Write loud and clear about what hurts

About
Se conseguisse descrever-me em poucas palavras não tinha criado um blog. Desde 2009 a escrever sobre pedaços aleatórios de vida e histórias mirabolantes. Para questões, sugestões ou dúvidas existenciais, ana_bmd@sapo.pt




Template by Elle @ satellit-e.bs.com
Banners: reviviscent
Others: (1 | 2)


“Home is Where the ♥ is”
Dezembro 2009 Janeiro 2010 Fevereiro 2010 Março 2010 Abril 2010 Maio 2010 Junho 2010 Julho 2010 Setembro 2010 Outubro 2010 Novembro 2010 Dezembro 2010 Janeiro 2011 Fevereiro 2011 Março 2011 Abril 2011 Maio 2011 Junho 2011 Julho 2011 Agosto 2011 Setembro 2011 Outubro 2011 Novembro 2011 Dezembro 2011 Janeiro 2012 Fevereiro 2012 Março 2012 Abril 2012 Maio 2012 Junho 2012 Julho 2012 Agosto 2012 Setembro 2012 Outubro 2012 Novembro 2012 Dezembro 2012 Janeiro 2013 Fevereiro 2013 Março 2013 Abril 2013 Maio 2013 Junho 2013 Julho 2013 Agosto 2013 Setembro 2013 Outubro 2013 Novembro 2013 Dezembro 2013 Janeiro 2014 Fevereiro 2014 Março 2014 Abril 2014 Maio 2014 Junho 2014 Julho 2014 Agosto 2014 Setembro 2014 Outubro 2014 Novembro 2014 Dezembro 2014 Janeiro 2015 Fevereiro 2015 Março 2015 Abril 2015 Maio 2015 Junho 2015 Julho 2015 Agosto 2015 Setembro 2015 Outubro 2015 Novembro 2015 Dezembro 2015 Janeiro 2016 Fevereiro 2016 Março 2016 Abril 2016 Maio 2016 Junho 2016 Julho 2016 Agosto 2016 Setembro 2016 Outubro 2016 Novembro 2016 Dezembro 2016 Janeiro 2017 Fevereiro 2017 Março 2017 Abril 2017 Maio 2017 Junho 2017 Julho 2017 Agosto 2017 Setembro 2017 Outubro 2017

Concertos
sábado, 27 de março de 2010 || 10:08 da manhã

Hello.
Depois de seis dias sem postar no blog, não por não ter tido tempo, mas por não ter tido assunto, a situação mantém-se. Não tenho absolutamente nada para dizer, não acabei de ler nenhum livro recentemente, não fui ao cinema, apenas esztudei, sai, tive aulas e fiz coisas parvas que sinceramente não quero recordar porque só me vão lembrar as aulas, coisa que não quero.

Acho que vou ao concerto dos Tokio Hotel. Não sei bem porque é que tenho esta vontade insana de ir a um concerto de uma banda de quem nem sequer gosto muito, mas a verdade foi que não descansei enquanto não arranjei companhia e agora está quase confirmado que vou. Parece que dia 7 de Abril já tenho planos...Espero sinceramente não me arrepender de ter estes desejos insanos, mas a verdade é que já tenho saudades de ir a um concerto, se passar horas à espera e depois entrar no pavilhão. Ouvir a música de abertura e sentir o meu coração bater imenso, apenas porque a banda vai entrar em palco. E sair de lá completamente molhada e extasiada. Quero voltar a sentir isto.

Hoje também devo ir comprar o meu bilhete para o Rock In Rio. Vou no dia 29 de Maio, Sabado. Vou ver Miley Cyrus, Dzrt e Mcfly. Vai outra cantora que eu não conheço. Gosto das três bandas, apesar de a Miley ou os Dzrt não me levarem a pagar quase 60 euros para os ver. Vou mesmo pelos Mcfly. Quando vi o nome deles na lista...foi quase como ter visto os Jonas Brothers. São a minha segunda banda preferida e tê-los no mesmo dia dos Dzrt e da Miley fez de mim uma pessoa feliz.

