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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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2010
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010 || 7:32 da tarde

A propósito do ano novo vejo toda a gente a fazer balanços e a publicar as suas listas de coisas a atingir em 2011 e na verdade não tenho muita vontade de fazer isso. Não sinto necessidade de fazer um balanço gigante de 2010 e de agradecer ou criticar as coisas boas e sei que isto só acontece porque vou passar a PDA em casa e porque em 2010 não me aconteceu nada de especial. Estou-me a despedir de um ano do qual não gostei e estou a começar o ano de uma maneira que não gosto porque a minha mãe não me deixa ir para a Praça do Comércio festejar com os meus amigos porque segundo ela é muito perigoso voltar de lá de transportes no meio de tantos bêbedos (LOL). ´

Então vejamos, em 2010 não conheci nenhum possível namorado nem fiz nenhuma grande amizade, apesar disso aprofundei algumas amizades, principalmente com colegas que conheci no 10º ano e que passaram a fazer parte da minha vida. A minha relação com os meus melhores amigos menteve-se exactamente a mesma, o que é positivo visto que foi o primeiro ano que estudamos todos em escolas diferentes. Em 2010 não comecei a sair mais à noite porque a minha mãe não me deixa (brilhante, brilhante) mas saí bastante durante o dia e visitei imensos sitios com os meus amigos, o que já não foi mau. Diverti-me muito nas férias, experimentei muitas coisas novas e mantive-me fiel a mim mesma, por isso acho que não me posso queixar.

2010 foi um ano secante. Foi extremamente aborrecido ter que ir para a escola todos os dias e verdade seja dita passei a porcaria do ano todo a estudar para acabar com uma merda de uma média de 16.4. Estudei, estudei e estudei. Detestei ir para a escola mas apesar disso tornei-me uma pessoa mais culta. Em 2010 experimentei várias coisas novas como patinar no gelo, jogar bowling, sair à noite. Fui às festas da Povoa e passei lá uma das melhores noites da minha vida, visitei três discotecas, fui aos santos populares e fui a DOIS concertos da minha banda preferida, os Mclfy e a uma sessão de autógrafos em que tive o prazer de os conhecer e não chorei. Fui a um festival de música e a dois concertos, o que é muito positivo. Passei cinco dias em Barcelona quando pensei que não ia viajar para lado nenhum este ano e aprendi que me consigo safar muito bem sozinha.  E apesar disso este foi um ano secante porque o passei a estudar que nem uma mula.

Em 2010 as caras que povoaram a minha vida foram as mesmas que em 2009 e 2008 e por aí além e acho que isso foi a parte mais positiva do meu ano. 2010 não foi épico, muito longe disso. Foi um ano apático e prevejo que 2011 também o seja mas não é por isso que vou desanimar, tive coisas muito positivas em 2010 que quero manter neste próximo ano e sinceramente estou mortinha para o ver para trás das costas! 

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Perdoar
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010 || 1:12 da manhã

