Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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génios da literatura portuguesa à distância de 50 cm
sábado, 30 de abril de 2011 || 1:24 da tarde

Sabem aqueles raros dias em que eu não estou cheia de azia (não literalmente, note-se) e até tenho um sorriso sincero para esboçar ao próximo? Pois, ontem foi um desses escassos dias e isso deveu-se, em parte à aula semi-privada que tive com uma das melhores professoras de Português e Literatura Portuguesa a nível nacional. (estão a ver a minha felicidade sentada numa sala com mais três amigas e a professora a falar de poesia trovadoresca? É que não dá para imaginar). E depois de ter me ter deixado assistir à mini-aula, não sendo eu aluna dela, ainda fez o favor de me explicar em dez minutos ( e com uma precisão assustadora) a diferença entre cantigas de amor, de amizade e de escárnio e mal-dizer (que por acaso é um tema sobre o qual eu sempre tive curiosidade) passou uma hora a explicar-nos coisas importantes sobre o tema, gramática e escrita. Sim, uma pessoa normal não fica contente com isto, mas é de mim que estamos a falar.

Apesar disso, aquilo que mais me impressionou foi o facto de a senhora ter sido a primeira pessoa que eu conheço a dizer-me como é que se escreve. Porque saber gramática e saber como interpretar grandes obras da literatura Portuguesa é espantoso mas não é assim tão genial (para mim é, para o comum dos mortais não é) mas saber explicar como é que se escreve é de génio, a sério que é. E a maneira como ela falou da escrita, da maneira como os grandes escritores escrevem e revêm e modificam e editam mostrou uma sabedoria literária tão grande que foi o mesmo que ter-nos dito "I know what I am saying, I have been there". Mexer num computador é comum, saber montar um computador é de génio informático. Da mesma forma, saber escrever (relativamente bem) é comum, saber como se escreve é de génio.  

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Querido realizador do Eternal Sunshine of the Spotless Mind,
terça-feira, 26 de abril de 2011 || 9:17 da tarde

Obrigado por ter feito o filme mais parvo e mais non-sense que eu já vi na minha vida. A ideia de misturar a realidade com a ficção cientifica já é suficientemente má, não se pode introduzir pedaços de ficção cientifica naquilo que chamamos o "mundo real" porque vamos acabar por criar um filme confuso e sem sentido. A ideia de que uma mulher só é original porque pinta o cabelo de cores extravagantes também já está ultrapassada e rematar um filme aborrecido e sem qualquer acção com uma espécie de realidade alternativa passada enquanto o protagonista dorme também não é das melhores ideias. Dito isto, espero que ninguém seja tão burro como eu que aguentei até ao fim do filme na esperança que acontecesse alguma coisa, porque não vai acontecer.

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a propósito do post anterior
quinta-feira, 21 de abril de 2011 || 12:10 da manhã

E não é que às 17 horas fui encontrar o meu ex-professor de geografia numa sala de trabalho de uma biblioteca de Lisboa? E não é que encontrei uma rapariga da minha escola, com qual por acaso falo, às 11:45 no elevador C do campo pequeno enquanto dançava e cantava que nem uma stripper porque pensava que não ia chegar ninguém? Não vale a pena tentar fugir, acho que tenho mesmo demasiados conhecidos.

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Isto de não haver anonimato é lixado
quarta-feira, 20 de abril de 2011 || 10:02 da manhã

Conheço muitas pessoas, a verdade é essa. Não digo, com a mesma facilidade, que tenho muitos amigos verdadeiros, até porque acho que ninguém tem muitos amigos verdadeirdos (uma relação destas requer alguma compatibilidade, e principalmente muito tempo investido na relação, o que faz com que não consigamos ter muitas relações destas). Até ao meu 9 ano (inclusivé) estudei numa escola nos arredores de Chelas, com pessoas problemáticas, cenas ridiculas todos os dias e um ambiente ao qual já não chamo mau porque é a minha realidade quatidiana. Quando chegou a altura de ir para o secundário pensei que era tempo de ir para uma escola decente, com pessoas que tenham tido alguma educação em casa e com um ambiente razoável que não me leve a ter um psedo esgotamento nervoso aos 14 anos.

E assim, à conta da minha sociabilidade (ou não), ao ter andado em escolas completamente diferentes quanto à sua àrea e aos seus alunos e a conhecer os amigos dos amigos e os amigos da familia, dou por mim sufocada de conhecidos. Alguns são potenciais amigos que não passam a barreira dos conhecidos porque nenhum de nós tem tempo de investir na relação e outros são simplesmente pessoas que eu cumprimento e nas quais não penso mais, nem por um segundo.

Isto de conhecer muitas pessoas é giro, por vezes vantajoso (aiiii que oportunista xD) mas torna-se ligeiramente assustador quando saío à rua e todos os dias encontro alguém conhecido. Nos sítios mais estapafurdios e inimagináveis. E depois não há nenhum sítio para onde possa fugir porque se não são os conhecidos de Chelas que frequentam esses locais são os amigos do Saldanha. Aprendi mais ou menos a preparar-me para as pessoas que vou encontrar: se vou ao vasco da Gama encontro os conhecidos de Chelas, se vou à Baixa encontro os conhecidos do Saldanha, se vou ao Colombro encontro os dois, se vou a Belém encontro não só os amigos do Saldanha como outros amigos que nada têm a ver com a escola.

