal que faz o meu chapeu voar em todas as direcções e faça com que toda a gente grite - incluindo eu - e tenha que agarrar o chapeu de chuva com força para ele não voar. Começo logo a rir que nem uma louca porque sinceramente acho piada a estas merdas. Sei que não devia e que ficar molhado é aborrecido e que não poder andar na rua descansado é uma grande chatice mas não consigo evitar ter um ataque de riso quando coisas assim acontecem. E quando está o tempo assim e eu tenho que correr por algum motivo? É ver-me toda molhada, a correr pela rua agarrada ao guarda-chuva e a rir a bandeiras despregadas enquanto as pessoas à minha volta olham para mim como se eu fosse demente mental e abanam a cabeça em desaprovação. Mais engraçado que isto é andar num autocarro em hora de ponta ao final do dia com toda a gente encharcada e com os chapeus de chuva a escorrer água, todos apertados uns contra os outros e ver a cara de má disposição das pessoas que vão à minha volta. Priceless.

(sim, eu sei que isto faz de mim a pessoa menos normal que vocês já conheceram mas juro que visto da minha perpectiva tem imensa piada!)

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O meu professor de Filosofia parte 2
terça-feira, 25 de outubro de 2011 || 9:12 da tarde

No entanto, apesar de toda esta loucura vou lembrar-me sempre do meu professor de Filosofia, que só me deu aulas durante um ano. Por vezes um ano chega. Sei que nunca mais vou esquecer as conversas sobre os clubes de sodomia de Cascais e do Estoril e frases como "Por circunstâncias da vida já dormi na mesma cama que pessoas do mesmo sexo que eu. Eramos três na mesma cama e ninguém se comeu" ou "Ele prometeu levar-me aos melhores clubes de sudomia do Estoril. Sem segundas intenções, claro". Nem a história de quando ele resolveu dar um pontapé num carro que parou muito em cima dele numa passadeira e acabou por levar porrada do proprietário do carro, enquantos os próprios filhos observavam a cena. Ou de quando passavamos as aulas a falar sobre a namorada enfermeira, a namorada gémea, a namorada do bloco de esquerda, a ex-mulher, etc em vez de darmos matéria. Nem das trinta vezes que ele nos contou que uma vez tinha chamado nomes a um aluno no auditório e depois veio a descobrir que andava enrolado com a mãe dele. Nem de quando ele se meteu num forum de política e insultou outro membro chamando-lhe Rambo dos Urinois e recebeu ameaças de morte por causa disso. Nem de quando coçou o rabo em plena aula. Nem da aula que passou com o ranho a escorrer-lhe pelo nariz abaixo, até à boca e que brilhava cada vez que ele ia para o sol brincar com um balão que tinhamos enchido na aula e ao qual tinhamos desenhado uma cara.

Claro que a saída mais brilhante dele foi dizer que há alunos que gostam de estudar e alunos que gostam de pensar e que por isso tinha feito  um teste para cada um destes tipos de aluno. No dia da entrega, eu, que fiz o teste "para os que gostam de estudar" porque é melhor não arriscar do que remediar, saquei um 19 e no momento a seguir a entregar-me o 19.2 acusa-me de não gostar/saber pensar e ser uma ovelha do sistema.Hoje em dia passo por ele nos corredores, feliz por me ter livrado de Filosofia, disciplina que eu detestava e digo-lhe olá porque, no final, tenho dezenas de memórias deliciosas.

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pessoas
segunda-feira, 24 de outubro de 2011 || 12:19 da tarde

Hoje fica para a história como o dia em que um professor se atirou para cima de mim e a minha boca por pouco não roçou na virilha dele. Tudo porque teve medo de ser apanhado a fuma à porta da sala e eu tive o azar de estar sentada por baixo da janela para cima da qual ele se mandou para deitar o cigarro fora. Não mereço.

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Este post contém linguagem puxadota. Quem vos avisa vosso amigo é.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011 || 10:56 da tarde


Há dias em que não dá para ter calma. Há dias em que só uma cama, um computador cheio de séries, um bom livro e isolamento do mundo resolvem alguma coisa. Com um chá de pessêgo a acompanhar, se for possível. E, se não for pedir muito, ao lado de um italiano bonito e interessante. Pronto, é só isto por hoje, que o dia não está para grandes reflexões.