  Ontem passei a tarde a discutir este tema com a minha melhor amiga. Ela perdoa com facilidade, hoje zanga-se com alguém mas amanhã a mágoa que tanto a entristecia hoje já está mais calma e mais fraca e assim, ao fim de uns dias, por vezes de umas horas, ela consegue perdoar, consegue voltar a ficar em paz com a pessoa que a magoou ou que a ofendeu. Eu, pelo contrário disse-lhe milhões de vezes que não o consigo fazer. Não consigo nem nunca consegui. Se me ofendem ou magoam emocionalmente não consigo esquecer tudo aquilo que sofri, todos os maus momentos que passei a reviver o que senti com as palavras que me zangaram, o quão mal me senti no momento e o quão mal me senti depois, ao pensar de novo nas coisas. Acredito também que o tempo cura muita coisa, atenua os maus e os bons sentimentos, faz os momentos maus parecerem melhores e os momentos bons parecerem menos entusiasmantes mas um momento mau e uma palavra má são sempre maus e um momento bom e conversa marcante são sempre bons por mais tempo que passe. E sei, do fundo do meu coração que não o faço de propósito e que isto é um grande defeito, mas quando me magoam e me zango com alguém a sério, é, muitas vezes, para sempre. Passei seis meses sem falar com o meu avô que vive na mesma casa que eu e ainda hoje, não o consigo perdoar por uma situação que se passou há mais de um ano atrás e não consigo voltar a ter-lhe o respeito e a estima que tive até à altura. No oitavo/nono ano passei sete meses sem falar com um dos meus melhores amigos por uma razão parecida e ainda hoje não desculpo pessoas de quem gosto por certas atitudes. Este comportamento é normal? Acham que devemos perdoar tudo só para ficar em paz com o mundo?
Eu detesto estar zangada com alguém. Desregula-me o sistema todo, deixa-me com um mal estar permanente que é quase tão forte como a minha teimosia e nunca consigo estar tão feliz como estaria se não estivesse zangada com ninguém. Mas ainda assim, considero-me uma pessoa muito razóavel, não sou de fazer birras, não me zango facilmente, mas quando o faço é porque estou mesmo ofendida ou farta, porque me disseram ou fizeram coisas que eu acho mesmo intoleráveis e sinceramente não acho que, fazendo isto nas circunstâncias especiais em que faço, não sou a culpada do fim de uma relação ou da intimidade que outrora existiu. E o que mais me faz rir (de desespero, claro) é que as pessoas que estão à minha volta, como não gostam de se meter na vida dos outros (sarcásmo) ainda me vêm dizer que eu tenho que perdoar e que sou teimosa e que a culpa é minha se as coisas nunca mais voltarem a ser as mesmas. Isto não aconteceu recentemente nem estou aqui a lavar roupa suja, mas foi algo que já aconteceu muitas vezes ao longo da minha vida e eu ainda hoje não consigo achar normal.
E não perdoo porquê? Porque acredito que as pessoas têm sempre uma intenção ao dizer as coisas, sentem sempre um bocadinho daquilo que estão a sentir. Mesmo quando estão apaixonadas, mesmo quando estão nervosas, mesmo quando estão a ter uma discussão, a verdade é que as pessoas querem dizer realmente aquilo que dizem e por vezes, o facto de estarem no meio de uma discussão ou de um dia um pouco pior não faz com que eles digam coisas que não querem mas sim aquilo que querem, exactamente dizer mas que normalmente conseguem esconder com camadas de auto-controlo.

Não sei se sou a única a pensar assim, mas quando fico magoada, por muito que queira que passe, a verdade é que fico sempre magoada. E acho que todos ficamos, no fundo. Mas não consigo ser amiga de uma pessoa e dizer que sim que perdoo e depois, um dia, sem nexo nem fundamento nenhum, mandar-lhe à cara tudo o que me fez ou tão magoada que eu fiquei porque para mim perdoar significa perdoar e esquecer e não sentir necessidade de falar disso nunca mais, porque realmente já está para trás das costas. Mas isso sou eu...o que é que eu sei?

 

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&2 anos
domingo, 26 de dezembro de 2010 || 12:44 da tarde

        E já lá vão dois anos disto. Dois anos neste blog (fora os 3 meses que tive num outro horrososo blog do qual graças a Deus perdi a pass). O que era suposto ser um blog privado e sem leitores tornou-se nisto, um blog que tem entre 30 e 60 visitas diárias e eu só vos posso agradecer e ficar contente por se interessarem pelas coisas que eu escrevo. Também sei que a qualidade dos posts foi aumentando conforme eu cresci e sinceramente, hoje em dia já não conseguia deixar este meu blog ao abandono porque já representa imenso para mim e parece que faz parte da minha rotina há muitos anos e não apenas há dois.
      Leio o que muitas pessoas escrevem sobre a blogosfera, dizem que esta já lhes trouxe muito mais alegrias do que tristezas e que o que é bom compensa o que é mau. No meu caso, posso dizer que a blogosfera nunca me trouxe grandes tristezas. (Era suposto ficar triste quando tenho um post sem comentários? É que eu não fiquei..)
      Obrigado por me lerem e por gostarem disto. Existem pessoas que me seguem há mais de um ano. Pessoas que comentaram o post em que eu escrevi que o blog fazia um ano, exactamente no dia 26 de Dezembro de 2009, pessoas que conhecem mais da minha vida do que algumas pessoas que estão presentes na minha rotina. Porque é assim mesmo, um blog é isto.


