Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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a honestidade não era uma qualidade? -ou - este blog tornou-se o meu consultório psicológico
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 || 10:56 da tarde

      (é possível que este post faça pouco sentido. Não me responsabilizo por qualquer dano moral que este possa provocar. Obrigado, a gerência - NOT)

Não sei o que se passa por este mundo fora mas ultimamente, sempre que digo alguma verdade, sempre que me revolto com a palhaçada que as pessoas são ou sempre que não sou toda sorrisinhos falsos para alguém vêm-me dizer que estou a ser má. Claro que podemos analisar isto segundo dois pontos: a) não me importo com o que os outros pensam (o que seria muito lindo de se dizer e muito mais prático da opção B mas seria mentira e eu só minto quando é mesmo preciso) b) as pessoas estão ainda mais cegas do que aquilo que eu pensei e o mundo está louco.

     Toda a gente apregoa aos sete ventos que ser honesto é bom, ser espontâneo é lindo e o que nós mais devemos ser é fieis a nós mesmos. E porque é que quando eu digo que não desejo bem a determinada pessoa toda a gente se choca? O facto de eu não querer bem a alguém não quer dizer que lhe queira mal. Quer dizer que não lhe desejo nada, desejo que essa determinada pessoa  a quem vamos chamar, hipotéticamente, Bitch face, desapareça da minha frente e não me aborreça mais. E querer dar bengaladas na bitch face ou em quem nos faz sofrer não é ser sádico: é não querer aturar mais porcarias.

    Da mesma forma, sou de opinião que dizer a verdade de forma educada e suave não pode nunca ser motivo de vergonha. Não sou uma pessoa muito sincera, confesso que se tiver que ser falsa e fingir que gosto de pessoas e de coisas que na realidade não gosto faço-o, se tiver algo a ganhar com isso. Ou pelo menos se não tiver nada a perder. Não compreendo, por isso, porque é que toda a gente tem a mania de defender aquele que se faz de desgraçadinho e ignorante quando não o é. Chamemos-lhe, hipotéticamente, Gabriel. Porque é que temos que ser queridos e ajudar o Gabriel quando ele se está nas tintas para nós e só quer ser fixe, fumar e ser cada vez mais ignorante? Se o Gabriel não quer fazer um cu na sua vida quem sou eu para dizer o contrário e fingir que acredito que ele está interessado em alguma coisa, nomeadamente uma aula?

Suponhamos ainda, e para terminar, que depois de este post que não faz sentido para ninguém que não eu vocês ainda pensam que eu sou má porque decidi que me não quero aturar pessoas que não gosto e que estou farta de ser falsa e de passar o dia a rir quando na verdade tenho azia, porque decidi torcer o nariz quando não gosto de algo, porque decidi dizer a verdade em vez de fingir que acredito ou até porque acredito que - citando os Maias - "é um dever de moralidade pública dar bengaladas" em pessoas como a bitch face. Pois muito bem, nesse caso tenho muita pena que tenham a densidade emocional de uma colher de chá. Desejo-vos as melhoras e peço desculpa por não conseguir desejar nada de melhor.

Atenta e revoltadamente,
a Anaa

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Dia 9 das Intimidades
domingo, 27 de fevereiro de 2011 || 3:43 da tarde

Day 09 - Something you are proud of in the last few days

Não sei se existe muita coisa para eu me poder orgulhar nos últimos dias. Estou orgulhosa do auto-controlo que tenho tido ao longo dos últimos 5 anos, que mais uma vez se revelou essencial nos últimos dias. Apesar disso, estou orgulhosa de mim própria por me ter revoltado e decidido ser uma bitch para quem merece porque dizer verdades não é ser mau e proteger-me a mim própria de energumenos também não é nem nunca será mau.
Estou orgulhosa de ter ido para o concerto da Katy Perry sozinha - mais uma vez - porque isso só me mostra que não vou deixar de viver a minha vida por causa dos outros. E estou orgulhosa da facilidade com que aceitei que de uma forma ou de outra todos estamos sozinhos e por nossa conta.