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aos excelentíssimos críticos musicais de trazer por casa com um pijama às riscas roto no rabo:
quinta-feira, 20 de outubro de 2011 || 8:46 da tarde

As pessoas que se sentem na autoridade de afirmar que um artista não produz música enojam-me. As pessoas que acham que aquilo que ouvem é bom e o resto é mau mereciam levar com o jornal no lombo. Com força. Os atrasados mentais que se sentem no direito de ferir os sentimentos dos outros dizendo mal dos Jonas Brothers são tão crianças como uma rapariga de seis anos que goste dos Jonas Brothers e queira casar com o Nick. Quem não sabe dar as suas opiniões de forma civilizada porque pensa que Jonas Brothers, Justin Bieber, Miley Cyrus ou Lady Gaga não merecem lugar na música não tem, para mim, lugar no mundo civilizado e entender-se-iam melhor no reino animal onde só há uma opinião válida: a do mais forte. Pessoas, compreendam por favor que uma pessoa que ouve Tokio Hotel não é menos que uma pessoa que ouve Queen. Que uma pessoa que adora Jonas Brothers não é, necessáriamente imatura e infantil. Que alguém que oiça Justin Bieber pode ouvir também música clássica ou até Rock pesado. Que não é por não gostarem de Miley Cyrus que são melhores pessoas. E imagens como esta fazem-me muita confusão porque a qualidade é feita por nós e, a partir do momento em que uma pessoa gosta de determinado artista esse artista tem qualidade. Ninguém quer saber se fulano x ou y quer o Bieber morto.  Na verdade, ninguém, para além das fãs, quer saber o Bieber. E, principalmente, ninguém tem ou deveria ter autoridade para determinar o que é bom e o que é mau. Há pessoas com gostos músicais diferentes, get over it and live your fucking lifes. E era só isto, porque estes pseudo-intelectuais profundamente sabedores causam em mim um nojo profundo.

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Há sempre lutas interiores.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011 || 9:55 da tarde

Às vezes sinto que pertenço a um mundo diferente dos mundos dos meus melhores amigos. Se eles são infinitamente livres, eu sou infinitamente presa às responsabilidades da vida. Se eles são simples de sentimentos e têm tendência a não complicar as situações, eu sou profundamente complexa e tendo a encontrar significados cada vez que examino o momento na minha cabeça. Se eles são pelo não estudar, ser impulsivo, relacionarmo-nos com qualquer pessoa, eu sou pelo estudar, ser racional e relacionarmo-nos apenas com quem achamos que vale a pena - falando sempre com todos, claro. Ás vezes, quando estou com eles, sinto-me uma mediadora entre a realidade deles e a realidade do resto do mundo. Sinto-me simultaneamente de parte e totalmente integradas. Se eles são pelo arrisca eu sou pelo age com inteligência. E ainda assim são os meus melhores amigos, e ainda assim temos um mundo que é só nosso - ou talvez seja esse o mundo deles, permanentemente, enquanto eu vou saltitando de mundo em mundo, de realidade em realidade. Somos tão diferentes como quatro pessoas podem ser e, ao mesmo tempo, somos como as peças de um puzzle que encaixam no seu devido lugar. 
Hoje a mãe de um dos meus melhores amigos telefonou-me a pedir desculpa por se ter zangado com o filho à minha frente. Telefonou-me de cabeça perdida porque descobriu que o filho fuma ganzas e tem medo que ele se perca completamente nesse mundo. E, principalmente, tem medo que o filho sofra e se desiluda porque sabe que nem todos são como eu e que nem todos vão ficar com ele no melhor e no pior. E, por muito que sejamos todos de mundos diferentes, e por muito que eles não consigam compreender certas partes de mim, e por muito que eu própria trave uma luta interior quando os vejo fazer algo que sei que os prejudicará, vale tudo a pena porque os amo do fundo do meu coração, porque vão viver sempre em mim, mesmo que um dia nos separemos (nunca se sabe para onde a vida nos leva) porque quando a mãe do nosso melhor amigo nos telefona a agradecer por sermos verdadeiras amigas do filho tudo faz sentido.

