Write loud and clear about what hurts

About
Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




Template by Elle @ satellit-e.bs.com
Banners: reviviscent
Others: (1 | 2)


“Home is Where the ♥ is”
Dezembro 2009 Janeiro 2010 Fevereiro 2010 Março 2010 Abril 2010 Maio 2010 Junho 2010 Julho 2010 Setembro 2010 Outubro 2010 Novembro 2010 Dezembro 2010 Janeiro 2011 Fevereiro 2011 Março 2011 Abril 2011 Maio 2011 Junho 2011 Julho 2011 Agosto 2011 Setembro 2011 Outubro 2011 Novembro 2011 Dezembro 2011 Janeiro 2012 Fevereiro 2012 Março 2012 Abril 2012 Maio 2012 Junho 2012 Julho 2012 Agosto 2012 Setembro 2012 Outubro 2012 Novembro 2012 Dezembro 2012 Janeiro 2013 Fevereiro 2013 Março 2013 Abril 2013 Maio 2013 Junho 2013 Julho 2013 Agosto 2013 Setembro 2013 Outubro 2013 Novembro 2013 Dezembro 2013 Janeiro 2014 Fevereiro 2014 Março 2014 Abril 2014 Maio 2014 Junho 2014 Julho 2014 Agosto 2014 Setembro 2014 Outubro 2014 Novembro 2014 Dezembro 2014 Janeiro 2015 Fevereiro 2015 Março 2015 Abril 2015 Maio 2015 Junho 2015 Julho 2015 Agosto 2015 Setembro 2015 Outubro 2015 Novembro 2015 Dezembro 2015 Janeiro 2016 Fevereiro 2016 Março 2016 Abril 2016 Maio 2016 Junho 2016 Julho 2016 Agosto 2016 Setembro 2016 Outubro 2016 Novembro 2016 Dezembro 2016 Janeiro 2017 Fevereiro 2017 Março 2017 Abril 2017 Maio 2017 Junho 2017 Julho 2017 Agosto 2017 Setembro 2017 Outubro 2017 Novembro 2017

O monte dos vendavais
terça-feira, 31 de maio de 2011 || 12:42 da tarde

- Não sei experimi-lo, mas certamente vossemecê e toda a gente têm a noção de que existe, ou deveria existir, uma existência nossa para além de nós. Para que serviria a minha criação se eu estivesse inteiramente contida aqui? Os meus grandes tormentos neste mundo têm sido os tormentos de Heathcliff, e eu observei e senti cada um deles desde o princípio, o meu grande pensamento na vida é ele. Se tudo o mais desaparecesse e ele permanecesse, eu continuaria a existir e se tudo o mais permanecesse e ele fosse aniquilado, o universo transformar-se-ia num imenso desconhecido. Eu não pareceria uma parte dele. O meu amor por Linton é como folhagem das florestas. O tempo há-de muda-lo, tenho perfeita consciência disso, como o Inverno muda as árvores. O meu amor por Heathcliff assemelha-se às rochas eternas que existem por baixo, uma fonte de pouco deleite visível, mas necessérias. Nelly, eu sou Heatchliff, ele está sempre na minha mente, não como um prazer, do mesmo modo que eu não sou sempre um prazer para mim mesma, mas como o meu próprio ser. Por isso não volte a falar da nossa separação pois isso é impraticável.   
In o Monte dos vendavais, página 81

Esta é a minha parte preferida de todo o livro. Quanto ao livro, achei-o fantástico mas tinha as espectativas muito altas de modo que não o considerei tão brilhante como me tinham descrito. Fala de amores tão intensos que quase se tranformam em ódios e em sentimentos tão poderosos que por vezes não há forma de os retratar. Este excerto foi dito por Catherine que é o mais próximo que me foi possível de a minha personagem preferida deste livro.

Etiquetas:


Comentários.

último apontamento sobreo assunto, prometo!
sábado, 28 de maio de 2011 || 11:41 da manhã

O facto de o meu professor de educação fisica conseguir ficar mais moreno em Maio que a maioria das pessoas em Setembro irrita-me sobremaneira. Porque fica muito mais giro quando está moreno e tem consciência disso. Ser giro não tem mal nenhum, mas ser adulto e usar isso para manipular alunas já é mais questionável. Pior ainda é usar a beleza física como passe e insistir em ser rude e insensível. Nunca vou ter paciência para lidar com pessoas assim.

Etiquetas: ,


Comentários.

Feira do Livro 2011
domingo, 22 de maio de 2011 || 2:21 da tarde

O Monte dos Vendavais
11 euros

Eat Pray Love (versão em inglês)
8 euros

Há coisas fantásticas!

Etiquetas:


Comentários.

