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Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




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Parabéns.
terça-feira, 29 de junho de 2010 || 11:51 da tarde

E não é com ironia que venho aqui dar os parabéns a Portugal. Não estou a gozar com o nosso país e com a nossa selecção quando digo que eles foram fantásticos. Os Espanhóis podem dizer o que quiserem, podem dizer, como o Villas, que nós fomos uma equipa fácil, podem falar mal de Portugal mas eu hoje estou orgulhosa dos nossos rapazes. Jogaram, deram o melhor e foram Portugal e só por isso merecem uma enorme vénia e imenso respeito.

Não tenho orgulho de ser Portuguesa. NENHUM. Podemos ter uma língua maravilhosa - que eu quero estudar mais a fundo - podemos ter o Cristiano Ronaldo, podemos ser um país quente e efusivo e ter uma selecção fantástica, mas somos um povo desprezível. Um povo que tem o melhor jogador do mundo - ou um dos melhores, se preferirem - e só o sabe criticar e gozar. Espanha não goza assim com Torres, Espanha não faz polémicas com Villas, Espanha apoia Casillas e como nação, só por causa disso, merecem mais reconhecimento que nós.

Já esperava que perdêssemos, mas torci por Portugal os 90 minutos. Fomos uma excelente equipa e é nestas alturas que eu penso que Portugal não merece a equipa que tem. Hoje, garanto-vos que eles foram muito mais que nós. Perderam com dignidade, não disseram mal uns dos outros e mantiveram-se unidos no pior, coisa que o povo muitas vezes não faz, como podemos ver pelas criticas feitas a Ronaldo e apenas a Ronaldo cada vez que perdemos.

Sinto um orgulho por ele extremo. Cada vez mais o admiro com todas as minhas forças. Não acho bem que lhe dêem mérito por coisas que não faz e que o culpem por coisas que não faz. Se mereceu ser o melhor jogador em campo? NÃO. Esse prémio é para Eduardo e o Cristiano sabe-o. A selecção espanhola foi fantástica e dou-lhe os meus parabéns. Mas tenho orgulho na minha selecção, mais do que em qualquer outra. Hoje, independentemente do resultado, achei que fomos fantásticos.

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Sonhos realizados.
segunda-feira, 28 de junho de 2010 || 1:32 da tarde

     Olá's.
     Em primeiro lugar, não, isto não é um post sobre os meus sonhos mas sim sobre o mais recente - ou não - livro sobre o Cristiano Ronaldo, escrito por Enrique Ortego, um senhor Espanhol que tem uma paixão louca por pontos finais e frases curtas. Em segundo lugar, prometo não fazer uma descrição de todo o livro - como gostaria - pois tenho noção que a maior parte de vós não gosta por aí além do (meu) Cristiano e mesmo os que gostam não pretendem perder tempo a saber quantos pares de cuecas ele tem ou o que é que faz às sextas feiras à noite.


     O livro está dividido numa série de capitulos e cada um deles representa uma etapa ou uma vertente na vida de Ronaldo. (Madeira, Lisboa, Sporting, Manchester, Real Madrid, Selecção, Publicidade, etc) e todos os capitulos além da informação contêm também imagens fantásticas que nos mostram muito mais do que um espectador normal está habituado a ver. Este é um dos pontos fortes do livro, a selecção de imagens está perfeita, eu, como fã, não teria feito um melhor trabalho. Cristiano é visto na terceira pessoa e é Enrique Ortego que escreve sobre ele, depois de o consultar e de um vasto trabalho de pesquisa e reconha de dados.

     Quanto à informação, confesso que os primeiros capitulos são muito aborrecidos. É o que todos estamos já habituados a ouvir, os clubes por onde passou na Madeira, as crises de choro em Lisboa, os elogios e a coragem. Depois, gradualmente, começa a melhorar. Quando chegamos ao capitulo do Real Madrid deparamo-nos com uma série de informações novas e quase exclusivas e aí sim, deu prazer ler. Há ainda uma secção especialmente dedicada a testemunhos de pessoas sobre o Ronaldo e os nomes que lá figuram são enormes, grandiosos e todos elogiam Ronaldo. Este livro não é apenas uma biografia de Ronaldo, é uma imagem geral de como está o futebol e de quem são os melhores jogadores do momento. É até uma forma de recordar os grandes jogadores de outros tempos uma vez que estes são referidos inúmeras vezes.