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Está em todo o lado!
sábado, 25 de dezembro de 2010 || 10:07 da tarde


Com este post pretendo, exclusivamente, provar que não sou eu que procuro as minhas obcessões, são elas que me procuram a mim. 
Vocês sabem que eu tenho uma paixão enorme por Roma (por Itália, no geral) mas é óbvio que não ando sempre a pensar nisso e normalmente estou muito contente na minha vida sem me lembrar da existência de tal país.


Ontem, estava eu a ver se não me deprimia mais por ser Natal quando decidi não lutar contra a minha depressão de épocas festivas (acontece em todas as festividades, garanto-vos) e fui fazer o meu trabalho de férias de pesquisa sobre a discriminação, tudo em inglês. Naquela altura só conseguia pensar no Reino Unido e nos Estados Unidos (porque o meu word estava em inglês e ia saltado de inglês britânico para inglês americano) quando decido falar da excelentíssima (not) comunidade cigana que mora no meu bairro e faz barulho todas as noites. Como não sabia dizer ciganos em Inglês lá fui eu ao tradutor. Tudo normal, escrevo "ciganos" na caixa de texto e selecciono as linguas Portuguesa e Inglesa e qual não é o meu espanto quando o google me traduz ciganos (que na verdade se diz gypsy/gipsy) para "ROMA"
WTF? Isto é algum tipo de discriminação ou é só o meu país e a minha cidade preferida a perseguirem-me no dia de Natal? (eu aposto na segunda). E como era demasiado estúpido para alguém acreditar em mim, eu dei-me eu trabalho de fazer um print screen e deixo-o aqui, para vocês verem como as coisas entram na minha vida de maneiras muito estranhas!


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Talvez isto seja um post Natalício, talvez seja um pré-2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010 || 1:16 da manhã

Acho que todos os meus leitores sabem que eu celebro o Natal de forma um pouco estranha. Sem prendas, sem árvore, sem aquela alegria contagiante (e um bocado nojenta) e as canções constantes. O Natal tem-se tornado, para mim, um pouco de dia de acção de graças. Além de celebrar o nascimento de Jesus também penso em tudo o que me aconteceu ao longo do ano e tento agradecer por isso. Este ano operaram-se mudanças tanto na minha vida pessoal como, consequentemente, neste espaço online.

E aproveitando o blog quero fazer alguns agradecimentos. Agradecimentos que não são, nem eu queria que fossem, pessoais porque referem-se a nomes muito citados aqui. Nomes de pessoas que fazem parte da minha vida e que acabam por ser faladas no a whole world. Começando pela Anna, pelo Afonso e pelo Raul. Os meus melhores amigos, de quem já falei em inúmeros posts. Se eu desejasse feliz natal e oferecesse prendas estes três nomes seriam sempre os primeiros da minha lista. E estou agradecida por tudo o que passamos juntos durante este ano. O Natal é, para mim, tempo para agradecer e invocar alguma paz de espírito e sem eles a minha vida seria muito mais pacífica mas também muito mais enfadonha. Estas três pessoas são o mais diferente de mim que se pode imaginar, andam os três numa escola diferente da minha e no entanto, fazem parte da minha vida como nunca pensei deixar ninguém fazer. Estes três são os meus melhores amigos, os meus grandes tesouros e alguém a quem eu tenho que estar grata por todos os momentos que passamos. E é ao olhar para trás que percebo que a nossa amizade sobreviveu mais um ano e que continua forte como sempre foi. Apesar das crenças diferentes, apesar dos universos diferentes.

