Write loud and clear about what hurts

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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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“Home is Where the ♥ is”
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Estes dias chuvosos
sábado, 30 de outubro de 2010 || 7:29 da tarde

Não sou uma pessoa de Inverno, confesso que não gosto de andar cheia de casacos, - que nunca ando porque prefiro passar frio a parecer um chouriço - não gosto deste tempo escuro e deprimente nem da chuva e vento constantes que não nos deixam passear pela rua. Não sou fã de andar na rua a tremer de frio (porque não uso roupa quente e grossa) e de andar sempre com um chapéu de chuva atrás porque há sempre nuvens no ceu. Sou muito mais fã do calor do Verão e pelas noites quentes passadas com os amigos, sem testes e qualquer tipo de preocupação. Gosto dos dias de praia e do cheio do mar e do sal no nosso corpo e de chegar a Setembro com uma cor dourada. O Inverno não é meu amigo, não nos entendemos tão bem como eu gostaria, mas hoje foi o dia de Inverno mais perfeito que eu já passei. Enrolada numa manta a estudar história e filosofia, depois a ver a casa dos segredos porque como os meus leitores já sabem, eu sou atraida por tudo o que não tenha qualidade, a ler Sensibilidade e Bom Senso, de Jane Austen, para o meu contrato de leitura, e a ver a maratona de Bones enquanto bebo chá quente e como torradas com manteiga. E enquanto isso, um temporal enorme lá fora para me lembrar como a minha casa é quentinha e confortável :)

E agora vou beber mais chá e enrolar-me mais na minha mantinha (porque só uso uns calções e uma t-shirt, não vá eu sentir-me abafada, e ver o magnifico filme Letters to Juliet, a minha mais recente e mais fantástica aquisição, passada em Itália com tudo aquilo a que eu tenho direito.

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Companhia das Lezirias
quinta-feira, 28 de outubro de 2010 || 9:28 da tarde

Hoje andei em visita de Estudo pelo Alentejo, fui à Companhia das Lezirias com a turma de geografia :)
Deve ter sido a melhor visita de estudo que fiz no secundário, apesar de a nossa guia ser a mulher mais aborrecidamente entusiasta que possam imaginar e de nos ter dado uma seca gigante a falar de oliveiras, vinhas, adegas e processos de fabrico de vinho, sobreiros com mais de 100 anos, eucaliptos, pinheiros, bois, touros, cavalos, exportações e tudo o que possam relacionar com a agricultura e pecuária. No fim do dia até conseguiu dizer umas coisinhas de jeito e deve ter sido a única visita de estudo em que até aprendi coisas interessantes e engraçadas de saber.

A visita teve piada porque estive fora da escola e perdi o pior dia de aulas da semana, andamos pelo meio dos olivais e ser picados por melgas, entramos dentro de uma mini-fábrica de fazer vinho que cheirava muito mal, fiz festinhas num cavalo de raça pura lusitana (avaliado em cerca de 10.000 euros) que por acaso até gostou de mim, andei a investigar sobreiros e a sua possível idade, vi três raças de bois e preenchi o meu questionário muito fofinho, e foi um dia mais agradável do que eu pensei que fosse possível uma visita de geografia ser.

Claro que agora tenho um relatório enorme para fazer, mas tendo em conta que é geografia, já foi pior, muiiiiito pior. Acho que vou deixar aqui algumas fotos da nossa hora de almoço, que foi o delirio e em que eu descobri que afinal gosto de cavalos.



De lá para cá, Catarina, Inês, Susana e Eu em pleno Olival a levar seca da guia :)


A nossa horinha de almoço passada a brincar com o temporizador!



Temporizador parte dois.


Não resisti a por uma foto da metade da turma que tem geografia com o anão da professora. Sim, temos uma bicha ou duas, mas no geral até se aturam todos muito bem xD

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A mudança de ambiente
domingo, 24 de outubro de 2010 || 7:39 da tarde

Este é o meu post número 200, o que me deixa muito contente porque demorei um ano e meio a chegar às 100 mensagens e apenas cerca de 10 meses para chegar à segunda centena. Mas esquecendo o facto de estar ser a mensagem 200 - que não deixa de ser importante - quero falar de outro assunto interessante (ou não, ou não) neste post.


