Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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Ainda sobre o barco americano
sábado, 29 de janeiro de 2011 || 1:02 da tarde

     Apesar de ter ido para lá um tanto desconfiada por causa da falta de entusiasmo de parte da minha turma e da própria professora e de ter ouvido horrores sobre os americanos, que só vinham cá para mostrar o seu poder - o que por acaso é verdade - e que tem que ser tudo como eles querem e com um conjunto de regras desnecessárias, a verdade é que no fim da visita estava contentissima por ter decidido ir e adorei cada segundo dentro daquele barco de guerra movido a energia nuclear - sim, não é bonito de se dizer.
     A visita foi um bocado desorganizada mas vindo da minha directora de turma não esperava outra coisa e o tempo que passei a conviver com ela só me fez gostar ainda menos da senhora e certificar-me que a alcunha de bitchface (sim, tudo junto que é como ela merece) só lhe fica bem.
     Quando chegamos tivemos que passar por uma plataforma e por uma especie de prancha para chegar ao US Enterprise e aquilo abanava tanto que pensei que ia cair à água ali mesmo mas com quatro americanos a agarrarem-me lá consegui passar sem morrer. (o mesmo não pode dizer a senhora que quase mergulhou de cabeça na água que atravessou uns segundos antes de mim). E durante cerca de uma hora andamos pelo navio todo a ver os aviões, a falar com os militares e os enginheiros, a ver helicopteros, a falar com pilotos a sério, a tocar em sistemas avançados de lançamento de misseis e a ver uma máquina de coca-cola em todos os compartimentos. E ao contrário do que me disseram, os americanos são simpáticos e têm sentido de humor, fizeram imensas piadas e não podiam ter sido mais prestáveis e respondido melhor às nossas perguntas.
     No fim o oficial que nos fez a visita guiada foi cumprimentar toda a gente do meu grupo, um a um e dizer que tinha gostado muito de ter estado connosco e foi bascicamente a pessoa mais querida do barco inteiro, apesar de ter voz de desenho animado.

(e devo dizer que o rapaz que nos falou do sistema de misseis era giro que se fartava até quando falava em disparar misseis para "rebentar com aquilo tudo, como ele disse, em inglês claro)

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Dia 8 das intimidades
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 || 8:52 da tarde

Eu sei que provavelmente já ninguém se lembrava disto mas eu nunca me esqueci e apesar de não postar nada disto há quase dois meses nunca pensei em por o desafio de lado, apenas surgiram coisas mais importantes porque Dezembro e Janeiro são meses com muito para dizer.

DAY 8 - SHORT TERM GOALS FOR THIS MONTH AND WHY

Os meus objectivos para o mês de Fevereiro são, na verdade, muito reduzidos. Alguns têm a ver com a escola, obviamente e algumas das metas que eu quero atingir acabam por se ver adiadas para uma altura em que eu não tenha tantos testes. Basicamente, os meus objectivos para o próximo mês são:
- Conseguir ter boa nota em todos os testes que fizer, de forma a não descer a minha nota a nenhuma disciplina (o que é extremamente dificil, sou sincera)
- Conseguir entregar o trabalho de Inglês, de Geografia, de Francês e ter boa nota em todos.
- Aprender a coreografia de ginástica acrobática toda.
- Ler pelo menos dois livros durante o mês.
- Conseguir não deixar de ter vida própria por causa da escola e manter-me organizada e sem o stress constante com que costumo andar nesta altura do ano.
- Ir ver a Katy Perry ao Campo Pequeno.
- Ir ao cinema pelo menos uma vez


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Porta aviões americano
terça-feira, 25 de janeiro de 2011 || 8:53 da tarde

A minha turma votou, hoje, em mim (e em mais duas colegas minhas) como a pessoa mais bem comportada da turma com bases de inglês e foi assim, às 15:30 da tarde que descobri que estou convocada para ir numa visita de estudo super exclusiva ao interior de um porta-aviões da embaixada da América ouvir os Americanos a promover o seu poder e o seu gostinho por relações internacionais. E por isso, na Sexta feira, lá vou eu sem almoçar ouvir uns marinheiros (que espero que sejam giros) falar em inglês e fazer uma pequena visita guiada pelo barco enquando os meus colegas estão a ter francês e história. E o melhor (ahaha, not) é que ainda volto a tempo de ter geografia.