Estou orgulhosa de não ter baixado as notas porque só quem estuda é que sabe o trabalho e o esforço que é preciso e principalmente, estou orgulhosa de ter percebido inúmeras coisas em relação à escola e à minha turma.

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Katy Perry
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 || 10:26 da manhã

Depois de ter deixado esgotar os bilhetes, depois de ter andado a falar com duas pessoas sobre uma possível venda de bilhetes e quando já tinha perdido a esperança, um rapaz faz o favor de me deixar uma mensagem na last fm a avisar que me vende um bilhete por 45 euros! (os outros pediram sempre 80, no minimo. E como é óbvio eu não ia dar esse dinheiro).

Então lá fui eu - meia sozinha! - para o campo pequeno, às duas e meia da tarde, onde conheci quatro raparigas que ficaram comigo até termos entrado e nos termos perdido umas das outras. Claro que a meio da tarde toda a gente decidiu que era hora da falta de civismo e começa tudo a passar à frente na fila e a correr para a entrada - ainda fechada - e por causa dessa brincadeira acabei por passar à frente de dezenas de pessoas sem querer, apenas que não ficar sem lugar visto qur fui apanhada no meio da correria. Ficamos uma hora completamente enlatados como se já estivessemos cá dentro e quando finalmente entramos eu consegui ficar na terceira fila. Acho notável, algumas das minhas amigas foram para lá às 8 da manhã e à conta da brincadeira de passar à frente ficaram na quinta fila!

A primeira parte foi feita por um DJ amigo da Katy. Pensei que ia ser pior porque apesar de estarmos todos muito apertados - como no incio de qualquer concerto - até foi divertido e a actuação dele nem durou muito tempo!

Quanto à Katy? Ela deu um concerto muito bom, imensos bailarinos em palco, muita dança, manobras de ginástica, uma banda muito boa, cantoras de apoio e foi muito querida. Acho aquela coisa dos gatos, dos queques, dos algodões doces e stuff um bocado demais, mas não deixo de lhe dar um crédito enorme pelo concerto. Tocou alguns covers, muitas músicas do album novo e os singles do album passado.

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Sobre subir na horizontal
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011 || 6:53 da tarde


A minha aula de história de hoje foi passada a discutir diversos assuntos, entre eles a vida académica dos estudantes e professores universitários. O meu professor de História acabou por falar dos tempos de faculdade e curiosamente (ou não), em vez de coisas boas resolveu salientar aspectos tão negativos como os professores não se preocuparem minimamente connosco e nem os nossos nomes saberem - algo que não me incomoda assim tanto - ou o facto de não repetirem a matéria, coisas normais, portanto. Chegamos então a um ponto em que o meu professor explicou que muitas vezes não são os próprios professores catedráticos que dão as aulas mas sim os seus assistentes e foi nestes últimos que se prendeu toda a nossa atenção.

Além de ter ficado a saber de coisas chocantes como que há professores que dão duas ou três aulas por semana e o resto é trabalho de assistentes, também tomei realmente consciência de que entrar no ensino catedrático será algo impossível para mim. Não que eu alguma vez tenha pensado em seguir esse caminho uma vez que não sinto que tenha capacidades ou a minima hipótese de conseguir lugar. O meu professor explicou-nos que os assistentes fazem questão de não nos dar boas notas porque não querem que lhes roubemos o lugar e que muitas vezes não são os alunos mais brilhantes que conseguem essa função mas sim aqueles que conseguem acabar na cama com o professor. Daí a expressão subir (na carreira) na horizontal.