Conheço a Anna há treze anos, o Afonso há onze e o Raul há cinco e tenho muito orgulho de os ter visto crescer. Mesmo que por vezes não aprove certas atitudes, mesmo que por vezes sejamos todos de mundos diferentes, eles são e vão ser sempre os meus miudos. E eu vou ser sempre a miuda deles e isso é a melhor coisa que podemos pedir nesta vida.

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A piada das memórias
terça-feira, 18 de outubro de 2011 || 10:22 da tarde

Tenho para mim que as memórias tanto se compõem daqueles momentos grandes e grandiosos como dos mais pequenos e insignificantes. E, se pensar bem, as minhas melhores recordações não são daquela grande festa de Halloween que passei meses a ajudar a plenear e que acabou por ser kind of épica para a minha turma do nono ano. São daquela noite completamente random em que fui com os meus melhores amigos para o Vasco da Gama e nos rimos a noite toda deitados dentro daqueles binóculos gigantes. Claro que os grandes momentos também figuram nas minhas memórias mas mesmo dentro desses grandes momentos as memórias que eu guardo são das coisas mais insignificantes. A minha viagem de avião para os Açores é muito mais importante do que a primeira viagem que fiz de avião. Uma das minhas recordações mais vivas de Itália é daquele dia em que, numa pequena cidade do Sul de Itália parei numa pizzaria do mais random que há e comi a melhor fatia de pizza e a melhor coca-cola zero sentada na borda do passeio. E essa foi uma das minhas melhores refeições; cinco anos depois repeti essa experiência exactamente na mesma cidade, exactamente à mesma hora e o sentimento foi igual, e o prazer foi igual. Também as minhas melhores memórias do básico são de dias de que não esperava nada. Como aqueles testes de Português à Sexta-Feira para acabar bem a semana, aquela hora e meia de perfeito alheamento da realidade. Ou da aula de Português da tarde em que lemos o texto da Harmonia e sua irmã Rosa. Ou a aula de matemática em que o telefone da minha melhor amiga tocou enquanto ela estava no quadro e tivemos que ouvir a professora durante uma hora a dizer como detestava os telemóveis. E as melhores recordações das Sextas-Feiras à noite não são aquelas em que fui sair para Alcântra nem ao bairro alto (apesar de essas terem sido épicas) mas sim as noites em que fui ao cinema com as minhas miudas e os jantares em casa da Ika.

Quando penso na minha vida apercebo-me que os melhores momentos que já passei não foram aqueles que aparentemente seriam épicos. Foram as pequenas coisas como encontrar os meus amigos checos na rua na Bosnia ou passar a noite na praia com pessoas que eu adorava que ainda hoje me fazem sorrir. Foram pequenos momentos e pequenas pessoas que fizeram com que tudo o resto fizesse sentido, que fizeram com que tudo o resto pudesse ser épico.

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As saudades que eu tenho da Bósnia. E dos italianos, claro.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011 || 11:04 da tarde

   Sabem de que é que eu tenho mais saudades? Da Bosnia, que sem eu me aperceber se tornou um sítio tão importante e que este ano, contra todas as expectativas, foi tão fantástica para mim. E de acordar todos os dias a ouvir as conversas que os italianos que estavam na pensão ao lado tinham, aos berros claro. De dizer adeus a pessoas que não conhecia e tornar-me amiga delas. De me dividir entre as refeições na pensão em que falava com o Cruno (tenho mesmo que fazer um post sobre o Cruno e outro sobre o António porque eles merecem) e os jantares numa pizzaria qualquer em que a comida era sempre pedida em italiano. Tenho saudades de sobreviver em Inglês e Italiano (note-se que eu não falo italiano) e de pedir a comida em italiano, e de falar inglês com sotaque italiano e de conhecer italianos e perceber o que eles me diziam, em italiano. Tenho saudades da bolha de paz que se sente na Bosnia e de me sentir bonita por estar cheia de amor para com os outros. E que o António goze comigo e diga que eu pareço uma turista só para me irritar. E que o António me diga que aprender a falar croata é muito fácil. E de rezar a Ave-Maria em Croata, porque isso é a única coisa que eu sei dizer. E de seguir o António (low-profile) só para o ouvir falar italiano e tentar aprender. E de quase tudo na Bosnia, onde ao fim de cinco anos, já conheço as pessoas que passam por mim na rua e já me sinto bem o suficiente para meter conversa com pessoas que não conheço só porque sim. Ou porque elas são italianas.