Eu queixo-me, mas realmente de vez em quando ainda acontece alguma coisa de interessante na minha vida. Se a visita de estudo for alguma coisa de jeito ou eu for assediada por algum marinheiro (I wish) venho aqui contar.

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ir à baixa é abrir a porta a todas as possibilidades
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011 || 7:53 da tarde

E que a baixa é um sitio onde tudo pode acontecer, já eu sabia. Na verdade, qualquer pessoa que more em Lisboa sabe que ir à baixa é sinónimo de encontrar pessoas com estilos diferentes, de encontrar gente feia e gente bonita, portugueses e estrangeiros e para comprar coisas tipicamente Portuguesas. Hoje tive que ir ao Chiado comprar dois postais porque comecei a fazer postcrossing (falo sobre isso em breve) e tinha moradas a quem enviar postais. Estava eu muito concentrada na escolha dos postais, a pedir opiniões à minha amiga, quando de repente, vejo uma multidão de pessoas com tambores, pandeiretas, bandeiras e muitas televisões a descer a rua que liga o Chiado ao Rossio e a gritar "CAVACO, CAVACO, CAVACO".
Já tinha visto muitas vezes este tipo de eventos que antecedem as eleições e sempre soube que a campanha eleitoral é algo levado a peito por muitos portugueses mas sinceramente, nunca pensei que fosse levada com tanto entusiasmo.
Parva como sou tive que ficar a ver aquela confusão toda a descer a rua com carros de policia, jornalistas, cânticos Cavaqusitas, e muita euforia. Aquilo era música, era papelinhos e arroz a voar pelos ares, era velhotes a agitar bandeiras e pessoas com a cara vermelha de tanto gritar Cavaco e eu com um ataque de riso a rir na cara daquela gente toda. Não porque seja anti-Cavaco, que não sou nem porque seja apoiante do Cavaco, porque também não sou. Pensava que esta gente toda a gritar o nome de um lider politico era coisa de Comicio ou que nem sequer era bem real.
Uns metros atrás dos tambores vem o Cavaco em pessoa, a ser apertado num circulo de pessoas que lhe queriam tocar e que lhe berravam elogios para a cara e mal ele acaba de falar com uma senhora começa um novo cântico e uma explosão de gritos Cavaquistas.

E digo-vos, foi uma das experiências mais engraçadas da minha vida, ver a campanha do Cavaco Silva passar.

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Tesourinhos da infância
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 || 9:32 da manhã

Na última aula, o meu professor de Educação física decide parar o jogo de basquet a meio para fazer umas considerações e no fim, antes de apitar de novo, vira-se para mim, agarra-me os ombros e diz-me com o ar mais compreensívo do mundo: "Anaa, eu sei que parece que a bola está a escaldar, mas a verdade é que não está". Já não ouvia esta metáfora parva desde que era criança. É por tesourinhos deprimentes como este que eu não sinto assim tanta falta da infância. 

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Injustiça
terça-feira, 18 de janeiro de 2011 || 10:35 da tarde

Querido blog,

Estou a desabafar contigo porque parece-me parvo desabafar com uma pessoa. Mais parvo ainda me parece pegar num diário a esta hora da noite e adormecer a escreve-lo por isso sobras tu. Nunca ninguém disse que a vida era justa e provavelmente nunca ninguém com mais de 6 anos acreditou que esta o podia ser. Nunca me passou pela cabeça que todos tenhamos que ter igualdade de circunstâncias nem que tenhamos que passar a linha de chegada juntos, mas tudo o que é demais peca por exagero.
Ninguém disse que o mundo tinha que ser justo mas também ninguém disse que tinha que ser a rebaldaria que é. Pelo menos, enquanto se anda na escola, a vida é uma p*** de uma rebaldaria injusta. Cada vez penso mais que não vale a pena esforçarmo-nos para nada porque, convenhamos, mais ninguém se vai esforçar e a união faz a força, toca de sermos todos atrasados. E é ver os prazos de trabalhos que tantas horas nos levaram a fazer a ser adiados. E nós é que ficamos a anhar e nos zangamos connosco próprios por ter feito as coisas a tempo mais uma vez. E o mesmo acontece para testes para os quais perdemos o fim de semana a estudar. Porque a nossa (falta de) vida não interessa nada aos nossos colegas que coitadinhos, tiveram uma festa no Sábado e um baptizado no Domingo e não deu para estudar.