Como parte dos leitores deste blog sabem, eu moro perto de Chelas. Mais precisamente, a duas paragens de autocarro de Chelas. Quem é de Lisboa dispensa apresentações ou descrições de Chelas, mas quem é de fora da capital provavelmente não sabe que este é um bairro geralmente conotado como "uma antro de violência" ou "onde mora a escória da sociedade", ou ainda "um sitio onde só vivem assaltantes e chungas imundos". Eu não vejo as coisas por essa prespectiva, talvez por saber que o povo faz sempre um drama maior do que a realidade pede, ou por viver e estudar aqui há tanto tempo e ter tido a oportunidade de frequentar escolas com alunos vindos de Chelas e de sitios parecidos. Não digo que não seja um sitio horrivel, com imensos chungas, pessoas ignorantes e escória da sociedade, com um ambiente horrivel e uma grave falta de educação e civismo, porque o é, mas ainda assim não sou dada a exageros e nunca me queixei por aí além.


Acontece que quando fui para o 10º ano, decidi que estava farta de viver neste ambiente e de conviver com pessoas ignorantes e de mente fechada e fui estudar para o centro de Lisboa, para uma das melhores escolas da capital. Não estava à espera de encontrar inteligências prodigiosas e adolescentes educados que seguissem regras de etiqueta, na verdade, quando mudei de escola e vi, com grande pena, os meus melhores amigos e conhecidos escolherem escolas em Chelas e Olivais, tive alguma pena de não ter ido com eles, mas estava contente por finalmente ir mudar de ambiente e conhecer pessoas novas. Quando entrei no Liceu Camões não esperava encontrar o ambiente fantástico que encontrei, não esperava crescer socialmente da forma como cresci e principalmente, não esperava  notar uma diferença tão grande e perceber que realmente tinha vivido "no mundinho de Chelas" demasiado tempo, que tinha potencial para mais e melhor e que não havia mal nenhum em dar-me bem com pessoas mais simples e talvez, menos cultas, provenientes de Chelas ou do Beato, porque ao mesmo tempo eu tinha potencial para me dar com outro tipo de pessoas, que cresceu em ambientes diferentes e que por isso se tornaram pessoas diferentes. E não digo pessoas melhores, digo pessoas diferentes.


Ao chegar à minha turma nova reparei que as pessoas eram mais educadas, não tinham aquela falta de educação chocante a que cheguei a assistir na minha querida escola básica ( e se eu adorei andar na escola básica em que andei!), vi pessoas que tinham áreas de interesse mais variadas e que eram ligeiramente mais cultas. E pela primeira vez na minha vida senti-me burra ao lado de outras pessoas da minha idade, senti que não era boa o suficiente e que ainda tinha muito que aprender. E não foi assim tão mau, apesar de estar habituada a ser a melhor aluna da minha turma, e de ser considerada "muito culta", encontrei pessoas ainda mais cultas que eu, melhores alunas que eu, com uma vivência superior à minha e todos os dias agradeço poder conviver com pessoas tão boas e fantásticas em todos os sentidos.


No meu caso, a mudança de ambiente contribuiu para o meu crescimento pessoal porque ajudou a solidificar uma personalidade que já se vinha a desenvolver há muitos anos. Serviu para eu conhecer pessoas um bocadinho diferentes daquilo a que eu estava habituada e a sentir-me parte delas, e a ver as coisas por outra prespectiva, a compreender que os meus amigos mais "estilo Chelas" conseguem ser fantásticos mas que existem outras pessoas igualmente fantásticas. Quando mudei de ambiente aprendi imensas coisas novas e conheci pessoas que sei que me adoram. E cresci, cresci imenso e tornei-me melhor pessoa, e todos os dias agradeço ter mudado de ambiente porque percebi que, tal como eu pensava, nem toda a gente é "assim", e que consigo adaptar-me a vários tipos de pessoas e gostar igualmente delas.