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Private
domingo, 16 de outubro de 2011 || 10:58 da tarde

Nunca pensei que aquela coisa de se abrir a Biblia e encontrar respostas fosse verdade. Afinal sempre funciona. E mesmo a tempo.

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As pessoas e o tempo take II
sábado, 15 de outubro de 2011 || 1:05 da manhã

  Um dia, quando ainda era muito pequena para entender o significado daquilo que me estava a ser dito, uma pessoa que eu sempre admirei e considerei sábia disse-me: "As pessoas entram na nossa vida para nos ensinar alguma coisa. Ou para serem ensinadas por nós. Por vezes para que ambas as coisas passam acontecer e quando já cumpriram a sua missão na nossa vida acabam por ir embora, de uma forma ou de outra, porque o tempo delas ao nosso lado já acabou". Isto teve imenso impacto em mim, que acredito em amizades para sempre. E, se for sincera, também acredito em amores para sempre. Isto teve imenso impacto porque eu não concordei nada e acho que ainda hoje não concordo muito.

Há, sim, pessoas que entram e saem da nossa vida...colegas de escola ou de trabalho, amigos dos amigos com quem nos damos durante um certo tempo, um namorado que está destinado a fazer parte do passado antes de fazer parte do presente ou até um amigo especial que vai para outra cidade ou outro país. Acredito que algumas pessoas entram na nossa vida por tempo limitado, só para cumprirem a sua missão e depois abandonam-nos. Ou nós abandonamo-las. E todos vivemos bem com isso porque, lá no fundo, sempre soubemos que era limitado. Mas também existem pessoas que entram na nossa vida por tempo ilimitado porque mais do que aquilo que têm para nos ensinar, tornam-se parte da nossa vida e, viver sem elas deixa de fazer sentido. Existem pessoas cujo tempo eu não quero que chegue ao fim nunca porque sinto que podiamos continuar a aprender uns com os outros para sempre, porque eu quero crescer junto dessas pessoas, envelhecer com elas e dar sentido à minha vida junto delas. E é assustador quando a vida nos dá sinais de que o tempo de pessoas que amamos muito pode estar a chegar ao fim. E com o tempo eu tenho aprendido que os sinais da vida dificilmente estão errados, e com o tempo eu tenho vindo a acreditar cada vez mais no tempo das pessoas e isso é asustador.

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As pessoas e o tempo
sexta-feira, 14 de outubro de 2011 || 8:34 da tarde

O meu objectivo para este Inverno, para aqueles dias danados em que está um frio que nos congela os ossos só de sairmos à rua, vai ser esperar que as pessoas que passaram Setembro e Outubro a queixarem-se do calor digam qualquer coisa como "que frio" ou "estou a congelar" e atirar-lhes à cara que andaram a maldizer o calor e a aborrecer toda a gente durante dois meses. E vou fazer isso para sempre. E vou fazer isso até à exaustão. Porque se há coisa que me incomoda são aquelas pessoas que nunca estão bem com nada e que passam a vida à espera de um tempo e de um clima que nunca vêm. No Verão querem o frio, no Inverno querem o calor. E quererem levar com uma viga no lombo, não? Pronto, ok.