Acho que este ano os concertos vão ser bastantes e fantásticos. E pensar que o último foi em Junho, Katy Perry :D

Etiquetas:


Comentários.

Orgulho e Preconceito
sexta-feira, 19 de março de 2010 || 10:23 da tarde

Olá a todos! Acabei de ler Orgulho e Preconceito da Jane Austen e como tenho a ficha de leitura feita - vou apresentar este livro em Português - vou fazer copy paste das partes mais importantes. Quem não estiver interessado em ler, ou porque é muito longo ou porque não quer saber já á história toda pode saltar o resumo e passar logo para a opinião, talvez seja mais facil.

Orgulho e Preconceito


Este livro foi escrito por Jane Austen em 1813. Relata a história de Elizabeth, uma das cinco filhas da família Bennet. Elizabeth é a segunda filha mais velha de um casal da média sociedade que mora numa comarca, no meio rural. Sua mãe é bastante indiscreta e fofoqueira, mas seu pai é um cavalheiro, elegante e de bons modos que tem grande cumplicidade com a sua segunda filha, Lizzie (Elizabeth) As cinco irmãs Jane (23) Elizabeth (21) Mary (19) Kitty (17) e Lydia (16) convivem já com a sociedade inglesa da sua comarca e é num baile que Jane, irmã, melhor amiga e confidente de Lizzie conhece o senhor Bingley, um homem jovem, bem-parecido e simpático que provém de altas famílias e acaba se fixar no mesmo senhoria que a família Bennet. Jane e Bingley nutrem, desde o inicio um forte carinho. Com Bingley e sua família vem também o senhor Darcy, melhor amigo de Bingley, objecto de cobiça por parte de uma das irmãs de Bingley. Possui um estatuto social ainda mais elevado que o amigo e é extremamente culto e inteligente, no entanto desde cedo é conotado de arrogante por todos os habitantes, devido aos seus modos reservados e pouco calorosos. Certo dia Jane é convidada para jantar em casa da família Bingley, e como atravessa a comarca a cavalo numa tarde de Outono acaba por se constipar fortemente e ter que permanecer de quarentena na casa de Bingley, onde é falsamente bem recebida. Elizabeth, preocupada com a irmã viaja para casa da família Bingley com o intuito de cuidar da irmã e aí permanece enquanto a irmã se reabilita. Nessa ocasião conhece melhor Darcy e pode constatar que não incorrecta ao julga-lo arrogante, uma vez que durante a sua estadia responde a inúmeras provocações lançadas pelo cavalheiro e lança outras tantas. Enquanto a história de Jane e Elizabeth se desenrolam, chega a um local perto da residência das irmãs um regimento repleto de militares que despertam a atenção das mais novas (Kitty e Lydia). No fim do Outono, quando o afecto de Jane e Bingley já crescera em sem precedentes, Bingley, toda a sua familia e Darcy abandonam o local, indo para Londres sem motivo aparente. Em paralelo aos anteriores acontecimentos, a familia Bennet recebe a visita de um primo afastado, o senhor Collins, um homem não muito rico e bastante insensato que no fim da sua visita pede Elizabeth em casamento, convidando-a para ir viver com ele para Rosings, o senhorio de Lady Catherine, uma mulher bastante influente na sociedade, que tem laços de parentesco com Darcy, embora Elizabeth não o saiba. Elizabeth recusa o seu pedido, para grande desgosto da sua mãe e Mr. Collins acaba por casar com Charlotte, a melhor amiga de Elizabeth. Terminada a visita e casamento do senhor Collins as raparigas Bennet conhecem um oficial que se destaca de todos os outro: Wickham, que não esconde preferência por Elizabeth, que acaba por descobrir que este e Darcy se odeiam. Jane acaba por ser convidada para ir visitar os seus tios, por quem tem grande estima, e ausenta-se para Londres durante todo o Inverno para assim curar melhor a sua desilusão amorosa, passando, durante esses meses, a corresponder-se com Elizabeth por carta. Elizabeth recebe também um convite para se ausentar e parte numa viagem de três semanas para o senhorio de Lady Catherin, com o intuito de visitar a sua amiga recem casada com o senhor Collins. Quando é apresentada a Lady Catherin Elizabeth depressa a detesta, associando a sua arrogância a Darcy. O seu espanto é enorme quando se encontra com senhor Darcy que por coincidência estava de visita a sua tia. Durante a visita Jane tenta obter informações sobre os motivos que levaram Darcy e Wickham, próximos na