Depois existem palhaçadas como a aula de Educação Fisica, disciplina que odiamos do fundo do nosso coração e que nos deixa mal dispostos durante um dia inteiro. Andamos um periodo inteiro a chegar a horas, a ir a todas as aulas com equipamento adequado, a dar o nosso melhor e a suar que nem cavalos porque corremos como mulas e depois é ver gente que não fez metade do que nós fizemos e que tem tanta falta de jeito para a disciplina como nós a chegar lá e a ter um 14 ou um 15 enquanto nós nos matamos a trabalhar e tivemos só 13. (Só? quem me dera a mim ter um 13. Oh rapariga, tu só te preocupas com as notas.) Ah, e também há aquele pormenor de sermos todos obrigados a ir a uma actividade de orientação (leia-se "façam grupos de quatro, peguem numa bussola e percam-se à vontade porque está-se tudo a f**** para vocês) porque o carissímo professor de Educação Fisica se lembrou que seria engraçado. (É melhor eu ir, não vá descer para um 12)

Da mesma maneira que não acho justo o comportamento (normalmente péssimo) dos meus colégas ser um motivo justo e plausível quando chega a hora de decidir entre um 9 ou um 10 mas que no meu caso não sirva para decidir entre um 17 e um 18 ou um 18 e um 19. Vá-se lá saber porquê parece que os bons alunos são excepção. Se acharem que estou a ser muito injusta (falamos de injustiças) podem esquecer isto tudo e explicar-me porque é que os bons alunos não se podem sentar ao lado de quem querem porque têm que se sentar ao lado dos alunos mais conversadores para "travarem a conversa". Ora, expliquem-me pessoas da faculdade e trabalhadores, é suposto já termos filhos no secundário? É que pedirem-me para me sentar ao lado de pessoas com quem não tenho muita empatia só porque os "faladores" têm que estar ao lado de "não faladores" é, mais ao menos, pedirem-me para tomar conta dos meus colegas e isso, meus amigos, chama-se babysitting e é uma actividade remunerada. Da última vez que verifiquei tinha uma bela lingua e umas belas cordas vocais e uma capacidade oratória tão boa ou melhor que os meus colegas. Já se falarmos de auto-controlo a coisa é diferente e lá sou eu acusada de tocar num assunto lixado e de exigir muito dos outros. (esforça-te tu para não falar nas aulas que os outros são todos uns coitadinhos com problemas familiares que não podem ser contrariados)

E já que estamos a falar disso, conseguem-me explicar porque é que toda a gente fica muito chocada quando um bom aluno (sim, porque bom aluno deve ser sinónimo de poço de virtudes) diz alguma coisa ou não fez algum trabalho de casa? É que, falando de injustiças, é muito injusto e pode até ser levado ao nível da discriminação. Ora mandam os professores tantos trabalhos sobre a p*** da discriminação e não sabem o que fazem? Depois queixem-se que as pessoas inteligentes são todas malucas. Eu também fico maluca, a aturar isto todos os dias.

Outra grande injustiça é ter os nossos colegas a pedirem-nos o trabalho de casa que até nos deu algum trabalho a fazer, só porque o querem copiar para não apanhar falta (lá vem as malditas festas e baptizados no fim de semana, pá). Ora, se uma pessoa se respeita a si mesma e ao seu trabalho não quer emprestar porque coinvenhamos que nos deu trabalho foi a nós e que é tudo menos justo uma pessoa que andou na boa vida ter o trabalho feito pela nossa cabeça. Mas valha-nos Deus não emprestar, somos logo umas p**** egoistas que não sabemos partilhar nem viver em comunidade. ( E aquelas sms a perguntar quais são os trabalhos de casa, assim a seco, sem um olá ou um boa tarde? São do melhor, não são? É que eu medei o nome de Anaa para agenda, porque é que eu ainda me queixo?)