E o mais grave disto é que é tudo verdade. O mais grave é que não é só nos filmes americanos que vemos alunas de saia e sem cuecas a fazerem exames de pernas completamente afastadas - já não é a primeira pessoa a relatar-me o sucedido - nem alunos a fazerem os possiveis para lixarem os colegas. Infelizmente consigo compreender porque é que as pessoas se sujeitam a isto, consigo compreender porque é que muita gente se esforça por ir para a cama com os professores porque convenhamos, a vida está dificil. Infelizmente (ou felizmente) eu nunca seria capaz de uma coisa dessas porque acho a maior falta de caracter e de honestidade conseguir subir na carreira à custa de favores sexuais, da mesma forma que acho o cúmulo do mau gosto lixar os nossos colegas só porque não conseguimos ser melhores que eles.

Há muita coisa que me faz confusão mas isto não. É fácil, é simples e acabamos com a vida resolvida porque realmente entrar no sistema de uma universidade é dificil. Dar aulas a pessoas pouco mais novas que nós é dificil e no meio de 300 alunos é realmente dificil destacarmo-nos o suficiente para sermos convidados para o lugar. É realmente dificil mas não justifica que este tipo de situações aconteça tão frequentemente. Segundo o que o meu professor contou   acontecia de tudo naquela faculdade, desde a aluna que foi apanhada a fazer sexo oral ao professor de leitura de lápides em linguas mortas no gabinete do próprio e que ficou conhecida como " a rapariga que passou na prova oral do professor" à rapariga que foi mandada vestir as cuecas por uma das vigiadoras de exame terminando naquela rapariga que se envolveu com o professor de Roma e Grécia no primeiro ano, foi deixada e desesperou até ao quarto ano, quando se envolveu com o professor de Estado Novo, não esquecendo a que mandava os apontamentos errados às colegas para estas terem má nota.

Eu pensava que era má pessoa. E pensava que as coisas não eram a rebaldaria que realmente sao. Mas percebo que algumas pessoas façam tudo para conseguir atingir uma vaga no quadro da universidade. Não percebo que se seja mau e injusto e principalmente não percebo como é que os professores se deixam ir nisso. I mean, as alunas ainda têm alguma coisa a ganhar mas os professores são usados e deixam. Não têm o minimo orgulho e auto-estima? E, como disse o meu professor, eu tinha vergonha de ser a rapariga que subiu na horizontal ou a rapariga que passou no teste oral.

Devaneios meus, só isso.

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Portugal e as alianças.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011 || 9:17 da tarde

Boa noite,

Hoje passei o dia todo a pensar num assunto que tem tanto de sério como parvo. Como aluna de Linguas e Humanidades que sou, história faz parte do conjunto de disciplinas que vou ter até ao fim do ano. A questão é que de aula para aula eu oiço uma nova história de sobre como Portugal se lixou para ajudar os outros. Mas será que nós sempre fomos burros de todo? Eu gosto do meu país mas realmente parece que temos uma tendência inata para nos interrarmos.

Tudo começou em 1123 na Batalha de S.Mamede. Qual é o rei que está em luta com Castela - Espanha, portanto - e decide que não tem ainda problemas suficientes e se lança numa luta contra a própria mãe? Realmente os Portugueses sempre tiveram uma veia dramática mas prender a nossa mãe num calaboço não é uma boa forma de ficar conhecido.

Saltando uns bons séculos chegamos à parte em que nos aliamos a Inglaterra, passamos dois ou três anos numa guerra que não nos diz nada e, chegando o final da guerra recebemos NADA. Nada, exacto, ajudamos os nossos aliados, enviamos Portugueses para morrer às mãos dos franceses e no fim a única coisa que temos a mais são dívidas e maus tratos no couro. Mas claro, toda a gente erra, o importante é aprender com os erros. Coisa que Portugal não fez porque 50 anos depois volta à carga e acontece-lhe exactamente o mesmo problema.
Também sempre fomos muito generosos, desde assinar tratados que permitem a livre entrada dos produtos indústriais ingleses em Portugal em troca de nada, à dívida enorme que andamos a pagar aos Ingleses durante anos por este nos terem ajudado num guerrinha que travamos (e sim, depois de termos feito aliança com eles umas 100951541 vezes e de não termos recebido nada em troca) acabando na nossa crença parva que os ingleses gostam de nós e nos vêm como aliados. (nunca viram!)