infância, a detestarem-se mutuamente, mas nada descobre achando Darcy cada vez mais arrogante, apesar de elegantíssimo. Durante a visita Elizabeth recebe uma carta de Jane em que é visível todo o descontentamento da irmã em relação à ausência de Bingley e adoece. Darcy, preocupado visita-a e para seu grande espanto pede-a em casamento, ignorando todo o seu orgulho e todos os argumentos contra tal uniao. Elizabeth recusa o seu pedido, e chocada grita com ele quando este admite que afastou Bingley para Londres para este não se casar com Jane. No dia seguinte, ainda perturbadíssima, Darcy encontra-se com ela para lhe entregar uma carta em que lhe explica porque se dá mal com Wickham e porque quis separar Jane de Bingley, o seu melhor amigo. Ao ler a carta Elizabeth não o perdoa, pois era-lhe impossível perdoar uma atitude que tanto fez a sua irmã sofrer, no entanto apercebe-se da sinceridade patente nas frases de Darcy e compreende que motivos o levaram a agir. A acção retoma passado alguns meses, quando Jane regressa e é a vez de Elizabeth partir em viagem com os seus tios (os mesmos que acolheram Jane em Londres) para uma viagem pelo Norte de Inglaterra, que acaba por ser encurtada devido à falta de disponibilidade do tio. Assim, vários meses depois de ter falado com Darcy pela última vez, Elizabeth acaba por ser obrigada a visitar a sua enorme propriedade, e, enquanto uma governanta a guia a si e aos seus tios pela casa e terrenos, aparece Darcy, que só era esperado dois dias depois, convidando os tios de Elizabeth para permanecerem mais alguns dias de forma a terem tempo para ver toda a propriedade. Durante a sua estada na propriedade de Darcy este mostra-se, curiosamente, muito amável e de bons modos, elevando a sua classe nobre até ao mais alto grau e demonstrando a Elizabeth que esquecera a sua recusa. Elizabeth começa então a sentir algum afecto por Darcy e a pensar se não fora um erro recusa-lo. No entanto, acaba por esquecer os seus sentimentos pelo cavalheiro quando recebe uma carta alarmante da sua irmã Jane, dizendo que Lydia, a mais nova das irmãs fugira de casa para se casar com o próprio Wickham. Elizabeth fica cheia de remorsos por não ter partilhado as informações que Darcy lhe dera sobre o mau carácter o militar, e volta imediatamente para casa, desculpando-se a Darcy. Durante cerca de uma semana o pânico reinou na família Bennet, uma vez que uma relação entre dois jovens não casados era uma enorme mancha na reputação de todos. Lydia não dava noticias, e foi com a ajuda do tio das raparigas que a familia recebeu noticias da filha mais nova. Todas as dividas de Wickham foram soldadas e alguém, que inicialmente se pensava ter sido o tio, pagara a cerimónia e todos os gastos do jovem casal. Depois do casamento o casal foi recebido em casa da familia Bennet, antes de partirem para o Norte de Inglaterra, local onde se iriam estabelecer. É nessa ocasião que Elizabeth descobre que fora Darcy quem soldara as dividas e ajudara a sua irmã e o seu coração transborda de uma enorme gratidão e apreço pelo cavalheiro, que entretanto, demonstrara já o seu bom carácter. É alguns meses depois que Bingley e Darcy voltam à comarca onde a familia Bennet vive, e em poucos dias Bingley confessa a Jane o seu apreço por ela e pede-a em casamento. Jane aceita-o e o seu noivado é recebido com enorme alegria. Dias depois, devido ao rumor que Elizabeth se casaria com Darcy esta recebe uma visita de Lady Catherine que a ameaça e reprova tal união por ser desfavorável para o sobrinho, que é muito mais afortunado que a família Bennet. Quando se volta a encontrar com Darcy, Elizabeth fala-lhe da visita da sua tia, Lady Catherine e agradece-lhe do fundo do coração o seu gesto de boa vontade ao ajudar a sua irmã e um homem que tanto detestava. Este, após confessar que faria qualquer coisa para evitar o seu sofrimento pergunta a Elizabeth se a sua opinião sobre si sofrera alguma mudança e é ao receber um sim por parte da menina Bennet que lhe renova o seu pedido de casamento. Desta vez Elizabeth aceita e confessa todo o seu apreço por Darcy. A noticia é recebida primeiro com espanto, e depois, com enorme felicidade. Assim, Elizabeth esquece os seus preconceitos para com Darcy e Darcy ignora o seu desmesurado orgulho.