Porque é que fiz um post a falar disto? Porque é o post 200, porque passei uma tarde fantástica com os meus melhores amigos, porque as minhas colegas, com quem eu me dou muito bem, tornam as minhas semanas melhores e porque sinto que este é um post importante e que à minha volta existem muitas pessoas com capacidade por desenvolver que precisam "da mudança de ambiente" para poderem crescer ainda mais. (Afonso, tens potencial para aquilo que tu quiseres)

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|| 2:55 da tarde



Esta publicidade maravilhosa, as referências aos seus golos fantásticos pelo Real Madrid e os cartazes nas paragens e nas montras daquelas "publicidades rolantes" têm feito os meus dias. Completamente deliciada com este novo anuncio para o BES, que na minha opinião é dos melhores de sempre, apenas superado por aquele do "Na cama com o Ronaldo". Caracterização, escolha de imagem, luzes e falas fantásticas e muito fieis ao próprio Cristiano. Obrigado, BES, por me ir fazendo uma mulher mais feliz.

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010 || 8:42 da tarde

Se eu vos contasse que já é a terceira vez que recomeço a escrever este post porque não sei bem como hei-de dizer as coisas, vocês iam-se rir de mim. E não consigo encontrar palavras decentes para me expressar porque não gosto de "encher" o blog com desabafos e com posts nesgativos de quando as coisas me estão a correr mal, porque acho que não é isso que os meus leitores querem ler e principalmente, porque não são as recordações negativas que eu quero guardar ao publicar parte da minha vida online.
 Mas Graças a Deus (ou a qualquer entidade em quem acreditem) que este blog ainda vai sendo meu e posso dizer que a vida está uma grande merda, assim de vez em quando.  E ainda bem que posso dizer que esta foi uma das piores semanas da minha vida e que provavelmente a próxima não será muito melhor. Fico contente por poder dizer que não consegui estar com uma pessoa que adoro e que tão cedo não volto a ver, que as coisas são podiam ter corrido muito pior do que aquilo que foram correndo esta semana e que mesmo assim não choro,  não desespero e não me embrulho numa bola de trapos. Que fui de visita ao Instituto Hidrográfico e que detestei, e que recebi o teste de geografia e tive a grande porcaria de um 15.8, 16, portanto, a uma disciplina a que devia estar a tirar 18's para manter a nota de 10º ano.
Ainda bem que posso fazer posts como este a dizer que as coisas com a minha familia andam péssimas e que pelas primeiras vezes na minha vida, não tenho sentido a falta dos meus melhores amigos. Mau sinal, amigos, mau sinal, porque quando isso acontece avizinha-se um grande perido de apatia constante.
E principalmente, ainda bem que posso fazer estes posts porque aqui não espero que compreendam, que apoiem ou até que comentem, mas pelo menos não vão "descompreender" nem piorar a situação.



Mas nem tudo é mau, claro que não. Apesar disso, o número de posts catalogados com a etiqueta "Pessoal" subiu drásticamente. Prometo que vou começar a fazer posts mais decentes! (ou talvez não) 

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terça-feira, 19 de outubro de 2010 || 8:48 da tarde

Day 06 - Favorite Super hero and Why

Sinceramente não tenho um super herói preferido porque na minha cabeça isso sempre foi uma coisa de rapaz. Não que eu tenha alguma coisa contra as "coisas de rapaz", fala a rapariga que discutia pokemons e jogos com os rapazes, mas o conceito de invencibilidade (?) nunca me chamou muito a atenção, sempre preferi coisas menos fantasiosas nesse aspecto. Podia dizer que considero o meu avô, a minha mãe ou o meu pai superherois, mas a verdade é que não considero, de todo. E é por serem pessoas normais que eu gosto deles. Talvez devesse falar do Cristiano Ronaldo, mas não o vejo como a perfeição em pessoa, e falar dos actores ou músicos de quem eu gosto não teria o minimo sentido.
Às vezes vejo-me a mim mesma como um super herói, por aguentar certas coisas, por ainda estudar quando a vontade é menos que 0 e por me manter paciente e fiel a mim mesma, mas sinceramente isso não é um motivo de mérito assim tão grande.
Por isso, não, não tenho um super herói preferido, nem tão pouco tenho um herói na minha existência. Considero muitas pessoas fantásticas pelas mais diversas razões e é a eles que eu admiro.