     Destaco três pontos negativos neste livro, em primeiro lugar, as frases são super curtas e simples, quase sem conjunções e cheias de pontos finais, torna-se aborrecido, depois, possui muita informação repetida, o que lhe confere pouca singularidade e por ultimo, tem demasiadas informações técnicas que ninguém - nem as fãs, para quem o livro está direccionado - quer ou precisa de saber. Isto torna-o um livro um pouco aborrecido, mas tendo em conta que é um livro de feição biográfica penso que ficou um trabalho bastante aceitável e claro, uma fã como eu disfruta sempre das informações que lhe são oferecidas.


     Não aconselho este livro a quem não goste dele, pois apesar de conter histórias fantásticas e de ser lindo, o "Momentos" descreve-o muito melhor e é ideal para as pessoas o conhecerem. Acho que se todos o conhecessem perceberiam que ele é uma pessoa maravilhosa, por trás do Português incorrecto ou das raparigas com quem se involve ele é também, e principalmente, uma pessoa fantástica. Sabiam, por exemplo que ele reserva um dia apenas para responder a cartas de fãs e que nesse dia não aceita qualquer tipo de compromisso? Gasta 4.000 dollars por mês a responder às fãs.  Deixo, por fim, algumas citações tiradas do livro, estas sim, valem a pena ler.

    Se Deus não agrada a toda a gente, como é que eu hei-de agradar? Sou uma pessoa simples, muito normal. Só tenho uma cara. Muitas vezes fico triste por dar outra imagem mas os que me conhecem sabem como sou. É claro que me preocupo com o que as pessoas dizem de mim! Respeito-o mas muitas vezes não estou de acordo.


    Alguns pensam que a minha forma de fintar é provocadora, que procuro excitar o público. Mas nunca o faço dessa maneira, nunca tento gozar com os adversários, respeito-os ao máximo . Cada drible exige um esforço e uma concentração especial, independentemente de quem é o rival que tenho à frente. Tento dar o melhor e estar sempre concentrado. Tenho evoluído com o trabalho de Fergunson e Queiroz. Scolari também me ajudou embora tenha estado menos tempo com ele. Aprendi muitos conceitos no Mundial e desde então tomo melhores decisões, tenho estado a amadurecer futebolisticamente

     No momento de bater penso apenas numa coisa: o lado para o qual vou rematar. A seguir visualizo o remate e executo-o. Olho para a bola, olho para a baliza e digo "Remata bem, Ronaldo"

(o blogger não me deixou públicar uma imagem - _- por isso procurem o titulo do livro no google para verem a capa)

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Das universidades
quinta-feira, 24 de junho de 2010 || 10:35 da tarde

Sei que provavelmente vou mudar de opinião daqui a dois anos, mas adorei o ambiente das faculdades. Não gosto de praxes, não gosto de ressabiados, não gosto de quilos e quilos de matéria para estudar, de trabalhos de grupo ou de exames. Não gosto da exigência louca nem das aulas teoricas com mais 100 pessoas que não se conhece, é verdade. Não gosto de todas estas coisas e provavelmente quando entrar para a faculdade (a minha FLUL) vou descobrir outras tantas que odeio mas há dois dias, quando visitei pela primeira vez uma faculdade - ainda que pequenina, não com muito aspecto de ser isso mesmo, uma faculdade - e retive, principalmente, um ambiente intelectualmente superior. Relativamente, claro. Há humanos que ainda não ultrapassaram totalmente a sua fase de simio em todo o lado, mas nas faculdades pelo menos já não há putos que pensam que são altamente porque têm pelos faciais a crescer ou que se gabam de ter perdido a virgindade na semana passada.