Orgulho e Preconceito é um romance escrito no século XIX, o narrador é não participante, ou seja, a história é contada na terceira pessoa. Jane Austen usa uma escrita formal, apresentando por vezes uma formalidade anormal para o século XXI, no entanto, apesar de não poder ser considerado um livre simples, é acessível e de fácil leitura. Toda a acção acaba por ser influenciada pela época social em que foi escrito, sendo o casamento e os valores femininos o centro de toda a acção. Gostei bastante de ler esta obra. Talvez os primeiros capítulos sejam um pouco aborrecidos, pois como o livro tem muitas personagens é preciso algum tempo para as compreendermos a todas, e aos motivos que as levam a agir, no entanto a partir do meio o livro torna-se tão cativante que, apesar de bastante formal, se torna impossível não ter curiosidade para saber o resto da história. Uma das coisas que mais me agradou foi a incerteza quanto ao final, nem sempre é certo que Elizabeth se casa com Darcy, ou Jane com Bingleyl. O elemento surpresa foi usado por Austen na medida certa para deixar o leitor interessado nos capítulos seguintes da história mas sem tornar o livro demasiado absurdo ou mal planeado. Aconselho a leitura desta obra a toda a gente com o mínimo de conhecimentos e gosto pela leitura.

Etiquetas:


Comentários.

Visitas de estudo
segunda-feira, 15 de março de 2010 || 8:18 da tarde

Hoje consegui ir na pior visita de estudo que alguma vez tive em 10 anos de escola. Meu Deus, tudo neste dia foi mau. Primeiro tive que acordar às 7 da manha, num dia em que nem sequer tinha aulas antes das 13:30. Os meus colegas que têm literatura em vez de geografia tiveram aulas e eu estou cbeia de trabalhos deste dia por fazer.

Saimos de Lisboa e depois de três horas de camioneta chegamos à central fotovoltaica, onde descobrimos que o auditório estava fechado e resultado, passamos a visita guiada dentro do autocarro sem poder sair para tirar uma foto junto aos paineis solares. Fomos almoçar, e chegados ao local tivemos que voltar para trás porque metade da turma que tinha ido connosco se tinha esquecido de ir à casa de banho e depois de meia hora de atraso lá voltamos nós para o parque das merendas onde almoçamos no meio do nada, cheios de mosquitos, em 15 minutos. A visita à barragem foi igual à da central fotovoltaica, não nos deixaram entrar na barragem e ficamos todos a ouvir um engenheiro falar a metros e metros da barragem. Depois disto voltamos para o autocarro e foram mais trÊs horas de viagem com paragens desnecessárias para casa de banho. São oito da noite, tenho trabalhos do dia de hoje para fazer, um relatório para passar a limpo, estudar para testes e imprimir trabalhos, acordei às sete da manha e passei o dia a desperdiçar tempo. Valeu pelas fotos que tirei com os meus "amigos" (Visto que sinto falta da minha turma antiga, isso sim eram viagens.