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Shipping #2
quinta-feira, 13 de outubro de 2011 || 10:25 da tarde

Acho que o ponto forte de Anatomia de Grey não são os fantásticos casos médicos porque isso encontramos em qualquer série. Não é o facto de já terem dormido todos uns com os outros porque a isso chama-se falta de argumento. Acho que o sucesso de Anatomia de Grey prende-se com a realidade com que as personagens são construidas, porque todos temos arrependimentos, todos temos períodos sombrios e depressivos, todos lixamos alguém e somos lixados e, ao fim ao cabo, todos lutamos pelos nossos casos e pelas nossas relações.

Adoro que a Meredith seja tão fria e racional porque isso torna-a real. Adoro que tenha problemas e que saiba como viver com eles. Adoro a relação dela com a Cristina. Adoro que tenha conhecido o Derek num bar e tenha ido para a cama com ele antes mesmo de saber o seu nome. Porque na vida real é assim que as coisas se processam, porque na vida real não vai chegar um rapaz cheio de valores para nos pedir a mão. E por isso MeredithxDerek está entre os meus casais preferidos e se estes dois não acabarem juntos os argumentistas de Anatomia de Grey não devia conseguir arranjar mais nenhum emprego na vida deles.


Por razões totalmente diferentes gosto do Mark e da Lexie. Ela é jovem e é a melhor interna do ano dela. Enerva-se imenso mas é absolutamente brilhante. E ele é um cirurgião plástico dos mais famosos a nível mundial, é dez anos (ou mais!) mais velho que ela e mesmo assim fica sempre atrás do melhor amigo, o Derek. O Mark é exemplo de uma personagem bem construida mas real. Passa a vida a fazer asneira mas não deixa de ser menos querido por isso e eu não consigo deixar de torcer para que dê tudo certo e para que ele tenha um final feliz porque o Mark é esse tipo de personagem...não importa o mal que ele faça, vamos sempre adora-lo. E ele e a Lexie são tão queridos juntos. Tão inconvenientemente perfeitos.

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Portugueses no mundo
quarta-feira, 12 de outubro de 2011 || 1:39 da tarde

    Quando fui para Londres viajei pela Easy Jet porque não há nada como conseguir uma viagem barata. Como cheguei ligeiramente em cima da hora do voo já não existiam muitos lugares disponiveis e acabei por ficar separada dos meus companheiros de viagem, ao lado de dois chungas que foram a dormir e a ver wrestling no pc por isso, sem direito a revistas ou a comida para me entreter, ocupei-me a observar as pessoas que estavam à minha volta.

      Nos bancos ao meu lado estavam um homem e uma mulher, pais de uma menina portuguesa de três anos. Atrás deles estava uma familia exactamente igual mas a menina (e pais) eram ingleses. Uma das meninas correu pelo avião a viagem toda, puxou a saia às hospedeiras, mandou-se para cima das outras pessoas, tentou bater nos pais, chorou, gatinhou para baixo das cadeiras, rasgou revistas e carregou no botão para chamar as hospedeiras três ou quatro vezes. A outra menina passou a viagem toda queitinha ao lado dos pais, a dormir, a conversar, a pintar e a olhar para os bonecos das revistas. Apesar de ser muito pequena nunca levantou a voz e não incomodou ninguém nem fez os pais precisarem de levantar a voz ou andarem de rabo para o ar a tira-la dos lugares dos outros. Qual destas meninas era a portuguesa e qual delas era a inglesa?

Pois...infelizmente a resposta é mesmo essa. E assim compreendi que quando se fala de educação britânica não é um exagero criado pelos ingleses para se fazerem superiores...é mesmo verdade. (ou isso ou a má educação portuguesa é que é lixada)

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Multiculturalismo, a definição #3
terça-feira, 11 de outubro de 2011 || 12:10 da tarde

Ter o telemóvel em Italiano há quase um ano. Pensar "vou mas é parar de me armar em parva e voltar a pôr isto em Português porque, afinal, eu nem sequer falo italiano". Mudar o idioma para português. Franzir o nariz e voltar ao Italiano porque "em português não soa tão bem.