Quando chegar aos 18 e chegar a minha vez de entrar numa faculdade, não de visita mas por "obrigação" a minha análise muda completamente e passo a detesta-la, está claro. Mas neste momento, do alto dos meus 16 anos, os grupos de universitários pareceram-me tão civilizados - claro que é mentira, há pessoas que nunca crescem e além disso a maioria tem a mentalidade normal para a idade que tem - como me pareciam as raparigas do básico quando eu andava na primária. Nessa altura ficava fascinada, agora, apenas ligeiramente contente por saber que a universidade pode ser uma coisa suportável. Se só o descobri por vistitar uma faculdade? Não, posso ser nova mas não sou tão desligada do mundo assim, mas ver com os meus próprios olhos foi fofinho. (Btw, obrigado à Cátia por me ter mostrado o ISPA com tanta paciência :) )

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Hoje estive por Portugal
segunda-feira, 21 de junho de 2010 || 8:17 da tarde

Não sei se foi por estar relativamente bem disposta - aliás, nota-se, visto que é a segunda vez que posto hoje - ou se foi por não estar a fazer nada de especial nessa altura, mas hoje estive com Portugal como há muito já não estava. Desde 2004 que não via um jogo assim, que não gritava a cada golo. Desde 2004, data em que "descorbi" o Cristiano que não vibrava assim num jogo da selecção. (Já do Manchester é uma história diferente).

Não estou aqui para criticar o facto de se gastar rios de dinheiro no futebol porque a verdade é que eu até aprecio este espirito de união, não critico as vuvuzelas, não critico os erros da sociedade relacionados com o futebol, hoje só dou os parabéns à selecção. Hoje enchi-me de orgulho de ser Portuguesa - a sensação dura pouco, mas ainda aparece, de vez em quando - senti orgulho daqueles 11 homens em campo e de todos os outros que os orientavam do banco. Portugal e a sua prestação no mundial trouxeram-me alguma esperança hoje. Não sou daquelas pessoas que acredita que Portugal vai ser campeão, nem tão pouco penso que vamos perder os jogos todos. Entrei neste mundial sem quaisquer espectativas, vou até onde a minha selecção for, torço por ela e quando acabar acabou. Hoje vibrei, hoje sorri, hoje gritei e estive à beira de lágrimas - explicarei porquê no próximo paragrafo - porque hoje fomos a selecção Portuguesa de futebol e não o fomos por ganhar 7 -0 ( curioso, mais uma vez o número 7 impõem-se) mas porque jogamos em equipa, os jogadores divertiram-se em campo, trabalharam em conjunto e inter-ajudaram-se, a claque esteve ao rubro e ninguém agoirou, toda a gente rezava e exaltava a cada golo.

O que mais me deixou feliz em relação a este jogo foi o meu Cristiano. Ok, "meu", foleirada, mas a verdade é que me senti orgulhosa como há muito não me sentia. Quando o vi oferecer aquele golo a um colega pensei "este é o meu idolo". Há quatro anos atrás o Cristiano não ofereceria o golo a ninguém, rematava e tentava acertar mesmo sabendo que havia um colega em melhor posição, e já quando ele agia assim eu o considerava um excelente jogador. Hoje, não jogou para ele mas para Portugal, para a sua equipa e passou a bola e isso mostra que ele é mais do que um excelente jogador, mostra um magnifico jogador que evolui de dia para dia e se aprefeiçoa. Hoje estava feliz porque acada plano que faziam dele o mostrava a sorrir, o mostrava a disfrutar do futebol, aquilo que ele faz melhor mas que nem sempre é possível acontecer. Hoje fiquei contente pelos pequenos gestos e não pelo golo em si. Pelos sorrisos meios divertidos meios frustrados que lhe apareciam no rosto a cada remate falhado, pelo inconformismo mal disfarçado mostrado por ele a cada golo dos colegas sem ver um seu a aparecer no marcador, pela persistência, pelos passes e assistências e pela excelente técnica e calma que apresentou. Quando marcou aquele golo que nem ele sabe de onde veio - um golo "à Ronaldo" em que toda e qualquer bola é uma oportunidade de marcar - fui ao rubro, ele marcara, ele sorria como quem diz "vêem? Eu sabia que ia marcar" e aquele sorriso nunca mais desapareceu. É o sorriso de quem é bom e vê um feito recompensado. O golo dele não foi, de forma alguma, dos melhores que ele já fez apesar de ter sido muito original, mas para mim, foi completamente perfeito. Se ouvir mais uma piada sobre o Ketchup a minha resposta será "experimenta tu abrir a embalagem e vê se sai alguma coisa". O MEU IDOLO É - quer admitam quer não - O MELHOR JOGADOR DO MUNDO.