Outra grande injustiça (ou será que é tudo justo e eu é que sou uma p*** invejosa) é a minha mãe chegar a Setembro e gastar 200 euros para me comprar os livros, assim como as mães de grande parte dos meus colegas e depois eu chegar às aulas e não poder utilizar os ca***** dos livros porque os meus colegas da mesa do lado não têm livro e eu tenho que emprestar o meu e ficar a ver pelo da minha colega do lado. Tem todo o sentido eu pagar 25 euros por livro para depois lhe por a vista em cima em duas aulas, se tanto, porque os meus queridos colegas devem ter enfiado os livros deles pelo cú a cima e eu lá tenho que emprestar o meu senão sou uma p**** egoista.

Também existem aqueles dias em que uma pessoa se levanta da cama e não se lembra de todas as situações acima faladas e vai para a escola com um humor relativamente positivo. Chega à escola e os professores lembra-se de desabafar sobre a vida de cão que levam (coitadinhos, ainda bem que os alunos nunca têm nada para estudar) e não fazem nada na respectiva aula, chegando ao final e dizendo algo como "hoje conversamos muito por isso vão fazer três páginas de exercicios para casa para compensar o tempo perdido". Não, eu realmente não me devia queixar, os professores falam e esquecem-se das aulas e nós, os alunos, estamos lá para reparar a situação.

E neste enorme post eu falei SÓ das situações ridículas com que tenho que lidar na escola. Se formos falar do campo familiar, amoroso e social são mais 25.000 palavras de sarcásmo. E é por isto, meu querido blog, que eu só escrevo posts parvos, deprimidos ou irritados, porque o meu estado de espirito vagueia entre o desespero, a apatia e a irritação. Mas podia ser pior, eu podia não saber ser falsa e aí sim, a minha vida era um inferno.

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Os Maias
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 || 8:51 da tarde

Sinceramente não sei o que se passa com as pessoas. Nunca soube e provavelmente nunca saberei. Acredito e aceito que muita gente não goste de ler, estão no seu direito e nem toda a gente tem que gostar das mesmas coisas que eu gosto, nem tão pouco, dentro dos amantes da leitura, temos que ter todos a mesma opinião sobre um livro. Mas, depois de 16 anos da minha vida a ouvir que os Maias são uma seca, e que Os Maias ( e não ponho mais em itálico porque vocês já viram que eu sei usar as regras da escrita e convenhamos que ter pontos mais claros e quase ilegiveis a meio do texto fica feio) são uma contínua e pesada descrição de paisagens pego no livro, cheia de medo, claro está, e venho a descobrir que afinal essas criticas não passam de calúnias. E aquela anedota que diz que o primeiro capitulo (30 páginas) são só uma descrição da casa do Ramalhete? Quem diz isso não deve ter passado das primeiras 10 páginas.

Isto tudo para dizer, de uma forma muito informal e pouco bonita, que li e que gostei muito. Alunos do décimo primeiro ano, ganhem mas é juizo e peguem no livro, façam-se gente e deixem de inventar desculpas e calúnias sobre o livro. Sim, é muito descritivo mas vale mesmo a pena. Só pelas piadas do Ega e pelos passeios do Carlos. E adoro o  Afonso da Maia e o reverendo Bonifácio. Foram 727 páginas engraçadas e que me deram prazer a ler. O livro caracteriza muito bem a época em que Eça viveu e é de um multiculturalismo enorme, sem nunca esquecer a nossa pátria. Já quase me tinha esquecido que existem bons escritores em Portugal.

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O Turista
sábado, 15 de janeiro de 2011 || 11:42 da manhã


    Ontem fui ao cinema ver o Turista, com o Johnny Depp e a Angelina Jolie. Entrei no filme sem quaisquer expectativas em relação ao mesmo, não gosto de filmes de espiões, não gosto de tiros e de homens Russos a tentar matar toda a gente e principalmente, não gosto de porrada. Ainda assim, adorei o filme, saí do cinema completamente deslumbrada com a awesomeness do Johnny Depp e da Angelina, que foram tãaaaaao sexys.
    Mal o filme começou fiquei maravilhada pelas ruas de Paris, pelo ambiente de Paris e pela Angelina Jolie. O filme só melhorou quando a acção se concentrou em Veneza, com dezenas de pessoas a falar um italiano lindo e com uma beleza que me deixou a hiperventilar e cada vez com mais vontade de visitar a minha Itália. Esse santuário da beleza!
    E depois foi ver o Johnny Depp com o pijama mais fofinho do mundo, vê-lo beijar a Angelina numa varanda da cidade de Veneza com o rio a correr ao lado e o céu estrelado, ver a Angelina com vestidos muito sexys.  E o fim foi muito bom, muito inesperado, muito ao estilo Depp/Jolie.