Ao longo de 2010 a Susana, a Helena, a Ika e a Mariana provaram que não poderiam estar de fora de qualquer lista de agradecimentos que eu fizesse. Seria hipócrita se não estivesse grata por te-las comigo. Elas que povoam o meu dia a dia, as minhas amigas e colegas do secundário que fazem com que eu vá aguentando a loucura que é o ensino não obrigatório. Elas que tantas vezes foram citadas neste blog, que tantos programas partilharam comigo e que estiveram ao meu lado nos momentos mais aborrecidos, nos momentos de maior pressão e nos programas mais divertidos como as nossas idas ao cinema. Estas, e outras pessoas, alargaram-me os horizontes e tornaram-me uma pessoa mais completa por isso espero que vejam este post como um mini-cartão de Natal da minha parte. 

Este ano conheci pessoas. Pessoas que tiveram diferentes papeis na minha vida e que nela permaneceram por diferentes periodos de tempo. Apesar disto, seria parva se não estivesse grata por ter tido a oportunidade de conhecer a professora Diana, mais conhecida por Borboleta. A melhor professora de Português (Curso que vou tirar na faculdade de letras, espero) que me mostrou como esta disciplina é difícil e exigente e como isso só a torna mais interessante. Uma professora exemplar, que nos mostravam que podiamos sempre fazer algo melhor e que me fez re-apaixonar intensamente pelo meu querido Português. Esta professora ensinou-me muito mais do que a disciplina, ensinou-me que não interessa o tempo que as  pessoas estão connosco nem a função que assumem porque se tiverem que nos marcar, vão acabar por fazê-lo, quer espermos, quer não.

Chegando ao fim do ano e entrando no espírito de agradecimento, sei que não seria justa comigo mesma se não agradecesse, mentalmente, claro, ao meu idolo, o Ronaldo. Porque o facto de não me conhecer nem sequer saber que eu existo não invalidou que não mudasse a minha vida. É o meu idolo há seis anos e meio e neste 2010 trouxe-me muitas alegrias, muita força e muitas surpresas. Cresceu e evoluiu mais do que eu alguma vez esperei dele: ganhou prémios, foi para o Real, teve um filho e manteve-se fiel a ele mesmo. E tenho também que ficar agredecida pela fantástica oportunidade de ver os mcfly ao vivo. No espaço de um ano esta banda tornou-se muito importante para mim (não sou louca por eles, mas estou a aprender novos níveis de como se pode ser fã). Fui vê-los ao vivo duas vezes, faltei às aulas por eles (isso diz muito sobre a importância deles para mim!), graças a eles conheci muitas pessoas maravilhosas e tudo isto culminou num cd autografado por eles e numa oportunidade para os conhecer. E os 20 segundos que passei a falar com eles foram os melhores de 2010.

Agradecer a Deus por pessoas como a Gabriela ou a C. nunca é demais. Porque são pessoas (é uma pessoa) com quem  eu não tenho a oportunidade de estar muitas vezes devido à pressão académica, mas têm extrema importância para mim. A Gabriela foi uma presença constante ao longo do meu ano, os conselhos, as conversas, as opiniões e a forma como me alarga os horizontes e introduz cultura na cabeça são incríveis.

O mais importante neste momento, neste espaço online, é agradecer aos meus leitores. Este blog faz 2 anos este mês e aquilo que começou por ser um blog "secreto", ao qual eu não fiz a minima divulgação cresceu e tornou-se nisto. Um enorme obrigado a todas as pessoas que lêem. Não considero isto o espaço mais interessante do mundo e sei que faço posts gigantescos e mesmo assim existem pessoas que perdem realmente o seu tempo a ler e a comentar isto. Obrigado a vocês que visitam o meu blog, quer o comentem ou não.