Hoje fomos uma equipa e hoje vibrei por Portugal. Excelente trabalho de TODA a selecção.(L)
(Desculpem, tinha que babar para cima do Ronaldo)

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Tenho namorado portanto vou deixar de ter vida social? NOT
|| 12:01 da tarde

   Eu devo ser aborrecida por estar sempre a bater na mesma tecla, mas serei só eu que penso que é normal deixarmos de sair com os nossos amigos, de ir a festas, convidar amigos para nossa casa, etc, só porque se arranjou namorado? Ok, não que eu tenha arranjado, mas algo me diz que se quando o fizer me for exigido isso o namorado vai sair da minha vida tão depressa como entrou.

   E depois, para além das desculpas do "ah, não posso porque vou estar com o meu namorado", esquecendo o facto de que já estiveram 10007 vezes com ele nesse mês ou semana enquanto ainda não sairam com os amigos ainda há aquelas raparigas que têm a lata de perguntar " o meu namorado pode ir connosco?". A sério, qual é o problema das pessoas? Ninguém as vai violar e sempre ouvi dizer que não há fome que não traga fartura. Ora, um mês depois estas mesmas raparigas que viveram em função do namorado telefonam-me a chorar e a deprimir muito a pedir para eu ir sair com elas porque acabaram com o namorado e querem companhia.
 É nestes dias que eu fico contente por o meu blog ser semi secreto porque tenho muitas colegas que ficariam chocadas ao ler isto já que fazem a mesma coisa. Tenho uma colega, por exemplo, que está com o namorado há dois anos e meio - bastante impressionante já que só tem 15 anos - agora que mudou para a escola dele passa o tempo quase todo com ele, só está com as amigas nas aulas e é porque o rapaz é de outra turma. Aqui há uns dois meses o dito cujo pediu-lhe para darem um tempo. Porquê? "Estamos sempre juntos, já não tenho nada para te dizer, já não sinto a tua falta". A sério? Eu nunca pensaria isso...eles só passam todos os segundos juntos. Durante esse "tempo" a minha colega andou a morrer, andava sempre com as amigas, saía com elas todos os dias e punha nicks no msn do estilo "quero que me voltes a amar, mas não vou rastejar." (não, filha, claro que não --') e quando voltaram deixou de estar com as amigas de novo.

  Eu tenho uma melhor amiga e um melhor amigo, o que é somado dá quase um namorado já que sinto que lhes devo amor - amizade, claro - respeito, fidelidade e algum do meu tempo mas não é por isso que saio só com eles. Qual é a ideia de perder a vida social, de se deixar de sair com os nossos amigos, as pessoas que sempre estiveram connosco e em quem sempre nos apoiamos - e que, diga-se de passagem - são muito mais prepétuos do que os namorados, infelizmente - e perder todo um rol de experiências fantásticas que só se podem viver com os amigos em prol de um rapaz que apesar de muito importante para nós nos faz cenas de ciúmes e nos quer controlar ainda mais?

Se alguém souber, que me explique porque eu já dei a volta à cabecinha e não me ocorre nada. Nadinha.

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Eu nem o adorava mas chega de perder escritores maravilhosos.
sábado, 19 de junho de 2010 || 1:17 da tarde

Ontem, quando ouvi que Saramago tinha morrido chorei. Não chorei por gostar dele, porque como toda a gente pôde constatar se tiver lido o meu post O Saramago tem tosse. Não sei porque é que fiquei tão chocada quando olhei para a televisão ou porque é que a sensação de vazio foi de tal forma grande, mas a verdade é que me deitei no sofá e escorreram-me duas lágrimas. Talvez tenha sido pelo património que ele nos deixou, por ser um escritor brilhante, apesar de eu não gostar dele como pessoa ou talvez tenha sido porque ser o segundo escritor maravilhoso que nos deixa neste mês de Junho.
Fiquei triste porque ele era brilhante, apesar de se ter lixado bem para Portugal não podia mudar o facto de ser Português e Portugal gostava dele. Não gostava dele mas não lhe desejava a morte. Tenho pena, pena que não tenha tido a oportunidade de escrever mais livros arrogantes sobre Deus e sobre a religião, pena que não tenha tido tempo de se explorar ainda mais como pessoa, tempo para forumlar mais questões. E não, não escrevo com uma ponta de ironia, sou sincera quando digo que fiquei realmente triste. Até na morte Saramago é algo inconveniente, morre quando ainda estavamos de "luto" por João Aguiar. E até na morte ele é ele próprio.