[Também foi notável a intensidade com que três dos empregados do cinema nos stalkaram (a mim e ao meu grupo, todo composto com raparigas) e nos olharam todos os momentos em que não estivemos dentro da sala de cinema. MEDO.]

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Blogs privados
terça-feira, 11 de janeiro de 2011 || 8:36 da tarde

Provavelmente a maioria das pessoas não acredita, mas tenho mesmo pena quando um blog que eu gosto de seguir (apesar de nem sempre comentar) se torna acessível a apenas leitores convidados. Acabo por me afeiçoar às pessoas, a ler o que elas escrevem todos os dias, a saber as suas opiniões sobre tudo e a entrar no mundo delas e depois, assim de repente e sem aviso, somos barrados e o contacto acaba ali. Não, não vou pedir às pessoas para me mandarem um convite para o seu blog, até porque compreendo o valor de manter o blog privado e algo que começe e acabe na net porque eu própria faço o mesmo e sei que não faria o que fosse preciso para proteger a minha identidade das pessoas que me conhece. Mas às vezes tenho saudades de carregar no nome do blog e de ver aqueles posts sobre tudo e nada, que nos fazem entrar em mundos alheios e aprender a gostar e a ser parte deles.

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Queimaduras.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 || 7:28 da tarde

já me aconteceu muita coisa. Queimar o rabo e um pé por ter levado com água a ferver de um saco de água quante que rebentou na nossa cama não estava na lista. Até ontem.

Pronto, é só.

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Bosnia em retrospectiva II
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 || 9:25 da tarde

E por causa de dois dos meus amigos feitos na Bosnia me terem adicionado no facebook lancei-me num relembrar de momentos passados por terras estrangeiras que nunca mais acabou e se prolongou até nos sonhos. Se depressa me lembrei das amizades e das pessoas que conheci "lá fora" igualmente depressa me lembrei dos momentos menos bons porque cá eu sou assim, não há nada como analisar os dois lados da coisa. E apesar de ter certas "revoltas" e de ter vivido momentos muito desagradáveis enquanto viajava (porque cheguei a viajar com um grupo de 50 pessoas, o que como podem calcular nem sempre é facil), concluí, muito facilmente, que o balanço que eu faço disto tudo é muito mais que positivo. Porque por cada comentário maldoso estão cinco noites a correr entre 60.000 pessoas e a abraçar 100 pessoas desconhecidas por noite só porque tinha acabado de tocar uma música. Por cada minuto que passei a chorar por qualquer razão estão 2 horas que passei a rir com os meus amigos checos. Por cada pessoa que me mostrou não ser digna da minha atenção estão 5 amigos feitos no espaço de 6 dias. E por cada coisa má que passei estão 10 lições valiosas que eu trago comigo no dia a dia. Sou apologista das viagens em grupo, dos festivais de jovens, das curtes de Verão no estrangeiro, dos dias passados a conhecer alguém a fundo, das semanas passadas a sobreviver em inglês e a pensar "não quero falar português com ninguém enquanto aqui estiver". E de ver tanta gente, tantas filosofias de vida a virem ter connosco e a enriquecerem-nos como é muito raro acontecer. Sou apologista da Bosnia, da aventura, das noites mal dormidas em prol de mil e uma coisas para ver, mil e um locais para descobrir. Sou apologista disso tudo e não seria sincera se não confessasse que vivi todas estas experiências maravilhosas graças a uma pessoa que eu detesto (Cada vez mais) e junto da qual não desejo, nem por um minuto, permanecer. E é raro, muito raro, eu dizer que uma situação negativa valeu a pena porque me trouxe mil e uma situações positivas.