Incursões à mente masculina
terça-feira, 17 de maio de 2011 || 11:32 da manhã

Demorei anos a perceber que o facto de o meu melhor amigo não gostar de me cumprimentar com dois beijos, como faz com todas as outras raparigas e, em vez disso, preferir um toque qualquer de dedos não é uma crítica mas sim um elogio à nossa relação. Assim como demorei a perceber que o facto de ele me chamar meu puto ou meu irmão não é uma crítica à minha feminidade mas sim um elogio :)

Etiquetas:


Comentários.

estrangeiros
quarta-feira, 11 de maio de 2011 || 7:57 da tarde

     Eu adoro estrangeiros, adoro viajar, adoro falar com outras pessoas noutras línguas, mesmo que eu não perceba nada e elas percebam ainda menos e acabemos todos a fazer gestos e a rir porque não podemos comunicar de outra forma. Gosto de conhecer pessoas quando vou a outros países e ficarmos ali naquela relação de "é eterno enquanto dura e ambos sabemos que vai acabar amanhã" e de depois olhar para o mail na minha lista de contactos e dizer um olá enorme porque conhecer pessoas em viagem é isso mesmo. Não me esqueço do Fred ou da Fred, que conheci na Bosnia, ambos Italianos, ambos pessoas fantásticas com quem mantenho o contacto. Não sou capaz de me esquecer do quanto me ri quando o dinamarquês me diz "Rezeeeeeeem por mim" e o Bernardo e a Clara ao meu lado se riram até cair para o lado enquanto eu dizia que sim, que ia rezar (smile and wave attitude mas por acaso até rezei). Nunca mas nunca me vou esquecer do Tomislav que falou mais comigo sobre o Cristiano Ronaldo do que qualquer outra pessoa e que também não se vai esquecer de mim porque meteram-lhe na cabeça que eu estava apaixonada por ele. Acabei por lhe oferecer uma camisola do Cristiano Ronaldo, só mesmo para celebrar aquela amizade parva. Nem do irmão dele, que percebeu que eu me estava a referir à sua roupa interior quando tive a bonita ideia de dizer " aquele gajo tem uns boxers que dizem underwear, como se fosse preciso explicar para que é que são" esquecendo-me que usei duas palavras inglesas na mesma frase. Vou guardar sempre comigo aquela rapariguinha croata a quem ensinei uma música inteira e que me dizia "Ciau" quando passava por mim. E eu lá acenava apesar de me fazer muita confusão porque em Português "Xau" é adeus e eu queria-lhe dizer olá. Também tenho gravada na memória a rapariga que partilhou o seu colchão de água comigo, numa praia da Croácia quando tinhamos ambas 12 anos. Nem do grupo de italianos que conheci na Bosnia (o grupo da Fred) que me gritava "Olá. Viva o Cristiano Ronaldo" sempre que passavam por mim ou o grupo de amigos do Fred que vinha sempre connosco às cascatas e a Dubrovnick. Um dos lugares mais especiais no meu coração é ocupado pelo grupo de checos que conheci há três anos na Bosnia. Primeiro conheci o David que me dizia que eu estava muito grande e muito bonita sempre que me via, depois conheci o Josh, com quem quase curti, que não falava uma única palavra de inglês e que mesmo assim me abraçava com mais carinho e força do que alguma vez alguém me abraçou. E que quase me fez chorar quando se veio despedir de mim, ficou abraçado a mim durante 5 minutos e no fim me deu uma rosa. Hoje vamos falando pelo facebook. Nem da Zdicha que me abraçava muito e que foi pedida em casamento pelo David à minha frente, o pedido menos lamechas e mais bonito que eu já vi (e o único, diga-se de passagem) e que me fez chorar de alegria quando disse o seu sim. Vi-a, depois, na sua lua de mel (Faltei ao casamento porque tinha aulas, não podia ir para a República Checa a meio do período) e que se agarrou a mim no aeroporto a chorar e me deu um lenço para eu nunca mais me esquecer dela. Ainda o guardo. Depois conheci a Barbara, que era gaga nas cinco línguas diferentes que falava mas que se entendia muito bem comigo e cantava divinamente. Conheci a Barus e a sua amiga, que eram muito envergonhadas mas pessoas fantásticas. E o checo que nunca me chegou a dizer o seu nome porque não falava inglês mas que me cheirava o cabelo e dizia que eu era uma princesa de cabelo bonito. E a sylvia, que chorava abraçada a mim sempre que me via. Foi a pessoa mais mais vi chorar na vida e só estive com ela 12 dias (em dois anos diferentes). E nunca mais me vou esquecer dos monges franciscanos com quem tirei uma foto em assis ou do guia turistico que me faz a visita guiada a uma ilha estranhíssima na croácia que todos os anos afunda mais um bocado porque mais de 20.000 pessoas viajam para lá num feriado qualquer e sobrepovoam a ilha que não aguenta. E oh meu deus, como me vou sempre lembrar de andar a dançar no meio dos belgas só para conhecer o gay que tinha beijado a Clara ou de me ver num grupo de dança e a fazer comboios com italianos que nuna tinha visto na vida.

o primeiro a contar da esquerda é o do cabelo de princesa, a rapariga é a Barbara, o segundo rapaz é o Josh que me abraçava muito, a rapariga de rosa e saia é a gaga das cinco linguas, o homem é o David, ao lado a zdicha e depois o resto do grupo de quem não falei.