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Isto não é um post de Natal
terça-feira, 21 de dezembro de 2010 || 7:33 da tarde



Não sei até que ponto isto é normal, mas tal como nos outros anos todos (desde os meus 12 anos) não me sinto nada a entrar no espírito Natalício. E também não sei até que ponto é deprimente na minha casa não se comprar uma única prenda, não se fazer a árvore de Natal e não se enfeitar a casa com uma luz de Natal desde há uns anos. Desconfio que isto não é normal e que ainda menos normal é eu não sentir falta de nada disto. Nem das prendas, nem das luzes, nem das comidas e doces de Natal nem do "tempo em família". Ainda assim gosto de ir às compras com a minha melhor amiga e ajuda-la a escolher as prendas para a familia dela, mas fora isso, esta época está a começar a passar-me ao lado, como todas as outras e isso é terrivelmente assustador!

P.s - juro que não sou uma renegada da sociedade ou uma velha do restelo que anda sempre a protestar contra o consumismo e a prova disso é que desejo um feliz natal a todos os meus leitores!

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Andrea Bocelli
domingo, 19 de dezembro de 2010 || 11:31 da manhã

Bom dia :)


No mês passado descobri um cantor que já conheço há imensos anos (inclusivé já fui a um concerto dele e tudo, por ironia do destino) mas de quem me tinha esquecido. Foi quando visitei o blog da Andreia - Refúgio (que está no meu separador dos afiliados! - que voltei a ler sobre ele e me re-apaixonei. ´

 Andrea Bocelli é Italiano (guilty pleasure para mim) e tem uma das vozes mais bonitas que eu já ouvi. Ficou cego aos 12 anos e tem dois filhos e deve andar na casa dos 50's. As músicas dele são todas a virar para o clássico e são cantadas num italiano perfeito e muito claro. Claro que não se percebe nada, mas o italiano é uma lingua tão linda que basta ouvi-la da boca deste senhor para se ficar apaixonado. E claro, como todos os italianos que eu conheço, este é lindo de morrer, tem um charme doido e pronto, agrada a mães e a filhas e se forem lamechas como eu vão gostar muito dele.

Vou deixar aqui a minha música preferida cantada por ele mas videos dele são fáceis de encontrar na internet.




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Sensibilidade e bom Senso
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010 || 11:33 da manhã

Lentamente eu vou recuperando a minha sanidade mental que o concerto e a sessão de autógrafos me tiraram e os posts normais voltam.



Hoje quero falar do livro Sensibilidade e Bom Senso, de Jane Austen, que por acaso li para o contrato de leitura de Português. Devo dizer que esta critica vai ser breve porque apesar de ter gostado da leitura tenho noção que não é dos melhores da autora e que é um pouco repetitivo.

Fala de duas irmãs, Elinor que é guiada pela racionalidade e Marianne, que é guiada pelos seus sentimentos e impulsividade. Tal como em todos os outros livros da escritora, a acção decorre algures no século XVIII/ XIX e como tal estão presentes todos os costumes da época, tornando o livro mais agradável pelos contrástes que podemos encontrar.
O livro divide-se em três partes: o inicio, em que a familia Dashwood está na sua casa de campo e conhece as restantes personagens, o desenvolvimento que acontece quando Marianne e Elinor vão passar o Inverno a Londres e a conclusão, que se dá quando elas saem de Londres e viajam de volta até à sua casa de campo. Não é um livro com muita acção, consegue até ser aborrecido em certos pontos porque a acção só se resolve nos últimos capitulos. No final, depois de um livro guiado por desgostos amorosos as duas irmãs acabam casadas, contra todas as espectativas. Com quem se casam não vou dizer porque isso estragaria a piada toda ao livro!


Continuo a dizer que Orgulho e Preconceito é muito melhor e que se querem iniciar a leitura da obra de Jane Austen devem começar por esse maravilhoso livro, embora o Sensibilidade e Bom Senso seja também uma leitura bastante leve.