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Vê o que perdeste, seu grande SOB
sábado, 16 de outubro de 2010 || 8:16 da tarde

Hoje, estava eu a caminho de uma festa, vi uma cena muito triste. Ia eu a andar pela rua abaixo quando vejo um pai - com um ar de drogado que só no Beato e em Chelinhas é possivel encontrar - a bater com uma força descontrolada numa miuda de 2 anos. Assustador, mas a cena verdadeiramente triste que eu quero contra hoje é mesmo aquela em que eu desviei os olhos da miuda que estava a chorar e fui dar com um ex-namorado (de quando eu tinha 10 anos e era um barril andante. Um namoro que correu catasfróficamente mal para mim por gostar mesmo do gajo) a olhar fixamente para mim. Foi assustador, os nossos olhares cruzaram-se durante um segundo e depois pusemo-nos a olhar para todo o lado e a fingir que nos estavamos a ignorar mutuamente.

O comentário da minha amiga, que assistiu à cena foi " Bolas Anaa, ele tem mesmo ar de drogado" o meu pensamento foi "Foda-se ele parece mesmo um drogado. Não perdi mesmo nada. Viva a evolução" e perante este pensamento completamente parvo e a felicidade por ele ser um merdas e eu uma pessoa (quase) normal, subi a uma àrvore e fiquei sentada num ramo a rir da tristeza que esta vida é.

[história mais parva deste blog]

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Tantos posts para nada!
terça-feira, 12 de outubro de 2010 || 9:55 da tarde

Escrevo eu mil e um posts a falar do tema, passo os dias a fazer discursos sobre o tema, para depois vir a rapariga desde blog e dizer tudo o que eu quero apenas com uma frase, com este post .  Não se faz, mas pelo menos sei que não sou a unica a pensar isto, afinal é (quase) geral.

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Dia 5 das intimidades
domingo, 10 de outubro de 2010 || 6:44 da tarde

Day 5  - A picture of somewhere you've been toExistem vários sitios que me marcaram. Não só no estrangeiro, onde costumo viver das melhores experiências da minha vida, mas também em Portugal e mais precisamente em Lisboa.
No entanto, os sitios que eu quero destacar são todos do estrangeiro porque acho que faz mais sentido que assim seja, também acho que escolher só um seria um profundo desrespeito pelos outros todos, por isso não consigo evitar destacar três


 
1 - Medjugorge - Bosnia

Talvez por já lá ter estado quatro vezes, por ter sido a minha primeira viagem, por ter uma carga emocional tão grande e por grande parte dos meus momentos de sonho se terem passado aqui, Medjugorge é um sitio que eu nunca vou esquecer. Pelas pessoas, pelas descobertas, pelo simbolismo e por todos aqueles dias que eu passei a descobrir cada recante deste sitio, a descobrir-me a mim mesma e a conhecer estrangeiros e sobreviver a falar inglês. Foi o primeiro sitio onde eu me senti perto do céu e deve ser dos melhores festivais do mundo, um festival onde acabamos todos agarrados uns aos outros e aos abraços a completos estranhos.

2 - Dubrovnik - Croácia
 
 
~
Penso que Dubrovnik me fascinou pelo luxo, pela beleza e pela vida que transmite. Visitei este local três vezes na minha vida, com companhias semelhantes e acho que foi aqui que vivi as experiências mais chiques da minha vida. Foi aqui que passei a noite a dançar e a cantar no meio da rua com pessoas que não conhecia, foi aqui que comi o melhor e mais caro arroz de marisco da minha vida, às 9 da noite numa esplanada em plena rua e foi aqui que deu muitos e muitos passeios de barco. Ao fim de um tempo torna-se aborrecido, como estive neste cidade sempre de passagem consegui descobri o melhor, consegui não me aborrecer e consegui ainda conhecer um dos rapazes mais fantásticos da minha vida. Se querem luxo e noites animadas, Dubrovnik é a solução :)

3 - Roma - Itália



Toda a Itália me fascinou de uma forma que nenhum outro sitio do mundo me fascinaria. Mal lá entrei senti-me em casa. Vi as coisas mais bonitas da minha vida, a minha primeira aterragem foi no aeroporto de Roma - um dos - e mal comecei a percorrer a cidade percebi que Roma está mais perto do céu que o resto do mundo. Talvez tenha sido pela beleza de cortar a respiração, pela lingua e povo fantásticos que a habitam ou por ter sido a primeira viagem que eu fiz, com a melhor companhia que alguma vez tive, Roma foi o sitio que eu mais gostei de visitar na minha vida e foi um dos que mais impacto teve em mim. Tudo em Roma me atrai, tudo em Roma é sublime. Sentar-me numa esplanada em Roma foi a melhor sensação que eu alguma vez tive na minha curta vida!