E daqui a uns dias falo-vos de livros :D

Etiquetas:


Comentários.

THE Annoying orange
quinta-feira, 11 de março de 2010 || 11:24 da manhã

Decidi falar de mais uma daquelas coisas a que só eu acho piada. É básicamente a história de uma laranja super parva que tem como passatempo fazer piadas a gozar com outros objectos. A vitima preferida dela é a maçã. Faz as piadas mais secas de sempre e goza com toda a gente, tendo tendência a fazer coisas nojentas e sem nexo com a boca, como tocar com a lingua no nariz (nariz esse que não possui). Está em Inglês, mas isso não deve ser problema para ninguém...E só tenho isto a dizer. Vou por aqui alguns videos do Youtube e a ligação para o canal da laranja, caso gostem. E é mais uma daquelas coisas sem piada alguma que me deixam a rir durante horas.

Canal da laranja

Maçã


Tomate


Abóbora

Etiquetas:


Comentários.

Alice in Wonderland
domingo, 7 de março de 2010 || 10:44 da tarde

Enquanto o meu bloqueio de escrita não passa aproveito e faço um post sobre a minha opinião sobre Alice in Wonderland, de Tim Burton. Estreou esta quinta feira, depois de meses de contagem decrescente.

Fui vê-lo na Sexta Feira com a Mariana a Ika, a Helena e a Susana. Fomos ao campo pequeno, como fazemos sempre que queremos ver o filme na sexta feira a seguir à estreia sem ter os bilhetes reservados. O cinema do campo pequeno é excelente - apesar de, para variar, ter ficado na sala das crianças - as pipocas são mais doces e tem mesmo um ambiente de cinema. Algumas salas são mais pequenas, outras são do tamanho das maiores salas do Vasco da Gama e das salas médias do Colombo. E tem um barzinho fantástico mesmo ao lado do cinema. (Mas isto é a minha veia de adolescente de 15 anos que é barrada se tenta entrar noutro bar qualquer xD)

O filme está bastante parecido com o original, apesar de na versão do Tim a Alice ter que matar uma espécie de monstro voador. A história começa com Alice numa festa, em que um homem a pede em casamento. Alice foge ao pedido e corre pelo jardim do local onde se realiza a festa, vê o coelho e cai quando de debruça para ver a toca dele. A cena seguinte é a da poção para crescer e encolher, e finalmente quando Alice passa pela porta pequenina tem uma série de animais à espera dela, que a levam ao chapeleiro, que a esconde e a faz chegar ao caminho para o castelo da Rainha Branca, a boa, portanto. No entanto, como o chapeleiro é levado para o palácio da Rainha Vermelha e Alice vai salva-lo. Depois, claro desenrola-se um jogo de mentiras e por fim a luta, em que Alice tem que cortar a cabeça ao monstrão que parece uma bichona e ainda para mais fala. E, fazendo um pequeno Spoiler, Alice escolhe voltar para o seu mundo real e inspira-se nas aventuras que viveu naquele lugar onde tudo é possível para começar um negócio arriscado e nunca antes pensado.

Os pontos altos do filme, foram, sem dúvida o Johnny Depp, que fez um chapeleiro fantástico. Não pensei que ele conseguisse ser tão bom e tão realista. Entrou mesmo na personagem, e fez o chapeleiro mais aluado e mais impossível de imaginar. Penso que deu um encanto enorme ao filme, este super bem, e a personagem não teria sido tão bem representada. A rainha vermelha também foi extremamente bem representada, devo acrescentar.