Continuamos até à Revolução Francesa em que o nosso sentido de honra e de amizade com Inglaterra - que realmente é um país que nos preza muito! (not) - recusamo-nos a fechar os nossos portos à nossa velha(ca) aliada e somos invadidos pelos franceses por não lhes obedecermos. Mas eis que surge a nossa queria inglaterra para nos salvar, certo? Não, a ajuda que eles nos deram foi pouca ou nenhuma comparado com aquilo que deviam ter feito. Mas nós somos um país de honra e aguentamos tudo sem bufar que é o que Portugal sabe fazer melhor, ser "comido" pelos maiores. Mas é de gabar o nosso fatalismo, os franceses vieram cá, deitaram o país a baixo e nós rogamos-lhe uma praga tão grande que Napoleão nunca mais teve sorte na vidinha dele. Portugal é isto.

Mas, pensei eu, isto já foi tudo há muito tempo e entretanto aprendemos e metemo-nos no nosso lugar. Mas não. Ora vejamos mais dois exemplos: em plenas invasões francesas o nosso rei FOGE para o Brasil. E lá fica muitos anos com medo de ser atacado. Mas português que é português tem sempre uma desculpa parva a dar "ah, nós só fugimos para Portugal manter a independência" que é o mesmo que dizer "eu só bebi o vinho todo porque estava a lavar a boca do sabor da comida" ou "eu ontem deitei-me tarde para não acordar mole por ter dormido muito, funciono melhor cansado". E eis que uns anos mais tarde Portugal concede a independência ao Brasil sem dar luta. SEM DAR LUTA, CARAMBA. Não sou a favor que o Brasil fosse uma colónia para sempre, saiu-se muito bem sozinho, mas caramba, estavamos em crise (uma constante na nossa história) e o rei decidiu que era melhor o brasil ser independente. Quem fica a governar o Brasil? O filho do rei de Portugal que diz que não gosta do país natal. Pois é mesmo assim, o que é estrangeiro é que é bom.

Na primeira guerra mundial envolvemo-nos de novo para ajudar quem? A nossa amiga Inglaterra. REALLY? Era de esperar que os séculos passados nos tivessem ensinado algo mas realmente os portugueses não se ensaiam nada em fazer asneira. E lá nos escavacamos todos para voltarmos a ganhar zero. Enquanto os outros aliados de Inglaterra ainda foram ganhando alguma coisa o bom velho Portugal fica de mãos a abanar porque é amiguinho e compreensivo e toma lá mais 20 anos a recuperar finanças.

Outra coisa que me faz uma confusão extrema é esta ideia que os Portugueses têm que a Espanha é amiga de Portugal. PELO AMOR DE DEUS, Espalha é capaz de ter menos consideração por nós do que tinha Inglaterra há uns anos atrás quando nos iamos matando por eles. A sério, Espanha não tem apreço aos Portugueses, os espanhois acham-nos inferiores - regra geral - e torcem o nariz quando alguém diz que os portugueses e espanhois são eternos vizinhos. Portugal continua com a sua ingenuidade extrema quando, recentemente apresenta uma candidatura ao mundial (ou terá sido euro) em conjunto com a Espanha. Adivinhem onde seriam realizada a esmagadora maioria dos jogos. ESPANHA. Adivinhem onde se realizaria a final e semi final. ESPANHA. Eu até fazia um comentário a isto mas acho melhor retirar-me e pensar que o que importa é que sou italiana de coração.  

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Breve apontamento
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 || 10:43 da tarde

Ir ao diário de Noticias fazer uma primeira página de jornal e depois sair na edição do dia seguinte do mesmo Jonal exactamente na mesma página em que saiu também uma noticia e fotografia do Cristiano Ronaldo é coisa para me deixar nas nuvens assim por uns dias. A minha foto num jornal ao lado da do Cristiano. Só digo que não acredito em acasos. Boa noite e um queijo da serra.