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Os olhos amarelos dos crocodilos
quarta-feira, 6 de outubro de 2010 || 10:40 da manhã

Não sabem como eu já tinha saudades de fazer um post literário. Como eu tinha saudades de devorar um livro como devorei os olhos amarelos dos crocodilos, a falta que eu sentia de me afeiçoar às personagens e de crescer com elas.

(capa portuguesa)


Este romance é brilhante como eu nunca esperei que ele fosse. Este é um romance sobre uma mentira, mas também sobre a amizade e o amor, o dinheiro e a trição, o medo e a ambição, citando uma das muitas frases da sua contracapa. Todo o enredo gira à volta de uma familia. Uma familia não muito vulgar, mas suficientemente comum para poder ser a minha, ou a vossa. A acção divide-se, várias personagens e os seus problemas são retratados, neste livro toda a gente acaba ligada.
  Está dividido em cinco partes, cada uma dessas partes corresponde a uma fase na vida dos vários elementos dessa familia, cada fase apresenta o desenvolver de vidas enterlaçladas e de problemas tão comuns que podiam ser meus ou vossos. Se fizesse um resumo da história acabaria por vos contar o livro todo porque é impossível fazer uma sinopse pouco reveladora de um livro deste género.  Não há nada melhor do que ver as personagens a mudar, entrar na vida delas e ver a evolução acontecer.


   Podia falar-vos de Josephine que se separa do marido e trabalha como louca para trinfar na vida, podia falar-vos de Hortense, a filha mais velha de Josephine que é uma verdadeira mulher e usa tudo o que é homem para trinfar enquanto, ao mesmo tempo, acaba o secundário, poderia dizer muita coisa sobre Zoé, irmã de Hortense, frágil e delicada que cresce muito durante os dois anos em que decorre a acção do livro. Ou de Antoine, ex-marido de Josephine que vai para Africa criar crocodilos, há ainda a mãe fria de Josephine, Henriette, e Iris, irmã de Josephine, bonita, bem sucedida e uma verdadeira mulher que acaba por criar uma entira à sua volta. Philippe, marido de Iris que descobre que o filho, Alexandre, é uma verdadeira pérola preciosa, Marcel, velho e cansado mas com uma amante de quem quer um filho, Josiane, que descobre o que é ser amada aos 40 anos. Existem ainda Shirley e o seu filho Gary que são amigos de Josephine e escondem um segredo importantissimo que lhes pode custar a vida, e Luca, o eterno Italiano Sexy.  E assim toquei em todas as personagens mais relevantes sem dizer grande coisa, porque à primeira vista as suas vidas podem parecer desinteressantes mas depois de algum tempo, quando as coisas se começam a cruzar e a complicar, até dá gosto seguir cada linha da vida de uma pessoa alheia.

Este livro mistura muitas culturas, tem passagens em Inglês, outras em Francês e apesar de se passar em França. Paris, mais precisamente, leva-nos a viajar por muitos outros países e cada personagem tem um je ne sais quoi que a torna diferente das outras. Se aconselho este livro a toda a gente? Não, tenho medo que algumas pessoas se sintam entediadas ao lê-lo, mas não deixo de frisar que a minha opinião é muito muito posiva e que acho que o livre merece todo o sucesso que está a ter em França e todo o sucesso que pode vir a ter em Portugal!

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Dia 4 das intimidades
sábado, 2 de outubro de 2010 || 11:49 da tarde

Day 04 - A habit that you wish you didn’t have

Não sei se é bem um hábito, mas costumo preocupar-me muito com as coisas. Penso e repenso e chego a ficar doente de tanto me enervar com as coisas. Isto acontece-me principalmente com a escola, mas fico muito stressada com responsabilidades, no geral.
Não consigo chegar atrasada e se o faço sinto-me muito envergonhada, não consigo não estudar ou não fazer um trabalho de casa - a não ser que tenha a certeza que a professora não vai corrigi-lo ou vê-lo -, não consigo mentir à minha mãe e não consigo não cumprir a minha palavra. É o demónio da responsabilidade, minha gente, o que muitos têm a menos eu tenho a mais e é ver-me de cabeça perdida na altura dos testes.
-_-

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