Talvez descubra agora a resposta [afirmativa] para a questão que o perseguia: Deus existe?
Tive pena, perdemos um excelente escritor e é só.

Anaa

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Encomendação das almas
sábado, 12 de junho de 2010 || 2:08 da tarde

Boa tarde, leitores.
Sei que já passou uma semana desde a minha última postagem, mas prometo que vou tentar animar isto e escrever mais vezes uma vez que a escola acaba na segunda feira e a minha vida social e tempo para ler e sair voltaram.

Hoje quero falar da Encomendação das almas, de João Aguiar, livro que já li há cerca de uma semana. Como a maioria de vós deve saber, este excelente escritor Português morreu, o que me deixou ligeiramente triste porque duas semanas antes tinha feito um trabalho sobre ele e declarado orgulhosamente que ele estava vivo e a escrever um novo livro e quando ele morreu decidi conhecer um pouco melhor a sua obra, algo que já desejava fazer há muito, e comprei a Encomendação das Almas, como forma de homenagem. Sou contra as homenagens feitas só porque alguém morreu, acredito que devemos dar valor às pessoas ainda em vida, mas como era algo que já planeava fazer pareceu-me, subitamente, a melhor altura.

Este livro conta a história de duas personagens: um velho que sofre de incontinência e quer passar os últimos anos da sua vida num sito calmo, longe dos filhos que o querem mandar para um lar de idosos e acaba por ir para Poiais de Santa Cruz e um rapaz que deve ter alguma espécie de autismo que é considerado estranho e inutil por toda a gente porque o seu maior passatempo é olhar para o céu e ver tempestades. Estes dois encontram-se na mesma aldeiazinha e acabam por se tornar amigos devido ao gosto que ambos partilham por rituais semi-miticos e magia. A pouco e pouco a relação deles torna-se mais forte, o rapaz chega até a viver com o velho e - SPOILER - acabam por "morrer" ao meterem-se dentro de uma máquina que os corta aos pedaços e tranforma nas nuvens mais escuras, que lançam os raios quando há trovoada.

O nome do livro vem do ritual da encomendação das almas que estes fazem antes de morrerem como humanos para se tranformaram em nuvens, que tanto atraem o rapaz mais novo. O velho decide ter o mesmo destino pois sabia que acabaria num lar. Antes de entrarem na máquina construída apenas para esse fim, ambos fazem um ritual pagão em que encomendam a alma um do outro de forma a serem nuvens/almas boas, sendo que as suas almas estarão guardadas.

Admito que é uma história um tanto estranha, com um final ainda mais estranho, mas é de fácil leitura. Uma das coisas que eu mais aprecio em João Aguiar é a facilidade com que ele nos introduz na sua escrita, simples, e a forma como nos inegramos na história, por mais estranha que esta seja. Os finais estranhos são típicos deste autor. Basta lerem o post O navegador solitário, também do mesmo autor. Este final em nada se relacionou com o resto do livro, foi imprevisivel e é isso que nos deixa com um nó no estomago quando acabamos de ler JA. Aconselho este autor a qualquer pessoa, ele consegue retratar a literatura portuguesa de uma maneira um pouco mais luminosa.