Não conhecia bem os filmes do Tim Burton, e não esperava tanto. No entanto Tim Burton conseguiu prender-me desde o primeiro intante. Conseguiu criar um mundo próprio super real, e transportou os espectadores para o seu ponto de vista. O filme foi super bem adaptado, era uma história extensa que foi encurtada e continuou com o essencial e via-se claramente que era adpatado do livro mas tinha a visão pessoal do realizador.

Em suma, aconselho imenso o filme. Mesmo para quem não gosta deste estilo de filmes, com um grande mundo imaginário e coisas assim para o impossível vai gostar. Quem estava à espera de ver o filme, penso que não ficará desiludido.

E na esperança de convencer alguém que não tivesse pensado em ir vê-lo, deixo uma amostra.

Etiquetas:


Comentários.

Um dia!
quinta-feira, 4 de março de 2010 || 8:09 da tarde

Quando já falhamos de todas as formas possíveis, sabemos que não podemos falhar mais. E talvez seja isso que nos faz sobreviver: o facto de sabermos que não podemos falhar mais, não podemos desiludir quando já não existe qualquer ilusão.
.
.
.
Hoje estou assim. Já não gosto de fazer posts inteiramente sobre a minha vida porque lê-los é sempre infeliz. Enquanto sentir que falhei como pessoa - pelas mais diversas razões que prefiro não explicar - posso não fazer posts com tanta qualidade. Mas como tudo na vida, temos periodos assim, e talvez a confiança e a vontade de escrever voltem em breve. No entanto estarei preparada se isso não acontecer. Pior que desiludir os outros é desiludir-me a mim mesma e falhar no único campo em que não me admitia falhar. Acontece. Aconteceu. Vai passar, ou habituar-me-ei a uma nova realidade.
.
.
.
Amanha vou ver a Alice no País das Maravilhas, se tudo correr bem. Mais tarde, quando me sentir capaz, farei um relato do filme, acompanhado com a minha opinião. Fiz ainda uma coreografia de ginástica acrobática para a disciplina de educação fisica. Não ficou mal e por isso penso que poderei colocar aqui um video.
Até um próximo post, e espero que me desculpem a falta de consistência deste.

Etiquetas:


Comentários.

Medalha de Ouro
segunda-feira, 1 de março de 2010 || 8:01 da tarde

Crónica Medalha de ouro por José Luís Peixoto.
A primeira vez detestei, a segunda aceitei, e à terceira entranhei. Está excelente, se conseguirem ler até ao fim e compreender a duabilidade das coisas vão gostar.Sei que é grande, mas se tiverem coragem não se arrependem de ler. E não digo mais nada, hoje o protagonismo é dele.