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Violência?
segunda-feira, 10 de outubro de 2011 || 10:03 da manhã

   Já há uns anos que acredito que a violência nem sempre é totalmente desnecessária. Claro que não sou apologista de andarmos aí a bater em toda a gente ou à minima provocação reagir à pancada mas, ainda assim, tenho para mim que em certas situações um estalo ou um bom empurrão faziam milagres e eram remédio Santo para o nosso problema. Porque, meus amigos, há pessoas que não se tocam por muita conversa educada que tenhamos, por muito jogo do silêncio e por muito moralismo que uma pessoa aplique e pode ser verdade que a justiça divina sempre chega mas por vezes tarda e nós temos que ir resolvendo as coisas como podemos. Porque, se analisarmos bem as coisas, existem pessoas de bem que passam a vida a ser incomodadas por pessoas que não têm um pingo de boa educação e não fazem nada porque são, antes de tudo o resto, pessoas de bem. E quantas vezes me apeteceu parar de ser uma pessoa de bem por uns segundos e aplicar um soco e um empurrãozinho, só assim em jeito de aviso, sabendo que a pessoa em questão numa mais me incomodaria? Porque há pessoas que não vão lá com subtilezas, há situações que se prolongam sem terem necessidade porque as pessoas não são postas no seu lugar e, principalmente, porque só Deus sabe a vontade que eu tenho de dar um estalo a certa gentinha...É como eu digo, a Justiça Divina vem sempre mas enquanto ela não chega uma pessoa devia ter o direito de se defender.

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Saldanha
sexta-feira, 7 de outubro de 2011 || 11:39 da manhã

Adoro ter que passar no Saldanha todos os dias e ver tanta gente bem vestida, arranjada e discreta. Grupos de homens e mulheres vestidos formalmente que se divertem e falam uns com os outros sem gritarem ou sem rirem escandalosamente alto. Gosto de pessoas discretas, educadas e com postura. Claro que isto não quer dizer que algumas não sejam umas verdadeiras bestas mas, pelo menos, não fazem com que toda a gente por quem passam tenha conhecimento disso. Gosto do Saldanha, que contrasta tanto com os outros sítios que eu normalmente frequento.

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coisas que se dizem quando não há mais nada para dizer
quinta-feira, 6 de outubro de 2011 || 8:52 da tarde

Não consigo perceber as pessoas que gostam genuinamente de desporto. Não consigo compreender como é que é possível gostar de correr. Não consigo mesmo, mas adorava ser assim.

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Não consigo dar titulo a isto sem dizer asneiras.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011 || 10:01 da manhã

Todos os anos penso que não concordo mesmo nada com a praxe e que se for assim não vou consentir ser praxada. Todos os anos penso que os veteranos abusam um bocado e usam as semanas da praxe para humilhar outros seres humanos e para terem a autoridade e o respeito que sempre quiseram e que nunca tiveram. Todos os anos penso que, no meio da palhaçada em que aquilo se torna, andam lá uns quantos que até têm juízo e decência e andam para ali a perder-se e a "perder" os outros quando podia estar a organizar uma integração como deve de ser, sem a parte da humilhação e da nojeira. Todos os anos me pergunto porque é que os caloiros se deixam levar e aceitam fazer certas coisas...não deveria haver um limite? Mas todos os anos me calo porque, seja por medo de não fazerem amigos ou seja por verdadeiro gosto àquilo, a maioria das pessoas acaba por dizer que adorou e para os que gostaram o facto de terem feito 500 flexões, terem usado cartazes a dizer "verme", terem ouvido berros a todos os minutos da praxe e terem mergulhado a cabeça em porcarias que me fazem nojo só de pensar nelas acaba por não ter importância nenhuma porque "para o ano somos nós a praxar e vai haver muito alcool".

Não digo que isto seja assim em todas as faculdades, não digo que todos os caloiros sejam assim e, principalmente, não digo que todos os veteranos sejam parvos ao ponto de chegar aos 20 anos e não se saberem comportar como pessoas civilizadas. Também não digo que no fundo isto não acabe por valer a pena para algumas pessoas. O que eu quero dizer com este post é que acho que isto não serve nem nunca serviria para mim. Mas o problema deve ser meu...afinal, quem é que não gosta de ser humilhada e de levar com berros só por ter menos um ou dois anos de formação académica?

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