Isto é tolerável quando estamos num sitio público com grande afluência de pessoas, mas, e quando estamos no café da nossa mãe - que é, diga-se de passagem na rua mais escondida de Lisboa) e um ex colega nosso entra no café, grita quando nos vê e sai disparado pela porta fora? E quando vão a um posto de saúde que nem sequer é o que fica mais perto de vossa casa e vêem três pessoas conhecidas no espaço de meia hora? E quando vão a um concerto de punk cigano e acabam numa rodinha a conviver com imensas pessoas da vossa escola? (eu juro que o meu liceu estava lá em força) Isto é coisa para fazer uma pessoa pensar. E quando vão no metro, numa linha que nem costumam utlizar e olham para o lado e dão de caras com um dos vossos colegas de turma a olhar para vocês com um ar espantado do tipo "Anaa? Pensei que não saías de casa? Pior, e quando vão à Povoa de Santa Iria e vêm metade do vosso bairro lá? A sério, é mesmo metade.

Se isto fosse só em Lisboa eu nem me importava muito, compreendo que todos os meus amigos vão aos mesmos sítios que eu. Claro que não tenho muita vontade de ir a Alcantra e vê-los lá numa discoteca super badalada no engate, ou num bar a ter ataques de epilepsia (aconteceu). Mas quando vou a Loures vejo conhecidos, quando vou à terra dos meus avós, que fica no MINHO! e tem cerca de 2000 habitantes (dos quais só conheço cerca de 10) e vou a andar por uma estrada rodeada por campos de batatas e vejo gente que conheço a coisa torna-se ligeiramente assustadora, right?

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Paintball
segunda-feira, 11 de abril de 2011 || 11:13 da manhã

Quem diria que eu, que normalmente tenho nojo e medo de tudo ia gostar de andar pelos campos de guerra com uma arma pesadissíma e dar e a levar tiros. Depois do video de introdução que continha frases como "Se for atingido no olho sofrerá lesões irreversíveis" lá fomos todos jogar e lá descobri que não sou um fail assim tão grande e acabei com apenas uma nódoa negra no sitio onde levei o meu único tiro em cinco jogos.  E, ao mesmo tempo, estava um grupo de militares (tãaaaaaaaao) sexys a jogar e a descansar enquanto nós também o faziamos. E é nestas alturas que eu (quase) fico contente por nem todas as minhas amigas gostarem de fazer piqueniques.


Foi tipo isto, mas com mais classe, unhas vermelhas e olhos pintados :)

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Ainda sobre o professor de educação fisica
terça-feira, 5 de abril de 2011 || 10:02 da tarde

Hoje foi o dia da minha apresentação de grupo da coreografia de ginástica acrobática. Sinceramente não sei o que se passa com este homem, primeiro abre a aula com uma conversa muito pesarosa sobre o clássico Porto-Benfica e a tristeza que foi apagarem as luzes e mandarem água aos adeptos em festa. E era ouvi-lo a lamentar-se e a dizer que não pode levar a sobrinha ao estádio porque soavam tiros e porque o desporto não pode ser assim. Terminou dizendo que "foi uma das piores experiências da minha vida" e eu tive que me conter muito para não me rir na cara dele.

Como mais ninguém da minha turma ia apresentar o trabalho, diz que está muito surpreendido com o que está a acontecer para dois minutos depois se contradizer com a frase "isto não me surpreende, eu fui vendo os sinais". Depois da nossa apresentação desfaz-se em considerações. Ora diz bem do nosso trabalho, ora acrescente palavras que me levam a pensar seriamente que ele está a criticar a apresentação. E termina com a seguinte e simpática frase "Mas até as falhas - e sim, existiram falhas - deram trabalho. Não pode correr tudo bem e falhar é bom. A sensação de que falhámos pode ser muito boa". A sério? Como é que ver o nosso trabalho ir para um sitio que nós cá sabemos pode ser bom. Pois, foi o que eu pensei, não pode.

E claro, acabou a aula com a conversinha do sarau e "gostava muito que participassem" e "não vou obrigar ninguém" e "este ano o vosso trabalho tinha muito ritmo". Deu-se ao trabalho de fazer um discurso a elogiar-nos só para nos levar a participar no sarau. Vou divertir-me tanto a ver a expressão da cara dele quando lhe disser com todas as letras que não queremos participar que nem imaginam. Vai ser ainda mais engraçado quando ele replicar - como replica sempre - que está muito desiludido. Também eu, senhor, também eu, faz vou fazendo a gentileza de não verbalizar. Só me calham malucos. 

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domingo, 3 de abril de 2011 || 2:57 da tarde

Lembram-se de eu me queixar sobre o meu professor de educação fisica me (nos) dar notas ridiculamente baixas? Esse mesmo professor, depois de no ano passado não só me ter dado notas relativamente baixas decidiu convidar-me para o sarau de ginástica acrobática da escola. O resto do meu grupo até concordou mas eu recusei-me. Fez um drama, disse que "não podes fazer isso porque é uma desilusão para mim como professor. Porque tu tens que querer mostrar o teu trabalho" . Respondi-lhe que tinha direito a não querer mostrar coisa nenhuma e que não ia participar em evento nenhum. Trocámos de papeis, de repente ele tornou-se uma adolescente de 16 anos e amuou. Olhou para mim com ar de donzela com o orgulho ferido e nunca mais tocamos na história. Este ano, mesmo ainda não me tendo dado uma única nota justa nestes dois períodos, convidou-nos para apresentar a nossa coreografia no sarau anual. Quase me ri na cara dele. Adivinham quem é que vai chorar de desgosto quando ouvir o segundo não consecutivo? 

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