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Rock in Rio parte 2/2 - MCFLY e Miley
sábado, 5 de junho de 2010 || 10:15 da manhã

Os Mclfy subiram ao palco e começaram com one for the rádio. Começou logo tudo a cantar e a saltar e foi maravilhoso. A energia foi contagiante e mesmo quem não conhecia a música já saltava e levantava os braços. As músicas que mais me marcaram foram a too close for comfort, que tocada ao vivo ficou ainda mais perfeita e ouvi-la ali, ao vivo entrou directamente para o meu top de experiências mais fantásticas, a It’s all about you que não para de me ressaltar na cabeça, a Lies, uma música que eu até nem gostava muito e que se tornou numa das minhas preferidas e a Obviously. Eles fartaram-se de falar com o público e tiveram a sorte de apanhar o por do sol e os primeiros momentos de noite. Ajudou imenso à atmosfera. Também tocaram a transylvania, que como foi já no final apanhou os primeiros momentos mais escuros e teve um impacto brutal, super forte com toda a gente a saltar e a sentir cada palavra, the room in the 3rd floor e a 5 colors in her hair que já são clássicos. Soube tão bem ouvir aquelas músicas todas, que tocam vezes sem conta no meu mp3 mas que adquirem muito mais singnificado quando são tocadas ao vivo. Garanto-vos que as sensações foram muito diferentes, foram intensas ao ponto de doer. Tocaram ainda Star Girl, Pov e fight for your right, nem conhecia esta última mas teve montes de força tocada ao vivo. Foram sem dúvida os 50 minutos mais intensos de sempre, eles elogiaram-nos, brincaram connosco, brincaram entre eles e tiveram uma presença em palco incrível que conseguiu cativar desde o primeiro ao último minuto. Frases como “esta música é muito deprimente” seguidas de risos foram suficientes para por o recinto ao rubro. E eu assisti àquilo tudo da terceira fila, só eu e eles, sem me preocupar com mais nada, com mais ninguém.


O Dougie deu um arroto enorme, acho que nem era ele se não fizesse algo do género e lambeu a guitarra de cima a baixo da forma mais sexy que eu já vi. Fartou-se de sorrir e de mandar beijinhos e esteve sempre a abanar o rabo só para nós. O Danny apalpou o Tom e foi sexy que se fartou, assim como o Harry que até mordia o lábio enquanto tocava bateria e teve direito a grandes planos durante todo o concerto. O Tom foi um querido, gozou connosco porque estarmos todos a cantar com eles, “ obviamente vocês consideram-se a vocês próprios cantores”, disse ele e destaco ainda a música muito parva que o Danny fez para o tom, em que dizia “and Danny says: Tom, I love you”. Ainda mencionaram o facto de se despirem em alguns concertos da tour Europeia mas o tema ficou por aí, para minha infelicidade.

Quando se despediram de nós, já depois do encore fiquei com a sensação que só tinham passados 10 minutos e que um concerto inteiro deles seria brutal. Só me faltou chorar, porque eles foram mesmo perfeitos, deram tudo e concentraram-se em nós durante algum tempo. A toalha do Dougie voou para ao pé de mim assim como uma das baquetas do Harry mas nem tentei apanha-las pois não queria partir um braço ou coisa parecida. Dito isto ainda tenho frases como “Yesterday you asked me something I though you knew and I answered you with a smile, it’s all about you” ou ainda “when you start talking I start Walking, lies lies lies”, “cause obviously….” e coisas do género. No fim do post ainda público uns vídeos do concerto.



Quanto à Miley…eu gostei do concerto dela. Depois dos Mcfly conheci umas brasileiras que falaram comigo o intervalo todo e os rapazes foram tão revigorantes que o cansaço atenuou um bocado, estava quase a acabar, sentia-me realizadíssima e continuava na terceira fila mas com muito menos stress. Mal o concerto começou todo o recinto explodiu, ou não fosse ela a cabeça de cartaz, eram as crianças, adolescentes e adultos tarados a berrar por ela. Começou bem, cantou imensas músicas incluindo a I cant be Tamed e até escolheu Portugal para a estreia de duas novas músicas. Abanou-se imenso durante todo o concerto…talvez tenha sido essa a parte negativa, ela abanava-se tanto e quase não descansava entre as músicas que perdeu boas oportunidades para falar com o público. Deu um espectáculo enorme, no entanto não me tocou nem de longe nem de perto como os mcfly. Os bailarinos estiveram bem e o concerto passou-se muito depressa.