Festival da juventude na Bosnia


E quando penso que não valeu a pena lembro-me que as mesmas pessoas que estiveram comigo na Bosnia me acompanharam à minha bela Itália onde passei os melhores dias da minha vida (empatados com alguns dias vividos na Bosnia, confesso). E lembro-me das mil e uma pizzarias que explorei em Medjugorje (e na itália, mas isso fica para outro post), dos mil e um jantares às dez e meia da noite com grupos de amigos, de andar a dançar numa roda com pessoas que não conhecia e em que se reuniam, pelo menos 10 nacionalidades diferentes. E de andar a correr o mais rápido que podia em comboios com 60 pessoas, agarrando alguém totalmente desconhecido e sendo agarrada por alguém igualmente desconhecido. E de abraçar os checos de lágrimas nos olhos por saber que não os ia ver tão cedo. E de me dizerem que eu parecia uma princesa. E de me cheirarem o cabelo. E de me oferecerem lenços como recordação. E de me ensinarem palavras em italiano, croata e Bosnio. E de aprender a rezar a avé maria toda em croata. E de ensinar músicas parvas a miudos. E de dizer asneiras muito alto, no meio da rua e não ser compreendida por ninguém. E de explorar o meu inglês. E de enjoar iogurtes por estar sempre a come-los. E tantos momentos como estes que me ficaram guardados no coração.

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011 || 9:41 da tarde

Quando fui à Bosnia, em anos anteriores, ao festival da juventude anual que se realiza em Medjugorje, conheci pessoas fantásticas que ficaram no meu coração, mas a quem não vejo muito (ou mesmo nada) porque são estrangeiros (italianos, checos, ingleses, belgas, espanhois e bosnios, só assim de repente, que me lembre de ter tido mais de três conversas e ter trocado beijos e abraços. E depois de duas semanas maravilhosas, todos os Verões (até ao ano passado, data em que enterrei alguns "fantasmas" que já me andavam a incomodar e deixei de ir a essa viajem) todos nós voltamos ao nosso país e à nossa lingua, decorrem meses da nossa vida sem, por vezes nor lembrarmos uns dos outros porque as coisas são mesmo assim, duas semanas de contacto não fazem uma vida e todos nós temos que fazer. No último dia ficam as promessas de telefonemas, os mails e telefones para trocar e lá voltamos nós, com uma melancolia no peito que quase dá cabo de nós durante todo o regresso.
E depois cada vez que falo com uma destas pessoas, de quem tanto gosto e com quem vivi experiências tão diferentes, fico toda contente. Estúpidamente enternecida porque gosto realmente deles e só não o digo porque aprendi a reprimir a saudade. Hoje, quando cheguei a casa vi que tinha dois pedidos de amizade desses meus amigos da Bosnia no facebook. Fiquei logo entusiasmada e fui a descobrir que era de uma rapariga checa, de 25 anos que se casou o ano passado e veio de lua de mel a Portugal e de um italiano de 25 anos, também, que aprendeu a falar Português com o meu grupo e que tem montes de fotos connosco, há três anos atrás. E percebi que tenho saudades da Bosnia mas não aguento lá voltar, o que é triste. E descobri que adoro os estrangeiros todos que conheço e que adoro falar inglês com eles e que se pudesse abraçava-os a todos e dizia que gosto muito deles, mas acho que só fazia isso porque estou deprimida.