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Diário de Noticias
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 || 10:25 da tarde

Hoje fui ao Diário de Noticias numa visita de estudo que pretendia levar-nos a criar uma primeira página de jornal. Correu tudo bem, tirando o facto de ter chegado lá aos oito e quarenta da manhã e de ter passado 45 minutos (ou mais) na Avenida, ao frio e a morrer de aborrecimento, enquanto o resto da turma não chegava. Claro que mal cheguei o DN se começou a promover a ele próprio, todos os funcionários numa de "ai sou muito profissional" e de "ai que engraçado que eu sou, compreendo tão bem a juventude" mas tudo bem, as coisas são mesmo assim. E depois de meia hora dividida entre a explicação sobre os frecos de Almada Negreiros que estavam na parede, os prémios que o edificio ganhou por ser o mais bonito (então mas eu estou interessada no jornalismo ou na arte?) e num pequeno filme sobre o DN ao longo dos tempos (que, por acaso, foi interessantissímo) lá fomos todos para os computadores para começar a fazer a primeira página do nosso próprio jornal.

E eu a pensar que era dificilimo e que não tinha queda nenhuma para aquilo porque uma coisa é escrever bem e outra muito diferente é ser jornalista, cheia de medo de fazer um trabalho medíocre. E chego lá e faço aquilo em três tempos (eu e a minha colega fomos as primeiras a acabar) e a maior dificuldade foi mesmo resumir a informação aos caractéres máximos. Toca de ir ao site do diário de noticias e procurar noticias actuais e reescreve-las para as colocar na nossa pequena página de jornal. 35 minutos depois, uma manchete, um destaque fotográfico e duas chamas, estava eu prontinha com a minha página de jornal (com a minha foto, infelizmente) na mão. Imprimida, bonita e minha. E eu toda contente porque afinal até tenho o minimo jeito para a coisa e porque afinal acho jornalismo fixe, como sempre achei até à data. E é nestas alturas que fico contente por o meu curso (provávelmente) dar para ir fazendo uns trabalhos jornalisticos (esperançosamente).

Os funcionários é que metiam dó. Coitados. Fúteis que só eles, o verdadeiro estériotipo (falso!) do jornalista. Sempre ali a rondar, tão futeis e tão ocos que me fazia confusão, com a mania que tinham muita piada e a tentar fazer de nós parvos. E é este tipo de pessoas que dão o mau nome aos jornalistas. E não é nada justo que exista este preconceito todo contra jornalistas, que na sua maioria até são bons profissionais, por causa de uma cambada de palhaços como aqueles. Mas moving on, tudo muito lindo, todos com um exemplar do DN na mão que fazer públicidade nunca é demais lá fomos todos embora mais cultos e com mais uma experiência no bolso (salvo seja). E eu gostei muito!

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os melhores comentários
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011 || 10:57 da tarde



"Anaa, tu és o meu mundo à parte. A pessoa mais diferente que eu conheço mas com quem me sinto melhor" (Melhor amiga que não é nada de expressar o seu amor por mim.

"Oh Anaa, tu és o máximo e eu juro, juro que gostava de ser como tu. Talvez se te começar a seguir..." (Mariana, que me diz muitas vezes estas coisas bonitas)

"Quando estivermos os dois no concerto dos Gogol Bordello e eu ouvir só WHERE ARE YOU NOW MY COMPAJERA puxo-te lá para o meio e vamos dançar os dois, companheira" (melhor amigo que a coisa mais querida que já me disse foi "tu hoje nem pareces muito um mocho).


E pronto, nem tudo é mau.

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5 de Fevereiro é sempre 5 de Fevereiro
sábado, 5 de fevereiro de 2011 || 6:50 da tarde

E o dia 5 de Fevereiro é uma data que eu espero ansiosamente desde que o próprio mês de Fevereiro começa. É uma data que não diz nada à maioria das pessoas mas que a mim, diz tudo. Hoje, dia 5 de Fevereiro, Cristiano Ronaldo completa 26 anos.




