Anaa. Este blog é sobre mim e sobre tudo o resto. Uma vez tive que me descrever em apenas 1000 caracteres e não gostei. Já fui oito vezes à Bósnia e para perceber porquê vão ter que ler o meu blog. Já me chamaram pêga em 4 línguas diferentes mas juro que foi sempre sem razão. Vivo para séries, livros e tardes na esplanada. Para questões existenciais ana_bmd@sapo.pt



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Sobre a Bela e o Monstro
sexta-feira, 24 de março de 2017 / 11:47 da manhã

O protótipo de masculinidade continua a ser o homem meio insensível que pensa com a testosterona. Uma boa parte das raparigas cultas e introvertidas continuam a ser marginalizadas na escola porque a inteligência e o conhecimento ainda não são sexy. A aparência e as operações Beach Body continuam a ser o principal critério de valoração das pessoas. Continua a existir o estigma de que as pessoas mais criativas e inventivas são meio desequilibradas. Estamos em 2017 e continuamos a representar homens gay como submissos e efeminados. À parte do infeliz paralelismo entre um filme que pretende retratar uma situação vivida na sociedade do século XVIII e a atualidade, o filme está mesmo muito bom.

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dos detalhes
quinta-feira, 23 de março de 2017 / 2:01 da tarde

Nos meus melhores momentos e nos meus piores momentos, nas noites de alegria eufórica e de tristeza angustiante aprendi, em igual medida, que o mundo nunca para de girar. 


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Gratidão
terça-feira, 21 de março de 2017 / 9:15 da tarde

Amigos que me obrigam a ir jantar fora a uma segunda-feira em que só quero ir para a cama cedo. Power naps que na verdade duram 3h. Ver os meus amigos a conseguirem os empregos dos seus sonhos. Almoços e jantares bons. Fins-de-semana em que o mundo deixa de existir e posso perder-me nas minhas séries. Entrar mais tarde dois dias por semana. Dormir muito muito muito. Estar a ler três livros a passo de caracol e aprender a gostar de personagens que não me eram óbvias. Batatas-fritas, gelado ou petit gateau em dias maus. Camisolas quentinhas e confortáveis intercaladas com camisolas leves e casacos finos. Chainsmokers a tornar o meu estudo mais agradável. Pasteis de nata doces doces doces. Ter reencontrado tumblrs muito bons de um nicho com o qual eu tinha perdido o contacto. A minha segurança que, modéstia à parte, consegue ser inabalável. Ir ao cinema com amigas que já não via há um mês.

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dos eu jás e dos eu nunca
sábado, 18 de março de 2017 / 2:20 da tarde

Quero muito saltar de paraquedas, mas estou propositadamente a guardar essa experiência para marcar o momento em que vou atirar os braços ao ar e decidir que quero libertar-me de uma série de amarras e começar a pensar menos nas consequências de tudo o que faço. Sei, com toda a certeza, que isso vai acontecer num futuro a curto-médio prazo, só ainda não sei exactamente quando. 

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das pessoas
sexta-feira, 17 de março de 2017 / 11:32 da manhã

Houve alturas na minha vida em que senti, com muita intensidade, que não conhecia as pessoas certas. Ou, conhecendo algumas pessoas certas, sentia que conhecia maioritariamente pessoas com as quais não existia identificação e empatia ou que não me acrescentavam nada a nível social. De há uns tempos para cá sinto exactamente o contrário: tenho tantas pessoas impressionantes e com quem sei que há um potencial de amizade enorme que desejava ter mais tempo para poder construir uma relação séria com todas elas. 

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dos 15 minutos diários
quinta-feira, 16 de março de 2017 / 6:07 da tarde

Fico muito feliz quando chego a casa e tenho montanhas de posts da Pê, da Magnet e da Nosky para ler. Acho muito giro ler sobre o quadro geral da vida das bloggers que sigo, mas há algo na forma como elas as três falam dos detalhes e lhes dão cor que me faz apaixonar pela vida vista pelos seus olhos. 