Medalha de ouro
(Há esmagamento dos dedos? Acalme-se, minha senhora. Há esmagamento dos dedos? Mas há a amputação dos mesmos?) No dia 21 de Agosto de 2008 o atleta Nélson Évora estava em Pequim, no Estádio Ninho de Pássaro, e eu estaca em Lisboa, na Estefânia. E, no entanto, eu vi a maneira como, antes de saltar, levantou os braços e bateu palmas, ritmando todos os aplausos do estádio, exactamente como se esses aplausos, por sua vez, ritmassem todos os corações. (E ela está consciente? Aparenta estar alcoolizada? Sabe se a autoridade já chegou ao local?). Vi, mas não ouvi. O som está desligado nos ecrãs de televisão que existem no Centro de Orientação de Doentes Urgentes, no INEM. É uma divisão grande com secretárias, pessoas sentadas à frente de computadores e telefones que tocam, onde se acende uma luz vermelha. (Emergência médica, boa tarde). O atleta Nélson Évora saltou nos segundos exactos em que o Tiago, a meu lado, não tinha nenhuma chamada. Antes, em conversas breves, sempre interrompidas, concluímos que conheço os primos dele em Tomar. 17 metros e 67 centimetros e, logo depois, tocou o telefone. Longer de Pequim, na Margem Sul do Tejo uma senhora que tinha tido um aborto espontâneo, acabara de assistir à expulsão do feto e tinha uma hemorragia que não parava. Nos meus auscutadores, ouvi-a dizer que o feto estava sem batimentos cardíacos desde terça-feira. O dia 21 de Agosto de 2008 foi uma quinta feira. Triplo salto. Em câmara lenta, parece que nunca vai cair. Nas fotografia, nunca cai. Em directo, é demasiado rápido. A corrida numa pista estreita, marcada no chão, o pé que não pode ultrapassar o risco, o primeiro salto, o segundo salto, e o terceiro, ai, ai, estiva-se todo e cai na areia. Talvez o triplo salto seja uma metáfora da vida. Quando se presta atenção, quase tudo pode ser uma metáfora da vida. (Mas está espetada no braço? E qual o tamanho da lâmina? Sim, mais ou menos.)E a tarde aproxima-se de terminar. Na garagem, o Fernardo mostra-me e explica-me tudo o que vai numa ambulância, arrumado em gavetas e malas. A grande maioria dos objectos existe em tamanho de adulto e infantil. E, de repente, sempre de repente, vamos embora. As pessoas que caminham nos passeios param a olhar para a sirene. À frente os carros desarrumam-se na estrada. A Xana sabe qual é o número da porta. Sobem e vou atrás deles. Está uma senhora caida nas escadas. Fala, mas não abre os olho. Bateu com a cabeça. Enquanto a colocam no plano duro e a imobilizam, eu e os vizinhos continuamos de pé, a olhar. Não sabemos fazer nada. Uma vizinha diz que o problema é a àgua de regar as plantas. Os degraus ficam molhados e as pessoas escorregam. Os degraus são de mármore. No caminho para o hospital de S.José, a Xana faz festas com as pontas dos dedos nos cabelos da senhora, fala para ela. (Emergência médica, boa noite). Quando a noite chegou á garagem das ambulâncias, podia-se respirar. Afinal, era Agosto. Quase no centro e, no entanto, a cidade parecia distante. Em Pequim, com as diferenças horárias, era tempo de descansar. Em Lisboa, meia hora depois, a ambulância passava entre as portas de Santo Antão, as pessoas que caminhavam na rua afastavam-se, os seus olhos eram iluminados pelo azul intermitente da sirene. Na manhã seguinte, VMER, significava viatura médica de emergência e reanimação. Estava estacionada ao lado da Avenida de Roma. O desfibrilador é um aparelho que impressiona. É uma espécie de arma ao contrário. Enquanto uma serve para matar, o outro serve para ressuscitar. Talvez por isso, por ser mais facil matar do que ressuscitar, o desfibrilador é um aparelho que impressiona muito mais que uma arma. Foi o Doutor Álvaro que mo mostrou antes de almoçarmos. O Doutro Álvaro é do Sporting. Não cheguei a dizer-lhe que sou do Benfica. Melhor assim. Durante o almoço, assistimos à cerimónia da entrega da medalha ao atleta Nélson Évora. Enquanto soou o hino não saíram cafés. Depois, a VMER, conduzida pelo enfermeiro Luís, passa entre os carros como um tiro. Naquele inicio de tarde, demorou minutos até chegar a uma senhora que tinha tomado 80 comprimidos na véspra e que tinha acabado de ser encontrada. Acidente/Trauma/Agressão. Agora, eles estão lá, estão sempre lá. O Tiago, o Fernando, a Xana, o Doutror Álvaro, o enfermeiro Luís e muitos outros que também têm um nome. E, sim, a medalha de ouro é muito, muito merecida.

Etiquetas:


Comentários.