26 anos é tanto tempo. Ainda me lembro de o apoiar quando ele tinha 19 anos e jogava na selecção. Lembro-me tão bem de o ver fazer sucesso no Manchester e ganhar prémio atrás de prémio. E de o ter visto crescer, não só fisicamente mas mentalmente. E de ter acompanhado todos aqueles cortes de cabelo pavorosos tão tipicos de um adolescente. E depois veio o Real Madrid e o meu medo - parvo - que ele se perdesse e que me prejudicasse. E depois mais prémios e muitas alegrias. E as lesões e operações e o prémio de melhor jogador do mundo. Estão todos no meu coração. Cada momento em que festejei com ele e chorei por ele permanece bem vivo dentro de mim.

Este ultimo ano foi enorme. Foi o voltar ao activo e recuperar da lesão, foram as namoradas e foi, finalmente a coragem de assumir e criar um filho. Ainda hoje não sei como hei-de ver esta decisão mas apesar de achar que ele cometeu um erro, não poderia estar mais orgulhosa nem ele podia ter tomado uma decisão mais à sua altura.

Podia dizer tanta coisa, mas acho que não preciso de dizer mais nada. Eu já sei tudo o que sinto por ele e vocês também já devem ter lido posts meus sobre ele suficientes por isso fica só um parabéns e um grande obrigado.

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Julieta
|| 12:35 da manhã

Julieta é um livro de Anne Fortier e parece que foi feito mesmo para mim. Conta a história de uma rapariga que descobre que é descendente da Julieta, de Romeu e Julieta, peça de Shaskspeare, e parte para Siena, Itália para desvendar um mistério que envolve uma maldição, pesquisa histórica e muitos italianos lindos. Esta não é a sinópse do livro mas acho que poderia, perfeitante sê-lo.



O livro aborda um tema que à primeira vista é infantil mas que depois de uma análise mais profunda e com o desenrolar dos livros percebemos que não é um conto de fadas nem mais uma história cliché! (tirando no ponto em que aparece o italiano lindão que é incrivelmente sedutor, mas esse cliché existe mesmo no coração de todos os italianos e não vale a pena tentar nega-lo).
E Julie Jacobs, ou Julieta Tolomei (nome italiano) vê-se envolvida numa aventura maior do que ela ou do que a sua irmã gémea. Um tesouro, familias rivais, uma peça mundialmente famosa, mitos, máfia italiana e investigação histórica que nos consegue levar do presente para Siena de 1340 e de 1340 até ao presente novamente.

Não me vou alongar muito a falar deste livro até porque ou se gosta ou não se gosta. Eu adoro Itália, a cultura Italiana, as palavras Italianas que são largadas no meio do livro, os costumes italianos e a hospitalidade que só poderia ser retratada num livro sobre Itália e os Italianos sexys e sedutores que me fazem suspirar só de virar as páginas. Adorei cada página do livro, a mistura e a alegoria constantes entre o passado e o presente, o factor imprevisivel presente durante todo o livro e um final que não é surpreendente mas do qual o leitor duvida durante todo o livro.É um livro simples e mais complicado do que a primeira sinópse dá a entender e principalmente, é um livro que eu aconselho a toda a gente!

Vou deixar aqui uma passagem ou duas e só para que fique registado, confesso, Alessando Santini a.k.a Romeu Marescotti é, exactamente o meu tipo de homem.

"- O que está a fazer aí em cima? - Gritou ele - A água está óptima
- Porque é que tem que haver sempre água consigo? - Respondi-lhe no mesmo tom
Ele pareceu ficar preplexo, o que só lhe aumentou o encanto.
- O que tem a água de mal?"