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25 minutos de mindfulness
quarta-feira, 15 de março de 2017 / 1:37 da tarde

Gosto muito de pessoas, mas confesso que os meus momentos favoritos do dia têm sido aqueles 25 que passo sozinha num sítio recatado da faculdade enquanto o dia acaba de nascer e espero pela minha primeira aula e o momento em que fecho os olhos e me afundo no sofá a absorver o silêncio e quietude da minha casa quando chego, ao final da tarde. 

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[private post]
segunda-feira, 13 de março de 2017 / 10:20 da manhã

Controlar as minhas emoções e analisar tudo o que eu faço de forma objetiva, independentemente do quanto doa cá dentro ou da vontade de dançar e rodopiar, é uma das maiores qualidades que me obriguei a construir em mim, mas fazê-lo sem desvalorizar nem por um segundo aquilo que sinto vai ser sempre um dos meus maiores feitos a nível de desenvolvimento pessoal. 


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dos dias
sábado, 11 de março de 2017 / 9:41 da tarde

Este verão fiz algo pouco habitual em mim e que a maioria das pessoas que me conhece diria não ser boa ideia e nada o meu estilo. É, no entanto, uma das memórias deste Verão que guardo com maior carinho e foi um dos momentos em que me senti mais eu.

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Guilty Pleasure
sexta-feira, 10 de março de 2017 / 8:53 da tarde

Passar horas a ver vídeos de youtubers que falam dos livros que lêem. A minha lista continua a crescer e eu não consigo parar de as ouvir falar dos favoritos delas. 





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Sobre o post de ontem
quinta-feira, 9 de março de 2017 / 3:39 da tarde

Um amigo telefonou-me para lhe dar a minha opinião sobre o tipo de perguntas que fazia sentido fazer num painel de mulheres de sucesso porque, disse-me, eu era a referência de feminismo saudável dele. Sei que estou a fazer algo bem quando sou a referência de alguém no que toca a igualdade de género!



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Não é cor-de-rosa, é cinzento.
quarta-feira, 8 de março de 2017 / 8:32 da manhã

O melhor amigo da minha mãe, em casa de quem passei uma semana no Carnaval tem uma esposa e três filhos. Todos os anos passam férias em Portugal, têm uma casa incrível e juntam-se à mesa para jantar, tal como quase todas as famílias normais. O que quase ninguém sabe é que ele costumava agredir a mulher numa base quase diária. O que escapa ao observador menos atento são os sobressaltos quase imperceptíveis e o terror que passa nos olhos das filhas quando ele levanta a voz. Escapam facilmente as frases como "as mulheres são muito sensíveis", "há muitas galdérias que não guardam respeito a elas próprias e à família" ou os "deve ser uma mulher a conduzir". O melhor amigo da minha mãe é uma pessoa com um bom ordenado e que - não duvido - quer muito bem à esposa e às filhas. É alguém que faria tudo pela família e até por mim ou pela minha mãe. 


O que eu quero dizer é que na vida, raramente temos situações pretas ou brancas. Mexemo-nos e vivemos no cinzento. E no cinzento é fácil normalizar e rir de uma piada machista. É fácil ir aceitando todas as tarefas domésticas e fazer malabarismo com as limpezas, a cozinha, a marmita para o trabalho do marido no dia seguinte e as compras. É fácil desculpar um soco ou um estalo num dia de stress. É fácil normalizar uma série de situações que não são normais e interiorizar, de forma absolutamente subconsciente que o nosso valor, enquanto mulheres, é inferior ao de um homem. Há boas pessoas que são machistas. Pessoas que estão completamente integradas na sociedade. Que têm amigas e esposas. Que são, elas próprias, mulheres. Há ainda milhares de machistas e milhares de homens e mulheres que sofrem diariamente porque os cinzentos da vida são difíceis e dão aso a inseguranças e à normalização de ofensas que não são perdoáveis. Mesmo quando praticadas por boas pessoas. Ou por outras mulheres. 