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...
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010 || 8:44 da tarde

eu juro que até vinha aqui mais vezes falar de coisas bonitas. Se conseguisse parar de pensar em Mcfly e na perfeição de dia que aquele concerto foi. sim, o concerto está a levar este blog à ruína e à miséria mas eu prometo que isto vai melhorar, eventualmente. acabei os testes, tenho um cantor, um livro, uma série e uma listinha para publicar e quando tiver a certeza que consigo fazer um post sem falar dos mcfly (vai ser brevemente, espero. tipo, amanhã ou quarta) venho aqui dizer coisas bonitas. Ou não.

p.s . o facto de eu ser bombardeada com coisas sobre os mcfly a cada 3 segundos e ter pessoas com a Giovanna Falcone (namorada do tom) a seguirem-me no twitter não ajuda.

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Mcfly live in Lisbon #2
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010 || 9:19 da tarde

Penso que ser uma banda não passa só pela música que se faz. Para mim, uma banda é definida não só pela música como pela sua personalidade e aparência enquanto banda, pela relação com os fãs e com a sua capacidade de comunicação e simpatia. O estúdio é só uma (enorme) parte do processo de ser uma banda. E em qualquer um dos aspectos acima referidos, os Mcfly conseguiram superar as minhas expectativas, que já eram altas.
Quando saí da sessão de autógrafos já tinha o meu dia ganho, surpreendentemente fiquei muito calma e quando as portas abriram, além de ainda ter conhecido algumas pessoas concentrei-me em correr para o melhor lugar possível. Não foi nada mau, os pioneiros entraram todos primeiro e eu consegui ficar na quinta fila, entre o Tom e o Danny. O palco e a distância entre as fãs e palco eram pequenas por isso via muito bem e se me esticasse acho que tocava no Danny quando ele estendia as mãos. Não podia ter pedido melhor lugar, via tudo o que queria e estava bem perto do palco. O concerto demorou a começar mas quando começou não demorou nada a acabar. Tocaram a maioria das músicas do álbum novo, mais os clássicos dos álbuns passados, uma ou duas músicas de outros artistas que sinceramente ficaram melhores tocadas por eles e uma música de natal que foi lindíssima. Estava a ver que desmaiava por não ter comido nada o dia todo e estar ali apertada e a pular num ambiente tão quente, mas até essa sensação adorei. As fãs portaram-se tão bem que deu orgulho, cantámos tudo com eles, gritámos, batemos palmas, abanamos os braços que nem loucos e no final eles disseram que iam voltar (dizem sempre) e o concerto acabou connosco a saltar e a gritar por eles.


São de realçar os momentos Flones (tom+danny= amor) (e não, eles não são gays nem se comem em palco) que foram muitos e muito bonitos e o facto de o dougie me ter mandado a palheta directamente para o meio dos caracóis e de ela ter ficado lá presa enquanto cinco fãs histéricas me puxavam o cabelo à procura dela e eu me ria e tentava ficar pelo menos com a cabeça e o facto de a toalha suada do tom ter vindo cair mesmo ao meu lado.
E posso dizer que valeu todas as horas de espera, todas as aulas a que faltei, todo o trabalho e nervos que me deu. Porque foi o melhor dia da minha vida. Cá fora ainda estive com umas amigas que já conheço há imenso tempo e as opiniões foram todas muito positivas. Foi o melhor concerto a que assisti e ainda não foi um concerto completo, teve menos 40 minutos que os concertos normais deles. E passou tão depressa, eu revi tantas vezes os momentos lindos que passei durante todo o dia que cheguei à conclusão que foi não só o melhor concerto a que eu fui como o concerto que teve melhor ambiente e em que conheci mais pessoas maravilhosas. E não, não podia ter pedido melhor. (L)

Videos aqui. (estes videos são propriedade da Juu, foram filmados por ela e estão lindos. Não retratam a minha experiência até porque eu não consegui ir ao aeroporto mas está aí parte do que eu vivi)

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Mcfly live in Lisbon #1
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010 || 6:39 da tarde

*Sintam-se no direito de não ler tudo, principalmente as partes mais lamechas.
Estou aqui há uma eternidade para começar a escrever este post porque tenho tanto para dizer e as memórias são tantas que me congelam da cabeça aos pés. Posso começar por dizer que o dia de ontem foi só o melhor e mais revelador da minha vida (talvez esteja a exagerar, mas foi mesmo perfeito). Vou, por isso, dividir a minha experiência em dois posts, o primeiro para falar da espera e da sessão de autógrafos (que ainda me dá a volta ao estômago cada vez que penso em mim frente a frente com a minha banda preferida) e outro para o concerto em si e tudo o que eu sinto neste momento.