"- Você é incrível - sorri pondo-lhe as mãos nos ombros. - Se me afogar processo-o.
- Está bem.  - Replicou ele erguendo-me e descendo-me para a água. - Está combinado. - Excitada, quando dei por mim estava com a água pela cintura, com as pernas à volta da cintura nua dele, adorando a posição - Está a ver! - Exclamou ele triunfante - Não é tão mau como pensava, pois não?
- Não pense em largar-me - Adverti-o.
Alessandro agarrou com força a parque de trás do meu biquini fazendo-me sorrir de vergonha"

"Não quis saber se estava alguém a ver quando ele me beijou e devolvi-lhe o beijo, estava à espera daquilo desde Roca del Tentanno mas só quando o senti testar a flexibilidade do meu biquini é que lhe perguntei - O que aconteceu a Cristovão Colombo e aos seis anos de espera para descobrir a América?
- Colombo não a conheceu - respondeu com um sorriso calando-me com um beijo"

Eu podia continuar, mas há demasidos momentos tão deliciosos como estes. 

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a teoria dos unicórnios
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011 || 8:34 da tarde

Ainda na linha do post anterior, percebi porque é que tenho andado tão deprimida e com tanta azia para com a vida. E aviso já que a minha teoria envolve unicórnios.

É o seguinte, como eu não sou má pessoa, sou até uma rapariga cheia de paciência que apesar de pensar muito mal das pessoas tem calma com elas e tenta não as fazer sofrer, espalhando assim o seu amor. No acto de espalhar amor, espalho também alguns unicórnios e eles andam por aí à solta. Então, como vivo num mundo de amor e unicórnios (soooo noooot) de vez em quando lá passa um unicórnio por mim e pumba, dá-me uma cornada. Portanto, meus amigos, o meu mau karma só se pode dever ao facto de eu ser muito boa pesssoa e de andar a levar cornadas de unicórnios invisiveis.
Por isso já sabem, sejam más pessoas que assim não se arriscam a levar cornadas de unicórnios.


Realmente espalhar amor e unicórnios é lixado e este foi o post mais infantil, mais parvo mas talvez mais literário que eu já fiz. E é só.

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Karma
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011 || 10:19 da tarde

    Eu não acredito que seja uma pessoa má. Sou uma pessoa que pensa, indubitávelmente, mal dos outros e que fica sem paciência para a estupidez alheia mas não me acho má pessoa. Não me acho má pessoa porque apesar de pensar cobras e lagartos de muita gente tenho sempre a paciência e a presença de espiríto para não as tratar mal e para respirar fundo e pensar que não vale a pena ser rude para ninguém nem fazer os outros sofrer. Não sou má pessoa porque às vezes calo-me perante certas injustiças - e sei que nunca devia deixar de defender as minhas crenças em função dos outros - e respiro fundo 10 vezes para não explodir para cima de ninguém. E cada dia acredito mais que sou falsa na medida em que por fezes finjo que gosto de pessoas que não suporto e falo com elas como se gostasse delas mas não sou má pessoa porque faço tudo para que, apesar de todo o mal que eu possa pensar de alguém, não faça ninguém sofrer. Porque simplesmente não posso com a ideia de ser má para alguém - a não ser que esse alguém me faça provocações muito directas - não posso com a ideia de que alguém vá sofrer por minha causa.

E, acima de tudo, não me acho má pessoa porque acredito profundamente que o facto de desejar que algumas pessoas desapareçam da minha vida para não me magoarem mais não é algo mau mas sim auto-defesa. Porque acredito que devemos ser bons mas nunca burros e principalmente, porque sei que não faço aos outros metade do que eles me fariam a mim se se sentissem como eu. Acredito que o Karma existe e que se fizermos coisas boas recebemos coisas boas (apesar de o meu karma andar um bocado avariado) mas também acredito que, infelizmente, continuam a existir pessoas mais sortudas que outras. 

Eu quero acreditar que não sou má pessoa porque não faço ninguém sofrer nem penso só em mim. E, principalmente, porque se pensar que sou má pessoa toda a ideia que tenho de mim mesma cai por terra e todos os meus ideais falharam. Por isso hoje cheguei à conclusão que não sou má pessoa, que espalho harmonia e unicórnios por toda a gente e que o meu único problema é não ser sortuda.

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