Não vamos mudar o mundo hoje. E não o vamos conseguir mudar enquanto tentarem celebrar o Dia da Mulher com rosas, o maior cliché do mundo machista. É um dia de luta, é um dia de luto pelos direitos e oportunidades que ainda não temos apesar de serem nossos por direito. (na prática, não na teoria). Cabe-me a mim e a cada um de vocês lutar e virar o mundo do avesso para que, num futuro próximo, seja inconcebível do ponto de vista social e cultural aceitar normalização de ofensas não normalizáveis. A violência doméstica. A repressão sentimental em que a maioria dos homens vive. A mutilação genital. O controlo dos maridos sobre as mulheres. O cor-de-rosa para meninas e azul para meninos. O "deve ser uma mulher a conduzir". Os 75 centimos por cada euro que um homem ganha. A evidente falta de representação nas posições de gestão e política de topo. 

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facto.
terça-feira, 7 de março de 2017 / 4:24 da tarde

Às vezes, voltar a casa é a nossa maior viagem. 

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Postcards from Luxembourg
segunda-feira, 6 de março de 2017 / 3:59 da tarde

Trouxe muitas recordações boas, mas a melhor e mais significativa foi a possibilidade de usar esta semana para passear sem destino, ver filmes e simplesmente sentar-me e falar com pessoas sem pressas e responsabilidades a dividir-me a atenção. Também trouxe uma ligeira entorse num pé, mas não falemos disso. 



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Postcards from Luxembourg
sábado, 4 de março de 2017 / 5:30 da tarde

Há uma semana atrás joguei Laser Tag e fiquei em último lugar. Ontem joguei Bowling e voltei a ficar em último. Até há pouco tempo atrás eu era bastante razoável neste tipo de atividades, agora sou só excelente a perder com graciosidade. 




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Postcards from Brussels
sexta-feira, 3 de março de 2017 / 12:00 da manhã

Fiz uma viagem longa num comboio internacional e não encontrei o amor da minha vida. Tirei muitas fotos bonitas e usei o clima cinzento a meu favor. Andei mais agasalhada na rua do que alguma vez julguei ser necessário. Achei os belgas muito mais simpáticos do que me contaram. Comi uma waffle típica a 1€ e agradeci ao universo as promoções que incluem waffles com açúcar em pó. Andei demasiados quilómetros porque confiei em alguém que não sabe ler mapas. Gostei mas não me apaixonei. Adicionei mais um país à minha lista. Fui a pessoa feliz que murmurou músicas alegres para si própria durante toda a visita à cidade. Permiti-me ficar o tempo que quis na Grand Place e sentir-me voltar à praça principal de todas as cidades incríveis que já visitei. Saí da zona turística durante umas horas. Fui leve. 


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Postcards from Luxembourg
quarta-feira, 1 de março de 2017 / 11:13 da tarde

Estou hospedada em casa do melhor amigo da minha mãe, mas se não me lembrasse desse detalhe, pensaria facilmente que estava numa aldeia portuguesa dos anos 60. Já conheci muitas famílias atípicas e desligadas da realidade, mas nenhuma conseguiu igualar o nível de alienação social da família do melhor amigo da minha mãe. O que vale é que eu sou boa a despersonalizar e desvalorizar contextos sociais que me são incómodos. Tenho anos e anos de prática a viver em micro-realidades, caso contrário não sei se suportaria esta semana com tanta leveza e despreocupação. 

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Postcards from Luxembourg
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017 / 9:43 da tarde

Estou cá hà 24h e já acabei um trabalho, revi 4 documentos de uma ponta à outra, enviei 7 emails importantes, comi num restaurante de fast food onde não ia há anos porque tudo lá me sabe mal, dancei na neve, tirei fotografias num parque natural meio congelado, bebi mais sumo do que nos últimos dois meses, planeei os próximos dias, repus horas de sonos, vi um filme coreano que andava a adiar há séculos, conheci três das maiores cidades do país e revi um velho amigo que, entretanto, se transformou num traste. Nem vos digo nem vos conto, andei atarefada porque todos os segundos contam e amanhã tenho mais mundo para conhecer e mais trabalhos da faculdade para entregar.

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Das palavras
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017 / 11:13 da manhã

Os meus amigos mais recentes vêm ter comigo muitas vezes para eu os ajudar a arranjar a palavra certa ou para dar retoques nas frases sobre as quais têm dúvidas. Vejo-lhes os olhos a vaguear na minha direção quando alguém utiliza um termo desadequado ou cujo significado eu lhes tenha explicado anteriormente. E sinto a minha pele aquecer com raios de sol quando eles me sorriem numa cumplicidade que só as palavras podem criar. Uma cumplicidade que eu tenho passado os últimos anos a tentar ignorar e que ainda hoje é tão parte de mim que está presente em todas as minhas células. Aconteça o que acontecer, faça eu o que fizer, hoje sei que vou ser sempre das letras e das palavras e que não podemos apagar partes de nós. 