Entretanto mal os concertos acabaram tive que vir a correr para casa, como estava sozinha ainda me perdi lá dentro –‘ e quando encontrei a saída já lá estava a minha mãe. Foi um dia maravilhoso mas muito cansativo.

Foi psicologica e fisicamente esgotante, mas o concerto dos mcfly valeu por tudo. Valeu pelos momentos que lá vivi que foram eternos enquanto duraram e valeu pelo interesse - ou dinheiro - que despertaram na Miley e nos Mcfly que já dizem que talvez cá voltem. Um talvez é quase um não, mas há algumas hipóteses de poder ser um sim, por isso, sim, foi um dia maravilhoso.

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Rock in rio 2010 - 29 Maio
terça-feira, 1 de junho de 2010 || 9:54 da tarde

Cá estou eu como prometido para contar tudo sobre o dia 29 do Rock in Rio.


Foi um dia brutal, começando pela companhia, fui muito bem acompanhada pela Bia, a Vera, a Catarina, a Joanne e a Raquel, e mais tarde chegaram duas colegas delas. Fui para lá às 10:30 da manhã e depois de termos que ir para a entrada Sul porque as fãs de Miley armaram-se em coninhas lá nos sentamos de vez e esperamos. Não custou muito a espera, estivemos quase sempre a falar e a rir e o tempo foi passando. Levantamo-nos às 14 e às 15:55 já estava lá dentro, na terceira/quarta fila com a Vera e a Raquel. Quando o concerto começou parte do grupo foi para a “rampa” onde estava mais à vontade e se via melhor, eu, no entanto, fiquei na terceira fila mais um tempo e quando a segunda parte do grupo foi para a rampa eu decidi ficar em parte porque via super bem mas também porque não estava a conseguir passar pela multidão. Então, com alguma pena, porque gosto bastante da companhia delas, fiquei sozinha na terceira fila.


Conheci algumas pessoas…a maior parte era gente fixe, fiz alguns amigos e acabei por não ficar assim tão sozinha. Os primeiros foram DZRT…estava à espera de menos. Eu até sou fã deles. Não são das minhas bandas preferidas mas foi o meu quinto concerto deles, até gostei da energia e das músicas novas ao vivo. Foi só meia hora/quarenta minutos por isso passou muito rápido. Estive a uns metros do Edmundo e não posso deixar de gozar o facto de o cifrão ter ido de Kilt (?) e de ter passado a vida a ver-lhe os boxers. Bué roqueiro, yah. Destaco pela positiva a interacção com o público e a energia e pela negativa as roupas e o Edmundo sem camisola estando ele branquíssimo.

Quanto DZRT acabou eu já estava de rastos, passei montes de tempo em pé e como compreendem, na terceira fila não estamos propriamente à larga. Esperei 45 minutos e lá apareceu a Amy. Ela é uma boa artista mas não sendo eu fã passei uma enorme seca. Estava estoirada mas lá me aguentei em pé o tempo todo…as músicas dela são queridas mas são todas um bocado dentro do mesmo género e cansa. Faltou-lhe a interacção com o público, falou pouco connosco mas a verdade é que quando falou disse coisas de jeito. O concerto dela também passou rápido entre os apertos e a conversa com as raparigas que estavam à minha volta. Uma delas era super chata, passou a vida a dizer “meus amores do coração vamos ter calma nesta hora de afiliação” mas super broeira e bairrista e meia hora depois teve que ser evacuada por um segurança porque estava a desmaiar. Karma rocks.

A amy acabou quando estava a começar o crepúsculo. Mais um intervalo, desta vez a espera foi mais difícil porque além de o cansaço ser cada vez maior, a seguir tocariam os Mcfly. Para quem não sabe, os Mcfly foram a verdadeira razão da minha ida ao Rock in Rio. Queria vê-los com todas as minhas forças e tornaram-se a minha banda preferida, mas do concerto deles e do da Miley falo no próximo post porque quero falar com mais pormenor, foram demasiadas sensações para serem tão resumidas. No próximo post falarei, portanto, dos Mcfly, da Miley e do final dos concertos. Se ficar um post pequeno talvez ainda faça um balanço geral, se não ficará para um terceiro post.


Onde estás by Dzrt


feeling


Amy, this is the life.

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