Da mesma forma acrescento à lista as pessoas que conheci ou com quem me cruzei aqui em Portugal. Os italianos que vieram ter comigo e me perguntaram a que horas partia o autocarro para o aeroporto na manhã seguinte, em Italiano e eu, que percebi tudinho o que eles disseram andei ali a gesticular até nos entendermos. Mas valeu a pena quando vi a cara de felicidade e de entendimento do casal, que até me fez uma festa no ombro como sinal de despedida. Ou dos alemães do projecto de intercambio da turma de alemão da minha escola, com quem andei na baixa a explicar coisas e a perguntar coisas parvas enquanto trocada os in's, at's e on's todos que dizia e me ria enquanto o fazia. Nem de salvar a vida a dois desses mesmos alemães quando o contino da minha escola os tentava por fora e eles só diziam "English?" todos atarantados daquela vida. Nem de levar o Fred e o David a jantar fora, nem dos jantares aciganados que fizemos com eles. Jantares esses em que eu não lhes dirigi uma única palavra porque ainda era uma (quase) criança e os adultos se agarravam a eles como carraças. Ñem de andar no eléctrico 28 a explicar a franceses que tinhamos chegado à última paragem, num francês nojento.

Não tenho nenhum prazer especial na despedida, tenho uma alegria especial na intensidade com que se vive o pouco tempo que se tem juntos. Sem ver os defeitos do outro, apenas com memórias boas e com a recordação de dias bem passados e de sermos amados na verdadeira acepção da palavra.

Etiquetas:


Comentários.

filosofias de vida I
domingo, 8 de maio de 2011 || 4:47 da tarde

I believe in punishment because I do not believe in Humanity

Existem frases que adquirem instantaneamente significado para nós. Começam pos nos soar bem, depois compreendemos como fazem sentido e ao fim de algum tempo damos por nós a pensar na mensagem da tal frase. Existem frases que nos marcam, por vezes frases cliché, por vezes frases que proferimos numa altura importante da nossa vida. Frases que deixam de ser apenas frases e se transformam em filosofias de vida. Esta foi uma delas. Uma frase extremista, radical, que indica uma crença forte. Extremista, radical e indicador de uma crença forte são três adjectivos que normalmente me repelem. Mas não com esta frase.

Esta frase tornou-se um must na minha vida, tornou-se ridiculamente apropriada a partir do momento em que as pessoas à nossa volta erram e voltam a errar, constantemente. Tornou-se apropriada pelo estado miserável ao qual a sociedade Portuguesa - e não só - chegou. Esta passou a ser uma das minhas filosofias de vida quando eu perdi a esperança na Humanidade e na sua decência, quando deixei de acreditar que as maioria das pessoas pode aprender sozinha e fazer algo bom. A maioria das pessoas - e abençoadas sejam as que não se encaixam neste estereotipo - não se preocupa com os outros ou com as consequências dos seus actos - o que é perfeitamente normal e parte da espécie Humana, mas isto ultimamente tem sido uma selva. Ou será que só tenho esta noção por andar no secundário?

E cada vez mais aprecio pessoas com crenças fortes, apesar de apreciar, sobretudo, pessoas equilibradas que sejam capazes de não ir aos extremos. Cada vez mais admiro aqueles que têm coragem de se levantar e de dizer bem alto que acreditam que a maioria das pessoas precisam de ser castigadas ou de passar com um acontecimento menos agradável para se preocuparem com o que fizeram e aprenderem a não o repetir. Eu gostava sinceramente de ser assim, mas não sou e acho que nunca o serei. Por muito que gostasse de atirar para o ar um I believe in Punishment because I do not believe in Humanity, não consigo, preciso sempre de me explicar, de dizer que sei que existem excepções, que sim, existem pessoas decentes e que não, não sou a favor da tortura ou de coisa parecida. E cada vez mais acredito que as pessoas precisam de ser castigadas para aprenderem porque o grosso da sociedade não aprende só por si. E isso, meus amigos, aproxima-nos assustadoramente dos animais (que funcionam por um sistema de castigos se fizerem mal e de recompensas se fizerem bem).

Etiquetas:


Comentários.

acho que me esqueci de dizer que...
segunda-feira, 2 de maio de 2011 || 8:46 da tarde

Um dos acontecimentos que tornou a minha sexta feira mais que memorável, pelos melhores momentos, foi o facto de um casal de italianos ter vindo ter comigo, assim mesmo ao fim do dia, perguntar-me coisas em Italiano e as minhas amigas olharem para mim automaticamente. Assim do tipo "Itália é a Anaa". E nenhuma de nós saber falar italiano e acabarmos todos a falar italiano degradado e a gesticular e a falar português e inglês ao mesmo tempo. E no final da explicação o Italiano ainda ter brincado connosco e feito uma festa no meu ombro. Sim, fui uma mulher feliz.

Etiquetas:


Comentários.