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As 10 lições profissionais mais valiosas que aprendi nos últimos 2 anos #2
domingo, 26 de fevereiro de 2017 / 1:04 da tarde

O medo dos desafios é pior que os desafios

No último ano e meio fiz mesmo muitas coisas que nunca sonhei ser capaz de fazer. A verdade é que me conheço bastante bem, mas descobri muito sobre mim desde que fui forçada a sair da minha zona de conforto e abraçar desafios quase semanalmente. Percebi que fazer coisas novas é muito assustador e que primeiras vezes nunca deixam de ser difíceis, mas que o meu medo de não estar à altura e de sair de ambientes seguros e confortáveis era mil vezes mais limitador do que o desafio em si. 


Receber feedback é excelente, mas temos que estar preparados para saber não ter em conta o que nos dizem

Confesso que tenho crescido muito com as criticas construtivas e elogios que me fazem, mas para mim o verdadeiro desafio prendeu-se com saber traçar a linha entre aquilo que devo integrar na minha forma de agir e trabalhar e aquilo que não me faz sentido e que não deve ser tido em conta. Quando nos dizem que fizemos algo menos bem é muito difícil não ficar a pensar nisso e não questionar o nosso trabalho e motivações, mas no meu caso específico já existiram diversas ocasiões em que eu não só estava 100% satisfeita com o meu trabalho, como acreditei que não fazia sentido faze-lo de qualquer outra forma. 

Os outros só nos tratam como nós os deixarmos tratar-nos 

Aprendi há já muitos anos a não me colocar numa posição em que os outros sintam que podem validar o que falo ou sinto. Quando estou em trabalhos de grupo respeito sempre a opinião dos outros e estou aberta a mudar tudo o que for necessário, mas nunca me coloco numa posição em que os meus colegas de faculdade ou de trabalho ou mesmo os meus amigos sintam que podem colocar em causa a minha competência ou as minhas decisões de cariz pessoal. Isso muitas vezes passa por não partilhar muita coisa e por me expor o menos possível. Mas tenho sempre em mente que é absolutamente deixar que ponham a minha competência ou profissionalismo em causa. 


A única forma de manter a sanidade mental é desligar do trabalho sempre que possível

Por muito que goste do que faço e estudo, não consigo ser produtiva e mentalmente equilibrada se estiver sempre com as mesmas pessoas e a pensar nos mesmos tópicos. Nem sempre é possível desligar, mas sempre que tenho oportunidade desligo-me do mundo e estou sozinha em casa ou a conviver com os meus amigos de fora da faculdade/trabalho. Chego ao ponto de desligar a internet para não ver os emails e cair e as conversas nos chats de trabalhos de grupo a crescer. Se não pensar em mim, nas minhas séries e nos dramas das minhas amigas mais próximas não consigo ser feliz ou produtiva e isso é absolutamente proibido. 



É mesmo verdade que ficamos melhor com o tempo

O trabalho não se torna mais fácil, mas nós tendemos a tornar-nos mesmo melhores. Isto é uma aprendizagem difícil para alguém como eu que tem problemas muito sérios com falhar e que entra em pânico se não fizer tudo bem. Mas um dos meus maiores ensinamentos este ano tem sido a dar tolerância a mim mesma, não ligar quando faço algo menos bem e compreender - verdadeiramente, lá no fundo! - que não há mal em fazer coisas razoáveis em vez de perfeitas de vez em quando. Quando comecei a estudar não fazia os trabalhos com tanta facilidade, quando comecei a trabalhar desesperava com coisas que agora faço sem pestanejar. Ainda tenho muita dificuldade em aceitar quando faço algo menos bem, mas acho que este ano me tornei tão mais despreocupada e aprendi a lidar com tanta coisa de forma mais eficiente que, só por esta última lição já valeu a pena e já fazia tudo de novo. 

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