Este dia tinha tudo para dar certo e ao mesmo tempo tudo para dar errado, faltar às aulas, passar o dia de anos da minha mãe na fila para um concerto, a desilusão da minha mãe, o medo da minha família que eu ficasse doente ou me sentisse mal porque supostamente vinha um temporal a caminho e todas as outras coisas que me podiam ter dissuadido de ir ao concerto. Cheguei ao local do concerto às 10:15 da manhã, sozinha e saí de lá às 22:15 cheia de amigos e com o melhor de sempre para trás. Fiz logo montes de amigas, passei o dia com uma rapariga do Porto, e o ambiente não podia ser melhor, as fãs dos mcfly são as melhores do mundo, são fantásticas e fomos todos muito bem organizados por números pelas administradoras do mcfly PT.






A espera foi um bocadinho comprida, e sim, para o final, apesar das 20 pessoas que conheci, já me sentia um bocado cansada e nervosa, não comi nada a não ser um bolicau durante o dia todo e mesmo assim estava bem disposta ao pé de todas as pessoas que tinha conhecido. Tirei uma foto com o Rui Pêgo, andei a fugir das câmaras, abri o guarda chuva e mesmo assim molhei-me e não deixou de ser perfeito por ser exactamente assim. Quando me chamaram para a sessão de autógrafos toda a gente à minha volta estava em pânico, a morrer de nervos e eu calma, impávida e serena como uma rocha. Entrei, vi raparigas a chorar, outras, na fila, aos gritinhos e tremores pelo corpo e eu a pensar “deves ser parva por não estares nervosa. Eles são britânicos, ainda chegas lá e não os percebes. Já sabes, Anaa, em caso de dúvida smile and wave” e ria-me dos meus próprios pensamentos.






O primeiro era o Harry, cheguei ao pé dele, sorri e dei-lhe o meu cd, ele perguntou onde era para autografar e eu disse, toda contente, que era na parte de dentro da capa. Ele sorriu, perguntou se estava tudo bem e eu respondi-lhe um sim muito feliz, agradeci o autógrafo e desejei-lhe muito boa sorte para o concerto, ele agradeceu. E eu estava calma, ainda, e muito contente, muito relaxada a pensar que tinha finalmente chegado ao paraíso. Claro que o queria ter abraçado, queria ter tirado uma foto com ele e queria ficar a falar com ele mais uns minutos mas tínhamos entre 10 e 20 segundos para entrar e sair na mesa de autógrafos e eu compreendi que não podia ser. Na altura, além do bem estar e da consideração e simpatia por ele que me invadiram só pensei “OMG, ele tem os olhos mais brilhantes que eu já vi e é lindo” Aliás, todos eles estavam lindíssimos, cheios de estilo e muito compostos, ainda.


Depois foi o Dougie e eu super calma, ele pega no cd e diz-me olá, assina-o, pergunta-me se está tudo bem e eu respondo-lhe que sim, que era impossível não estar. Sorrimos os dois, ele olha para mim com aqueles olhos lindos e entrega-me o Cd. Desejei-lhe boa sorte para o concerto e ele agradeceu com os olhinhos brilhantes.