eu com o grupo de checos

E senti muitas saudades dos dias passados a cantar com os italianos, no meu primeiro ano na Bosnia, dos teatros assistidos na zona vip e das caminhadas com canções italianas a acompanhar. E do Fred a aprender a falar português e de todos os portugueses se rirem por ele não conseguir dizer amarelo. E de conhecer os checos no meu segundo ano e de os ter adorado, um por um. Do checo louco que não sabe falar inglês e que me cheirava o cabelo e me dizia que eu era uma princesa, da checa gaga que fala 5 linguas e traduzia as palabras de todos os outros checos, do David que casou com a Zdicha e de a ter pedido em casamento numa noite da Bosnia, à minha frente e de nos termos abraçados todos cheios de lágrimas nos olhos porque ver o rapaz ajoelhado no chão, depois de três horas a cantar e a dançar e a cair ao chão por andarmos em comboios de 50 e 60 pessoas a correr pelo recinto, é bonito e comove uma pessoa. E de ter conhecido uma vidente muito famosa que me disse que eu era linda e merecia uma vida cheia de felicidade. E de terr passado horas abraçada a um checo lindo que não falava uma unica palavra de inglês mas que me abraçava e me olhava com uma força e com um amor que eu não o conseguia largar. E de esse mesmo checo me ter oferecido uma rosa no último dia e de nos termos despedido um do outro com mais um abraço, daqueles que duram horas. E de ter andando a socorrer as rapariguinhas checas que escolherem todas o mesmo dia para deitar sangue do nariz. E de uma checa chorar sempre que me via. E de ir na rua e os checos me convidarem para ir comprar fruta com eles.E de conhecer italianos que me assediavam. E de ter conhecido mais italianos que me gritavam cristiano ronaldo e figo cada vez que me viam nas ruas e que me deram tanta comida que uma vida não chegava para eu lhes retribuir tudo o que me deram. E de uma senhora preta com quem só falei durante duas horas mas que nunca mais vou esquecer por ter dito que a partir daquela altura era minha avó. E de um dinamarquês meio gay que era gago e falava brasileiro e só dizia "rezeeeeeem por miiiiim" com quem eu gozei até cair para o lado. E dos belgas que vinham ter comigo e me despejavam garrafas de água em cima. E de dois espanhois que adormeceram, literalmente enquanto eu os tentava seduzir. E tenho mesmo saudades de tudo o que vivi em terras estrangeiras.

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Constatações de Ano Novo
sábado, 1 de janeiro de 2011 || 2:31 da tarde

Não foi preciso muito tempo para eu tirar algumas conclusões e aprender com 2011. Na verdade, ainda tive tempo de me aperceber de algumas coisas (lixadas) nos últimos momentos de 2010 em que o meu estado de espírito andava algures entre o deprimido e o conformado. Notei que:

- As pessoas que me dizem para não ser tão péssimista, para ser feliz, para me rir mesmo que não tenha vontade e para me deixar levar na felicidade do momento porque se fizer isso vou ser uma pessoa muito, muito feliz(e isto tudo se eu pedir conselho algum!) deviam ser obrigadas a trabalhar em todos os feriados durante um ano como castigo por darem maus conselhos e por não dizerem a verdade às pessoas.

- É impossível não ser péssimista porque sei que vai acontecer sempre alguma porcaria quando devia estar a festejar e vou acabar, invariávelmente a época festiva a chorar e com uma neura do tamanho do mundo porque a minha familia é uma porcaria todos os santos dias e não tira folga de me aborrecer, mesmo que seja feriado.

- Cada vez que se faz um jantar de familia de Natal ou ano Novo em que se juntam muitas pessoas sob o pretexto de serem todas do mesmo sangue, há asneirada e ninguém se diverte, passando todos a noite pouco à vontade e desejosos que a merda das festas acabem para cada um poder ir à sua vida.

- Ano após ano, as pessoas não desistem de incentivar o seu espírito Natalício e de ano novo, não compreendendo que os outros estão-se nas tintas para a sms de boas festas que eles vão mandar ou para os votos de muita saúde. A maioria vai até apagar a mensagem sem a ler.

- O ano de 2011 trouxe-me a pior discussão da minha vida dando para prever o quão mau vai ser. Não só para mim mas para parte das  pessoas à minha volta.

- (a parte positiva é que) Pelo menos apercebi-me que cada vez que as coisas à minha volta são lixadas eu nunca sou a culpada mesmo que seja a única a ficar lixada com a situação. Básicamente, costumo fazer tudo bem e nunca provoco situações desagradaveis para mim própria e para os que me rodeiam o que seria MUITO bom se as pessoas que me rodeiam não acabassem sempre por me lixar a mim com a porcaria da preociupação e do amor (próprio) que supostamente nutrem por mim.

- O ano pode mudar quantas vezes quiser mas as pessoas são sempre a mesma porcaria. O que foram em 2010 - bom ou mau - serão em 2011.

Estas constatações são um tanto assustadoras, admito.

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