Depois veio o Tom e se é verdade que o meu coração deu um saltinho, também é verdade que o bem estar aumentou substancialmente mal cheguei ao pé dele. Ele é o meu preferido da banda (apesar de a preferência ser mínima e de também adorar o Harry e o Danny). Entreguei-lhe o CD, ele olha para mim e sorri-me, diz-me olá, todo contente e eu ali tão ou mais contente a pensar em tudo o que gostava de lhe dizer e que ele é realmente muito bonito e tem uma presença super agradável. Assina-me o cd enquanto me pergunta se está tudo bem e eu respondo-lhe que sim, estou fantástica. A rapariga que estava no Danny demorou-se por isso fiquei a conversar mais uns segundos com o Tom. Disse-lhe que estava a chover a potes lá fora e por isso é que estamos todas com o cabelo despenteados e molhadas e agradeci-lhe por estar no desalinho em que estava. Ele riu-se de mim e disse ao fotógrafo que estava atrás dele que estava a chover e eu estava molhada por causa dele e rimo-nos todos. (eu a levitar do chão de tanta felicidade). Entretanto a rapariga que estava a falar com o Danny começa a andar e o tom pergunta-me se eu vou ficar para o concerto. Eu respondi-lhe com um “claro que sim” e ele olhou para mim a rir-se (provavelmente da minha parvoíce) e diz “claro, claro que sim, não podias faltar” e pronto, eu preparei-me para ir embora de ao pé dele quando a rapariga que vai atrás de mim diz ao tom que eu adoro o gato dele e eu ri-me e disse “é verdade, tens o melhor gato do mundo”. Ele olhou para mim de novo, enquanto pegava no cd da rapariga e disse-me, todo contente e cheio de orgulho que sim, tinha o melhor gato do mundo (“I do, I do”) e ainda tive tempo para lhe desejar boa sorte e de ouvir o obrigado dele.


Quando cheguei ao Danny estava tão contente. Ele assina-me o CD, pergunta se está tudo bem e eu digo que sim, e desejo-lhe boa sorte para o concerto e vou embora depois de um sorriso que ele retribuiu. Voltei para o exterior da discoteca para esperar para poder entrar no concerto. E em menos de um minuto eu tinha entrado e saído e vivido os melhores momentos da minha vida. Saí super calma e muito contente, imensamente orgulhosa de mim e do meu inglês que saiu muito bem e não me deixou ficar mal a ouvir raparigas que diziam que tinham bloqueado.


Foram tantas sensações ao mesmo tempo, tanta coisa boa e positiva que acho que por pouco a minha cabeça não começava a girar e saltava do pescoço. Foi fantástico conhece-los, eles foram ainda mais simpáticos do que eu estava à espera, muito comunicativos e sempre cheios de paciência. A fã que estava à minha frente disse ao Danny que achava que ia chorar e ele disse “não, não, não. Não queremos que chores, assim não vês o quão bonito eu sou” e desatou tudo a rir com aquele bom humor e simpatia. O post ficou gigante, continuo no próximo

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Baixa
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 || 8:35 da tarde

Acordar às sete da manhã para ir para o Saldanha ter uma aula (na qual não fiz nadinha), passar três horas dentro de um centro comercial a estudar e almoçar e depois ir para a Rua Augusta é positivo. Mais positivo ainda é ter uma visita de estudo à baixa pombalina com a companhia de um guia marcada para as duas e meia da tarde, chegar ao arco da rua augusta uma hora e um quarto antes e ainda esperar cerca de duas horas pelo resto da turma. Melhor do que isto é ainda a voz da guia ser fraca e não se ouvir, eu não ter ouvido uma palavra do que a santa senhora disse sobre as ruas que eu conheço já desde que nasci e ter passado três horas em pé, a molhar-me pois ainda que tivesse o meu chapéu aberto o vento não dava para mais é o mais positivo de todo. Amanhã vou para os mcfly, passar o dia em Alcantra enquanto finjo que não estou a faltar às aulas e acho que não vou passar metade do frio e do desconforto que passei hoje. Positivo, muito positivo é o meu professor de história achar esta visita de estudo, com este tempo e esta guia a coisa mais normal do mundo. Gosto muito de Lisboa mas assim, não.

(sou uma pirosa que não consegue estar longe deste blog)
(desejem-me sorte para amanhã ou corro o risco de gritar na sessão de autógrafos, esquecer-me do bilhete ou não conseguir entrar na sala de concertos. Mais tarde venho cá dizer alguma coisa sobre isto,)


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